Hyper Street Fighter II: The Anniversary Edition (Sony Playstation 2)

A rapidinha de hoje leva-nos de volta à Sony Playstation 2, para este lançamento que é na verdade uma grande homenagem ao jogo de luta mais famoso de todos os tempos, o Street Fighter 2. Este Hyper Street Fighter II junta todos os diferentes lançamentos do jogo num só, como o SFII Tutbo, Champion Edition, Super e por aí fora, mas não numa compilação propriamente dita, mas já lá vamos. O meu exemplar foi comprado na CeX de Gaia algures durante o verão. Custou-me 15€.

Jogo com caixa e manual. É uma pena que não use a artwork japonesa.

Pois bem, em vez desta ser uma compilação como as Street Fighter Collection, na verdade este jogo coloca-nos todo o line-up do Super Street Fighter II à disposição, mas onde podemos seleccionar qual a jogabilidade que queremos usar, desde a original do World Warriors, até à do Super Street Fighter II Turbo. Naturalmente que cada versão possui as suas diferenças a nível de balanceamento de dificuldade e há lutadores que são muito mais fortes numa versão do que noutras. O meu problema com esta compilação é que este modo “Hyper Fighting” seria bastante interessante se fosse um modo de jogo de bónus, e este Hyper Street Fighter II trouxesse também versões integrais de todos as variantes do Street Fighter II aqui referidas.

O que esta edição de aniversário traz é a possibilidade de jogarmos com qualquer versão de um lutador do Street Fighter II

Para além disso, temos o Gallery Mode que uma vez mais deixa algo a desejar. As compilações que tinham saído anteriormente possuíam alguns extras interessantes como muito artwork. Um pequeno documentário de making-of seria igualmente excelente. Aqui temos um sound test que nos deixa ouvir as músicas e efeitos sonoros de todas as versões, para além das cinemáticas de início e fim de jogo. O melhor extra vai claro para a inclusão do filme anime Street Fighter II. Vem na sua versão dobrada em inglês, eu preferia que viesse apenas legendado, mas mesmo assim foi um bom extra.

Diablo (Sony Playstation)

Continuando pelas rapidinhas, o jogo que cá trago hoje é uma conversão para a Playstation de um dos grandes clássicos do PC, o Diablo. Apesar de ser um jogo de peso, eu já dei a minha opinião sobre o mesmo, que pode ser lida aqui. Este artigo vai-se focar mais nas diferenças entre versões, pelo que para uma retrospectiva com mais conteúdo, recomendo a leitura do primeiro artigo. O meu exemplar foi comprado a um particular há uns meses atrás no OLX. Foi um lote de jogos PS1 em que me ficaram a 7.5€ cada.

Jogo com caixa e manual

As maiores diferenças estão em dois campos: os controlos e o multiplayer. Apesar de haver um rato para a Playstation, este Diablo não tira partido desse acessório, usando apenas o gamepad original (sem analógico). Ora isto causa alguns problemas, principalmente no acesso a menus e seleccionar rapidamente alguns itens ou magias. Mas pensaram nisso, pelo que podemos alocar uma série de slots de acesso rápido, ideais para poções ou scrolls. Há também um botão só para usar magias/skills, e um outro para ir alternando por entre as skills que vamos aprendendo. Tudo o resto obriga-nos a ir a um menu. No combate em si, implementaram algum auto-aiming no caso de ataques de médio/longo alcance, para facilitar um pouco as coisas. Mas ainda assim, rato e teclado all the way, até porque a acção aqui parece-me um pouco lenta.

Para um jogo que não suporta rato e teclado, há muita coisa que pode ser customizada

No que diz respeito ao multiplayer, enquanto no PC as opções eram mais variadas, com vários modos de jogo online. Aqui apenas temos direito a multiplayer local, com um máximo de 2 jogadores em simultâneo. A boa notícia é que não é em split screen, a má notícia é que ambos os jogadores não se podem afastar muito um do outro e sempre que alguém precise de abrir um menu, ou colocar o jogo em pausa, o outro jogador também não pode fazer nada.

Os cenários são bastante sinistros, como é habitual na série

De resto a nível audiovisual é practicamente a mesma coisa da versão PC, embora no PC os gráficos sejam em maior resolução e com um pouco mais de detalhe. Mas tanto uma versão como a outra infelizmente não envelheceram muito bem. A música de Tristram, no entanto, essa é intemporal.

