Confesso que desde a era dos 16bit que me desliguei um pouco dos videojogos da Disney, sendo que esta adaptação do Hércules foi das primeiras a ter um foco nas consolas da próxima geração, com um lançamento para a Playstation e também para o PC. O jogo na Europa tem este nome comprido porque por cá também foram lançados no PC outro tipo outros videojogos e software interactivo que não de acção. O meu exemplar foi comprado algures no mês de Setembro a um particular, tendo-me custado 3€.
Jogo com caixa e manual, versão platinum
O jogo segue o filme da Disney que por sua vez é uma adaptação da lenda de Hércules, filho de Zeus que, para reclamar um lugar no Olimpo, terá de mostrar toda a sua valentia na terra, no meio dos mortais. Começamos o jogo numa espécie de campo de treino, passando por outros locais como a cidade de Atenas e defrontando vários seres mitológicos como a centauros, a Medusa, ciclopes, culminando num confronto contra o próprio Hades.
Apesar de ter sido desenvolvido para as consolas de próxima geração, este é ainda um jogo em 2D e ainda bem
Na sua essência, este é um jogo de plataformas em 2D, como os clássicos que tinham sido publicados anteriormente pela Virgin nas consolas 16bit. Para além dos níveis de puro platforming temos os outros que são vistos numa perspectiva em 3D onde estamos constantemente a correr para a frente e temos de nos desviar de uma série de obstáculos. Nos níveis de platforming puro, também podemos por vezes alternar entre diferentes planos, mas no geral a jogabilidade é toda 2D, à moda antiga. Os botões faciais da playstation servem para saltar, atacar com a espada ou distribuir socos. Por vezes teremos de destruir alguns objectos para desbloquear o caminho, e para isso temos de carregar energia e distribuir um mega soco! Pelo caminho vamos encontrando vários itens, desde letras que soletram o nome de Hércules e vasos de barro que nos vão dando continues ou passwords dos níveis em que estamos.
Muitas vezes podemos alternar entre diferentes planos de acção, mas as mecânicas mantêm-se as de um jogo 2D
A vida de Hércules pode ser regenerada ao encontrar bebidas energéticas e pode ser extendida ao coleccionar action figures do mesmo. Podemos no entanto encontrar outros power ups que podem ser seleccionados e activados a qualquer momento no jogo, através dos botões de cabeceira do comando. Estes consistem em power ups que nos conferem poderes temporarios como invencilidade ou a possibilidade da nossa espada disparar raios eléctricos ou bolas de fogo. No caso dos nívels “de corrida” podemos ainda encontrar um calçado especial que nos deixa correr bastante rápido e levar tudo à nossa frente por breves segundos.
Por vezes também temos estes níveis de corrida, onde estamos sempre a correr, sem conseguir parar ou voltar para trás.
A nível audiovisual, apesar do jogo possuir cenários maoritariamente 2D, onde destaco as sprites com óptimos detalhes e níveis de animação, também vamos vendo alguns objectos ou partes do cenário em 3D, mas sempre de uma forma algo discreta, pois o core do jogo é mesmo em 2D. Os efeitos sonoros são também bons, e o mesmo pode ser dito da música, embora sinceramente isso fosse de esperar, pois sendo este um jogo em CD, já permite músicas de qualidade CD-Audio, e muitas vozes. E sendo estas retiradas de um blockbuster da Disney, claro que o resultado final teria que ser bom.
Tal como já referi no artigo do Final Fantasy, tanto o primeiro jogo da saga como o segundo, foram já relançados numa série de plataformas, cada versão com diferentes updates. Uma dessas versões foi a Playstation Portable, que recebeu uma mistura entre os melhoramentos introduzidos na versão Playstation (cutscenes em CG, galerias de arte), com o bestiário e dungeons adicionais introduzidos pela versão da Gameboy Advance. Para além disso, continham ainda novas dungeons e efeitos gráficos não existentes noutras versões até à data. Este meu exemplar foi comprado há uns anos atrás numa loja no Porto por 5€, estando ainda selado.
Jogo completo com caixa, manual e papelada.
