Project Zero (Sony Playstation 2)

Project Zero PS2Project Zero, ou Fatal Frame como é conhecido em terrenos americanos, é uma série survival horror japonesa com um conceito muito peculiar, em que enfrentamos dezenas de espíritos apenas munidos de uma máquina fotográfica especial. E quão mais próximas forem as fotos dos fantasmas melhor, o que contribui desde já para um clima de tensão enorme. Produzido pela Tecmo, este primeiro jogo acabou por sair tanto para a Xbox como a Playstation 2, entre 2001 e 2003, dependendo do território e plataforma. Saiu portanto numa altura em que o género survival horror estava em alta, com séries como Resident Evil ou Silent Hill a terem muito sucesso de vendas e crítica. A minha cópia foi comprada algures em 2011, num leilão no leilões.net. Custou-me uns 8€ se não estou errado. Infelizmente o plástico da capa tem um rasgão na frente, fora isso está tudo normal.

Project Zero - Playstation 2
Jogo com caixa e manual

A história de Project Zero acaba por se complicar com o decorrer do jogo, mas vou tentar fazer apenas uma simples introdução. O jogo decorre em 1986 (belo ano!) e anda à volta da Miku Hinasaki, uma jovem com um sexto sentido que lhe permite ver espíritos. O dom já é de família, com o seu irmão e a falecida mãe a também o ter. Miku anda precisamente à procura do seu irmão, Mafuyu, que por sua vez tinha ido a uma tradicional mansão japonesa em ruínas procurar o seu mentor, o conhecido romancista Junsei Takamine. Junsei estava a preparar o seu novo livro, tendo-se interessado nas lendas obscuras que se falavam sobre a família Himuro e os misteriosos rituais que faziam por lá. O facto de o último patriarca da família Himuro ter assassinado todos os habitantes da mansão e de as pessoas que tenham ido para lá viver posteriormente terem desaparecido, tornaram a mansão Himuro objecto de muito mistério, com os habitantes locais a nem sequer ousar se aproximar de lá. Ora é claro que isto como sendo um jogo de terror a coisa não corre bem e ao longo do mesmo vamos ver muitos fantasmas e descobrir várias notas que nos vão contando os segredos que a família Himuro guardava.

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O círculo da objectiva torna-se vermelho sempre que um espírito se prepara para atacar.

Ao passar para a jogabilidade propriamente dita, tenho logo que falar nos controlos que, apesar de existirem 8 maneiras diferentes de controlar e movimentar a personagem, vai acontecer muitas vezes esbarrarmos contra paredes invisíveis. Por vezes basta a personagem bater com o pixel do dedo mindinho do pé numa esquina para se ficar lá preso. Posto isto, vamos ao que interessa, mas afinal como funciona isso da câmara? Pois bem, a câmara que temos disponível é bastante antiga, sendo ainda do século XIX. Ao longo do jogo vamos encontrando alguns tipos diferentes de filmes fotográficos que podemos utilizar para tirar as fotografias, isto são as “munições” do jogo. A diferença entre as categorias dos filmes apenas está na velocidade à qual a máquina carrega, e o dano que conseguimos dar aos espíritos. Ao longo do jogo vamos encontrar muitos espíritos. Alguns são estáticos, presos a um determinado local ou objecto, outros andam inofensivamente a vaguear por certos locais (embora de forma temporária), mas alguns são agressivos e atacam o jogador. Em qualquer que seja o caso, vamos sendo alertados para a sua presença, seja pelo filamento da máquina fotográfica mudar de cor na presença de um espírito, seja pelos ruídos que vamos ouvindo, o comando começar a vibrar, ou mesmo por os espíritos aparecerem de repente e nos pregarem um susto. Nessas alturas podemos retirar a máquina, passando a ver o jogo numa perspectiva de primeira pessoa. Ao centro da máquina temos um círculo que ganha cor quando apontamos a máquina para o espírito. Se for um espírito maligno, o círculo vai-se carregando com umas runas, caso o deixemos focado no alvo. Convém fazer isto, pois com a máquina completamente carregada conseguimos dar mais dano no espírito e obter mais spirit points. E para que servem estes pontos? Podemos melhorar a máquina fotográfica, desde funcionalidades básicas como o tempo de carga ou o alcance, bem como desbloquear outras funcionalidades bónus que podemos utilizar no combate contra os espíritos, como paralizá-los temporariamente, abrandá-los, entre outros. Estas habilidades especiais requerem o uso de Spirit Stones, items que vamos descobrindo ao longo do jogo de forma algo limitada, pelo que apenas deveremos utilizar essas habilidades com muito cuidado. Outras habilidades extra podem ser desbloqueadas após se terminar o jogo pelo menos uma vez. Também novas roupas para Miku, níveis de dificuldade ou o modo de jogo “Battle Mode” podem ser desbloqueados ao terminar várias vezes a aventura. Este modo consiste apenas em se jogar várias missões com Miku, com objectivos como derrotar um espírito com um número limite de filme, por exemplo.

