Alex Kidd in the Enchanted Castle (Sega Mega Drive)

Alex Kidd in Enchanted Castle

O Alex Kidd foi uma das primeiras mascotes da Sega, antes de um certo ouriço azul ter tomado essa posição. E se por um lado o Alex Kidd in Miracle World é um dos clássicos de plataformas de 8bit, as suas sequelas e spin-offs nem sempre têm sido tão boas assim e muitos se desviaram completamente da fórmula original. Mas eis que chega o Enchanted Castle, o único jogo da série Alex Kidd a sair na Mega Drive e que pisca o olho às mecânicas de jogo do Miracle World. Esta minha cópia está incluida na compilação Sega Classics Collection, que tinha sido comprada na feira da Vandoma no Porto há mais de um mês atrás por 15€. Mas também adquiri mais recentemente uma versão standalone do mesmo jogo por menos de 5€.

Alex Kidd in Enchanted Castle - Sega Mega Drive
Jogo com caixa

A história, como sempre, é simples. Alex Kidd ouviu rumores que o seu pai, já há muito desaparecido, estava vivo no planeta Paperrock, então viajamos até lá para o procurar. Simples. As mecânicas de jogo são similares ao Miracle World, com um botão para fazer Alex saltar, outro para atacar. Geralmente atacamos os inimigos com os punhos, bem como podemos quebrar alguns blocos para alcançar cestos com dinheiro, vidas, itens ou armadilhados com bombas. Quando atacamos algum bloco, se o mesmo estiver logo ao lado de outro, então é simplesmente destruído. Por outro lado se não tiver nenhum bloco adjacente então é levado na direcção em que o atacamos, destruindo todos os inimigos que se atravessem no seu caminho.

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Graficamente é um pouco mais detalhado que qualquer jogo da Master System, mas a Mega Drive veio a provar ser capaz de muito melhor.

O minijogo do pedra-papel-tesoura é algo que está uma vez mais enraizado neste jogo. Por várias vezes podemos entrar em lojas e jogar uma partida de pedra-papel-tesoura com o vendedor. Para jogar temos de pagar uma certa quantia (dinheiro pode ser adquirido ao derrotar inimigos ou destruir cestos) e caso consigamos vencer a partida lá ficamos com o item. Infelizmente isto por vezes torna-se bastante chato pois sempre que temos de tentar novamente teremos uma vez mais de pagar. Felizmente um dos itens que podemos encontrar permite ler a mente do nosso oponente, então conseguiremos usar isso em nossa vantagem. É especialmente útil contra os bosses que também têm as suas batalhas através do pedra-papel-tesoura (excepto o último boss que depois tem uma parte de combate directo). Para além desse item, existem muitos outros que podemos comprar/encontrar ao longo do jogo e podem ser utilizados sempre que nos convier. Um pogo-stick que nos permite saltar bem mais alto e alcançar zonas inatingíveis, uma moto onde podemos atropelar e derrotar instantaneamente os inimigos, aquele helicóptero a pedais que já teríamos visto no Miracle World, entre outros como um que nos confere invencibilidade temporária. O design dos níveis também é um pouco diferente dos vistos em Miracle World, pois geralmente são maiores e muitos têm caminhos alternativos para perseguir.

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Este minijogo de pedra papel ou tesoura ficou um bocadinho a desejar neste capítulo da saga Alex Kidd

A nível gráfico nota-se perfeitamente que é um dos jogos de primeira geração da Mega Drive, onde apesar de os visuais já serem melhores do que a Master System conseguiria produzir, pelas sprites grandes e bem detalhadas, assim como os backgrounds, no entanto ainda está muito longe do que a Mega Drive seria capaz de fazer. As músicas continuam bastante agradáveis na minha opinião e temos algumas vozes digitalizadas como Alex a dizer “Pedra papel tesoura” em japonês. Uma curiosidade interessante foi a censura que o jogo sofreu nos seus lançamentos ocidentais. No original japonês, a personagem que perde o jogo do pedra papel tesoura fica sem roupa (obviamente com alguma censura a tapar as partes íntimas), mas nas versões ocidentais o perdedor é esmagado com um enorme peso metálico. Não que me faça muita diferença, mas naquela altura essas diferenças culturais entre o japão e a civilização ocidental (especialmente a americana e a de alguns países europeus conservadores) obrigavam mesmo a que fossem feitas mudanças deste tipo.