Este Diablo para a Playstation não deixa de ser um bom jogo, mas de longe a versão PC é superior. Ainda assim, é uma versão minimamente competente, onde fica a faltar o suporte ao rato, ou a possibilidade de usar 2 Playstations conectadas entre si, para um multiplayer mais bem conseguido.

Omega Boost (Sony Playstation)

Continuando pelas rapidinhas, o jogo que vos trago hoje foi para mim mais uma excelente surpresa, desta vez para a primeira Playstation. Produzido pela Polyphony Digital, os mesmos criadores da série Gran Turismo, este Omega Boost é um shooter de mechas na terceira pessoa bastante competente, e surpreendente precisamente por ter vindo de um estúdio cujo único jogo desenvolvido que não fosse de corridas ser precisamente este. O meu exemplar foi comprado há uns meses atrás a um particular no OLX, tendo-me custado algo em torno dos 7.5€.

Jogo com caixa e manual

A história do jogo é interessante, se bem que um pouco bizarra. Basicamente o jogo decorre no futuro, onde a inteligência artificial tornou-se de tal forma avançada que se voltou contra a humanidade, levando-nos a uma devastadora guerra entre Homem e máquinas. Sim, isto já vimos no Terminator, mas a forma que arranjaram para dar a volta à situação é que é mais mindfuck. A raça humana tenta voltar atrás no tempo para impedir a IA Alphacore de existir, mas a IA consegue antecipar isso, rouba a tecnologia de viagens no tempo para si mesma, volta atrás no tempo e implanta no ENIAC, o primeiro computador da história, uma válvula infectada com um vírus que garante a sua sobrevivência. Então nós vamos pilotar o Omega Boost e defrontar todas as forças da AlphaCore que se atravessem no nosso caminho, viajar no tempo e trocar a tal válvula do ENIAC por uma perfeitamente banal.

O lock-on permite-nos lançar um certo número de mísseis em simultâneo, pelo que é sempre bom podermos seleccionar mais que um oponente

Este Omega Boost é um shooter algo on-rails, mas que nos dá bastante liberdade de movimentos. Faz-me lembrar em vários pontos jogos como Panzer Dragoon, Space Harrier e After Burner. Por um lado por ser bastante frenético e com inimigos a surgirem de todos os lados, por outro pelas mecânicas de jogo que favorecem os mecanismos lock-on e disparar mísseis para tudo o que seja alvo a abater. Podemos também usar uma metralhadora que acaba por ser bastante útil para defrontar enxames de inimigos menores, e uma super arma, o Viper Boost, capaz de causar dano a todos os inimigos no ecrã. Esta última usa uma barra de energia própria que vai enchendo à medida que vamos derrotando inimigos. Quando o decidimos usar, o nosso mecha envolve-se numa luz azul e começamos a efectuar uns ataques kamikaze, ao ir contra os inimigos que nos apareçam à frente. No final de cada nível a nossa performance é avaliada consoante o número de inimigos abatidos, o tempo que levamos a completar o nível e a nossa habilidade, podendo desbloquear níveis de bónus, ou upgrades para o nosso mecha, como aumentar o número de mísseis que conseguimos disparar em simultâneo, ou mesmo desbloquear o já referido Viper Boost.

Como seria de esperar, bosses e mid bosses é coisa que não falta aqui!

Para além dos tiroteios, o Omega Boost também exige uma grande destreza nas suas manobras, podendo usar boosts específicos para nos esquivarmos do fogo inimigo, usar a habilidade de scan que nos direcciona para o próximo conjunto de inimigos, ou até alternar para uma vista de primeira pessoa se quisermos uma maior precisão dos tiros da metralhadora. Os controlos acabam por ser algo intuitivos ao fim de algum tempo de jogo e com todo os inimigos que vamos defrontar, incluindo vários bosses, obrigam-nos mesmo a conseguir controlar o nosso mecha da melhor forma possível. Não é por acaso que existe um modo de treino que nos ajuda a descobrir todas estas mecânicas de jogo e recomendo vivamente que se comece por aí.