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A mansão está repleta de espelhos nos locais mais inóspitos, mesmo para aquele sustinho 🙂

O jogo decorre sempre na mesma mansão, estando dividido em 4 capítulos, mais um pequeno introdutório onde controlamos o irmão de Miku quando este chega à mansão Himuro. Como muitos outros survival horrors, vamo-nos deparar com vários puzzles para resolver, muitos dos quais exigem a máquina fotográfica, que também consegue revelar coisas escondidas nas fotos de certos locais chave. Isto de o jogo decorrer numa mansão tradicional japonesa em ruínas confere-lhe sem dúvidas um ar de filme de terror asiático, e a história que nos vai sendo contada acabou por me agradar. O jogo era muito famoso na época por ser bastante assustador, e consigo perceber o porquê (apesar de depois do Amnesia, pouca coisa me fará “borrar a cueca”), pois apresenta espíritos aterradores e o mais importante de tudo, uma atmosfera de cortar à faca. Tirando certos momentos onde somos assombrados por melodias de folclore japonês, todo o restante jogo apresenta uma “banda sonora” absolutamente desconcertante, com ruído branco ou sons dissonantes, mantendo o jogador sempre alerta para o que der e vier. Podemos criar um save à parte com as nossas fotos preferidas, dá um certo gosto capturar alguns bons momentos. Infelizmente o voice acting da versão ocidental é muito mau. As vozes das personagens não têm carisma nenhum e as vozes dos espíritos conseguem ser tudo menos assustadoras, chega até a dar vontade de rir…

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O segundo joystick controla a lanterna, o jogador não controla a câmara a menos que esteja na perspectiva da primeira pessoa

É uma série que já vai em 4 jogos principais, com o quarto infelizmente ter-se ficado apenas pelo território japonês, e logo quando a Wii precisava de bons exclusivos no Ocidente. São decisões que não se compreende, mas ao menos alguns fãs conseguiram lançar um patch para traduzir o jogo. Quando comprar uma Wii, certamente irei importar esse Project Zero 4. Mas voltando a este jogo, ele está disponível tanto na PS2 como na Xbox, a versão Xbox como saiu mais tarde, inclui mais uns quantos extras, um novo final, um outro grau de dificuldade e mais qualquer coisa. À partida também será a versão com melhor desempenho gráfico, mas pelo que me apercebi a versão PS2 não se porta mal. De qualquer das formas, tendo em conta que é um jogo original de 2001 não se pode esperar uns gráficos excelentes, os jogos seguintes da série melhoraram bastante neste aspecto.

Killzone 3 Collectors Edition (Sony Playstation 3)

Killzone 3 PS3Ainda pouco tempo passou desde o anúncio do novo Killzone que sairá para a futura PS4, um jogo que irá narrar os eventos que levaram ao conflito entre os Helghast e as forças da ISA. Entretanto tinha saído em 2011 o Killzone 3 para a PS3, que tinha dado uma continuação directa à história do jogo anterior. É esse o jogo que falarei hoje e, tendo jogado o Killzone 2 recentemente, posso adiantar desde já que este jogo não traz muitas coisas novas. A versão que comprei é a edição de coleccionador em steelbook, mas se formos ver bem as coisas, a verdadeira edição de coleccionador seria a Helghast edition, que vem num vistoso capacete Helghast e inclui uma catrafada de coisas. É a Sony a querer ganhar mais uns trocados à pala do coleccionismo, a introduzir também esta versão para o mercado. Ao menos apenas gastei 15€ nisto numa GAME, não foi mau. O voucher para os DLCs já tinha sido usado, mas também não seria algo que me interessasse muito.

Killzone 3 CE - PS3
Jogo completo com manual, caixa em steelbook e papelada

A acção começa com o jogador na pele de um Helghast a treinar numa base militar Helghan. Como eu não tinha visto nenhum conteúdo do jogo antes, claro que a primeira coisa que me veio à cabeça foi “mas de quem é teve a ideia de fazer um jogo na pele dos Helghast? Quero ver o que aconteceu depois do KZ2!”. Mas depois lá chegamos a saber que na verdade quem estava vestido de Helghast era nem mais nem menos que Sevchenko e Rico, dois dos protagonistas principais da aventura anterior, que se tinham infiltrado na tal base para resgatar o capitão Narville que tinha sido feito prisioneiro. Após essa entrada triunfal, a narrativa volta 6 meses atrás, precisamente para os acontecimentos que se seguiram ao final do jogo anterior, onde apesar de algumas coisas muito importantes tenham acontecido, a máquina de guerra dos Helghast não parou, deixando Narville, Sevchenko, Rico e mais alguns soldados da ISA sozinhos em Helghast, cercados por forças inimigas.