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A maior parte dos bosses são apenas combatidos com partidas de pedra papel tesoura

No fim de contas achei este Alex Kidd um interessante regresso à fórmula convencional, com algumas coisas novas que me agradam, como a possibilidade de usar qualquer m dos itens que ganhemos/encontremos a qualquer momento. Mas no entanto a parte do pedra papel e tesoura ficou algo a desejar pois é estúpido termos de pagar para jogar a partida e só se ganhar o desafio ficarmos com o item. Deveria ser dada a opção de comprar logo, ou tentar a sorte. Mas é só a minha opinião!

Shinobi (ZX Spectrum)

ShinobiMais uma rapidinha pois infelizmente o tempo não dá mesmo para mais. E o jogo que trago por cá hoje é nada mais nada menos do que uma de muitas adaptações do clássico sidescroller da Sega, o primeiro Shinobi, lançado nas arcades algures por 1987 e convertido oficialmente para uma panóplia de sistemas. A versão da Master System, convertida pela própria empresa nipónica e já aqui analisada é possivelmente a mais conhecida, mas existem imensos outros sistemas que puderam presenciar a primeira aventura de Joe Musashi e o ZX Spectrum é um deles. A minha cópia é mais uma bootleg que circulava pelo mercado nacional e foi incrivelmente barata pois veio num bundle com dezenas de cassetes que me custou uns 10€ no total.

Shinobi - ZX Spectrum
Versão bootleg em caixa

A jogabilidade aproxima-se da original da arcade, com a exigência de se resgatar todos os reféns antes de avançar para o nível seguinte. A possibilidade de alternar entre o plano inferior e superior de cada nível mantém-se, sendo essa exploração necessária para resgatar todos os pobres reféns. O combate também é algo similar, com Joe Musashi a alternar automaticamente os seus ataques de shurikens para golpes melee mediante a distância dos seus inimigos e também poderemos utilizar alguns poderes mágicos – os ninjitsu que provocam dano em todos os inimigos no ecrã, mas apenas poderemos utilizar um por nível. Os níveis bónus estão aqui também presentes nesta modesta conversão para o ZX Spectrum e sinceramente, apesar de se apresentar num cenário monocromático em tons de amarelo, esses níveis estão muito bem detalhados. Basicamente somos levados para uma sala onde estamos estáticos, em primeira pessoa, a atirar shurikens para os ninjas que vão aparecendo à nossa frente. A ideia é não deixarmos que nenhum ninja se aproxime de nós.

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Em baixo temos o indicador de quantos reféns nos falta salvar

Graficamente é um jogo que deixa algumas reservas. Todos sabemos que o ZX Spectrum era um computador limitado e a maioria das adaptações de jogos arcade, bem mais coloridos, detalhados e tudo o mais, acabam por sofrer grandes sacrifícios. Portanto se nos abstraírmos do facto da palete de cores ser muito reduzida, e as sprites monocromáticas com poucas animações e herdarem as cores do plano em que estão de momento a atravessar, este até que nem é um mau trabalho de todo. Os níveis e os bosses tentam ser similares ao que podemos jogar na versão Arcade ou Master System e no caso de estarmos a jogar num Spectrum 128K a música até que é bastante boa. Infelizmente a minha queixa está  na escolha das cores dos projécteis que Joe Musashi ou os nossos inimigos mandam. Por vezes é muito difícil conseguir discerni-los no meio da confusão e lá se vai uma vida.