O segundo Final Fantasy apesar de ter saído inicialmente em solo japonês no final do ano de 1988, já apresentava uma narrativa mais detalhada e mais madura também. A história leva-nos a um mundo em conflito, onde um imperador estava a invadir os reinos vizinhos e espalhar o terror pela população. Inicialmente vemos os nossos 4 heróis Firion, Maria, Guy e Leon a serem brutalmente atacados pelas tropas imperiais com Leon a desaparecer e os restantes 3 a serem resgatados pela princesa Hilda do reino de Fynn, que estabeleceu a base da resistência na cidade de Altair. O jogo coloca-nos então nesse conflito contra as forças imperiais, com o paradeiro de Leon a ser descoberto só bem mais tarde no jogo e a sua posição na nossa party de 4 guerreiros a ser temporariamente preenchida por personagens como Minwu, um white mage, Josef, um guerreiro da cidade de Salamand, Leila, uma pirata, entre outras personagens. Digo que este jogo possui uma narrativa mais madura pois para além de haverem mais diálogos e a história ter contornos mais sérios, há também mais momentos dramáticos com a morte de várias personagens relevantes para a história.
Ao contrário do primeiro jogo que tinha uma história básica, aqui as coisas estão um pouco mais apimentadas
No que diz respeito à jogabilidade, por um lado esta herda algumas das mecânicas do seu antecessor, mas por outro lado introduz também muitas novidades. As batalhas são aleatórias e por turnos, onde poderemos escolher atacar, usar magias ou itens, defender ou fugir. Também como no remake do primeiro Final Fantasy corrigiram uma coisa que sempre me irritou no original da Famicom: se escolhermos atacar um determinado inimigo numa determinada posição e ele entretanto morrer por via de outro ataque, aquele que tinhamos previamente preparado acaba por “cair em saco roto”, não tendo efeito. Aqui não, o jogo escolhe aleatoriamente outro alvo.
Mas vamos às diferenças, já que estas são uma peça importante no jogo. Aqui não há o conceito de níveis, as personagens não ganham pontos de experiência e níveis como em muitos outros RPGs. No entanto, à medida em que vamos combatendo, as personagens vão ganhando melhorias nos seus atributos de forma algo aleatória, como pontos de vida ou mana, melhorar os pontos de ataque, defesa, agilidade, entre tantos. No que diz respeito às armas e magias, também vamos ganhando experiência à medida em que as vamos usando. Por exemplo, se tivermos equipado uma espada, vams ganhando pontos de experiência em espadas, e vamo-nos tornar mais habilidosos com espadas, os nossos ataques vão causando mais dano à medida em que subimos o nível da arma. Por outro lado se decidirmos equipar um machado ou um arco, já teremos de evoluir a nossa destreza com essas armas também. As magias também seguem uma mecânica semelhante. Podemos comprar magias em várias cidades e equipá-las em qualquer personagem, não havendo aqui o conceito de classes. Mas é com o uso que as mesmas vão sendo melhoradas. Aqui não há Fire, Fira, Firaga mas sim diferentes níveis da mesma magia – Fire.
No que diz respeito aos combates em si, pouca coisa muda face ao primeiro jogo
No que diz respeito ao conteúdo, conforme já referido acima este jogo traz os extras do remake existente na PS1, incluindo cutscenes em CG, uma galeria com artwork e uma banda sonora de qualidade CD Audio. Traz também a história melhorada do remake da Gameboy Advance, incluindo as suas dungeons opcionais intituladas Souls of Rebirth, onde jogamos uma campanha interessante só com personagens que tinham morrido na aventura principal. Para além disso, e tal como no Final Fantasy da PSP, temos ainda mais umas quantas dungeons opcionais que sinceramente desta vez não cheguei a experimentar pois fiz asneira e gravei por cima do save principal onde tinha terminado o jogo. Mas a julgar pelo conteúdo exclusivo trazido no primeiro jogo, deverão ser dungeons que valem a pena.
No que diz respeito aos audiovisuais, este é um óptimo remake, pois mantém os gráficos 2D característicos dos primeiros jogos da série, no entanto os cenários apresentam muito mais cor e detalhe do que qualquer outra versão lançada até à época. As músicas, tal como já referi possuem qualidade CD Audio e mantêm o padrão de qualidade da Square-Enix ou seja, são de géneros diversos, com boa composição e algumas melodias orelhudas e que ficam na memória.
A versão PSP traz uma série de efeitos gráficos que não temos nas outras versões
Portanto, apesar do Final Fantasy II ser um jogo algo diferente dos restantes, pelas mecânicas de jogo introduzidas e que muitas delas não voltaram a ser usadas, não deixou de ser uma óptima experiência e sinceramente esta versão PSP parece-me mesmo ser a melhor até à data para os experimentar.
