Sonic Battle (Nintendo Gameboy Advance)

Sonic BattleBom, o artigo de hoje será mais uma rapidinha pois é um jogo que infelizmente é mesmo mauzinho. Infelizmente todos sabemos que o Sonic tem recebido doses industriais de jogos maus, tanto nos jogos principais da série como o Sonic Heroes, Shadow the Hedgehog ou o infame reboot de 2006, mas também tem recebido muitos spin offs de qualidade questionável e isso infelizmente não vem de “agora”, pois já na Game Gear tinhamos coisas como Sonic Blast ou Sonic Labyrinth. Este Sonic Battle é um brawler, que até pode lembrar coisas como Super Smash Bros, mas enquanto a ideia de um SSB até me poderia agradar, porque o fizeram para a GBA, é algo que me passa ao lado. O cartucho foi comprado há umas semanas atrás na cash converters de S. Sebastião em Lisboa, tendo-me custado uns 3€.

Sonic Battle - Nintendo Gameboy Advance
Jogo, apenas cartucho

O jogo anda à volta de um antigo robot de uma civilização há muito extinta, o Gizoid, ter sido descoberto por Sonic e seus amigos numa praia perto das suas casas. Deram-lhe a alcunha de Emerl, devido às suas habilidades para utilizar as esmeraldas caóticas e melhorar a sua performance a cada esmeralda colectada. Enquanto Sonic e os amigos divertem-se a treinar Emerl que por sua vez tende a ficar cada vez mais poderoso, inteligente, e também amigo do ouriço azul e seus companheiros, os vilões, e especialmente Eggman que sabe os segredos por detrás do seu poder, tentam a todo o custo utilizar Emerl para os seus próprios planos mais nefastos.

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Para progredir na história vamos tendo de explorar os mapas e interagindo com outras personagens

O jogo está então dividido em dois segmentos distintos. Por um lado temos o overworld, onde nos podemos deslocar de um lado para o outro e interagir com outras personagens, gerando longos diálogos algo juvenis como infelizmente tem vindo a acontecer com os jogos do Sonic, e pelo meio lá vamos ser arrastados para as batalhas propriamente ditas. Aqui somos largados numa arena 3D em perspectiva isométrica para andar à porrada uns com os outros. Os objectivos variam: tanto podem ser combates de survival, onde temos de derrotar todos os outros adversários mediante o número de vidas que tenham, ou KO battle, onde o objectivo é ser o primeiro a alcançar um número definido de KOs. O sistema de batalha é aparentemente simples, com um botão para saltar, outro para atacar, e os botões de cabeceira para defender ou usar os golpes especiais. À medida que vamos atacando ou defendendo golpes dos adversários, vamos enchendo uma barrinha de energia e quando a mesma está cheia, é nessa altura que podemos usar o ataque especial, que geralmente é bastante poderoso. Esses ataques são os que acabam por ser customizáveis, pois antes de cada combate podemos pré-definir quais os ataques especiais que queremos atribuir às categorias de Ground, Air e Defend, onde por si os ataques especiais podem ser melee (power), ranged (shot) ou armadilhas (trap).

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Infelizmente os diálogos à “Morangos com Açucar” acabam por ser bastante longos

Para além do modo história onde poderemos jogar com muitas das personagens do universo do Sonic, temos ainda outros modos de jogo, como o Battle Mode, ideal para multiplayer para até 4 pessoas, embora todas elas tenham de ter uma cópia do jogo. Existe ainda o Challenge Mode, onde teremos de lutar numa série de batalhas com diferentes objectivos e depois nos dão uma avaliação final mediante a nossa performance e por fim podem ser desbloqueados uma série de mini-jogos, onde alguns podem também ser jogados por multi-player, mas sem ser necessário os amigos possuirem uma cópia do jogo. Não cheguei a testar esses mini-jogos, no entanto.

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Algumas arenas herdam elementos bem conhecidos de vários níveis clássicos

Graficamente é um jogo bonitinho, pois reutiliza as sprites dos Sonic Advance, e nos próprios diálogos também vamos tendo direito a sprites bem maiores e detalhadas das personagens. As arenas são num 3D muito simples, pois estamos a falar de uma Gameboy Advance. As músicas não me ficaram na memória, mas também confesso que já joguei este Sonic Battle há um bom tempo atrás.

