Double Dragon (Sega Master System)

Double DragonVoltando à consola de 8 Bit da Sega, para uma conversão daquele que é provavelmente o jogo mais influente do género beat ‘em up tradicional em 2D, que influenciou outros clássicos como Final Fight ou Streets of Rage. Double Dragon é um jogo originalmente desenvolvido pela Technos Japan que teve um imenso sucesso e com isso foram desenvolvidas imensas conversões, desde a famosa conversão para a NES, passando por imensas outras plataformas, como a velhinha Atari 2600, micro computadores como o ZX Spectrum ou esta versão da Master System. Comprei o jogo muito recentemente, mais precisamente na semana passada na pressplay no Porto, tendo-me custado pouco mais de 5€. Está completa e em óptimo estado.

Double Dragon - Sega Master System
Jogo completo com caixa e manuais

A história por detrás de Double Dragon é muito simples. Vemos uma rapariga a ser raptada por un gang, e apesar de não sabermos quais as razões que os levaram a fazer esse acto, entramos logo em acção como Billy ou Jimmy Lee e passamos o resto do jogo a distribuir pancada a tudo o que mexa até reavermos a mulher. Simples, mas eficaz. Ao contrário da versão NES, esta versão permite que joguemos num modo cooperativo para 2 jogadores, tal como a versão arcade. E também tal como na versão arcade, depois de derrotado o boss final neste modo de jogo teremos de andar à porrada com o nosso amigo que nos ajudou desde sempre para conquistar o coração da moça. Não sei o que a Technos tinha na cabeça para ter essa ideia, mas até achei engraçado.

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Uma cena recriada vezes sem conta

A jogabilidade é muito simples, devido ao comando da Master System apenas possuir 2 botões, servindo um deles para dar pontapés e o outro mandar socos. Ainda assim podemos fazer algumas combos, ou desencadear alguns golpes especiais. Ao carregar no botão 1 e 2 ao mesmo tempo efectuamos um jump kick, por exemplo. Ao continuar a dar murros ou pontapés sem interrupção também teremos alguns pequenos combos. Quando deitamos um inimigo ao chão podemos pegar nele e efectuar também alguns golpes especiais. Para além disso também podemos usar outros objectos ou armas. Rochas ou caixas que apanhamos do chão podem ser atiradas contra os inimigos, as próprias armas deles, como chicotes, facas ou bastões de baseball também podem ser “roubadas” e usadas contra os próprios. E com os seus continues infinitos (excepto no último nível a menos que usemos um truque) tornam este um jogo algo fácil. Se não quisermos perder muitas vidas, o truque está em lutar muito cuidadosamente, enfrentando um adversário de cada vez e evitar que eles nos atinjam.

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Algumas palette swaps eram mesmo desnecessárias… tipo esta

Graficamente é um jogo interessante tendo em conta a altura em que foi lançado. Se comparado à conversão da NES, está bem melhor, com mais cores no ecrã, o level design mais parecido com o original arcade e claro, a possibilidade de se jogar com 2 jogadores. No entanto não deixa de ser um jogo bastante simples e que abusa bastante do palette swap quando repetem muitas sprites. Ver tipos com a pele verde é muito estranho, mesmo que alguns até se possam parecer com o Hulk. Outro problema que notei foi o elevado sprite flickering, em especial quando uma sprite se sobrepõe à outra. As músicas e efeitos sonoros não são nada de especial, mas também não são propriamente maus. A versão japonesa deste jogo tira partido do acessório FM-Sound Unit, o que lhe dá um enorme boost na qualidade das músicas. De resto, no campo do audiovisual, é inegável que jogos que sairam mais tarde como o próprio Streets of Rage para a Master System são bem superiores neste campo.

No fim de contas, apesar de não ser perfeita, esta conversão do Double Dragon original é bem competente e interessante. E apesar de não ser um jogo imprescindível para a biblioteca de qualquer fã ou coleccionador de Sega Master System, a verdade é que também não é nada mau e fica bem na prateleira.

SpellCaster (Sega Master System)

SpellcasterVoltando para uma das minhas consolas preferidas, o jogo que escreverei agora não diria que é uma hidden gem, mas sim um daqueles jogos que muita curiosidade me despertou quando era pequeno e ficava a imaginar como seriam os jogos da Master System simplesmente ao olhar para um screenshot num catálogo. Com um screenshot apenas, esse jogo sempre me deixou com vontade de o jogar, tal era o poder da imaginação naquela altura. E na verdade é um jogo bastante peculiar, misturando conceitos de RPG, sidescroller de acção e aventura gráfica. Este Spellcaster entrou na minha colecção há uns meses atrás, após ter sido comprado a um particular por 7€, faltando-lhe o manual.

