Assassin’s Creed Brotherhood (Sony Playstation 3)

A saga Assassin’s Creed era bastante original na altura em que saiu. Conta-nos o conflito secular entre a ordem secreta dos templários que tentava controlar toda a população e por outro lado os Assassinos, que pregavam a liberdade absoluta. Por um lado o jogo decorre nos tempos de hoje, onde controlamos Desmond Miles, que, através da tecnologia Animus, conseguíamos reviver as memórias dos seus ancestores asassinos que estavam alojadas no seu ADN, vivendo as suas experiências em diversas fases da nossa História. Começamos na idade média, no tempo das Cruzadas e com o assassino Altair, já no segundo jogo principal da série revivemos as histórias de Ezio Auditore da Firenze, no período dourado do Renascimento, em pleno século XV e XVI, na Itália.

Jogo com caixa e manual

Este AC Brotherhood continua a história exactamente do ponto onde o jogo anterior nos deixou, e vamos mais uma vez reviver as memórias de Ezio, desta vez com o jogo centrado na cidade de Roma, desde o pequeno distrito do Vaticano, passando para a cidade “moderna” e todas as suas ruínas do Império Romano. Ocasionalmente lá visitaremos outras localidades, como pequenos flashbacks em Florença ou algumas missões secundárias noutras localizações, como o monte Vesúvio. Mas já lá vamos. Sinceramente não me recordo bem onde e quando foi comprado o meu exemplar, creio que foi numa Cash Converters ou CeX, certamente antes de 2016 e não deve ter custado mais de 7€.

Uma das coisas que mais gostei neste jogo (e no anterior também) eram estes momentos trivia sobre algumas personagens e localidades notáveis que visitamos

O jogo herda as mesmas mecânicas do seu antecessor, apresentando um mundo em open world (embora nem todas as áreas do jogo estejam abertas logo no início), onde poderemos fazer várias missões, algumas obrigatórias para progredir na história, outras meramente opcionais mas que também dão jeito quanto mais não seja para ganhar dinheiro ou desbloquear alguns extras. Também tal como os seus predecessores, há aqui um foco numa jogabilidade furtiva, onde teremos de passar despercebidos por entre os guardas, Aliás, muitas das missões obrigam-nos mesmo a não ser detectados de forma alguma. Para isso temos algumas artimanhas como andar misturados nas multidões ou escondidos em fardos de palha, poços ou outros lugares menos suspeitos. Assassinar os guardas por trás (mesmo à traição!) e depois esconder os seus corpos também pode ser uma opção, mas convém que seja num local reservado senão de outra forma a população também entra em pânico e chama à atenção dos restantes guardas.

Lembram-se da cidade de Monteriggioni que tão carinhosamente reconstruiram no jogo anterior? Pois, é reduzida aqui em ruínas.

Se formos apanhados podemos fugir e aí o parkour ganha especial relevância pois teremos de escalar paredes, saltar entre telhados o mais rápido possível para perder os guardas de vista. Caso decidamos combater, o jogo mantém o mesmo tipo de armas que tínhamos antes, desde a lâmina escondida, veneno, pequenas facas que podem ser atiradas, ou armas mais pesadas como grandes espadas ou machados, passando também por armas de fogo algo primitivas. As habilidades base como o contra-ataque ou a possibilidade de desarmar os inimigos também se mantêm aqui. As grandes novidades estão no facto de podermos equipar um pára-quedas (desbloqueado algures a meio do jogo, por intermédio do grande Leonardo DaVinci), a de formar um pequeno esquadrão de assassinos que nos podem ajudar – daí o jogo ter o sobrenome de “Brotherhood”, ou as tarefas de renovação da cidade de Roma.

Tanto exploramos a Roma moderna e renascentista, como as ruínas do seu império

Mais detalhes destes últimos: a cidade de Roma está dividida em pequenas regiões, cada uma com uma torre comandada por um capitão do exército de Borgia. Nós somos encorajados a assassinar esses capitães e posteriormente destruir as suas torres. Quando o fizermos, poderemos abrir uma série de lojas como bancos, ferreiros, comerciantes de arte, médicos ou alfaiates e comprar alguns monumentos históricos, renovando assim a cidade de Roma, e ao mesmo tempo ir ganhando algum dinheiro de 20 em 20 minutos mediante a quantidade de lojas/monumentos que renovamos. Para além disso, a certa altura do jogo ganhamos a habilidade de recrutar candidatos a assassinos. Basicamente por cada torre de Borgia que destruimos, poderemos recrutar mais um candidato. Depois podemos mandá-los em missões para que ganhem experiência (e dinheiro para nós), para que subam de nível e fiquem mais fortes. Os assassinos que estejam em standby podem-nos ajudar sempre que desejarmos. Ao pressionar o botão L2, lá aparece um ou outro assassino que esteja livre e começa a combater com os guardas que estejam à nossa volta, criando manobras de diversão perfeitas para quando temos alguma missão em que tenhamos de passar despercebidos. Por outro lado, quanto mais fortes forem os nossos assassinos, melhor se safam no combate. E para além disso, se tivermos 6 assassinos em standby, podemos também usar a habilidade Arrow Storm que, como o nome indica, é uma chuva de flechas que atinge todos os inimigos visíveis no ecrã.

Os assassinos que recrutamos podem ser evoluídos à medida em que os mandamos fazer algumas missões pela Europa fora, Lisboa incluida.

Para além disso temos outras facções com as quais colaboramos como os ladrões de La Volpe, os mercenários de Bartolomeo ou as “acompanhantes de luxo”, que podem ser contratados também para distrairem os guardas, para além de nos presentearem com um número considerável de missões opcionais e outros desafios. Portanto este Assassin’s Creed possui imenso conteúdo para quem não se quiser restringir apenas à história principal e nem sequer referi os DLCs que não cheguei a jogar (só mais tarde é que me apercebi que supostamente o DLC Copernicus Conspiracy é gratuito). Temos ainda uma vertente multiplayer que sinceramente também não experimentei, pelo que não me vou alongar.

Saltos suicidas? Yep, continuamos a fazer disso.

Na parte técnica, este jogo usa o mesmo motor gráfico do seu predecessor, pelo que podem contar com o mesmo detalhe gráfico. No entanto, se no Assassin’s Creed II poderiamos viajar livremente entre diferentes cidades, aqui o jogo passa-se principalmente em Roma, possuindo um mapa bem maior. Acredito que isso se traduza em mais carga para processamento, pois desta vez vi várias quebras de framerate bem notórias e por muitas vezes. Ainda assim, para quem jogou o Assassin’s Creed II, já dá para ter uma ideia com o que contar. A cidade de Roma está bem ilustrada e é muito interessante ver o contraste entre uma cidade no centro do Renascimento, com as ruínas de um antigo e imponente império. Mais uma vez nada a apontar ao voice acting que é bem competente e a banda sonora que é dinâmica, alternando entre melodias bem atmosféricas e outras mais tensas ou épicas quando a acção aperta mais.

Portanto, este é mais um jogo sólido na franchise Assassin’s Creed. Neste ponto (ainda não joguei os seguintes), consigo perceber o porquê da Ubisoft ter entrado numa onda de lançar um AC novo a cada ano. Até à altura têm sido jogos bem executados e com uma boa evolução na história e na jogabilidade. A ver em breve como se safou o AC Revelations, que fecha a trilogia de Ezio.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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