Fighters Megamix (Sega Saturn)

Foi na passada revista PUSHSTART #42 que tive a oportunidade de falar sobre o Fighters Megamix, o mítico jogo de luta da Saturn que pegava nos lutadores de Virtua Fighter 2, Fighting Vipers e mais uns quantos extras para um roster de luxo. Pena que a Sega não tenha voltado a pegar na fórmula, o seu catálogo de eventuais participantes é bem recheado. A minha cópia do jogo entrou na minha colecção ha uns anos atrás por 2€ se não estou em erro. Infelizmente não vinha com manual, mas um particular cedeu-me o manual PT dele.

Fighters Megamix - Sega Saturn
Jogo com caixa e manual PT

Poderão ler sobre o artigo na íntegra aqui.

Virtual-On: Cyber Troopers (Sega Saturn)

VirtualOnBoxSempre que vejo este jogo o anime Evangelion vem-me logo à cabeça, apesar de a única semelhança ser mesmo os mechas. E Virtual-On é mais um jogo de luta das arcades, mas com os mechas a jogabilidade acaba por ser muito diferente, com arenas largas, totalmente em 3D, com obstáculos e várias habilidades diferentes por parte dos mechas – aqui chamados por Virtuaroids. E como todo o jogo da Model 2 que fez sucesso na sua altura, uma conversão para a Sega Saturn era o próximo passo lógico. Este jogo entrou na minha colecção após ter sido comprado algures no ano passado na cash converters de Alfragide, se não estou em erro. Creio que me custou 4€.

Virtual-On Cyber Troopers - Sega Saturn
Jogo completo com caixa, manuais e papelada

Como seria de esperar, o jogo passa-se no futuro. Mais precisamente um futuro totalmente governado por interesses económicos, onde todos os governos foram privatizados. Mas esse frágil balanço de poder existente devido a estas políticas sofreu um grande abalo quando uma empresa de exploração mineira descobre umas ruínas bastante complexas e repletas de tecnologia avançada em pleno subsolo lunar. Depressa começaram a utilizar essa tecnologia para fins bélicos, o que levou à criação destes Virtuaroids que vemos neste jogo. No entanto inadvertidamente activaram os protocolos internos de segurança dessa misteriosa base lunar, surgindo assim um cenário de guerra em plena Lua. De forma a combater esta situação, nós encarnamos num de milhares de pilotos que têm de testar as suas habilidades ao pilotar uma máquina destas antes de entrar no conflito lunar. Assim sendo o jogo está dividido em duas partes: A primeira é de treino contra uma série de outros mechas em combates de realidade virtual. A última metade do jogo já é passada “no duro”, a caminho da base lunar. A nível de jogabilidade não há grandes diferenças, essa distinção serve mais para aumentar o grau de dificuldade que outra coisa.

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Antes de cada combate temos um ecrã deste género, que nos mostram detalhes do adversário e da arena

Este jogo foi lançado originalmente no Japão em conjunto com o acessório Twin Stick para a Saturn, um dual arcade joystick óptimo para controlar os mechas, tal como o foi na Arcade. Infelizmente não disponho de tal preciosidade, pelo que tive de me contentar com o gamepad normal. E os controlos podem ser um pouco estranhos no início. O botão direccional serve para avançar, andar para trás e fazer strafing para a esquerda e direita (tal como o esquema WASD). Para virar mesmo para a esquerda ou direita temos de utilizar os botões L ou R. Devido À falta de analógicos, creio que seria mais intuitivo utilizar-se os botões de cabeceira como strafing. Depois os botões faciais servem para saltar, correr, disparar as armas da esquerda, direita, ou as centrais. Essas armas utilizam também energia que após ter sido toda gasta, teremos de aguardar até podermos atacar novamente. As armas laterais podem ser disparadas em movimento, mas as centrais, mais poderosas, necessitam que estejamos parados, o que também nos pode deixar mais vulneráveis. Claro que nos close encounters em vez de projécteis podemos usar umas espadas de energia todas fancies, mas nos níveis mais elevados de dificuldade os close encounters não são muito recomendáveis.