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Neste jogo iremo-nos deparar com um planeta Helghan deixado em ruínas, após o conflito do jogo anterior

A jogabilidade não mudou muito desde o jogo anterior, com os controlos a serem essencialmente os mesmos, neste aspecto a grande novidade está no suporte completo ao PS Move, algo que de momento não possuo e nem tenho grande interesse em ter. Mas algumas coisas foram mudadas, o mecanismo de cover pareceu-me funcionar melhor, agora temos à disposição 3 armas que podemos carregar em simultâneo, seja o revólver, uma arma leve como uma metralhadora de assalto ou uma shotgun e uma arma pesada como um lança rockets ou uma sniper rifle, por exemplo. Existem também vários outros veículos que vamos poder controlar entre os quais um veículo que se move no gelo a alta velocidade, que é horrível de conduzir por ser tão rápido. Outras coisas interessantes é a inclusão de um mecanismo “slide to cover” que já tinha sido implementado noutros FPS anteriormente, bem como ataques “melee brutais” capazes de matar um Helghast num só golpe. Isto é bastante útil em missões mais de stealth que para a minha alegria voltaram neste jogo. Utilizar o revólver silencioso para abrir umas cabeças é sempre uma alegria! Outra coisa relevante para se mencionar é a inclusão de um jetpack num nível. Pena que estes jogos sejam tão lineares que não deixem explorar livremente estas diferentes abordagens ao combate.

Para além do modo campanha que me pareceu algo curto e mais fácil que o de Killzone 2, o jogo tem também um modo cooperativo em que podemos jogar a campanha com mais um amigo, bem como uma vertente multiplayer online. Aqui o jogo herda o sistema de classes do jogo anterior, com os jogadores a ganharem pontos de experiência ao longo das partidas que podem servir para desbloquear novas habilidades ou equipamento. Pelo que percebi, desta vez existem 3 modos de jogo, o Guerrilla Warfare que não é nada mais que um team deathmatch, o modo Operations que inclui algumas cutscenes e baseia-se na conquista de alguns objectivos tanto por parte das ISA como dos Helghast. Por fim existe o “Warzone” que consiste em sete diferentes rounds de vários modos de jogo já presentes no Killzone 2, tal como o Capture and Hold ou Assassination, por exemplo. É um modo multiplayer bastante sólido, até porque é possível comprar-se na PSN apenas a vertente multiplayer do Killzone 3. Já eu não costumo dar muita atenção ao multiplayer de FPS em consolas, quando o posso fazer muito melhor no PC, pelo que este também me tenha passado um pouco ao lado.

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O aiming down the sights continua a ser bastante útil para aqueles tiros mais certeiros

Graficamente o jogo está bastante competente, apresentando cenários variados, desde selvas densas, bases militares, cidades em ruínas, ou viagens pelo espaço a dar cabo de umas quantas naves inimigas. Como mais uma vez joguei numa TV em SD não consegui discernir grandes melhorias face ao Killzone 2, que na minha opinião já tinha gráficos bem competentes. A grande novidade aqui é o suporte completo a TVs com 3D, nota-se que em certas partes do jogo e respectivas cutscenes foram desenvolvidas de forma a obter um maior impacto para quem as visse numa TV 3D. Passando para a parte audio, aqui já me deparei com alguns problemas. Nada contra a banda sonora que está épica como sempre, ou os efeitos sonoros utilizados que cumprem bem o seu papel. Não sei se o problema é do meu disco ou se isto é um problema geral nos Killzone europeus, mas várias vezes o voice acting no jogo era interrompido nas últimas palavras, ou por vezes o audio das vozes tenha ficado ligeiramente dessincronizado com as cutscenes. Não que seja um problema de maior, mas para quem gosta da envolvente cinematográfica da coisa, é algo que acaba por irritar sempre.

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Deitar abaixo uma fortaleza móvel foi um dos pontos altos do jogo para mim

O Killzone 3 é mais um FPS competente por parte da Guerrilla Games, que apresentou mais uma vez uma campanha interessante, com maior variação de cenários mas porém bastante linear. No entanto, para quem gostar destes first person shooter modernos, repletos de scripted events e uma história épica por detrás, certamente não irá desgostar deste jogo. Para quem for novo na série, recomendaria sempre que se comprasse a colectânea dos 3 jogos para a PS3, que para além deste jogo e do Killzone 2 em disco, traz ainda uma conversão HD do primeiro jogo da série em formato digital.

Metal Gear Solid 3: Snake Eater (Sony Playstation 2)

MGS3 Snake EaterDe volta com mais um artigo da série Metal Gear Solid, desta vez com um jogo que renovou inteiramente a série, a meu ver. Metal Gear Solid 3: Snake Eater, para além de não ser jogado com Solid Snake mas sim o seu predecessor Big Boss em plenos anos 60, apresentou diversas mudanças na jogabilidade, com uma experiência com mais foco na sobrevivência. Esta edição que faz parte da minha colecção pertence à reedição que foi lançada algo recentemente, sem a menção na capa das funcionalidades online incluídas. Tenho pena que essa reedição não tenha sido a versão Subsistence que contém diversos extras tal como a versão Substance do MGS2 que analisei anteriormente. Custou-me então sensivelmente 10€ e está em óptimo estado.