No fim de contas, e embora no início do texto eu tenha dito que este é um jogo mau, vou trocar de mau para mediano, pois apesar de ser bastante repetitivo e com diálogos idiotas que infelizmente foram o rumo que a série tomou desde os Adventure, as mecânicas de jogo até nem são más de todas. E por muito que um Power Stone ou Super Smash Bros com personagens da Sonic Team me pareça uma boa ideia ser for bem feito, era preciso que fosse algo bem mais polido que este Sonic Battle. E de preferência numa consola de mesa.

Fantastic Dizzy and Cosmic Spacehead Double Pack (Sega Mega Drive)

Fantastic Dizzy Cosmic SpaceheadO artigo que trago hoje é uma compilação de 2 rapidinhas. Isto porque o próprio “jogo” em si é uma compilação da Codemasters para a Mega Drive. Nela podemos ter o Fantastic Dizzy, um dos últimos jogos dessa mascote da Codemasters e também o Cosmic Spacehead, que é uma estranha mistura entre jogo de aventura point and click e plataformas. Esta compilação foi comprada no mês passado a um amigo meu de infância, tendo-me custado uns 5€ e falta-lhe o manual. Edit: Recentemente comprei um exemplar em estado completamente novo na Cex. Custava 25€, com um voucher ficou bem mais em conta.

Jogo completo com caixa, manuais, posters e papelada

Começando pelo Fantastic Dizzy, este é uma mistura entre jogo de plataformas e de puzzle game, onde apenas com 3 slots de inventário, temos de percorrer meio mundo e apanhar items para usar noutros objectos ou pessoas. Dizzy é um ovo, e aparentemente um feiticeiro chamado Zaks raptou a sua namorada/pretendente/whatever chamada Daisy e lançou feitiços sobre os restantes habitantes lá do sítio. A nossa tarefa acaba por ser ultimamente resgatar a Daisy e derrotar o feiticeiro, sendo que para isso teremos também de safar os restantes habitantes dos seus problemas. Ora isto envolve muitas caminhadas, muito backtracking para usar o item certo no NPC/local certo. As coisas tanto podem ser mais óbvias como chaves para abrir portas de casas ou activar elevadores, como menos óbvias como todos os outros items e o grande desafio acaba mesmo por ser essa gestão do inventário reduzido para tanto item que encontramos e devemos utilizar a dada altura. Felizmente podemos deixá-los em qualquer local do jogo, mas depois também nos poderemos esquecer onde raio deixamos aquela coisinha que agora nos dá jeito.

O Fantastic Dizzy era o jogo que eu mais curiosidade tinha em jogar pelo seu legado
O Fantastic Dizzy era o jogo que eu mais curiosidade tinha em jogar pelo seu legado

E mesmo que desbloqueemos todo o caminho até chegar ao castelo de Zaks, para o enfrentarmos precisamos ainda de apanhar umas 250 estrelas que estão espalhadas ao longo de todo o jogo, obrigando ainda a uma maior componente de exploração. O platforming é que podia ser melhor. Os saltos de Dizzy não são dos melhores para controlar e estamos completamente indefesos perante os inimigos que nos vão aparecendo à frente, aumentando a barra de dano sempre que nos tocam. Quando a barra chega ao máximo perde-se uma vida. Felizmente espalhado pelo jogo existem uns mini-jogos onde podemos ganhar vidas extra, baseados nos puzzles de arrastar peças para formar uma imagem. Outros minijogos também podem ser jogados, como uma descida atribulada num mine cart, uma galeria de tiro ao arco, entre outros. Estes mini jogos são necessários serem passados pelo menos uma vez, mas se deixarmos algumas das estrelas por apanhar nos mesmos, lá teremos invariavelmente de os repetir.