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Tal como na versão arcade, não se poderia deixar de fora a Marylin Monroe

Obviamente que esta não é uma versão definitiva do Shinobi, para quem estiver curioso com as outras adaptações para os computadores, recomendo que espreitem as versões Atari ST e Commodore Amiga, pois parecem-me ser bem mais fiéis à arcade e no campo audiovisual também se safam bem.

Flicky (Sega Mega Drive)

Classic CollectionA rapidinha que vos vou trazer hoje é sobre um simples jogo da Mega Drive, o Flicky. Este está contido numa compilação intitulada de Classic Collection, que contém também o Altered Beast (já aqui analisado), o platformer Alex Kidd in the Enchanted Castle e o excelente Gunstar Heroes, que em breve serão também aqui analisados. O Flicky para mim é de longe o piorzinho do pacote, pelo que vai seguir com uma rapidinha. Esta minha compilação foi comprada por 15€ na feira da Vandoma, há umas semanas atrás.

Classic Collection - Sega Mega Drive
Compilação com manual em português

Ora lembram-se dos passarinhos que tinhamos de salvar no Sonic 3D? Eram chamados Flickies e toda essa mecânica de jogo de os salvar foi inspirada neste jogo. Flicky era daqueles simples jogos arcade da década de 80, onde o nosso objectivo consiste em apanhar os passarinhos pequenos e levá-los em segurança até à porta de saída, evitando gatos e outros bichinhos que os ataquem e comam. Para salvar os passarinhos basta tocar neles que nos começam a seguir em filinha e conseguimos mais pontos de bónus pelo número de pássaros que salvemos de uma só vez. Cada nível tem também uma série de itens que vão sendo completamente distintos entre si, mas que podem ser agarrados e atirados contra os gatos e iguanas, mas os mesmos acabam por fazer respawn ao fim de alguns segundos. É com esta jogabilidade simples que iremos atravessar os quase 50 níveis únicos entre si, para depois os podermos jogar de novo mas com uma dificuldade acrescida. Ocasionalmente também teremos alguns níveis bónus onde os Flickies são lançados ao ar e temos de os apanhar a todos com uma rede.

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Os níveis são circulares, não existe um início nem fim.

Graficamente é um jogo bastante simples, até porque é original de 1984 e um dos primeiros sistemas que recebeu uma conversão do jogo até que foi a SG-1000! Possui backgrounds muito simples, embora tenham alguma variedade entre si, muitos dos níveis tentam passar o interior de uma casa, mas alguns até têm backgrounds do espaço. As músicas é que são muito poucas, os níveis possuem todos a mesma música que nos vai mesmo acabar por cansar.

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Naquele tempo era moda apresentar o elenco dos jogos. Vá lá que este é reduzido

Flicky é um jogo bastante simples, uma obra de um passado algo longínquo, onde a grande maluqueira de jogos arcade da época eram do género do Donkey Kong, o que nos leva a questionar se valeria realmente a pena ter o jogo lançado para uma Mega Drive em 1989, quando a Sega queria era passar a imagem que  a sua nova consola era de facto algo bem mais poderoso e avançado que a concorrência da era, a NES.

G-Loc: Air Battle (Sega Master System)

GLOCAirBattle-SMS-EU-mediumO jogo que cá trarei hoje é um daqueles nostálgicos para mim pois foi um dos que passou pela minha Master System quando era bem novinho e dava para trocar jogos uns com os outros na escola. No entanto é um jogo bom? Não é assim tão bom não, quando comparado ao poderio gráfico do original arcade, cujo tinha até uma versão com uma cabinet que permitia ao jogador rodar em 360º, aumentando assim a imersão no jogo. Claro que nunca vi uma cabinet dessas ao vivo e a cores… Mas adiante. A minha cópia foi comprada a um particular por cerca de 7€ se a memória não me falha.