Metal Gear Solid 3 Snake Eater - PS2
Jogo completo com caixa, papelada e um bom manual.

A história decorre em pleno clima de guerra fria, no ano de 1964. Naked Snake, o futuro Big Boss e um dos principais protagonistas dos primeiros Metal Gear da MSX, possui como missão infiltrar-se em solo soviético e resgatar o cientista Dr. Sokolov, que se encontrava a desenvolver uma poderosa nova arma nuclear. A coisa não corre bem, com Snake a ser surpreendido pela sua mentora “The Boss” a trair o seu país e unir-se ao lado soviético, mais precisamente à facção extremista a cargo do Coronel Volgin que estava por detrás do conflito em questão. Esta reviravolta torna a colocar Snake em plena tundra soviética, agora com o objectivo adicional de assassinar a sua antiga mentora e destruir a nova arma nuclear. Gostei bastante da história proporcionada por este jogo, repleta de jogos de conspirações e contra-espionagem, com agentes duplos e demais personagens misteriosas. Revolver Ocelot faz aqui a sua primeira aparição.

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Snake e Sokolov, o cientista por detrás de todo o conflito

Com a maior parte do jogo a decorrer em plena selva ou outros ambientes exteriores, a Konami decidiu introduzir uma jogabilidade mais voltada para a sobrevivência. Agora, para além de Snake possuir uma barra de energia que dita a quantidade de “vida” que possui, existe também uma barra de “stamina“, que vai decrescendo com o tempo, precisando de ser restabelecida com comida. Ora a comida é nada mais nada menos que a bicharada que Snake consegue caçar no meio natural. Ratos, coelhos, cobras e sapos, vale tudo! Diferentes tipos de comida restabelecerão diferentes quantidades de stamina, podendo alguns ser até venenosos ou estarem podres, tornando Snake doente. A barra de vida tornou-se auto-regenerativa, porém com algumas condicionantes. Cada vez que Snake sofre algum ferimento, ou uma intoxicação alimentar, perde de imediato alguns pontos de vida conforme seria de esperar. Depois a vida regenera até um determinado limite, não regenerando ao máximo se não tratarmos dos ferimentos. Nos items iniciais que dispomos (e poderemos encontrar diversas supplies espalhadas pelo jogo fora) temos diverso equipamento de primeiros socorros, como pensos, desinfectantes, soro, entre outros, que permitem tratar das feridas de Snake. Outra inovação trazida na jogabilidade, é um sistema de combate corporal mais avançado, com diversos novos movimentos que podemos executar.

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Desta vez as comunicações são tomadas à moda antiga

Com o jogo a decorrer nos anos 60, não podemos esperar todo o equipamento High-tech de todos os Metal Gear até à data. Aquele radarzinho todo xpto onde podiamos ver nitidamente o mapa da sala e a posição dos inimigos? Esqueçam. Aqui podemos utilizar Sonars, detectores anti-pessoais, visores térmicos e a sempre útil vista em primeira pessoa para procurar os nossos adversários e tentar passar despercebidos. Se formos descobertos, a tradicional fase de alerta-evasão-precaução decorre. De qualquer das formas, o jogo oferece um armamento de luxo se quisermos ter uma abordagem mais assassina, bem como podemos tirar partido dos objectos que estão à nossa volta, como os clichés dos barris de combustível. Caso queiramos jogar inteiramente nas sombras, o jogo oferece ainda algo de novo: a camuflagem e pinturas faciais. Dispomos inicialmente de um reduzido número de diferentes trajes e pinturas faciais que podemos alternar sempre que bem entendermos, podendo encontrar várias outras espalhadas pelo jogo, ou como conteúdo bónus acessível de outras formas. No canto superior do ecrã dispomos de uma percentagem que nos indica quão bem camuflados estamos, com os resultados a serem muito melhores se nos colocarmos em prone, como seria óbvio. Para além do modo história, Snake Eater oferece ainda algum conteúdo extra, tal como um minijogo “Snake vs. Monkey”, repleto de humor. Aqui Solid Snake deve apanhar uma série de macacos da série Ape Escape da Sony, espalhados por vários diferentes níveis. Ao completar estes níveis, também desbloqueamos alguns items bónus que poderemos utilizar no jogo principal. Para além do mais contém um modo de jogo em que apenas lutamos contra os bosses consecutivamente, para além de uma outra opção em ver todas as cutscenes do jogo que desbloqueamos.