Continuando pelas rapidinhas vamos num instante ao segundo jogo da saga Guilty Gear, uma série de jogos de luta 2D produzidos pela Arc System Works, conhecidos pela sua jogabilidade alucinante e banda sonora repleta de guitarradas mesmo como eu gosto. Esta sequela já acabou por sair originalmente nas arcades, através do sistema Naomi da Sega. Naturalmente que foi depois convertido para várias consolas, entre as quais esta versão para a PS2 que cá tenho e deu entrada na minha colecção algures em Setembro de 2016 através de uma compra na CeX. Custou-me 2€.
Jogo com caixa, manual e papelada
Tal como jogos como Samurai Shodown ou Last Blade, esta série é também de jogos de luta 2D onde os lutadores usam armas brancas, predominantemente espadas. Mas ao contrário dessas duas séries cujo foco está na cultura Samurai e/ou outras artes marciais orientais, aqui a narrativa leva-nos para um futuro apocalíptico, com cyborgs chamados Gears no centro dos conflitos. Mas também se vai buscar muitas influências às tradições japonesas ou até temáticas do sobrenatural.
As persoagens possuem todas um óptimo design e golpes especiais
A jogabilidade é, à falta de melhor palavra, intensa. Há um grande foco nos combos e counters e, tal como no primeiro jogo vamos tendo uma barra de “tensão” que vai aumentando consoante a nossa performance nas batalhas. Quando a barra chegar a um certo nível, poderemos desbloquear alguns golpes poderosos e, no caso de atingirmos o nível máximo de tensão poderemos desencadear um golpe mortal, que se bem feito, mata o nosso oponente, vencendo assim o combate, não interessando o round em que estivermos. De resto dispomos aqui de vários modos de jogo que dispensam apresentações, tais como o arcade, o versus para 2 jogadores, um modo de treino onde poderemos apurar as mecânicas de jogo e as particularidades de cada lutador e por fim temos também o survival. Este último, tal como o nome indica é um modo de jogo onde a nossa resiliência é posta à prova, onde teremos de enfrentar vários oponentes de forma consecutiva, sem a nossa vida ser regenerada entre rounds.
A jogabilidade é caótica e os gráficos são de um 2D excelente!
No que diz respeito aos audiovisuais este é mais um jogo excelente. As arenas estão repletas de detalhes, assim como as personagens são muito bem desenhadas, possuindo boas animações e um visual muito original. Assim se faz um bonito jogo em 2D! Mas se por um lado os gráficos são muito bons, todo o som, desde as habituais falas em Japonês dos lutadores que não conseguimos entender, passando pela “narração” das batalhas ou pela banda sonora, tudo excelente! Adoro aqueles detalhes de “Heaven and Hell”, “Duel” e “Let’s Rock” ditos por uma voz robotizada antes de cada combate. As músicas, uma vez mais estão mesmo no meu gosto. Metal com grandes guitarradas! Mesmo naquelas músicas mais calmas e com algumas influências mais folk, a guitarra rock acaba por se destacar depois. Só tenho pena que, em comparação com o primeiro jogo, aqui não tenhamos mais diálogos entre as personagens, para percebermos melhor a história e a relação que uns lutadores vão tendo uns com os outros. Aqui temos apenas uma frase dita pelo vencedor no final de cada combate e siga.
Portanto, temos aqui um belo jogo de luta, cujo acabou por ter mais tarde inúmeros follow ups, sendo que alguns deles nunca chegaram a sair cá em solo nacional. A ver se os trago cá num futuro próximo.
A saga Assassin’s Creed era bastante original na altura em que saiu. Conta-nos o conflito secular entre a ordem secreta dos templários que tentava controlar toda a população e por outro lado os Assassinos, que pregavam a liberdade absoluta. Por um lado o jogo decorre nos tempos de hoje, onde controlamos Desmond Miles, que, através da tecnologia Animus, conseguíamos reviver as memórias dos seus ancestores asassinos que estavam alojadas no seu ADN, vivendo as suas experiências em diversas fases da nossa História. Começamos na idade média, no tempo das Cruzadas e com o assassino Altair, já no segundo jogo principal da série revivemos as histórias de Ezio Auditore da Firenze, no período dourado do Renascimento, em pleno século XV e XVI, na Itália.
