The King of Fighters 2003 (Sony Playstation 2)

Mais uma rapidinha a um The King of Fighters, para fechar o ciclo dos jogos que foram lançados originalmente na mítica Neo-Geo e que eu joguei bastante há vários anos atrás, através do emulador NeoRageX. Daqui para a frente, será tudo novidade para mim, pelo que deverei demorar um pouco até voltar a trazer jogos da série KOF cá ao blogue (ainda são bastantes!). Tal como os seus predecessores, este KOF2003 traz algumas mudanças na jogabilidade e acabou também por ser lançado na Playstation 2. O meu exemplar sinceramente já não me recordo nem onde, nem quando o comprei, muito menos quanto terá custado. Mas foi certamente barato.

Jogo com caixa e manual

Como tem sido habitual, sempre que há um novo arco de história a iniciar-se na saga KOF, temos uma nova equipa de protagonistas. E estes são o Ash, um rapaz (um pouco efeminado, diga-se) misterioso, Duo Lon, um ninja assassino e Shen Woo, outro arruaceiro. Belo trio de “heróis”! Curiosamente poderemos vir a defrontar dois final bosses distintos, mediante a nossa performance contra o mid boss. Um deles é o Adelheid Bernstein, filho de Rugal, que nos levará ao mau final. O outro boss final é mais um daqueles seres omnipotentes e que nos darão muita, muita luta! Se formarem uma equipa com Kyo Kusanagi, Iori Yagami e Chizuru Kagura (uma vez mais estas personagens não têm uma equipa própria) e vencerem o verdadeiro boss, terão direito àquele que é considerado o true ending. Este novo arco parece voltar a lidar com o tema Orochi, e isso é algo que me agrada! De resto há aqui muitas caras novas, muitas mudanças nas equipas, mas também muitas personagens que saíram.

Antes de cada combate podemos definir a ordem pela qual as personagens entram em acção, se bem que o líder tem acesso ao Leader Super Special Move

Já no que diz respeito a mecânicas de jogo, uma vez mais houve umas quantas mudanças consideráveis. O modo arcade (que também está aqui representado na conversão PS2) coloca-nos uma vez mais a combater com equipas de 3 lutadores, mas desta vez não há cá rondas múltiplas, os combates são bastante mais fluídos. Uma vez derrotado um lutador, salta para a acção o seguinte! Para além disso a SNK incluiu um sistema de tag team, permitindo-nos trocar de lutador a qualquer momento, existindo até alguns ataques especiais que podemos desencadear aquando do momento da troca, que gastarão uma das barras de special. Inicialmente cada lado poderá acumular 3 barras de special, que poderão chegar a um máximo de 5, consoante o número de lutadores da equipa que tenham sido derrotados. A versão PS2 adiciona uns quantos modos de jogo adicionais, como a possibilidade de jogar no esquema antigo de equipas de 3, divididos por rounds e sem a possibilidade de tag team, ou combates de 1 contra 1 apenas. Tanto num como no outro, podem ser jogados sozinhos ou contra um amigo. Para além do habitual modo de treino, temos também dois survivals distintos, um de combates de 1 contra um, outro de equipas.

A versão PS2 volta a ter algum 3D discreto nas suas arenas, mas podem ser desactivados nas opções

Graficamente, a versão de Neo Geo é mais uma daquelas que leva a plataforma ao limite. As personagens são tipicamente bem detalhadas e animadas e uma vez mais, felizmente, a equipa fez um bom trabalho com as arenas, pois são todas interessantes e também com bons níveis de detalhe. A versão PS2, tal como tem sido habitual nas conversões para as consolas desta geração, traz uma mistura entre o 2D e o 3D. As personagens continuam totalmente 2D, mas as arenas levaram um tratamento 3D, sempre algo discreto, que até resulta bem, na minha opinião. No entanto, nas opções temos sempre a possibilidade de reverter para os gráficos originais se assim o entendermos. A banda sonora também vai tendo algumas toadas rock aqui e ali, embora não me tenha agradado tanto como a do jogo anterior, por exemplo. E também aqui podemos alternar entre a banda sonora da versão PS2 e a original Neo Geo.

Ao participar nos modos de jogo survival, vamos desbloqueando uma série de extras, incluindo artwork

Portanto estamos aqui perante mais um excelente jogo de luta e sinceramente até gostei das mudanças que a SNK Playmore desenvolveu aqui, tornando as partidas ainda mais dinâmicas! Mas tal como disse logo no início, este foi o último KOF lançado para o já velhinho sistema Neo Geo. A série não se ficou por aqui, por entre spin offs e sequelas oficiais a série ainda foi recebendo uns quantos jogos com o decorrer dos anos. A diferença é que esses nunca os tinha jogado antes, pelo que ainda devo demorar um pouco para os jogar antes de os trazer cá.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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