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Esta é a The Boss, antiga mentora de Snake e uma das maiores antagonistas do jogo

Passando para a questão da apresentação audiovisual, há também muito a dizer, não fosse o jogo estar repleto de cutscenes longas como os anteriores. Felizmente aqueles diálogos a roçar o emo e divagações filosóficas levadas ao extremo do Sons of Liberty não estão aqui presentes em grande número. Apesar de existirem alguns momentos mais lamechas, ou não fosse o Snake ser obrigado a lutar contra a sua mestra, grande parte da história é contada através de cenas de acção à Hollywood, ou cenas de intriga e mistério características do tempo da guerra fria, com as ameaças nucleares, conspirações e espionagem. Devo dizer que desta vez gostei bastante do final do jogo. Ainda há tempo para existir algum fan service com as taradices do Kojima, sejam as cenas cheias de sex appeal de Eva, os já habituais posters de meninas em trajes menores, ou outras coisas mais homo que não valem a pena referir. Uma introdução interessante é o facto de, em certas partes de algumas cutscenes, podermos controlar a câmara da mesma, quando vemos a acção nos olhos de Snake. O voice acting acho que está bastante competente, com a voz de Naked Snake a ser bastante familiar. Poucas vezes ouvimos música ao longo do jogo, mas quando a mesma entra, entra no momento certo e com a mood adequada. Graficamente o jogo está óptimo para uma PS2, com efeitos de luz bem conseguidos e as personagens bem representadas, oferecendo expressões faciais convincentes. Apenas faltou o lip synch, mas para uma PS2 não podemos pedir tudo. Gostei bastante do artwork no geral, no que diz respeito à representação das personagens. Mais uma vez, iremos enfrentar diversos bosses com habilidades sobre humanas, desta vez a Cobra Unit, o esquadrão comandado pela Boss. Ainda assim, continuo a achar os do Metal Gear Solid como os mais carismáticos, apesar de a luta contra o Matusalém dos snipers ter sido bastante épica e muito bem conseguida.

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A sério, Kojima?

Haveria muito mais a dizer, o jogo está repleto de pequenos detalhes na jogabilidade que não referi, para além de muito conteúdo escondido ao longo do jogo. Gostei mesmo muito de ter jogado este Metal Gear, é facilmente dos melhores jogos que a PS2 tem para oferecer, na minha opinião. Apesar de existir também para a 3DS, as versões que eu hoje em dia recomendaria comprar seria a Subsistence para a PS2 que inclui imenso conteúdo extra, como as VR Missions, uma câmara totalmente controlável no jogo principal, um modo online, e os 2 Metal Gear originais da MSX como jogos de bónus. Como é possível que essa versão acabe por ser algo cara nos dias de hoje, a colectânea HD para a PS3 onde este jogo se inclui, também é a versão Subsistence com todo o conteúdo extra. Mesmo tendo esta Snake Eater, planeio no futuro comprar essa colectânea, este jogo merece-o.

Metal Gear Solid 2: Substance (Sony Playstation 2)

MGS2 Substance PS2O Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty era, juntamente com outros como Final Fantasy X, um dos jogos mais aguardados pelos entusiastas da Sony, tendo muitos comprado a sua PS2 por esse motivo. E com razão, não fosse o Metal Gear Solid original da PS1 ter sido um jogo tão inovador e bem construído. Inicialmente exclusivo para a PS2, ao fim de um ano acabou por ter sido relançado novamente para a mesma plataforma, juntamente da Xbox e do PC, sob o codnome Substance, sendo a versão que trago cá. Substance incluiu diverso novo conteúdo, como as “já habituais” VR Missions, mas quanto a isso já falo. A minha cópia foi comprada no Natal de 2011 na Mediamarkt do Parque Nascente, no Porto. Este jogo pertence àquela reedição algo recente que foi feita para a PS2, juntamente do MGS 3: Snake Eater. Custou-me sensivelmente 10€.

Metal Gear Solid 2 Substance - PS2
Jogo completo com caixa, manual e papelada. Mais uma vez o artwork é óptimo

Update: Para além do MGS2 Substance acima fotografado, comprei também a edição normal do Metal Gear Solid 2 Sons of Liberty, devido ao extra de incluir um DVD com o making of. Veio da Feira da Ladra em Lisboa, a um preço tão reduzido que foi quase dado.

Sons of Liberty com caixa, manuais, papelada e DVD bónus
Sons of Liberty com caixa, manuais, papelada e DVD bónus

Metal Gear Solid 2 apresenta 2 capítulos diferentes. O primeiro, intitulado “Tanker”, coloca-nos no papel de Solid Snake quando o mesmo se infiltra num navio cargueiro norte-americano, aquando da sua passagem por Nova Iorque. Snake, agora fora da Foxhound, junta-se a Otacon numa organização não governamental anti-Metal Gear, as poderosas armas nucleares que deixaram de ser secretas e passaram a ser produzidas em massa por todas as grandes potências económicas mundiais. Snake encontra-se então a bordo de um navio ocupado por U.S. Marines, com a suspeita de carregar um protótipo de um novo modelo de Metal Gear. A missão de Snake seria apenas infiltrar-se e tirar algumas fotos ao Metal Gear de forma a incriminar o governo Norte-Americano, mas as coisas correm mal e uma outra força liderada por Revolver Otacon toma o navio de assalto, destruindo-o e levando o Metal Gear Ray consigo. Após este curto capítulo, a narrativa avança 2 anos na história, onde Solid Snake se encontra declarado morto, pelo que desta vez tomamos o papel de um novo recruta sob o comando do já conhecido Coronel Roy Campbell. Raiden, como ficou assim conhecido, tem a missão de se infiltrar na Big Shell, uma plataforma marítima perto de Manhattan. Foi tomada por um grupo terrorista e têm com eles uma série de reféns, incluindo o presidente dos E.U.A.. Mais uma vez iremos descobrir uma conspiração que dá mais voltas que o porco no espeto, de tal forma que quando chegamos ao fim do jogo ainda ficamos sem perceber muito bem o que para ali aconteceu. Como sempre a tecnologia dos Metal Gear é um elemento central na história, e teremos mais uma vez diversos vilões com habilidades sobre-humanas com que nos preocupar. Um deles já é bem conhecido, o Revolver Ocelot que a meu ver continua a ser a personagem mais interessante de toda a série.

