Super Kick Off (Sega Master System)

50436_frontJá que estou numa de rapidinhas a jogos desportivos, vamos lá continuar então por essa onda, desta vez para o Super Kick Off. Quem viveu o final da década de 80 e a primeira metade dos 90, alguns nomes de jogos de futebol europeus foram ficando na memória, como Striker, Sensible Soccer, ou Kick Off, de Dino Dini. Eventualmente as consolas da Sega lá teriam de receber uma versão de algum jogo da série Kick Off, o que acabou por acontecer com este Super Kick Off, que também viu uma versão para a Master System. Versão essa que é um bocado estranha, tal como irei referir em seguida. O meu exemplar custou-me 5€ na Feira da Ladra em Lisboa, tendo sido comprado algures no verão de 2016.

Jogo com caixa e manual
Jogo com caixa e manual

Bom, depois do ecrã de título, temos o ecrã de selecção da linguagem. E aqui reside uma das características mais estúpidas deste jogo. Temos 8 linguagens à escolha, mas mediante a linguagem escolhida, teremos depois apenas 8 clubes daquele país para poder jogar. Ou seja, se por algum motivo quisermos jogar com o “Milano”, “Muenchen” ou “Paris”, teremos de jogar o jogo em italiano, alemão ou francês, respectivamente. Mas como é que isto cabe na cabeça de alguém, limitar um jogo desta forma? Depois ainda vem algo mais estúpido. Ao seleccionar a língua espanhola, poderíamos jogar com clubes como Madrid, Barcelona ou Valencia, certo? Pois, mas não no Super Kick Off da Master System. Por algum motivo ao seleccionar o idioma espanhol deixa-nos jogar com os mesmos clubes da língua inglesa, como o United, City, Rovers ou Rangers. Outro dos idiomas disponíveis é o português, mas com a bandeira do Brasil, portanto com equipas brasileiras, nada de Porto ou benfica. Bom, se por um lado, a possibilidade de ter um jogo inteiramente em português numa consola como a Master System é excelente, o facto de ser um jogo produzido por europeus, e incluirem o Brasil no meio de outras nações europeias é um bocadinho triste. Mas neste caso até se compreende pois dessa forma a selecção Brasileira também pode ser jogável.

O campo está bastante ampliado, mas para compensar temos um pequeno radar que mostra as posições dos jogadores
O campo está bastante ampliado, mas para compensar temos um pequeno radar que mostra as posições dos jogadores

Tirando estes falhanços, o jogo possui vários modos de jogo, como seria de esperar. Desde um modo de treino para practicar, ou partidas amistosas, pode-se também jogar em torneios por eliminatórias, ou campeonatos. Todas esta opções podem ser jogadas com os clubes do país do idioma escolhido, ou nas suas vertentes “internacionais”, onde podemos escolher 1 de 8 selecções. A jogabilidade é simples, até porque a Master System dispõe apenas de 2 botões de acção, mas esperava que fosse um jogo mais rápido. Quando há mais que 3 jogadores no ecrã, notam-se alguns slowdowns. De resto há também várias opções a ter em conta, como as condições atmosféricas, nível de dificuldade, ou o árbitro a escolher, sendo que cada um possui critérios mais ou menos rigorosos. No que diz respeito ao multiplayer, para além de podermos jogar contra um amigo, podemos jogar também de forma cooperativa contra o CPU na equipa adversária.

É possível activar uma opção que permita dar efeito na bola depois de ser rematada
É possível activar uma opção que permita dar efeito na bola depois de ser rematada

Tecnicamente não é uma das melhores conversões. O jogo é visto numa perspectiva aérea como o Italia 90, com pouco detalhe nas sprites, como seria de esperar num jogo para a Master System. Os menus também não são nada apelativos, mas cumprem o seu papel. Tal como muitos outros jogos de futebol do seu tempo, também apenas temos música nos menus e afins, com as partidas de futebol a serem practicamente silenciosas, com alguns barulhos de fundo.