Na parte dos audiovisuais, esta versão da Mega Drive do Fantastic Dizzy é de facto um jogo muito bonito e colorido, com bons detalhes nos vários backgrounds, especialmente nas florestas. O pormenor de anoitecer/amanhecer e começar chover é muito bom. No que diz respeito às músicas, muito sinceramente pareceram-me do melhor que a Mega Drive apresentou. Não sei que magia negra a Codemasters usou, mas para além de as melodias serem agradáveis e memoráveis, a própria qualidade do som é bastante límpida e cristalina, o que sinceramente não é muito habitual na Mega Drive.

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Usar os items certos nos NPCs certos pode ser uma tarefa ingrata. Nunca sabemos muito bem o que levar connosco.

Passando para o Cosmic Spacehead, esse é um jogo completamente diferente, mas também não deixa de ser estranho. Isto porque é na sua essência um jogo de aventura point and click, mas também mistura elementos de plataforma. Mas uma coisa de cada vez. O jogo conta a história do pequeno Cosmic Spacehead do planeta Linoleum. Nos seus passeios espaciais encontra o nosso planeta, a Terra e decide regressar a Linoleum e contar a toda a gente, mas infelizmente ninguém se acredita nele. E para piorar as coisas a nossa nave espacial avariou! Então o objectivo é comprar uma máquina fotográfica e arranjar um meio qualquer de voltar à Terra de forma a provar que a mesma existe.

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A interface é familiar para qualquer fã de point and clicks. Pode é ser chata de ser jogada com um comando.

Como deu para perceber, é um jogo com uma história muito ligeira. Aliás, pelo seu grafismo dá para entender facilmente que é muito influenciado pelos desenhos animados da Nickelodeon da altura. A jogabilidade é a tradicional dos point and clicks. Temos um cenário com vários objectos e pessoas e os comandos LOOK, PICK UP, GIVE, USE, e TALK e a partir daí é business as usual. Mas quando transitamos de ecrã pela primeira vez, temos de atravessar uns segmentos de plataforma onde mais uma vez temos de evitar os inimigos que nos aparecem à frente. A diferença é que agora são 1-hit kill. Felizmente podemos apanhar uns power-ups que a cada 10 coleccionados ganhamos uma nova vida e há bastantes espalhados nos níveis. E esses níveis apenas os fazemos na primeira transição de ecrãs, a próxima já é automática. Muito estranho, mas como a Mega Drive (ou mesmo as versões para NES/Master System) não eram propriamente consolas adequadas a point and clicks deste género até se compreende que queiram introduzir coisas destas para variar um pouco a monotonia. Há ainda um modo multiplayer chamado Pie Slap que sinceramente não experimentei, mas é mais um extra completamente aleatório que não se percebe como foi lá parar!

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O modo para 2 jogadores… qual a relação com o Cosmic Spacehead? Who knows!

Nos audiovisuais do Cosmic Spacehead, a versão Mega Drive naturalmente nada tem a ver com as suas versões de consolas 8bit, sendo muito mais detalhada e colorida. E naturalmente as versões Amiga serão ainda melhores. Não tenho a certeza se este jogo suportaria o rato da Mega Drive, mas nas secções de point and click daria jeito certamente. Nas fases de plataformas o jogo já se torna bem mais simples e no geral as músicas são razoáveis. Embora mais uma vez a Codemasters conseguiu apresentar um som bastante limpinho que me agradou.

No fim de contas, achei esta compilação bastante interessante, tendo sido 2 jogos que eu já há muito estava curioso em jogar, mas geraram-me diferentes impressões. O Fantastic Dizzy é um bom jogo de aventura e plataformas, mas é bastante desafiante e a ausência de um sistema de saves torna-o quase impossível de terminar de uma assentada, a menos que sigamos um guia, tal é a quantidade de items que temos de levar de um lado para o outro. Mas tecnicamente é excelente! Já o Cosmic Spacehead não me agradou tanto, mas talvez seja por eu estar mal habituado aos point and clicks de PC. Mas mesmo pondo de lado as dificuldades técnicas de se fazer um bom point and click para uma consola como a Mega Drive, o facto de terem inventado tanto com aqueles segmentos de plataforma é o que me irrita um pouco mais. Mas não deixem de o experimentar por minha causa!