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Desta vez os bosses sobre-humanos pertencem a um novo grupo de mercenários, o Dead Cell

A versão Substance inclui diversos extras. Para além dos já conhecidos Boss Survival e Casting Theater que haviam sido incluidos nalgumas versões do Sons of Liberty, este Substance apresenta centenas de VR Missions e outras missões alternativas, cujas podem ser jogadas quer com Snake ou Raiden, estando divididas em diversas categorias. Existem missões cujo objectivo consiste em ir do ponto A ao ponto B sem ser apanhado, outras em que devemos eliminar todos os adversários, outras em que teremos de neutralizar algumas bombas, etc. Como tenho muita coisa para jogar ainda, não perdi muito tempo nestes modos alternativos. Alternativo é o que poderemos também chamar às Snake Tales, um conjunto de side missions baseadas na história do jogo, mas não pertencendo de todo ao canon da série. O mais inesperado na minha opinião foi a inclusão de um mini-jogo de Skateboarding, mesmo à lá Tony Hawk. Infelizmente esta reedição do Substance não inclui o documentário do Making of Metal Gear Solid 2, o que é pena.

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Revolver Ocelot está de volta!

De resto a jogabilidade deste jogo manteve todas as mecânicas e manobras do Metal Gear Solid da PS1, introduzindo uma série de novas manobras, como o facto de se poder esconder em cacifos e objectos similares, a perspectiva em primeira pessoa que oferecia uma precisão muito maior para atingir os guardas nos seus pontos fracos, poder-se agora andar “pendurado” em algumas superfícies, entre outros. A inteligência artificial dos inimigos também foi melhorada, sendo que os mesmos agora trabalham mais em equipa quando descobrem o jogador, comunicando constantemente entre si através dos seus rádios. Isto é interessante se bem que complica um pouco a vida para o jogador. Ao neutralizar um inimigo, o melhor é não perder muito tempo nessa sala mesmo, pois algum tempo depois alguém os tenta contactar pelo rádio e, não obtendo resposta, enviam uma patrulha de investigação, o que irá posteriormente alertar todos os outros guardas na área. O esquema do radar permanece idêntico, mostrando os campos de visão dos guardas e câmaras numa respectiva sala. Quando o jogador é descoberto, o radar muda para o modo de alerta e após o jogador se conseguir esconder, muda para o modo Evasion, onde os guardas continuam bastante atentos à procura do jogador. Nesse tempo o radar encontra-se inactivo. O que há de novo aqui é o facto o jogador ser obrigado a descarregar os mapas para a sua zona em diversos terminais espalhados pela base marítima. Dessa forma iremos jogar “às cegas” em vários pontos do jogo. Voltando à inteligência artificial, a mesma foi melhorada de forma a que agora fica também atenta à sombra do jogador, ou as suas pegadas que deixa após sair dum piso molhado. Felizmente os guardas não são assim tão inteligentes que se deixam enganar muitas vezes por alguém escondido debaixo de uma caixa de cartão.

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Raiden a armar-se em skater…

No que diz respeito à apresentação do jogo, antes de o mesmo ter saído, era facilmente dos jogos mais visualmente impressionantes que faziam parte do catálogo da PS2. Ambientes bem detalhados, com diversos efeitos gráficos notáveis, como gotas da chuva no chão, efeitos de partículas em explosões, ou mesmo pelas animações das personagens. Obviamente que com o passar do tempo a PS2 conseguiu apresentar jogos visualmente muito superiores, como o Black ou a própria sequela Metal Gear Solid 3 Snake Eater. Ainda assim, tendo em conta que é um jogo lançado originalmente em 2001,  apresenta um visual muito cuidado e bem conseguido. Só tenho pena realmente pela trama do jogo que inicialmente me pareceu bem interessante, mas na recta final a coisa já dava tanta volta e reviravolta que ficou algo difícil de discernir o que era verdade do que não o era. Para quem gosta de cutscenes a série Metal Gear (Solid) é um prato cheio e este jogo não é excepção. Na recta final deverão ter sido sem problemas umas 2 horas de cutscenes separadas por duas lutas de bosses. Quando a história é boa e os personagens são carismáticos (o que é o caso neste aspecto), até que gosto de cutscenes bem apresentadas como foi o caso. Mas quando são assim tão longas, Kojima e companhia deveria ter tido o cuidado de incluir mais alguns segmentos com gameplay pelo meio. Outro ponto que os fãs não gostaram muito foi da inclusão de Raiden. Snake, apesar de estar envolvido ao longo de practicamente todo o jogo, apenas é jogável no pequeno capítulo introdutório. O problema é que Raiden, pelo menos neste jogo, é apresentado como uma personagem bastante insegura e a narrativa está repleta de diálogos emo entre Raiden e a sua namorada Rosemary. Isto tirou de facto alguma piada ao jogo, mas a verdade é que Raiden veio para ficar, Metal Gear Revengeance que o diga.