Super Kick Off para a Master System deixou-me desiludido, estava à espera de mais. Felizmente a versão Mega Drive, pelo pouco que vi, não tem muitas destas limitações e ainda bem. Por um algo algumas limitações seriam de esperar numa consola como a Master System, mas apenas se poder escolher 8 clubes por linguagem não faz sentido nenhum.

Shinobi (Sega Game Gear)

shinobiUma das minhas séries preferidas da Sega é a do Shinobi, muito por causa dos Shinobis que foram desenvolvidos para a Mega Drive que eu tanto joguei. No entanto é também uma série cheia de inconsistências no que diz respeito aos nomes dos diferentes jogos e também nas diferentes versões. Muitos possuem nomes diferentes nas versões ocidentais ou japonesas, outros repetem o mesmo nome várias vezes apesar de serem jogos completamente distintos. Ou o caso do Shadow Dancer, cuja versão Mega Drive é também muito diferente da original de Arcade/Master System. Este Shinobi da Game Gear também não é uma excepção à regra e nada tem a ver com o original de Arcade/Master System, até porque no Japão é chamado de The G.G. Shinobi. O meu exemplar veio de uma loja online, tendo-me custado algo por volta dos 4€. Edit: Recentemente consegui um exemplar completo através de um amigo meu, ficou-me por 10€.

Jogo com caixa e manual.

A formula usada neste jogo é a meu ver bastante interessante, misturando conceitos introduzidos pelo Revenge of the Shinobi para a Mega Drive com os Mega Man clássicos. Isto porque inicialmente apenas controlamos Joe Musashi com as suas vestimentas brancas com tons vermelhos, à semelhança do jogo da Mega Drive e temos como missão resgatar 4 outros ninjas com cores diferentes, onde para isso podemos também escolher a ordem pela qual queremos percorrer os primeiros 4 níveis. Depois de os resgatar teremos um nível final onde o vilão principal nos espera. A jogabilidade é algo similar à do Revenge of the Shinobi, com a excepção que cada ninja possui diferentes habilidades. Joe Musashi apenas pode usar a sua espada, o ninja cor-de-rosa tem bombas atiradas em arco como arma mas também se pode agarrar aos tectos, o azul dispara um gancho que para além de arma pode também servir de grappling hook e balancear-nos entre plataformas distantes, o verde é o único que pode fazer o duplo salto e usar shurikens, o amarelo dispara bolas de energia e pode andar sobre a água. Para além disso, cada ninja possui também diferentes ninjutsus, alguns já conhecidos de jogos anteriores, como o ataque suicida, invencibilidade temporária ou causar dano a todos os inimigos presentes no ecrã, mas temos também alguns novos como transformar num tornado e poder alcançar plataformas inacessíveis, ou emitir uma luz brilhante que paralise temporariamente os inimigos ou ilumine uma sala escura.

Cada ninja possui diferentes habilidades que têm de ser usadas para obter itens mais escondidos, ou forçosamente no último nível para chegar ao final
Cada ninja possui diferentes habilidades que têm de ser usadas para obter itens mais escondidos, ou forçosamente no último nível para chegar ao final

No último nível iremos ter de usar frequentemente as habilidades de todos os ninjas em diferentes situações. Nos níveis normais, apesar de não haver propriamente uma ordem pela qual os devemos completar, existem também alguns itens que só podemos apanhar se usarmos uma ou outra habilidade específica de um ninja que poderemos ainda não ter resgatado. Os power ups existentes consistem em corações que nos regeneram a vida, magias para os ninjutsus, itens que nos incrementam a barra de energia, vidas adicionais ou então também poderemos ter itens armadilhados que são na realidade bombas. Portanto, tirando esta novidade de termos 5 ninjas diferentes com diferentes habilidades e que podem ser alternados a qualquer momento no jogo, tudo o resto é muito semelhante à jogabilidade do Revenge of Shinobi, o que a meu ver é um ponto bastante positivo.