Spellcaster - Sega Master System
Jogo com caixa

Originalmente no Japão o jogo chama-se Kujakuou, seguindo a história de uma manga/anime do mesmo nome. Penso que alterações para a release ocidental foram inevitáveis, mas para além do nome da personagem principal, que aqui se chama Kane, não sei que mais foi alterado, até porque desconheço por completo a obra original de onde o jogo se inspira. Basicamente Kane é uma espécie de guerreiro com poderes místicos, onde desde jovem treinou sob a alçada de Kaikak, líder do Summit Temple e dominou uma série de poderes mágicos e poderosos feitiços, tornando-o num grande guerreiro. Ainda assim a vida de Kane era pacífica até que uma onda de violência levada a cabo por um exército desconhecido e com criaturas maléficas destruiu muitos dos outros templos e matou também muitos dos seus guardas. Kane é então enviado ao templo mais próximo de Enriku para investigar esses acontecimentos, e é aí que começa a nossa aventura onde teremos muitos combate e exploração para fazer.

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O ecrã título japonês é bem mais trabalhado do que o que tivemos direito

O jogo está então dividido em 2 modos de jogo distintos: as secções de sidescrollers, geralmente passadas quando queremos ir de uma localização à outra ou até em combates contra bosses, ou os segmentos de exploração que de acção têm muito pouco. Nos primeiros temos a fórmula tradicional de jogos como Contra ou Shinobi, onde andamos do ponto A ao ponto B, tentando destruir tudo o que mexa e ultrapassar alguns obstáculos de platforming. A diferença é que aqui em vez de termos uma metralhadora, ou armas brancas, Kane está munido dos seus poderes, lançando bolas de energia que podem até ser carregadas para um golpe mais devastador. Na parte de cima do ecrã temos 2 indicadores: força e energia. Os primeiros referem-se aos pontos de vida, se deixarmos que chegue a zero não é nada difícil adivinhar o que acontecerá. O outro é o medidor de energia, que vai sendo gasto à medida em que usamos os feitiços. Tanto uma como a outra podem ser restabelecidas ao apanhar orbs deixadas pelos inimigos e à medida em que vamos progredindo no jogo o seu limite máximo também pode ser aumentado. Mas falando nos feitiços, parte integral deste jogo, os mesmos podem ser consultados ao pressionar o botão de pausa. Desde o início do jogo que temos logo todos os feitiços à disposição (excepto um que gera uma password com os dados do jogo, para “save game”, que aprendemos pouco depois do início da nossa aventura), o que na minha opinião seria melhor se fossemos aprendendo ou desbloqueando esses feitiços gradualmente.

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Era por causa de screenshots como este que sempre tive curiosidade com este jogo quando era novinho

De qualquer das formas, esses feitiços são bastante variados, abrangendo coisas como voar, um escudo que nos torna temporariamente invulneráveis, ataques mais fortes, regenerar os pontos de vida, ou então ataques devastadores que afectam todos os inimigos no ecrã e que são bastante úteis contra os bosses. Mais uma vez, o facto de termos todo este arsenal ao nosso dispor logo desde o início do jogo penso que retira algum do desafio do mesmo, mediante a nossa disponibilidade de pontos de energia, para usar estes feitiços continuamente. Avançando para o modo aventura, aqui somos apresentados a vários ecrãs estáticos e com um menu onde podemos escolher vários comandos como “olhar”, “falar”, “mover”, “pegar” ou “usar”. São mecânicas de jogo algo arcaicas mas bastante comuns em jogos de aventura de consolas ou mesmo nos PCs na década de 80, onde o uso dos ratos era ainda uma miragem. Infelizmente estas secções são bastante lineares e não apresentam grandes desafios, a não ser aquela secção em que temos de procurar um item no fundo do mar, isso foi chatinho. Os elementos RPG estão também na parte de podermos equipar várias armas e armadura, aumentando os nossos stats gerais.

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É nesta parte de “aventura” que os diálogos vão surgindo

Graficamente achei o jogo bom. Nas partes de acção temos sprites detalhadas e níveis coloridos, com vários inimigos no ecrã e coisas a acontecer. Na parte de aventura as coisas são também bastante coloridas e detalhadas, usando bem as capacidades da Master System nesse campo. Os efeitos sonoros, que sempre foram o calcanhar de Aquiles da Master System são OK, assim como as músicas que apesar de não serem memoráveis, também não são irritantes.