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Raiden, definitivamente o Jar-Jar Binks deste jogo.

Para quem for fã da série, apesar de em teoria não ser um jogo tão empolgante como o primeiro, este Metal Gear não deixa de ser uma boa aventura. A versão original “Sons of Liberty” para a PS2 ficou completamente obsoleta na minha opinião, pelo que hoje em dia sempre recomendo esta versão Substance que se encontra muito facilmente nas grandes superfícies comerciais, ou mesmo a sua conversão em HD para a PS3/X360 que para além deste Substance traz também a versão Subsistence de Metal Gear Solid 3 e uma conversão para consolas domésticas do Peace Walker, originalmente lançado para a PSP. Tendo em conta que a versão PS3 dessa colectânea hoje em dia se encontra mais barata do que comprar os 3 jogos novos separadamente, eu diria que seria mesmo a melhor opção de compra.

Killzone 2 (Sony Playstation 3)

Killzone 2E aproveito para escrever mais um artigo da PS3 enquanto tenho disponibilidade para tal, e o jogo que trago cá hoje ao tasco é nada mais nada menos que Killzone 2, a sequela do “Halo-killer” que a Sony introduziu para a PS2 há uns anos atrás. Este Killzone 2 foi um jogo que alimentou várias polémicas e fez correr muita tinta por essa imprensa e internet fora, devido à sua apresentação inicial na E3 de 2005. Nessa altura a Sony apresentou uma cutscene em CG de excelente qualidade, fazendo inicialmente passar que a demo estaria a correr em tempo real num devkit da PS3. Pouco tempo depois a Sony desmentiu o facto e assumiu que a demo era toda ela em CG, mas com um nível gráfico que seria o que a Guerilla Games estaria a trabalhar para o atingir. Ainda assim, desde essa E3 de 2005 foram preciso quase mais 4 anos para que o jogo tivesse saído para o mercado e digo desde já que apesar do nível gráfico ser algo inferior ao apresentado inicialmente, agradaram-me bastante ainda assim. A minha cópia foi adquirida algures neste mês numa GAME do Porto, tendo custado algo perto dos 10€.

Killzone 2 - Playstation 3
Jogo completo com caixa e manual

A história decorre 2 anos após os eventos do primeiro jogo, onde a guerra entre as forças da ISA e os Helghast continua bem acesa. Neste jogo as forças ISA conseguem montar uma mega operação de invasão do planeta Helghan, bem sobre a cidade capital de forma a tentar capturar o ditador Scolar Visari para tentar colocar um fim à guerra. Claro que o enorme poderio militar dos Helghast não deixa que as coisas se tornem uma brincadeira de crianças, com o seu infame coronel Radec a dar bastante luta. E fica assim o mote lançado para mais uma épica campanha de batalhas militares futuristas, onde o jogador toma o papel do Sargento Tomas Sevchenko no esquadrão Alpha, liderado pelo já conhecido Rico do primeiro jogo. Outras personagens do primeiro Killzone como o Jan Templar também aparecem na história, mas infelizmente ao contrário do primeiro jogo apenas poderemos controlar uma personagem ao longo de toda a campanha, o que é pena, pois no Killzone original as diferentes personagens tinham habilidades próprias que davam uma certa dinâmica ao jogo que me agradava.

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Desta vez é tempo de visitar o planeta Helghan desolado pela guerra.