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Os Mechas com que podemos jogar. Naturalmente possuem um design muito “japonês”

Dispomos então do modo arcade para jogar, onde tal como tinha referido atrás está dividido entre “simulações” de combates passados em pleno planeta Terra, desde plataformas em alto mar, até combates em planícies verdejantes. A segunda metade apesar de manter a mesma jogabilidade coloca-nos a combater na tal base lunar, onde tudo tem uma aspeco mais high-tech. Para além do modo arcade temos também o obrigatório Versus para 2 jogadores e um modo “Ranking”. Engraçado que podemos customizar o split screen do modo versus para barras laterais ou a divisão horizontal tradicional. O modo Ranking é parecido ao arcade, mas no final de cada round a nossa performance é avaliada em vários parâmetros como a precisão, o tempo ou o dano sofrido, por exemplo. Nos mercados americano e japonês existe uma versão deste jogo em que é possível jogar-se online, com recurso ao serviço Netlink que infelizmente não chegou ao velho continente.

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O jogo tem uns bons efeitos de transparências, algo que sempre foi um dos calcanhares de aquiles da consola

Graficamente é um jogo competente, embora se estivermos a analisar a “força-bruta” a nível poligonal, texturas e afins, então a versão Model 2 é bastante superior, o que seria de esperar. Mas ainda assim consegue ser um bom jogo e mais um óptimo exemplo que a Saturn é um sistema bem capaz de bons gráficos 3D, quando bem trabalhado. As explosões e todos os outros efeitos de luz com transparências são outro ponto bastante forte, visto a Saturn não ter nativamente por hardware a capacidade de gerar esses efeitos gráficos. As músicas também vão sendo variadas e na minha opinião estão bem conseguidas, captando bem a atmosfera pretendida para o jogo. O mesmo pode ser dito dos efeitos sonoros e vozes robóticas que se adaptam perfeitamente para o que o jogo oferece.

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O que nos espera no final de uma partida no Ranking Mode

Virtual-On é um jogo interessante, para quem gostar de mechas e procura um jogo arcade e repleto de acção sobre este tema, tem aqui um bom exemplo para a Sega Saturn. Infelizmente a série acabou por se perder em solo europeu, apesar deste jogo ter sido relançado digitalmente para os serviços Xbox Live Arcade e PSN. De qualquer das formas isso não invalida o facto das sequelas oficiais (Oratorio Tangram para Dreamcast, Marz para PS2 e Force para X360) nunca tenham saído em solo europeu.

The Need For Speed (Sega Saturn)

Need for SpeedThe Need for Speed, ou como lhe podemos chamar pelo seu nome completo “Road & Track Presents: The Need for Speed”, é o primeiro capítulo da famosa série de jogos de corrida da Electronic Arts. Como muitos dos primeiros jogos 3D da Electronic Arts nesse período dos anos 90, este jogo saiu originalmente para a mal amada 3DO, com conversões a sairem posteriormente para a Saturn, Playstation e PC. A minha cópia chegou-me às mãos após ter sido comprada há uns meses atrás na feira da Ladra em Lisboa, por 5€. Como todos os jogos da EA para a Saturn, vem com uma caixa bem grossa e um manual a condizer.

The Need for Speed - Sega Saturn
Jogo completo com caixa e manuais

Este é mais um artigo em jeito de “rapidinha”, pois também nunca joguei este Need for Speed assim tanto a fundo. Na biblioteca de jogos de corrida da Saturn, sempre preferi os jogos da Sega desse segmento. Mas adiante, este NFS é um jogo não tão arcade como os restantes jogos da época, e permite-nos estar ao volante de vários maquinões da época, como o Dodge Viper ou o Lamborghini Diablo. O jogo apresenta vários modos de jogo, desde o single race para quem quiser jogar uma partida rápida, até ao modo Tournament, onde temos de chegar em primeiro lugar em todos os circuitos para vencer este modo de jogo e também desbloquear um circuito bónus em Las Vegas. Existe também um Time Attack, mais voltado para as provas em contra-relógio, mas o que marca realmente a diferença em Need for Speed, é o Head 2 Head mode, que tanto pode ser jogado contra o CPU ou em multiplayer local. Este modo de jogo é um duelo entre 2 carros que, se for jogado num dos circuitos “abertos”, concorremos com tráfico local e polícias que vão patrulhando a estrada. Isso obviamente que resulta em perseguições policiais e se nos deixarmos apanhar levamos com uma multa. Na segunda multa somos logo desclassificados da corrida, o que tenho a ideia que acontece apenas na terceira multa noutras versões.