No fim de contas, apesar de não considerar este jogo como uma hidden gem da Master System, acabei por gostar bastante dele na mesma pela sua originalidade. O jogo perde na sua linearidade, tornando as secções de exploração e aventura algo inúteis, bem como os elementos de RPG a poderem ser um pouco melhor trabalhados e o facto de termos logo de início acesso a todo o arsenal de poderes não me pareceu a melhor decisão. Mas não deixa de ser um bom jogo e as fases de acção são realmente boas. Para a Mega Drive existe uma sequela que mais uma vez chegou cá com um nome completamente diferente: Mystic Defender. Esse jogo sempre me passou ao lado, mas estou bastante curioso em ver como foi a evolução desde este SpellCaster.

The Lucky Dime Caper Starring Donald Duck (Sega Master System)

Lucky Dime CaperVamos voltar a uma das minhas consolas favoritas, a Sega Master System para mais uma breve análise a um dos seus muitos bons jogos de plataforma. Enquanto a Mega Drive tinha Quackshot no seu catálogo, os proprietários da Master System (e também da Game Gear) puderam também jogar uma aventura do pato mais rabugento de sempre. Lucky Dime Caper é mais um dos bons jogos de plataforma produzidos pela Sega e licenciados pela Disney, que durante a primeira metade dos anos 90 foram sendo lançados para as suas consolas. Este jogo foi comprado a um particular há umas semanas atrás, pelo preço de 3€, estando o manual em  mau estado (falta-lhe a página de capa). Eventualmente o substituirei.

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Jogo com caixa e manual europeu danificado. Já disse que adoro a capa?

A história deste jogo começa com o Tio Patinhas a oferecer aos seus sobrinhos-netos Huguinho, Zézinho e Luisinho uma moeda da sorte (de apenas alguns cêntimos, claro) explicando-lhes que a toda a sua fortuna começou com aquela moeda, e se eles trabalharem arduamente durante toda a sua vida, também poderão partilhar da mesma sorte. Mas alguém sinistro estava a ouvir toda a conversa e eis que mais tarde surge a bruxa Maga Patológica (arqui-inimiga de Patinhas) que rapta os 3 jovens patos, rouba as suas moedas e ainda consegue roubar também a tão cobiçada moeda da sorte do Patinhas! A quem caiu o papel para salvar o dia foi claro para Donald, onde pega logo na sua avioneta e parte pelo mundo à procura dos seus sobrinhos.

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Inicialmente temos apenas estes 3 destinos à escolha

Tal como em Quackshot, podemos escolher os níveis onde queremos jogar, embora as coisas aqui sejam bem mais lineares, não requerendo qualquer backtracking como acontece no jogo da Mega Drive. Inicialmente dispomos de apenas 3 localidades para começar o jogo, onde em cada uma salvamos um dos sobrinhos de Donald, sendo os restantes níveis posteriomente abertos, para recuperar cada uma das moedas roubadas e invariavelmente defrontrarmos a Maga Patológica (adoro estas traduções de nomes que deram às personagens na nossa língua). Os controlos são simples, um botão para saltar (podemos saltar em cima dos inimigos para os derrotar) ou um outro para utilizar uma “arma”. Inicialmente dispomos de um martelo que por vezes acaba por se tornar algo lento de utilizar, mas depois podemos encontrar um disco-voador que acaba por ser bem mais versátil. Todos os níveis têm um temporizador e Donald pode sofrer 2 golpes antes de perder uma vida. Existem ainda outros power-ups, como estrelas que aumentam a destreza de Donald em usar as suas armas, onde após apanhar 5 dessas estrelas no mesmo nível ganhamos invencibilidade temporária. Outros items, para além das vidas extra também poderão ser chaves para abrir portas.

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No final de cada nível temos sempre um boss para combater. Aqui é o urso que figura na capa do jogo.

O jogo possui assim sete níveis, todos eles com visuais distintos, desde florestas americanas, a cordilheira dos andes, selva, antárctida ou mesmo as pirâmides no Egipto com os seus corredores labirínticos. Lá para o final do jogo começamos a ter alguns caminhos alternativos a tomar, mas no geral os níveis são bastante lineares e todos eles com um boss no final. Graficamente é um jogo bastante colorido como é habitual, embora com as limitações usuais dos sistemas 8bit da altura, com sprites pequenas. A versão Game Gear tem uma cutscene de introdução bem mais cuidada, com muita artwork de banda desenhada, enquanto na Master System a história é contada utilizando as próprias sprites do jogo. Tirando isso, parece-me ser o mesmo jogo, salvo pela resolução menor, claro. As músicas são agradáveis e os efeitos sonoros também não tenho nada a acrescentar, pois apesar de não serem a melhor coisa do mundo, a culpa é mesmo do chip de som da Master System que é pré-histórico.