Sonic Advance 3 (Nintendo Gameboy Advance)

Sonic Advance 3

Já que escrevi ontem sobre o Sonic Advance 2, então bora lá escrever mais uma rapinha sobre o terceiro e acabar com esta série. E sinceramente, apesar mais uma vez de não ser tão bom quanto os clássicos da Mega Drive, este Sonic Advance 3 acaba por ser o melhorzinho de todos, na minha opinião. E também tal como os outros Sonic Advance, este cartucho também foi comprado numa feira, desta vez a da Ladra em Lisboa e custou-me 2€. Edit: Recentemente adquiri uma versão completa na cash converters por cerca de 10€.

Jogo, apenas cartucho

Mais uma vez Robotnik/Eggman anda a tramar as deles e também uma vez mais cabe ao ouriço azul e a sua pandilha em porem um travão nos seus planos. Para além de controlarmos Sonic, podemo também jogar com Tails e outros “amigos” que iremos desbloquear, como o Knuckles, Amy e Cream e o seu Chao de estimação, o Cheese, cada um com as suas próprias habilidades. Mas isto já tínhamos nos Sonic Advance anteriores. A diferença é que aqui podemos emparelhar todos estes personagens, como Sonic e Tails em Sonic 2 ou 3&Knuckles. Mas agora os nossos “companheiros” são bem mais que isso, formam agora Tag Teams e com recurso ao botão R podem ajudar-nos com novas habilidades quer para “despachar” alguns inimigos, quer para nos ajudar a alcançar áreas que outrora seriam inacessíveis.

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Tal como nos velhos tempos, podemos deixar que Tails nos carregue.

Para melhor tirar partido de todas estas combinações de parceiros e respectivas habilidades, os níveis são agora bem maiores e com muita coisa a explorar, o que é algo que eu sinceramente gostei, com o jogo a deixar de ser apenas um jogo de velocidade e a apostar muito mais nos segmentos de plataforma. Para além disso, os níveis em si, para além de estarem divididos por zonas e actos com um boss no final de cada uma, todos os níveis são agora acedidos através das Map areas, onde também poderemos aceder a pequenos minijogos onde podemos ganhar vidas, ou aos próprios níveis de bónus onde podemos coleccionar as 7 esmeraldas. E também tal como no Sonic Advance 2, para descobrirmos o final verdadeiro do jogo temos de obter todas as esmeraldas, e chegar ao fim com as 5 personagens no “papel principal”.

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Ao longo do jogo temos vários Chao para encontrar. Eles são a chave para aceder aos níveis especiais e coleccionar as esmeraldas

No que diz respeito ao multiplayer, este Sonic Advance 3 é um jogo bem mais sólido. Sim, temos na mesma o modo “time attack” onde até 4 jogadores podem competir entre si a ver quem chega ao final do nível mais rápido, ou um outro “battle mode” onde mais uma vez até 4 jogadores procuram o Chao escondido e podem atacar-se uns aos outros. Mas para além disso, o jogo principal pode ser jogado cooperativamente e ambos os jogadores podem desencadear as suas acções “tag” especiais. Graficamente a Sonic Team e principalmente a Dimps fizeram um bom trabalho em relação a este jogo. As personagens continuam muito bem detalhadas, com boas animações, e os níveis são também coloridos e bem detalhados.

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Existem vários mini jogos que podemos aceder para ganhar mais vidas

Tal como já referi logo no início do artigo, este Sonic Advance 3 continua a não ser tão bom como os clássicos da Mega Drive, mas é notório que a Dimps se tem esforçado para fazer cada vez melhor e este Sonic Advance 3 acaba por ser na minha opinião o melhor dos três. De resto, a única coisa que faltou, embora sinceramente não me causa muita comichão, foi mesmo o Tiny Chao Garden, mas já nos anteriores, e mesmo nos Adventure, foi algo que eu não perdi muito tempo.