Jogo com caixa e manual
Este AC Brotherhood continua a história exactamente do ponto onde o jogo anterior nos deixou, e vamos mais uma vez reviver as memórias de Ezio, desta vez com o jogo centrado na cidade de Roma, desde o pequeno distrito do Vaticano, passando para a cidade “moderna” e todas as suas ruínas do Império Romano. Ocasionalmente lá visitaremos outras localidades, como pequenos flashbacks em Florença ou algumas missões secundárias noutras localizações, como o monte Vesúvio. Mas já lá vamos. Sinceramente não me recordo bem onde e quando foi comprado o meu exemplar, creio que foi numa Cash Converters ou CeX, certamente antes de 2016 e não deve ter custado mais de 7€.
Uma das coisas que mais gostei neste jogo (e no anterior também) eram estes momentos trivia sobre algumas personagens e localidades notáveis que visitamos
O jogo herda as mesmas mecânicas do seu antecessor, apresentando um mundo em open world (embora nem todas as áreas do jogo estejam abertas logo no início), onde poderemos fazer várias missões, algumas obrigatórias para progredir na história, outras meramente opcionais mas que também dão jeito quanto mais não seja para ganhar dinheiro ou desbloquear alguns extras. Também tal como os seus predecessores, há aqui um foco numa jogabilidade furtiva, onde teremos de passar despercebidos por entre os guardas, Aliás, muitas das missões obrigam-nos mesmo a não ser detectados de forma alguma. Para isso temos algumas artimanhas como andar misturados nas multidões ou escondidos em fardos de palha, poços ou outros lugares menos suspeitos. Assassinar os guardas por trás (mesmo à traição!) e depois esconder os seus corpos também pode ser uma opção, mas convém que seja num local reservado senão de outra forma a população também entra em pânico e chama à atenção dos restantes guardas.
Lembram-se da cidade de Monteriggioni que tão carinhosamente reconstruiram no jogo anterior? Pois, é reduzida aqui em ruínas.
Se formos apanhados podemos fugir e aí o parkour ganha especial relevância pois teremos de escalar paredes, saltar entre telhados o mais rápido possível para perder os guardas de vista. Caso decidamos combater, o jogo mantém o mesmo tipo de armas que tínhamos antes, desde a lâmina escondida, veneno, pequenas facas que podem ser atiradas, ou armas mais pesadas como grandes espadas ou machados, passando também por armas de fogo algo primitivas. As habilidades base como o contra-ataque ou a possibilidade de desarmar os inimigos também se mantêm aqui. As grandes novidades estão no facto de podermos equipar um pára-quedas (desbloqueado algures a meio do jogo, por intermédio do grande Leonardo DaVinci), a de formar um pequeno esquadrão de assassinos que nos podem ajudar – daí o jogo ter o sobrenome de “Brotherhood”, ou as tarefas de renovação da cidade de Roma.
Tanto exploramos a Roma moderna e renascentista, como as ruínas do seu império
Mais detalhes destes últimos: a cidade de Roma está dividida em pequenas regiões, cada uma com uma torre comandada por um capitão do exército de Borgia. Nós somos encorajados a assassinar esses capitães e posteriormente destruir as suas torres. Quando o fizermos, poderemos abrir uma série de lojas como bancos, ferreiros, comerciantes de arte, médicos ou alfaiates e comprar alguns monumentos históricos, renovando assim a cidade de Roma, e ao mesmo tempo ir ganhando algum dinheiro de 20 em 20 minutos mediante a quantidade de lojas/monumentos que renovamos. Para além disso, a certa altura do jogo ganhamos a habilidade de recrutar candidatos a assassinos. Basicamente por cada torre de Borgia que destruimos, poderemos recrutar mais um candidato. Depois podemos mandá-los em missões para que ganhem experiência (e dinheiro para nós), para que subam de nível e fiquem mais fortes. Os assassinos que estejam em standby podem-nos ajudar sempre que desejarmos. Ao pressionar o botão L2, lá aparece um ou outro assassino que esteja livre e começa a combater com os guardas que estejam à nossa volta, criando manobras de diversão perfeitas para quando temos alguma missão em que tenhamos de passar despercebidos. Por outro lado, quanto mais fortes forem os nossos assassinos, melhor se safam no combate. E para além disso, se tivermos 6 assassinos em standby, podemos também usar a habilidade Arrow Storm que, como o nome indica, é uma chuva de flechas que atinge todos os inimigos visíveis no ecrã.