G-Loc Air Battle
Jogo completo com caixa e manuais

Uma vez mais nós somos um piloto de elite que terá de salvar o mundo ao enfrentar exércitos inteiros em batalhas aéreas, contra tanques, navios ou simplesmente destruir bases militares. Há algo que me passou completamente ao lado das primeiras vezes que o joguei e só me apercebi quando voltei a testá-lo agora que o comprei. Apesar deste continuar a ser um jogo completamente arcade na medida em que vamos tendo tempos algo apertados para concluir os nossos níveis/missões, existe uma certa não-linearidade na forma em como progredimos no jogo, pois podemos ir escolhendo quais as missões que queremos desempenhar. Podemos combater contra aviões, navios, tanques, destruir bases militares e eventualmente confrontar um ou outro boss. Essas missões podemo-las escolher, tendo cada uma os seus objectivos próprios (destruir um mínimo de x veículos/estruturas inimigas) num curto intervalo de tempo e com diversos cenários em background, podendo a acção decorrer em alto mar, desertos, campos verdejantes e por aí fora.

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No final de cada missão podemos gastar os pontos em munições, tempo ou recuperar do dano sofrido no avião

Mas uma vez no ar a acção é imparável. Estamos munidos de uma metralhadora pesada e vários mísseis que podemos disparar a qualquer momento, mas apenas o devemos fazer quando os nossos alvos estão em lock-on. Para isso temos de os enquadrar numa determinada área do nosso cockpit, tendo de manobrar o avião para ficar no ângulo certo para os apanhar. Claro que temos também de neutralizar ou nos desviar dos mísseis que disparam contra nós e no caso das batalhas aéreas também pode acontecer termos um avião inimigo na nossa cauda, com a perspectiva do jogo a transitar da primeira para a terceira pessoa, com o cockpit do avião inimigo em primeiro plano e lá teremos de fugir ao lock-on deles. No fim de cada missão vamos ganhando pontos consoante a nossa performance, pontos esses que podem ser usufruidos para restabelecer o nosso stock de mísseis ou fortalecer a armadura do avião. Também como já referi atrás, ocasionalmente teremos um ou outro boss para enfrentar, que exigem mais alguma estratégia com vários pontos de ataque.

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Para manter os aviões debaixo de mira temos muitas vezes de fazer algumas acrobacias

Passando para os audiovisuais este é um jogo muito simples, mas também isso seria o esperado para uma conversão da Master System. Os aviões são detalhados quanto baste, mas os backgrounds são bastante simples, nada a ver com o detalhe que vemos na versão arcade ou mesmo na Mega Drive, onde os campos têm árvores e não passam de descampados ou desertos planos nesta versão. A conversão do After Burner original para a Master System está bem mais conseguida a nível de detalhe gráfico e é um jogo bem mais antigo, embora me pareça ter um framerate inferior. A música e efeitos sonoros também não são nada do outro mundo mas cumprem o seu papel.

No fim de contas este é apenas um jogo competente, embora existam melhores versões deste G-Loc para serm jogadas. Foi daquelas compras que fiz apenas pelo factor nostálgico, mas não acho que seja um mau jogo de todo.

Light Crusader (Sega Mega Drive)

Light CrusaderA rapidinha que trago cá hoje é sobre um action RPG produzido pela Treasure, uma empresa sobejamente conhecida pelos seus jogos repletos de acção e adrenalina como Gunstar Heroes, Alien Soldier ou Ikaruga. Como é que eles se foram lembrar de produzir este jogo? Não faço ideia, mas talvez a falta de RPGs na Mega Drive comparativamente à sua rival poderá ter sido um bom motivo. Este meu exemplar foi comprado há uns meses atrás na cash converters de Benfica em Lisboa por 5€. Está completo e em óptimo estado.