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As cutscenes da versão Game Gear são muito mais detalhadas. É uma pena que as da Master System não sejam assim

Jogando calmamente e com cabecinha para não cometer erros idiotas, este é um jogo curtinho e não muito difícil. No entanto para mim, que passei toda a minha infância a ler as bandas desenhadas do Donald e companhia, não deixa de ter o seu charme e é sem dúvida um jogo de plataformas a ter em conta nas vossas colecções da Master System.  E este jogo deve ter feito um sucesso considerável, pois para além de existir no Reino Unido uma edição de coleccionador com uma caixinha, uma cassete de música, t-shirt e poster, acabou por sair também mais tarde um outro jogo do Donald na consola (Deep Duck Trouble), também um bom jogo de plataformas, mas isso será tema para um eventual novo artigo.

Wimbledon II (Sega Master System)

Wimbledon IIVoltando à bela consola de 8bit da Sega, para mais uma rapidinha. Wimbledon II é a sequela do bom jogo de ténis que tinha saído no ano anterior. E apesar de continuar bom, não acrescenta nada de propriamente novo, daí o artigo não ser nada longo. Este Wimbledon II entrou na minha colecção já há uns aninhos, tendo sido comprado num bundle do Miau.pt com mais uns 6 jogos a um preço muito reduzido, senão de outra forma não teria entrado na colecção, pois não sou grande fã de videojogos desportivos.

Wimbledon II - Sega Master System
Jogo com caixa

Em Wimbledon II dispomos de 2 modos de jogo distintos: Free Match e Tour. O primeiro é um jogo amigável, onde tanto podemos jogar em singles ou doubles, com diversas opções de single ou multiplayer. Podemos jogar sozinho contra o computador, contra um amigo, ou nos doubles, tanto podemos ter um segundo jogador a fazer par connosco ou no duo adversário. Posteriormente podemos escolher qual o tipo de piso onde queremos jogar – Grass, Clay ou Hard, cada um com as suas diferentes características, o número de sets e por fim, podemos seleccionar a música que queremos ouvir.

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Os vários modos de jogo single e multiplayer no Free Match

No modo Tour, entramos num torneio de 8 jogadores, o que resulta em jogar uma série de 3 confrontos seguidos. Aqui podemo escolher mais uma vez o número de sets ou a dificuldade, bem como introduzir uma password ou gerar a nossa própria personagem, onde poderemos distribuir livremente 20 pontos em quatro distintas skills: speed, power, skill e stamina. De resto a jogabilidade é decente, onde dispomos apenas de um D-pad e 2 botões e pareceram-me que melhoraram bastante o pacing do jogo, agora não está tão frenético.

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O pitch, as personagens não estão mal detalhadas, tendo em conta o seu tamanho.

De resto, os audiovisuais não são assim tão diferentes do jogo anterior. As sprites e os campos estão minimamente bem detalhados para a consola e confesso que até gosto do efeito de scrolling que introduziram no jogo, com a “câmara” a movimentar-se pelo campo de forma algo dinâmica. Os efeitos sonoros e música não são nada de especial, mas cumprem bem o seu papel. Assim sendo este Wimbledon II é um jogo bem competente de ténis, para os possuidores de uma Sega Master System. No entanto não traz assim nada de propriamente novo, pelo que quem já tiver o primeiro, o Pete Sampra’s acaba por ser uma alternativa bem mais interessante.

Gamebox: Série Esportes (Sega Master System)

GameBoxSerieEsportes-SMS-PTPara fechar por enquanto o set de jogos Portuguese Purple (pelo menos enquanto não encontrar o Sonic Spinball e Cheese Cat-Astrophe a bom preço), resta-me agora falar da compilação Gamebox: Série Esportes, que é uma de quatro compilações “Gamebox” lançadas pela Tec-Toy no Brasil, mas a única que acabou por ter um lançamento exclusivo em Portugal na forma de Portuguese Purple. No entanto, já que a Ecofilmes se deu ao trabalho de redesenhar a capa da compilação, bem que poderia localizar a palavra “Esportes” para “Desportos” ou algo do género. Honestamente não me recordo quando comprei esta compilação nem quanto me custou, mas certamente não terá sido mais de 10€ até porque lhe falta o manual. Edit: Recentemente arranjei uma versão completa por 8€ na Cash Converters.