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As pistas decorrem em diferentes paisagens e climas, onde podemos escolher também o período do dia em que correr

No que diz respeito ao audiovisual é um jogo razoável. Isto porque é uma conversão do original da consola 3DO, um produto inferior tecnologicamente. Os cenários têm uma coisa boa, a sua draw distance é bem grandinha se comparada a muitos outros jogos de corrida da época, mas claro que isso está a custo de um detalhe menor nos cenários no geral. Os carros vistos de fora também não têm grande detalhe, parecem paralelipípedos com rodas, mas se passarmos para o interior, então é de admirar o trabalho feito com os interiores dos carros, que me parecem bem realistas e não era algo assim tanto comum de se ver nos jogos de corrida da época. Felizmente a banda sonora eu achei-a muito boa. Toda ela é composta pela dupla de artistas Jeff Dyck & Saki Kaskas, e tanto tem música electrónica, como outras bem mais a abrir e cheias de guitarradas como eu gosto.

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O interior dos carros dão um toque mais realista à coisa

Apesar dos seus visuais datados, acho que este Need For Speed não é um mau jogo a ter-se no catálogo da Saturn. Claro que a versão PC que saiu mais tarde para o Windows 95 é muito superior, mas ainda assim não achei nada mau o jogo, dá perfeitamente para nos divertirmos, e no fundo isso é o que interessa.

 

Road Rash (Sega Saturn)

Road RashRoad Rash remete-me logo para 2 memórias: A atitude “cool” dos anos 90 e o tempo em que a Electronic Arts era uma empresa realmente criativa e um colosso bem respeitado por todos. A série tem as suas raízes na Mega Drive, com a temática de violentas corridas ilegais de moto por estradas estaduais dos EUA. O facto de podermos andar à pancada com outros condutores e também fugir à polícia era algo que tornava Road Rash num jogo único na sua altura. E como todas as séries de sucesso na Electronic Arts, foram lançadas imensas sequelas e conversões ao longo de toda a década de 90. Um desses lançamentos foi um remake do primeiro Road Rash para a 3DO, versão essa que acabou por ser lançada também noutras consolas, entre as quais a Sega Saturn. A minha cópia foi comprada algures em Janeiro/Fevereiro deste ano por 5€, na feira da Ladra em Lisboa.

Road Rash - Sega Saturn
Jogo completo com caixa e manuais

Este Road Rash é um remake do primeiro jogo, pelo que toda a acção decorre em várias estradas estaduais da Califórnia, nomeadamente as localidades “The City, The Peninsula, Pacific Coast Highway, Sierra Nevada e Napa Valley”. Tal como os outros jogos da série, o modo “campeonato” coloca-nos a correr nesses 5 circuítos, ao longo de 5 níveis de dificuldade, com os mesmos circuitos a tornarem-se gradualmente mais longos e os oponentes mais agressivos. Nesse mesmo modo Championship é obrigatório chegar pelo menos em 3º lugar em cada corrida, de forma a podermos avançar para a próxima. Quando melhor classificados ficamos, mais dinheiro ganhamos, que será bem útil para comprar novas motos, reparar estragos ou pagar multas caso tenhamos sido caços pela polícia. Uma das novidades neste Road Rash é o facto de podermos ter amizades e rivalidades ao longo do jogo, o que até dá alguma pica extra para mandar umas boas patadas nos rivais em plena corrida.

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Ao cair da moto, às vezes voamos para bem longe e depois temos de voltar para trás a correr.