Os bosses até que estão bem detalhados
Os bosses até que estão bem detalhados

Esteticamente este também é um jogo muito bem conseguido. Devo até dizer que, de todos os Shinobi lançados para sistemas 8bit, este é o que possui melhores gráficos, sendo apenas igualado ou ultrapassado pela sua sequela directa, também para a Game Gear. As sprites e respectivas animações estão muito bem detalhadas, tendo em conta o tamanho pequeno do ecrã da Game Gear. Os níveis estão também muito bem construídos, sendo variados quanto baste. O único que se calhar deixa um pouco mais a desejar é mesmo o último nível, onde os backgrounds são apenas cores sólidas, uma dica de qual ninja utilizar para navegar nessa sala. As músicas são também excelentes para uma Game Gear, o que não admira, pois teve mão do venerável Yuzo Koshiro na banda sonora.

Vamos salvá-los todos!
Vamos salvá-los todos!

Este primeiro Shinobi da Game Gear é então uma bela surpresa, por manter os pilares da jogabilidade do Revenge of the Shinobi intactos numa portátil, mas também ao introduzir esta não linearidade na abordagem aos níveis e os diferentes ninjas com habilidades distintas, para além do óptimo aspecto audiovisual, tendo em conta as limitações da Game Gear. O nome do jogo poderá induzir algumas pessoas em erro ao pensar que é uma conversão directa do original da Master System, mas felizmente para além de ser um jogo inteiramente diferente, também acho que envelheceu muito melhor que o original.

Spider-Man (Sega Master System)

spider-manVamos lá para mais uma rapidinha, agora para um jogo da Master System que é de certa forma um duplicado na minha colecção. Comprei-o na feira da Vandoma no porto por 7€, não tinha a certeza que jogo do Spider-Man era ao certo e descobri depois que afinal era o Spider-Man vs the Kingpin, que já o tinha na forma de cartucho apenas para a Game Gear. Existe também a versão da Mega Drive que também tenho na colecção, embora seja um pouco diferente, mas isso sera para ser discutido em breve, noutro artigo. Esta versão da Master System é em tudo idêntica à da Game Gear (excepto na resolução do ecrã) que já foi aqui discutida neste artigo, pelo que não me irei alongar muito neste post.

Jogo com caixa
Jogo com caixa

Tal como na versão da Game Gear, temos o vilão Kingpin a tentar difamar o aranha, dizendo na televisão que (o aranha) plantou uma bomba em plena Nova Iorque e pede que a população o ajude a encontrá-lo para o entregar às autoridades. Então a nossa missão será mesmo a de derrotar Kingpin para poder limpar a nossa imagem. Para isso descobrimos entretanto que teremos de procurer 5 chaves espalhadas pela cidade e defendidas por outros vilões como o Dr. Octopus, Hobgoblin ou Venom. O jogo possui no entanto alguns conceitos muito interessantes, pois temos uma única vida, as teias gastam-se e têm de ser compradas separadamente. Como fazemos isso? Bom, na questão das teias temo-nos de lembrar que para além de homem aranha, somos também o Peter Parker que trabalha para o Daily Bugle como fotógrafo. Então podemos (e devemos) também de fotografar os bosses que vamos encontrando, usando a máquina fotográfica que podemos seleccionar do nosso inventário. Com essas fotos somos depois recompensados com dinheiro no final do nível, que é usado para comprar munições de teia. Quanto à regeneração da barra de vida, bom, no final do nível ou a qualquer outro momento temos a oportunidade de regressar à casa de Peter Parker e descansar um pouco para regenerar vida. O problema é a hora limite da bomba que não pára de contra e quanto mais tempo perdermos a descansar, menos tempo temos para chegar ao fim do jogo.

A história é bem contada através destas cutscenes entre níveis.
A história é bem contada através destas cutscenes entre níveis.