Super Street Fighter II (Sega Mega Drive)

SSF II

Mais uma rapidinha de Mega Drive, muito por culpa de já ter analisado versões anteriores do Street Fighter II tanto para a SNES como para a Mega Drive. Este Super Street Fighter II é mais um update ao clássico jogo de luta da Capcom, mas trouxe muitas novidades, incluindo novas lutadores e respectivas arenas e outras novidades na jogabilidade, como um foco maior no sistema de combos. Este jogo foi comprado algures no início do Outubro passado a um amigo de infância, tendo-me custado 5€.

Jogo com caixa e manual

Então e o que trouxe este SSF II de novo? Começando pelo óbvio, temos 4 novas personagens: Dee Jay, um lutador jamaicano de kickbox, T. Hawk, um nativo americano, Fei Long, o clone de Bruce Lee da praxe e por fim a loiraça Cammy com o seu fato justinho. Depois vemos algumas mudanças na jogabilidade, onde agora somos presenteados com pontos de combos, first strike ou reversals. A jogabilidade continua excelente, mediante se utilizarmos um comando de 6 botões. Usar o standard de 3 continua a ser possível, com os botões faciais a alternarem entre socos e pontapés se carregarmos no Start entretanto. De resto, para além dos modos de jogo tradicionais “arcade” e versus para 2 jogadores, dispomos de mais uns quantos, alguns exclusivos para estas conversões caseiras do jogo. Também presente na Arcade temos o Tournament Mode onde podem participar até 8 jogadores num modo torneio. Existem ainda vários modos de jogo de “Team Battle”, onde podemos escolher uma equipa de até 8 lutadores e pô-los à batatada contra outro conjunto de lutadores, usando diferentes regras como o Ellimination ou o Point Match. Por fim, para os fãs de achievements existe ainda o Challenge Mode, onde podemos tentar ultrapassar diversos desafios de tempo ou de pontuação. Surpreendeu-me bastante ter um jogo de luta deste ano com tanta coisa para oferecer!

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Nesta nova versão do SF II, temos 4 caras novas para escolher

A nível técnico estamos perante a maior ROM lançada, pelo menos de forma oficial, para a Mega Drive, com os seus “40 Megs” orgulhosamente ilustrados na capa do jogo. Isto traduz-se em cerca de 5MB. Ora e com esse espaço adicional, foi possível manter todos os lutadores e cenários e suas boas animações repectivas, mas acima de tudo foi possível meter mais vozes digitalizadas no cartucho, coisa que falhou no Street Fighter II que tinha saído no ano anterior para a Mega Drive. As músicas continuam excelentes, embora sinceramente não tenha gostado muito de um ou outro tema dos novos.  De qualquer das formas, devido às limitações da Mega Drive, este não é um jogo tão colorido e detalhado quanto a versão arcade, e as músicas e vozes também sofrem com isso, mas não deixa de ser um jogo bem competente no campo técnico.

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Apesar de curta, esta cutscene de introdução era impressionante

Super Street Fighter II é muito provavelmente o jogo de luta definitivo da Mega Drive, tanto pela sua excelente jogabilidade (com um comando de 6 botões!!) como pelos modos de jogo que oferece.

Haunting Starring Polterguy (Sega Mega Drive)

Haunting - MDLonge vão os tempos em que a Electronic Arts não tinha grandes problemas em arriscar em ideias originais ou novas franchises a torto e a direito. A sua passagem pelas consolas de 16bit, e em especial a Mega Drive, trouxeram-nos para além das séries desportivas que ainda hoje recebem lançamentos anuais, outras pérolas como a série Strike, Road Rash, General Chaos entre muitos outros lançamentos que podem não ser grande coisa. Este Haunting é de facto um daqueles jogos que se perdeu nos confins da minha memória pois quando o comprei a um amigo meu no mês anterior, não fazia a minima ideia do que se tratava e como tal, decidi arriscar e trouxe-o comigo. Custou-me 5€ e apesar de ter o manual, o jogo em si não está no melhor estado possível.