Fora isso a jogabilidade mantém-se quase idêntica, com algumas novidades. A saúde é inteiramente auto-regenerativa, não existe qualquer barra de energia que indique a vida que a personagem tem no momento, apenas temos a noção de quando a visão estiver bastante turva e manchada de sangue é sinal para procurar um abrigo. Infelizmente quando montamos turrets deixamos de ter essa percepção, morri algumas vezes a pensar que não estava a ser atingido. O conceito de procurar abrigo é algo que tem sido utilizado frequentemente nos shooters modernos, mas a sua implementação neste jogo deixou algo a desejar. Por vezes queria apenas estar agachado atrás de um pilar ou numa esquina e o jogo coloca-nos automaticamente na posição de cover, que por vezes ficamos bem mais a descoberto do que o que pretendíamos originalmente e acaba também por atrapalhar um pouco naquelas batalhas mais apertadas e que exigem reflexos rápidos. Outra coisa que mantiveram neste Killzone foi o facto de se utilizar o L3, botão que também é utilizado para o movimento, como botão de sprint. Já me alertaram que é política habitual em vários FPS na PS3, mas eu como evito jogar FPS em consolas, apenas quando se trata de algum exclusivo ou um port com algo mais, não estou habituado a estas coisas. Infelizmente para mim é um mecanismo terrível e muitas vezes queria utilizar o sprint em tiroteios mais frenéticos sem qualquer sucesso, acabando por morrer e retomar a acção num checkpoint qualquer. Felizmente melhoraram imenso a mira telescópica nas sniper rifles face ao primeiro jogo, mas ainda assim não achei perfeita, com apenas 2 presets de zoom. Outra coisa que não gostei nos controlos foi a maneira como implementaram os mecanismos de trocar de arma de fogo e a faquinha. Muitas vezes quis utilizar a faca e acabei por disparar um rocket à queima-roupa, ou vice-versa. No final lá me habituei, mas acho que poderiam ter pensado melhor estas coisas.

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Conduzir um exoskeleton foi bastante divertido.

O armamento é vasto, com muitas armas do jogo original a marcarem o seu regresso. Ainda assim, acho que limitarem o jogador em carregar apenas uma arma de fogo principal mais um revólver tenha sido algo limitativo, embora o revólver tenha munição infinita, para compensar. Outras coisinhas foram incluídas, como a capacidade de se poder conduzir alguns veículos, ou a utilização do giroscópio do Sixaxis para algumas acções, seja activar válvulas ou colocar explosivos para detonação, onde teríamos de utilizar alguns movimentos. A campanha single player não é muito longa, mas porém é épica quanto baste, repleta de tiroteios a larga escala, bem como assaltos a edifícios cheios de corredores apertados, ideais para dar umas facadas ou uns tiros de shotgun. Infelizmente, tal como referi anteriormente, o facto de se utilizar apenas uma personagem ao longo de todo o jogo foi um downgrade face ao original, até pela questão do carisma das personagens, mas já referirei algo mais sobre isso lá à frente. Para além da campanha single player, Killzone 2 apresenta um robusto modo multiplayer que ainda se encontra activo para se dar uns tiros com amigos ou ilustres desconhecidos. Infelizmente, visto que tenho um backlog colossal, não me posso dar ao luxo de perder muito tempo em modos multiplayer, mas pelo que vi pareceu-me algo bastante completo, onde implementaram sistemas de clãs, rankings e diferentes classes que podemos jogar, cada uma com características respectivas. Os modos de jogo baseiam-se em variantes dos já conhecidos Deathmatch, Capture the Flag, Conquest onde temos de controlar alguns locais chave nos mapas, entre outros que incluem proteger/assassinar uma personagem chave, ou defender/destruir alguns alvos espalhados pelos mapas.

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Gostei bastante dos cenários frios e austeros, condizem perfeitamente com a personalidade dos Helghast

Passando para a parte do audiovisual, bom, apesar de o jogo não estar ao nível das CGs que foram apresentadas na E3 de 2005, acho que mesmo assim possui gráficos bastante bons, repletos de óptimos efeitos de luz e cenários bastante detalhados e convincentes. Não me apercebi de quebras de framerate nem nada do género, mas também convém relembrar que tenho jogado tudo o que é de PS3 em SD (é um crime, eu sei). A parte audio da coisa, bom acho que está excelente. A banda sonora é épica tal como se quer de um jogo deste porte e o voice acting está convincente. Ainda assim, achei que as personagens do nosso esquadrão não tinham um carisma muito forte. A rivalidade de Rico/Hakha, ou as boquinhas entre Templar e Luger no primeiro Killzone resultaram muito melhor do que os diálogos algo genéricos entre os membros do esquadrão ao longo do jogo. Não consegui deixar de associar alguma colagem às personagens de Gears of War também… Por outro lado os vilões continuam a ser bastante imponentes. Estou-me a referir obviamente ao papel que Radec e Visari tiveram ao longo da campanha. O design dos Helghast continua excelente e apesar de achar que os seus visores iluminados sejam uma ideia estúpida num clima de guerra por serem uns autênticos chamarizes, a verdade é que lhes dá uma certa pinta.

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Embora este não seja propriamente o caso, achei que algumas armas ocupavam demasiado espaço no ecrã.

Não tenho muito mais a dizer, acho que Killzone 2 é um jogo bastante sólido, tendo melhorado bastante a nível técnico face ao anterior (também não era difícil melhorar aquele bugfest), embora eu tenha achado que os controlos não fossem os melhores. A campanha é bastante épica e deixa o jogador com vontade de avançar sempre mais, mas preferi a abordagem que foi dada no primeiro jogo, ao podermos alternar a personagem a controlar, bem como o carisma que aquele esquadrão original tinha. Ainda assim, para quem gosta de FPS repletos de “tiros, bombas e socos nas trombas”, Killzone 2 é sem dúvida um jogo a ter em qualquer biblioteca de PS3.