Graficamente é um jogo excelente, bastante fluído e rico em detalhes

No que diz respeito aos audiovisuais, este é também um dos jogos tecnicamente mais impressionantes para a Playstation original. A nível gráfico impressiona não só pelo detalhe dos mechas e inimigos (que por sua vez o design tem o cunho do criador da série Macross) ou os excelentes efeitos gráficos e de partículas que vamos vendo ao longo do jogo, como os rastos de luz, explosões, partículas pelo ar. E tudo isto com uma fluidez fantástica, sem quaisquer slowdowns. As cutscenes usam uma mistura de CGI e video com actores reais, o que também é interessante. Um pouco como na série Wing Commander. Os efeitos sonoros são excelentes e a banda sonora oscila entre o rock e a música electrónica, algo que assenta muito bem ao jogo. De notar que a banda sonora é diferente entre as três versões.

No fim de contas, este Omega Boost acaba por se revelar numa excelente surpresa. É uma pena que seja um jogo algo desconhecido e que não tenha havido qualquer sequela ou remake até agora, mas é um jogo que vale bem a pena a sua compra, especialmente se forem fãs de shooters e/ou de jogos com mechas.

Metal Slug Anthology (Sony Playstation 2)

Já o referi várias vezes. A Playstation 2 foi uma consola colossal. Teve tanto sucesso que muitas empresas se deram ao trabalho de lançar várias compilações de jogos clássicos. A menos que sejam jogos ocidentais como foi o caso da Williams, essas compilações tendem a ficar-se apenas pelo Japão, mas não, na Playstation 2 muitas foram as que chegaram até nós Europeus. E as compilações com o selo da SNK sempre foram as que mais me interessaram, tal como é este Metal Slug Anthology, cuja minha cópia foi comprada numa Player aqui no Maiashopping algures em Maio deste ano. Custou-me cerca de 15€.

Compilação com caixa e manual

Metal Slug é uma série que dispensa apresentações. Uma excelente série de acção / plataformas / shooters que começou o seu legado nos sistemas arcade e Neo Geo. Esta compilação inclui o Metal Slug, Metal Slug 2, Metal Slug X, Metal Slug 3, Metal Slug 4, Metal Slug 5 e por fim o Metal Slug 6. Para todos estes jogos, excepto o Metal Slug 6 e o Metal Slug X que é na verdade uma versão melhorada do Metal Slug 2, todos eles possuem já artigos próprios, pelo que recomendo a sua leitura para uma análise mais detalhada. Vou aproveitar este artigo para escrever um pouco sobre o Metal Slug 6, o primeiro jogo da série já a não ser desenvolvido no velhinho hardware da Neo Geo, mas sim na Atomiswave da Sega, uma espécie de sucessor do sistema Naomi.

No Metal Slug 6 o elenco de personagens possui habilidades diferentes entre si

No Metal Slug 6 a história retorna de novo à aliança entre o ditador Morden e os marcianos, mas depressa vemos que afinal os marcianos foram invadidos por uma outra espécie ainda mais letal de alienígenas, que se preparam para invadir a terra também. Ao longo do jogo vamos então cooperando com as forças do ditador Morden, bem como os próprios marcianos enquanto enfrentamos esta nova ameaça.

No Metal Slug 6 os backgrounds são mais bem definidos, o que não me agrada tanto pois sou fã devoto do pixel art desta série

A nível de jogabilidade o Metal Slug 6 trás muitas novidades, incluindo o facto de cada personagem jogável possuir diferentes habilidades e pontos fortes ou fracos. Por exemplo, algumas personagens já vêm equipadas com metralhadoras, ou são mais fortes quando conduzem veículos, outros são mais fortes no combate desarmado, entre outras habilidades. Outra das novidades está mesmo no facto de podermos carregar 2 armas especiais ou conduzir novos slugs, como o burro equipado com uma metralhadora, ou uma “escavadora-helicóptero”, para aquele segmento em que temos de escavar um fosso e combater alguns inimigos subterrâneos.

Por outro lado, o que não falta são coisas grandes para destruir!!

De resto é um jogo repleto de acção como todos os da série Metal Slug, ficando apenas a perder um pouco nos audiovisuais. Isto porque os gráficos estão mais clean, especialmente o dos cenários de funto, que sinceramente já não me agrada muito visto eu ser um grande fã do pixel-art introduzido nesta série. As músicas também não são lá muito cativantes. Preferia que fossem mais rock como em alguns jogos da série!