Infelizmente tem o grande problema de não ter um multiplayer em split screen, tal como o Road Rash II para a Mega Drive introduziu. Tal como o Road Rash original, o multiplayer existe apenas em jogar as corridas de forma alternada, o que é um bocadinho (muito) chato, especialmente nas últimas corridas onde as distâncias são bem grandinhas. Nos circuitos por vezes também há bifurcações que nos levam por caminhos alternativos, mas nada de especial. De resto as mecânicas de jogo são semelhantes e os controlos também: um botão para acelerar, outro para travar e um outro para atacar, onde podemos obter várias armas como os típicos bastões de baseball ou correntes de metal.

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O ecrã de selecção dos circuitos

Graficamente falando não é um jogo propriamente colossal. As motos, veículos no geral e pedestres são todos sprites digitalizados, tal como foi feito no Road Rash 3 para a Mega Drive. A única coisa em 3D poligonal pareceram-me ser mesmo os edifícios e desfiladeiros que não possuem assim tanto detalhe quanto isso mas o bom framerate da versão Sega Saturn chega bem para compensar essa falha. Outra coisa  engraçada são as cutscenes. Nos originais da Mega Drive essas cutscenes eram sempre algo engraçadas e aqui tentaram fazer o mesmo, mas em full motion video com actores reais. Existem várias cutscenes para vitórias, derrotas ou quando somos presos pela polícia. Umas até que têm piada, outras nem por isso. A banda sonora é que tanto é excelente como uma desilusão. Passo a explicar: o jogo está repleto de faixas licenciadas de bandas de rock como Soundgarden ou Monster Magnet. Isto é completamente OK in my books. Mas infelizmente isso apenas aontece nos menus e afins, pois durante o jogo em si já mudaram para músicas mais genéricas e o barulho das motas é tão forte que nem dá para as apreciar.

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O artwork das personagens do jogo está completamente caricaturado

Infelizmente este é o único jogo da série que chegou à Sega Saturn. Depois deste ainda sairam mais uns 3 jogos diferentes, já totalmente em 3D, mas apenas para as consolas Playstation e Nintendo 64. Apesar de ser um jogo que falhou no modo multiplayer – foi realmente uma oportunidade perdida, não acho este Road Rash um mau jogo de todo. A sensação de velocidade é bem convincente e poder distribuir pancada noutros motoqueiros é sempre divertido. É pena que a Electronic Arts nunca mais tenha voltado a pegar na série, após um port manhoso para a Gameboy Advance. Mas veremos o que o futuro lhe reserva. Ainda sobre este jogo, saiu também uma versão para a Mega CD, que herda a mesma banda sonora, vídeos e pouco mais, pois a parte gráfica do jogo em si já é muito semelhante a outros Road Rashs da Mega Drive.

Fighting Vipers (Sega Saturn)

Fighting VipersJá disse por várias vezes que gosto bastante da época dos anos 90 da Sega, em especial os seus jogos arcade em 3D como Sega Rally, Daytona USA ou Virtua Fighter. A Sega Saturn, a polémica consola de 32bit, amada por uns e odiada por outros, serviu para trazer a grande maioria desses títulos arcade para casa, em boas conversões ou nem tanto assim. A série Virtua Fighter, produto da criatividade de Yu Suzuki é um dos grandes marcos dessa época, mas não foi a unica série de jogos de pancada em 3D que teve a mão desse senhor. Enquanto Virtua Fighter apostava num maior realismo na representação de diversas artes marciais (sem contar com os saltos de astronauta, claro está), este Fighting Vipers possui algumas diferenças, sendo um jogo mais descontraído e ainda mais “arcade”. A minha cópia veio-me parar às mãos algures em 2011 se a memória não me falha, tendo ficado por volta de 2€, em conjunto com o Fighters Megamix, num leilão do Miau.pt. Infelizmente o jogo já viu melhores dias e não tem manuais, pelo que mais tarde ou mais cedo irei substituí-lo por uma versão completa e em bom estado.

Fighting Vipers - Sega Saturn
Jogo com disco.