Os assassinos que recrutamos podem ser evoluídos à medida em que os mandamos fazer algumas missões pela Europa fora, Lisboa incluida.
Para além disso temos outras facções com as quais colaboramos como os ladrões de La Volpe, os mercenários de Bartolomeo ou as “acompanhantes de luxo”, que podem ser contratados também para distrairem os guardas, para além de nos presentearem com um número considerável de missões opcionais e outros desafios. Portanto este Assassin’s Creed possui imenso conteúdo para quem não se quiser restringir apenas à história principal e nem sequer referi os DLCs que não cheguei a jogar (só mais tarde é que me apercebi que supostamente o DLC Copernicus Conspiracy é gratuito). Temos ainda uma vertente multiplayer que sinceramente também não experimentei, pelo que não me vou alongar.
Saltos suicidas? Yep, continuamos a fazer disso.
Na parte técnica, este jogo usa o mesmo motor gráfico do seu predecessor, pelo que podem contar com o mesmo detalhe gráfico. No entanto, se no Assassin’s Creed II poderiamos viajar livremente entre diferentes cidades, aqui o jogo passa-se principalmente em Roma, possuindo um mapa bem maior. Acredito que isso se traduza em mais carga para processamento, pois desta vez vi várias quebras de framerate bem notórias e por muitas vezes. Ainda assim, para quem jogou o Assassin’s Creed II, já dá para ter uma ideia com o que contar. A cidade de Roma está bem ilustrada e é muito interessante ver o contraste entre uma cidade no centro do Renascimento, com as ruínas de um antigo e imponente império. Mais uma vez nada a apontar ao voice acting que é bem competente e a banda sonora que é dinâmica, alternando entre melodias bem atmosféricas e outras mais tensas ou épicas quando a acção aperta mais.
Portanto, este é mais um jogo sólido na franchise Assassin’s Creed. Neste ponto (ainda não joguei os seguintes), consigo perceber o porquê da Ubisoft ter entrado numa onda de lançar um AC novo a cada ano. Até à altura têm sido jogos bem executados e com uma boa evolução na história e na jogabilidade. A ver em breve como se safou o AC Revelations, que fecha a trilogia de Ezio.
Até ao lançamento do décimo capítulo principal da saga Final Fantasy, nenhum desses jogos eram sequelas de qualquer um dos outros, nem sequer pertenciam ao mesmo universo fictício. Mas talvez devido ao sucesso a nível mundial que os Final Fantasy VII, VIII e IX tiveram, a Square começou a pensar de forma diferente. E não muito depois do Final Fantasy X ter saído, a Square lá anunciou uma sequela directa do clássico da Playstation 2. O meu exemplar foi comprado algures no ebay há uns quantos anos atrás, nem me recordo bem quando nem quanto custou.
Jogo com caixa, manual e papelada
Tal como referido acima, este jogo decorre depois dos acontecimentos do Final Fantasy X, mais precisamente dois anos depois, onde Yuna é a principal protagonista. Outrora com o papel de High Summoner, Yuna decide agora juntar-se à Rikku e a uma nova amiga chamada Paine com o grupo de “caçadores de esferas” Gullwings. Isto porque Yuna quer procurar a todo o custo pistas que a possam levar a reencontrar-se com Tidus, desaparecido desde o final do último jogo. Mas o mundo de Spira também mudou bastante. O culto a Yevon desapareceu, mas deu origem á facção de New Yevon e aos Youth League, uma facção anti-religiosa e que estimula o progresso acima de tudo, enquanto que os primeiros eram bem mais conservadores. A rivalidade entre os dois grupos começa a escalar e rapidamente nos vemos envolvido no meio dos conflitos, com outras coisas mais misteriosas a ocorrer pelo meio e que não vou aqui revelar.
O facto da primeira batalha ser practicamente um concerto Pop fez-me pensar inicialmente que o jogo seria todo assim neste género. Ainda bem que estava errado.
Confesso que estava à espera de algo diferente mas até que fui agradavelmente surpreendido. A minha expectativa era que este fosse um jogo mais orientado para o público feminino, por ter três protagonistas femininas e com uma temática à volta do J-Pop, pois o jogo começa precisamente com Yuna a dar um concerto na mesma arena onde se jogava Blitzball, e na altura em que o jogo saiu, foi muito publicitado por isso. Mas tirando algumas mudanças na jogabilidade que passarei a explicar mais adiante, o conceito da história manteve-se muito semelhante ao seu predecessor.
