Omega Boost (Sony Playstation)

Continuando pelas rapidinhas, o jogo que vos trago hoje foi para mim mais uma excelente surpresa, desta vez para a primeira Playstation. Produzido pela Polyphony Digital, os mesmos criadores da série Gran Turismo, este Omega Boost é um shooter de mechas na terceira pessoa bastante competente, e surpreendente precisamente por ter vindo de um estúdio cujo único jogo desenvolvido que não fosse de corridas ser precisamente este. O meu exemplar foi comprado há uns meses atrás a um particular no OLX, tendo-me custado algo em torno dos 7.5€.

Jogo com caixa e manual

A história do jogo é interessante, se bem que um pouco bizarra. Basicamente o jogo decorre no futuro, onde a inteligência artificial tornou-se de tal forma avançada que se voltou contra a humanidade, levando-nos a uma devastadora guerra entre Homem e máquinas. Sim, isto já vimos no Terminator, mas a forma que arranjaram para dar a volta à situação é que é mais mindfuck. A raça humana tenta voltar atrás no tempo para impedir a IA Alphacore de existir, mas a IA consegue antecipar isso, rouba a tecnologia de viagens no tempo para si mesma, volta atrás no tempo e implanta no ENIAC, o primeiro computador da história, uma válvula infectada com um vírus que garante a sua sobrevivência. Então nós vamos pilotar o Omega Boost e defrontar todas as forças da AlphaCore que se atravessem no nosso caminho, viajar no tempo e trocar a tal válvula do ENIAC por uma perfeitamente banal.

O lock-on permite-nos lançar um certo número de mísseis em simultâneo, pelo que é sempre bom podermos seleccionar mais que um oponente

Este Omega Boost é um shooter algo on-rails, mas que nos dá bastante liberdade de movimentos. Faz-me lembrar em vários pontos jogos como Panzer Dragoon, Space Harrier e After Burner. Por um lado por ser bastante frenético e com inimigos a surgirem de todos os lados, por outro pelas mecânicas de jogo que favorecem os mecanismos lock-on e disparar mísseis para tudo o que seja alvo a abater. Podemos também usar uma metrelhadora que acaba por ser bastante útil para defrontar enxames de inimigos menores, e uma super arma, o Viper Boost, capaz de causar dano a todos os inimigos no ecrã. Esta última usa uma barra de energia própria que vai enchendo à medida que vamos derrotando inimigos. Quando o decidimos usar, o nosso mecha envolve-se numa luz azul e começamos a efectuar uns ataques kamikaze, ao ir contra os inimigos que nos apareçam à frente. No final de cada nível a nossa performance é avaliada consoante o número de inimigos abatidos, o tempo que levamos a completar o nível e a nossa habilidade, podendo desbloquear níveis de bónus, ou upgrades para o nosso mecha, como aumentar o número de mísseis que conseguimos disparar em simultâneo, ou mesmo desbloquear o já referido Viper Boost.

Como seria de esperar, bosses e mid bosses é coisa que não falta aqui!

Para além dos tiroteios, o Omega Boost também exige uma grande destreza nas suas manobras, podendo usar boosts específicos para nos esquivarmos do fogo inimigo, usar a habilidade de scan que nos direcciona para o próximo conjunto de inimigos, ou até alternar para uma vista de primeira pessoa se quisermos uma maior precisão dos tiros da metralhadora. Os controlos acabam por ser algo intuitivos ao fim de algum tempo de jogo e com todo os inimigos que vamos defrontar, incluindo vários bosses, obrigam-nos mesmo a conseguir controlar o nosso mecha da melhor forma possível. Não é por acaso que existe um modo de treino que nos ajuda a descobrir todas estas mecânicas de jogo e recomendo vivamente que se comece por aí.

Graficamente é um jogo excelente, bastante fluído e rico em detalhes

No que diz respeito aos audiovisuais, este é também um dos jogos tecnicamente mais impressionantes para a Playstation original. A nível gráfico impressiona não só pelo detalhe dos mechas e inimigos (que por sua vez o design tem o cunho do criador da série Macross) ou os excelentes efeitos gráficos e de partículas que vamos vendo ao longo do jogo, como os rastos de luz, explosões, partículas pelo ar. E tudo isto com uma fluidez fantástica, sem quaisquer slowdowns. As cutscenes usam uma mistura de CGI e video com actores reais, o que também é interessante. Um pouco como na série Wing Commander. Os efeitos sonoros são excelentes e a banda sonora oscila entre o rock e a música electrónica, algo que assenta muito bem ao jogo. De notar que a banda sonora é diferente entre as três versões.

No fim de contas, este Omega Boost acaba por se revelar numa excelente surpresa. É uma pena que seja um jogo algo desconhecido e que não tenha havido qualquer sequela ou remake até agora, mas é um jogo que vale bem a pena a sua compra, especialmente se forem fãs de shooters e/ou de jogos com mechas.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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