Este é um conceito muito interessante, mas sai complatemente defraudado pela péssima jogabilidade. A mecânica de detecção de colisões deixa muito a desejar e a física das sprites depois de sofrerem dano é bastante estranha. Mesmo nos níveis de dificuldade mais baixos, completar este jogo torna-se num desafio. No que diz respeito aos audiovisuais também deixa um pouco a desejar. Os gráficos não são grande coisa, com as sprites bastante pequenas, salvam-se as cutscenes que vamos vendo entre os níveis. As músicas também são muito más na minha opinião.

Era preferível que a sprites fossem um pouco maiores.
Era preferível que a sprites fossem um pouco maiores.

Portanto este Spider-Man, tal como a versão Game Gear, acaba por ser um jogo que deixa bastante a desejar na sua jogabilidade, apesar de introduzir alguns conceitos muito interessantes. Será que a versão Mega Drive, a original, também tem estes problemas? É o que veremos em breve.

Champions of Europe (Sega Master System)

311219_frontContinuando pela Master System com mais uma rapidinha, o artigo que cá trago hoje é de um jogo que corro o sério risco de lhe ser injusto. Isto porque sinceramente pelo que joguei não me agradou, embora tenha lido muitas opiniões em que é um jogo que se demora a habituar à sua jogabilidade e eu não lhe dei tanto uso assim. Este meu exemplar foi comprado na feira da Ladra em Lisboa, algures durante o mês de Agosto, por 5€.

Jogo com caixa e manual
Jogo com caixa e manual

Tal como no nome do jogo indica, refere-se ao campeonato europeu de futebol de 1992, e dá-nos a possibilidade de participar no torneio, jogar partidas amigáveis ou participar em sessões de treino, onde podemos practicar os penalties, ou simplesmente correr pelo campo e practicar os controlos. E isso acaba por ser uma função muito importante pois os controlos deste jogo são muito diferentes. Controlar a bola é uma tarefa hercúlea, pois ao contrário dos jogos de futebol normais, onde o jogador que leva a bola se tem de preocupar em fugir aos adversários de forma a não perder a bola, aqui o simples facto de correr com posse da bola é uma arte por si só. É perfeitamente normal, principalmente se estiverem 2 jogadores humanos a jogar um contra o outro, ver a bola parada no campo e fails consecutivos de ninguém a conseguir controlar decentemente.

A interface do menu principal tenta ser original para a época, mas acho-a desnecessariamente complicada
A interface do menu principal tenta ser original para a época, mas acho-a desnecessariamente complicada

Para além dos controlos adversos, o jogo deixa-nos com uma série de opções, algumas mais interessantes que outras. No caso de jogarmos o modo torneio, muitas dessas tornam-se aleatórias de partida para partida, como é o caso das condições meteorológicas, velocidade do vento, ou o critério do árbitro (há 7 árbitros, supostamente cada qual com diferentes critérios de arbitragem mas no fim de contas parece-me tudo algo aleatório). Outras opções são sempre alteráveis, como é o caso do posicionamento do radar do jogo ou a duração de cada parte. A estratégia pode também ser alterada a qualquer altura nas partidas ao pressionar os botões 1 e 2 em simultâneo.

Tudo isto é muito bonito para um jogo de 8bit, mas a jogabilidade desnecessariamente complicada mata tudo. Isso e o facto de existirem aqui mais uns erros crassos. Não há qualquer informação no ecrã do tempo de cada partida nem do seu resultado, ocasionalmente lá aparece um balão de fala do árbitro que vai indicando o tempo (real) que falta para terminar a parte respectiva e ainda mais ocasionalmente o resultado. Custava assim tanto colocar essa informação no ecrã? Depois não há qualquer música durante as partidas, nada de ruídos de fundo, nem sequer quando se marca um golo. Tudo o que ouvimos são os apitos do árbitro e os ressaltos da bola no chão, que soam a tudo menos ao que deveriam. As únicas vezes que temos música é durante a intro do jogo e quando vencermos o torneio. Depois há aqui uns bugs bastante ridículos, como faltas completamente estúpidas ou pior ainda, se marcarmos um auto golo, o golo conta a nosso favor. Sim, é verdade.