A compilação em si é excelente, incluindo também alguns extras desbloqueáveis, como uma galeria de imagens alusivas aos jogos aqui incluídos. É um título de peso para se ter numa colecção de Playstation 2, pena que tenha vindo a encarecer bastante nos últimos tempos. Se o virem baratinho aproveitem que vale bem a pena!

Untold Legends: Warriors Code (Sony Playstation Portable)

Após ter demorado tanto tempo (e com tantas interrupções por falta de vontade) para terminar o primeiro Untold Legends para a PSP, com este segundo, o Warriors Code, acabou por ser jogado muito, muito mais rápido e cá estou eu para mais um artigo, apesar deste vir a ser uma quase rapidinha. Mas com o facto de eu ter terminado este jogo muito mais rápido, deve ser por ser mais curto e/ou com uma jogabilidade mais aliciante não? Posso-vos já adiantar que foi um misto das duas opções. O meu exemplar foi comprado algures no ano de 2015, não me recordo bem, numa das Cash Converters deste país. Foi barato, certamente.

Jogo com caixa e manual

O Untold Legends anterior passava-se no reino de Aven, este aqui já se passa noutro local e era, com os Changelings (humanos capazes de se transformar numa forma bem mais animal, como os lobisomens) a ter um papel de destaque. Acontece que o imperador foi assassinado por forças maléficas e invasoras de uma outra dimensão, e nós, um jovem changeling, vemo-nos “presos” com a resistência que almeja derrotar o novo Imperador e restaurar o trono ao jovem príncipe que também albergam.

O sistema de skills está muito mais simplificado, e tal como no jogo anterior podemos assigná-las a diferentes botões

Na sua essência, este é um RPG de acção algo semelhante ao Diablo, tal como o seu predecessor. No entanto melhoraram algumas coisas na sua jogabilidade, como a possibilidade de nos transformarmos temporariamente na nossa forma animal e assim desferir golpes mais letais. O sistema de skills também é mais simples desta vez e uma vez mais teremos várias classes à nossa escolha para jogar. Mas o que tornou este jogo bem mais empolgante que o anterior? Bom, uma série de coisas.

A história não é nada de especial, mas desta vez tiveram mais preocupação em contá-la

Para além da jogabilidade um pouco mais refinada, a apresentação e história acaba por estar bem mais interessante. Isto porque vamos tendo várias cutscenes ao longo do jogo que nos vão contando a história, seja através do motor gráfico do próprio jogo, seja através de imagens estáticas em background, como na prequela. Mas ao menos agora temos voice acting, o que lhe dá logo outro apelo. As dungeons também são muito mais variadas e graficamente muito melhor detalhadas do que algumas vez o foram no primeiro jogo. Temos áreas exteriores, bastante largas, bem como dungeons labirínticas e repletas de corredores estreitos.

Ocasionalmente lá temos um boss para derrotar. E estes attack of opportunity são uma novidade, permitindo-nos tirar vantagens quando os inimigos estão atrapalhados

Existem, no entanto, algumas coisas que pioraram face ao primeiro jogo. A primeira é o controlo do mapa nas dungeons, que agora é nulo. Antes lá dava para fazer zoom e conseguir ver mais do mapa, agora não. A outra coisa que a meu ver ficou para pior é o facto dos inimigos não fazerem respawn. Nunca. Portanto voltar a visitar uma zona que já exploramos antes, só mesmo para procurar algum caminho que não tenhamos ainda percorrido, ou procurar algum tesouro por abrir. Ora isso torna a experiência que podemos ganhar algo limitada. Sim, há um modo multiplayer, e ao contrário do primeiro jogo que apenas aceitava redes ad-hoc, ou seja, várias PSPs próximas umas das outras ligadas numa rede sem fios, aqui sempre poderíamos entrar numa vertente verdadeiramente online, algo que eu não cheguei a experimentar, mas aí acredito que as coisas pudessem ser mais interessantes. No entanto, não fiquei com razão nenhuma para voltar a pegar no jogo, depois de ter feito a história principal. A não ser que o quisesse rejogar com uma diferente personagem de outra classe, o que não o fiz.

A nível audiovisual já foi um jogo muito mais bem conseguido que o anterior. Seja simplesmente pela apresentação dos menus, o facto de ter voice-acting, ou os níveis muito melhor detalhados, com as planícies cheias de vegetação e de vida, ou as cavernas cheias de detalhe.