Haunting Starring Polterguy - Sega Mega Drive
Jogo com caixa e manual

E então qual é o propósito deste Haunting? Aqui tomamos o papel de Polterguy, um fantasma de um adolescente rebelde que tem algo contra a rica família dos Santini. Então decide fazer as suas vidas num inferno, assombrando a casa onde habitam. Para o efeito, é necessário possuir vários objectos para assustar os membros da família, um pouco como foi feito muito depois no Geist da Gamecube, mas de uma maneira bem mais cómica e espalhafatosa. Existem 3 tipos de objectos a possuir. Os que se identificam com uma aura azul, podemos entrar neles e sair, “carregando-os de energia” e quando um coitado santini se aproximam deles, soltam os seus “sustos”. Os que têm uma aura laranja podem ser possuídos mas apenas soltamos as “partidas” quando bem entendermos, pelo que convém que um dos Santinis esteja a olhar para lá. Por fim temos outros que depois de serem possuídos podem ser interagidos livremente, como controlar um avião de brinquedo e mandá-lo à volta de alguém. O jogo passa-se assim, onde em cada divisão da casa vamos possuindo os mais variadíssimos objectos, desde mobílias, brinquedos, electrodomésticos ou mesmo portas e paredes, de forma a assustar os membros da família até os expulsar a todos de casa. Depois repete-se a fórmula para para as casas seguintes.

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Podemos ver um mapa que nos indicam onde estão cada elemento da família

Mas cada vez que possuimos alguma coisa perdemos um pouco de Ecto, energia que nos permite fazer estes truques. No entanto podemos recuperar esse Ecto quase todo quando conseguimos expulsar alguém da divisão em que estava originalmente. Entretanto, no meio de cada casa a assombrar, visitamos uma masmorra onde também podemos coleccionar Ecto, mas essas masmorras estão repletas de obstáculos que teremos de evitar, podendo até sofrer um gameover nessas secções. Sinceramente acho que são algo desnecessárias. De resto, nem todos os Santinis têm medo de nós. O seu animal de estimação, um coitado Chihuahua, pressente a nossa presença e quando o bichano entra na mesma divisão em que estamos, torna-se mais complicado assustar os humanos. Felizmente que também temos alguns ases na manga, na forma de 5 diferentes feitiços que podemos usar nos níveis. Um restaura-nos o Ecto, outro distrai o jeco com uma tigela de comida, mas para mim o mais interessante é possuir um dos Santini, transformando-o num zombie temporariamente e fazê-lo vaguear pela casa.

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As reacções dos Santini aos sustos pregados são muitas vezes bem cómicas

O que é mais engraçado são mesmo as partidas que podemos pregar, que podem até ser bastante gore, como visões de pessoas a serem esquartejadas, ou a minha preferida, uma jovem sedutora de roupão de banho que eventualmente abre o roupão e… depois vejam. Mas a maioria são mais parvinhas, como mobílias se transformarem em monstros e por aí fora. As reacções dos Santini são também bem cómicas, com calças a cair, perucas a saltar, pocinhas de urina a formarem-se no chão entre muitos e muitos gritos.

Visualmente é um jogo banal. O mesmo é jogado numa perspectiva isométrica, quase até a se assemelhar aos primeiros SIMS também da Electronic Arts. Há é bastantes animações diferentes como já referi, e isso é sempre algo positivo em alturas em que cada byte poupado num cartucho era ouro. Por outro lado, as sprites não são muito detalhadas e sou sincero, não gostei muito de todo o design das personagens. No audio também foi um jogo que não me deixou grandes memórias. As músicas acabaram por me passar ao lado e de tudo o que é mais fácil recordar são mesmo os berros que os diferentes Santinis (pai, mãe, filha e filho) vão dando ao longo de toda a aventura.

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Se gastarmos todo o nosso ecto, ou no final de cada nível, somos transportados para estas perigosas masmorras para o recarregar.

Apesar de ser um jogo tecnicamente simples, é impossível não afirmar que possui um conceito original. No entanto, no fim de contas também não achei que como um todo este Haunting fosse um jogo espectacular. Isto porque a jogabilidade acaba por se tornar repetitiva e o “salto” que houve de andar aí a assustar criancinhas para um combate contra um boss final também parece que veio mesmo do nada. Desculpem lá aí o spoiler. Ainda assim não estou nada arrependido de ter comprado este jogo às cegas. Sabe bem redescobrir coisas algo obscuras como esta, mesmo que o resultado final não seja o melhor.