Jogo com caixa e manual

Esta compilação vem com 3 diferentes jogos. Super Futebol II é nada mais nada menos que o já analisado World Cup Italia 90, pelo que não me vou alongar nesse. No Brasil, o Super Futebol 1 é o jogo clássico que conhecemos cá como World Soccer. Great Volley é o jogo conhecido no resto do mundo como Great Volleyball, mais um jogo desportivo da série “Great”, lançados nos primeiros anos de vida da plataforma. Como tal, esperem um jogo simples. O último jogo da compilação é um jogo de Ténis chamado Wimbledon que é na minha opinião o melhor jogo do grupo.

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O ecrã título do Great Volleyball é tão rosa que até dói

O Great Volley é um jogo algo primitivo como já tinha referido antes, mas ainda assim possui 3 modos de jogo distintos: Practice – que tal como o nome indica podemos praticar as nossas habilidades; Goodwill Match, um jogo amigável e por fim temos o Tournament Mode que também dispensa apresentações. Esses dois modos de jogo podem ser jogados por um ou 2 jogadores, onde podemos escolher uma de 8 equipas para representar. E ao contrário dos restantes jogos, a única diferença entre as equipas está mesmo na cor dos seus uniformes. Nos modos de jogo Goodwill ou Tournament, após seleccionarmos a equipa que queremos representar, podemos atribuir uma série de skill points nas categorias Service, Spike e Receive, e é aí que podemos customizar a nossa equipa mediante como bem acharmos. O segundo jogador pode fazer o mesmo, já se jogarmos contra o CPU, ele faz essas escolhas automaticamente. O jogo tem uma boa jogabilidade, tendo em conta a simplicidade do comando da Master System, mas não sendo eu um grande fã do desporto, confesso que não tenho grandes bases de comparação, mesmo dentro da própria consola. Graficamente é um jogo simples, porém colorido, e as músicas também não são nada de especial.

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O campo de jogo é sempre o mesmo.

Passando para o Wimbledon, devo dizer que é um jogo de Ténis bastante competente tendo em conta que estamos a falar de uma consola de 8bits. Também aqui temos 2 modos de jogo principais: o modo de torneio e o jogo amigável, que por sua vez pode ser jogado numa série de diferentes vertentes: 1P vs 2P, 1P vs CPU e em pares com todas as possibilidades, excepto a de termos partidas inteiramente controladas pela CPU. Para além disso podemos também escolher qual o tipo de campo pretendido: relvado, tartan ou rígido. No modo de torneio somos largados nos quartos de final de um torneio, começando na Austrália, França e finalmente discutir o jogo final em Wimbledon. Tal como o Great Volley, neste modo de jogo também podemos customizar o nosso anónimo jogador, desde dar-lhe um nome e atribuir-lhe uma série de pontos a vários atributos como Speed, Power e Skill. O único problema neste jogo na minha opinião é mesmo a velocidade com que o jogo se desenrola. Os jogadores mexem-se muito rapidamente e as bolas ainda mais. No entanto é apenas uma questão de nos habituarmos.

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No jogo amigável podemos seleccionar a mesma personagem, o que é um bocado estranho ter 4 clones em campo

Apesar de as personagens serem pequenas, na minha opinião é um bom jogo graficamente, pelo menos tendo em conta os jogos de Tennis desenvolvidos até à altura (Great Tennis ou Tennis Ace, por exemplo). Claro que depois temos um Wimbledon II ou um Pete Sampra’s, mas isso será para um artigo futuro. Pelo menos o Wimbledon II será certamente. O outro ponto baixo neste Wimbledon na minha opinião são os efeitos sonoros e música que não são nada de especial, mas mais uma vez isso é algo inerente ao próprio hardware da Master System, com o seu chip de som limitado. É preciso ser-se mesmo talentoso para fazer boas músicas com o SN76489, um chip de som criado nos primórdios da década de 80.

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Podemos seleccionar também qual o tipo do pitch, que influencia a jogabilidade.

Para concluir este artigo, devo dizer que não sou o maior fã de compilações de videojogos, principalmente se forem demasiado “sortidas” em conteúdos e sem nenhum extra que me cative, como é o caso das Mega Games da Mega Drive, por exemplo. Nesse caso tento sempre arranjar os jogos na sua versão em stand-alone, e não sendo eu um fã de jogos desportivos, não é segredo nenhum que comprei esta colectânea pela única razão de ser um lançamento Portuguese Purple. No entanto, para quem não for picuinhas como eu, tem aqui alguns jogos sólidos como o Super Futebol II (World Cup Italia 90) e o próprio Wimbledon.