Light Crusader - Sega Mega Drive
Jogo completo com caixa, manuais e um poster

Aqui tomamos o papel de Sir David, um guerreiro ao serviço do Rei Frederik da nação de Green Row, que nos pede para investigar o paradeiro de uma série de pessoas que têm vindo a desaparecer misteriosamente sem deixar rasto. E essa nossa investigação vai-nos levar aos enormes calabouços que existem precisamente debaixo do castelo, onde teremos de enfrentar vários monstros, armadilhas e puzzles.

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Logo com a cutscene inicial já dá para ter uma ideia de quem está por detrás das coisas

Assim de cabeça, a maior inspiração que eu vejo aqui, é a do Landstalker, produzido pela Climax para a mesma consola pois são ambos RPGs de acção representados numa perspectiva isométrica. Mas ao contrário do Landstalker que tinha um foco enorme no platforming, o que numa perspectiva isométrica é uma confusão dos diabos, aqui o foco parece-me ser maior no puzzle solving e combates, embora também tenha a sua dose quanto baste de platforming. Independentemente do resto, tanto o platforming como o puzzle solving nesta perspectiva deixam algo a desejar. Isto porque este último envolve manipulação de objectos, como arrastar enormes pedras ou bombas para botões no chão, o que por sua vez faz abrir ou fechar passagens ou activar plataformas, cujas geralmente também têm de carregar algum objecto. Mas existem também outros puzzles, incluindo uma versão do “Simon says” onde temos de repetir as ordens que nos aparecem no ecrã, ou mesmo um puzzle musical onde temos de repetir uma música ao atacar algumas estruturas.

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Nota-se logo no início que há uma “ocidentalização” nos visuais

No que diz respeito ao combate esse é puro e duro. Não ganhamos níveis nem nada que se pareça mas podemos ganhar dinheiro que pode ser gasto em lojas quer em produtos que nos restorem energia (geralmente alimentos) ou em novas armas mais poderosas. Os nossos pontos de vida também podem ir aumentando à medida que vamos descobrindo alguns power-ups que nos extendam a nossa barra de vida de uma forma permanente. Os ataques de magias podem também ser comprados e utilizados como se um item se tratasse, ao contrário de muitos outros RPGs em que os mesmos vão sendo aprendidos e nos consomem pontos de mana. Aqui enquanto tivermos itens desses no inventário, é sempre a andar. O combate em si é então bastante linear. O jogo acaba é por se tornar um pouco difícil na medida que apenas poderemos fazer save em algumas salas próprias para o efeito. Assim como nos Metroids, obrigando-nos por vezes a atravessar ecrãs cheios de inimigos só para fazer save. É por isso que é importante manter um stock repleto de alimentos para irmos restabelecendo alguma vida perdida.

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Como sempre em jogos isométricos os saltos em plataformas tornam-se algo confusos

No que diz respeito aos audiovisuais este é um jogo bastante curioso, uma vez que tem um look bastante ocidental e foi produzido pela Treasure, onde practicamente todos os seus jogos têm notórias influências em anime, pelo menos no design das personagens e dos seus mundos. Agora se isso é uma boa ou má ideia, sinceramente se estamos a fazer um jogo inspirado no mundo medieval europeu, eu sinceramente prefiro um design europeu. Mas a Treasure não fez um excelente trabalho nesse sentido, pessoalmente todos os humanos e monstros humanóides parecem-me anoréticos. As músicas também tentam mimicar esse feeling medieval europeu, e sinceramente aqui já gostei bem mais do resultado final.

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Como sempre, teremos alguns bosses para enfrentar

No fim de contas este Light Crusader acaba por ser um jogo que fica uns bons furos abaixo dos restantes que a Treasure produziu nesta consola. Aliás, qualquer jogo que se tente comparar a um Gunstar Heroes tem uma fasquia muito alta para superar. Ainda assim não é um mau jogo de todo (pecando principalmente pelos problemas associados à perspectiva isométrica) e dou os meus parabéns à Treasure pela audácia em fugir à sua zona de conforto e produzir algo completamente diferente do que nos habituaram.