No Final Fantasy X, tinhamos o Sphere Grid System, uma espécie de “jogo de tabuleiro” gigante onde poderíamos gastar os pontos de experiência adquiridos nas batalhas para evoluir as nossas personagens ao activar as posições do tal “tabuleiro”. Aqui as coisas modificaram-se. Agora temos as Dressspheres e Garment Grids. O primeiro são essencialmente as classes. Inicialmente dispomos de algumas dresspheres como Thief, Warrior, Gunner ou Songstress, cujas terão diferentes habilidades que podem ser desbloqueadas a medida que ganhamos experiência. Ao longo do jogo poderemos encontrar outras dresspheres com classes conhecidas como Black ou White Mage, ou coisas mais incomuns como Gunmage, ou a já referida Songstress, que é uma espécie de bardo, com habilidades de suporte. As Garment Grids são pequenas Sphere Grids, com um número variável de slots livres onde podemos equipar diferentes dresspheres, e outros slots já previamente ocupados com características especiais que tornam cada GG diferente. Por exemplo, umas podem dar mais pontos de vida, outras mais força, outras resistência a ataques mágicos, entre muitas outras possibilidades.
À medida em que o jogo vai progredindo, vamos encontrando diferentes Garment Grids, que possuem slots livres onde podemos colocar as Dresspheres que queremos equipar e poderão ter mais alguns atributos especiais
Os combates, que são aleatórios e seguem mecânicas parecidas com o Active Time Battle de Final Fantasy anteriores, permitem-nos atacar, usar itens e skills ou magias relativas à classe que temos equipada. E claro, podemos também alternar entre classes/dresspheres, desde que seja para uma das que esteja alocada no Garment Grid que tenhamos equipado no momento. E, a menos que desactivemos isso nas opções, cada vez que alternamos de classe durante as batalhas temos direito a uma animação toda pipi das meninas a trocarem de roupa, até parece as da Sailor Moon. Obviamente que ao fim de algum tempo desactivei isso, sempre são uns 20,30 segundos que se poupa.
De resto, o jogo está dividido em capítulos, onde em cada capítulo temos entre 3 a 5 missões principais para avançar na história. Mas para além disso, e isto foi outra das coisas que me surpreendeu pela positiva neste jogo, temos uma vez mais um grande número de sidequests, mini-jogos e outros desafios opcionais. Eu não terminei o jogo a 100% mas mesmo assim ainda o terminei com mais de 50 horas investidas. Para quem conseguir fazer tudo o que o jogo tem para oferecer e terminá-lo a 100%, temos direito a uma cutscene adicional no fim do jogo, já depois dos créditos terem terminado. Sinceramente recomendo que vejam esse final no youtube, pois se quiserem realmente completar o jogo a 100% recomendo vivamente que usem um guia, pois não basta desbloquear e completar todas as sidequests e coisas escondidas, nalgumas situações até os diálogos que temos podem-nos prevenir de chegar a 100%, o que sinceramente não acho um bom game design.
O sistema de combate até que é interessante e dinâmico!
De resto, no que diz respeito aos audiovisuais, sinceramente acho que este jogo está bem conseguido, aliás, tal como o seu predecessor já o era. Os actores que representam as personagens que regressam do primeiro jogo são os mesmos, pelo que podem contar com o mesmo nível de qualidade no voice acting. As músicas são uma vez mais bastante variadas nos seus estilos, e embora haja algum foco no pop/rock, pois a Yuna acaba por cantar algumas vezes no jogo, a banda sonora em si não deixa de ser variada. Graficamente é uma extensão ao primeiro jogo, pois revisitamos muitos locais conhecidos e que me pareceram muito idênticos ao que se viu no primeiro jogo. Por um lado esse sentimento familiar de “eu já estive aqui antes” agrada-me, mas por outro a Square-Enix também desenvolveu algumas dungeons e locais adicionais para explorar, o que também é bom, senão este jogo seria meramente uma expansão do primeiro.
Portanto, se gostaram do Final Fantasy X, principalmente da sua história e personagens, então joguem este sem medo, pois é um bom follow up. As mecânicas de jogo são diferentes, mas até que nem desgostei de todo das mesmas. Naturalmente que se preferirem, este jogo foi lançado em conjunto com o Final Fantasy X2 num remaster em HD (não remake), com visuais melhorados, para uma série de plataformas mais recentes.