Fighting Vipers tem um feeling muito mais urbano e de “street fighting“. Todos os seus lutadores são jovens rebeldes, como gansters, músicos de bandas rock/metal, skaters e por aí fora. Todos eles participam em lutas de rua de forma a pertencer à elite dos “Vipers”. Por algum motivo o presidente da câmara lá da cidade local (Armstrong City) decide organizar um mega torneio de artes marciais e todos esses lutadores aderem, na esperança de vencer. História e jogos de luta nunca foram coisas que se deram assim tão bem, e este Fighting Vipers é um desses jogos. Mas na verdade também não é preciso muito mais para que um jogo deste tipo nos agrade!

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Ao lado das barras de energia de cada lutador temos também uma figura que indica o estado da sua armadura

E é na jogabilidade que Fighting Vipers possui algumas diferenças em relação ao Virtua Fighter. Para começar, todos os lutadores possuem uma armadura, que se pode partir com o dano sofrido e os lutadores para além de ficarem mais despidos, naturalmente que ficam bem mais vulneráveis aos ataques. As arenas são também fechadas, no entanto, através de alguns golpes especiais podemos atirar os adversários por cima das mesmas, ou mesmo através delas, destruindo as arenas num só golpe. Estes golpes mais “over the top” são justamente das coisas que tornam este Fighting Vipers num jogo menos realista mas nem por isso menos divertido. Os controlos são muito semelhantes aos do Virtua Fighter, com o botão A para bloquear, B para murros e C para pontapés. Os restantes botões do comando da Saturn (à excepção do direccional e Start, claro) servem para fazer pequenos combos de 2 ou 3 acções. Nesta versão Saturn existe uma opção em que podemos jogar o modo arcade com uma regra especial: através de uma combinação de botões é possível o nosso lutador despir a sua armadura por completo. de modo a poder executar alguns ataques rápidos. No entanto ficamos mais vulneráveis, claro. Infelizmente alguns golpes em específico de alguns lutadores são bastante poderosos, o que acaba por tirar algum desafio do jogo no modo arcade.

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É impressão minha ou a Jane é uma imitação da Vasquez do filme Aliens?

Fighting Vipers é também um jogo que se esforçou mais para apresentar mais conteúdo para além de uma simples conversão arcade. Assim sendo, para além do modo arcade, onde depois até poderemos desbloquear alguns lutadores adicionais como o boss Mahler e o modo versus onde podemos jogar contra um amigo, temos também o Team Battle, Training e Playback. O training dispensa quaisquer apresentações, é um modo de jogo onde podemos treinar os golpes dos lutadores. Playback permite ver o replay alguns combates que gravamos e por fim o Team Battle é uma espécie de torneio. Neste Team Battle podemos escolher uma equipa de lutadores e defrontar uma equipa criada por um amigo, ou pela CPU. Neste modo de jogo podemos definir se queremos que a vida e armadura dos lutadores transite para o combate seguinte ou se é feito um reset a 100%. Cada equipa pode ter o mesmo lutador entre ambas, ou até repeti-lo várias vezes na sua equipa.

No que diz respeito ao audiovisual, o original da arcade corre no sistema Model 2, o mesmo de Virtua Fighter 2. Esse é um sistema mais poderoso que a Sega Saturn, pelo que esta conversão não apresenta naturalmente o mesmo poderio gráfico. Ainda assim não é nada mau de todo. Os lutadores continuam muito bem detalhados, embora um bocadinho menos que no Virtua Fighter, devido às suas armaduras/vestimentas mais complexas e as arenas apresentarem um pouco mais de detalhe. Mas é precisamente pelas armaduras e vestimentas mais detalhadas que os lutadores me parecem ter um maior carisma. Os backgrounds continuam a ser imagens em 2D, embora tal como no VF2 apresentam alguma dinâmica, o que já disfarça um pouco a coisa. Mas o que é realmente bom neste Fighting Vipers são as músicas, sendo quase todas hard rock/metal, mesmo como eu gosto.

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Nas opções podemos customizar os controlos à nossa medida

Concluindo, se gostam de jogos de pancada em 3D e têm uma Saturn, então comprem este jogo se tiverem a oportunidade. Virtua Fighter 2, Fighting Vipers e Fighters Megamix são a santíssima trindade dos jogos deste género na Saturn e não deixam de ser jogos de grande peso em toda a geração 32bit. E o Last Bronx também mandou um beijinho, mas esse ficará para um outro artigo.