As indicações do árbitro são dadas pela forma destes balões de diálogo
As indicações do árbitro são dadas pela forma destes balões de diálogo

Para mim é o pior jogo de futebol que já joguei na Master System. Pior ainda que o World Soccer, que por si já é um jogo extremamente simples, no entanto tem uma jogabilidade muito melhor que este. Mas o que é mais incrível é que para além de ter recebido óptimas notas, tanto nas revistas oficiais da Sega como nas outras, ainda hoje vejo aqui e ali algumas boas críticas independentes ao jogo, onde se queixam um pouco da jogabilidade mas que acaba por ser uma questão de hábito. Não sei onde esta gente tem a cabeça ou então sou eu que estou muito errado…

Thunder Blade (Sega Master System)

50451_frontHoje é tempo de mais uma rapidinha, onde voltamos à Sega Master System para analisar mais uma conversão arcade da própria Sega. Thunder Blade, que provavelmente já o conhecem pela sua adaptação para a Mega Drive, era um shooter tecnicamente impressionante para a altura em que saiu, pelo seu uso da tecnologia de sprite scaling e de diferentes perspectivas, sempre com uma óptima sensação de velocidade e profundidade. Infelizmente a Master System não tem capacidades para implementar toda essa tecnologia, pelo que esta é uma conversão mais modesta. O meu exemplar foi comprado na Feira da Ladra em Lisboa algures em Agosto, tendo-me custado 5€.

Jogo em caixa
Jogo em caixa

Originalmente, Thunder Blade era um shmup bem impressionante para a época em que foi lançado nas arcades, tal como referido no parágrafo acima. Apesar de possuir apenas 4 níveis, os mesmos eram dividos na perpesctiva “over the top” mais tradicional, com o scrolling vertical, e depois outros segmentos numa perspectiva de terceira pessoa semelhante ao que era visto em jogos como After Burner ou Space Harrier. Mesmo na perspectiva mais tradicional, havia uma sensação de profundidade notória, o primeiro nível decorria numa cidade e os prédios eram apresentados como uma camada de sprites umas em cima das outras, posicionando-se de tal forma com o scrolling que simulam um efeito 3D agradável. Até era possível controlar a altura do helicóptero, mas infelizmente na versão Master System isso não é possível, e nesses segmentos vistos de cima, o tal efeito 3D também não foi incluido.

Visto de cima, Thunder Blade é um jogo algo banal, pois nesta versão perdeu-se o efeito 3D característico da versão arcade
Visto de cima, Thunder Blade é um jogo algo banal, pois nesta versão perdeu-se o efeito 3D característico da versão arcade

Depois, se jogaram o Space Harrier da Master System, quando o jogo altera para aquela perspectiva, também podem esperar uma performance semelhante, ou seja, são segmentos algo lentos e naqueles níveis tipo o segundo, onde somos levados por umas cavernas e teremos de nos desviar de vários obstáculos. Como o framerate nessas secções é horrendo e nem dá para entender muito bem o caminho, escusado será dizer que fartei de me bater nas paredes. Curiosamente o remake da Mega Drive apenas se focou nesta perspectiva, mas essa consola já tinha o poder necessário para replicar melhor essas secções mais chatas. No final de cada nível temos um boss para defrontar, alguns na perspectiva mais tradicional, outros na mais “tridimensional”. De resto a jogabilidade é simples, com um botão a disparar rajadas de metralhadora e outro para disparar mísseis ar-terra, de forma a atingir os inimigos que estavam no solo, geralmente tanques ou navios no nível aquático.

Na perspectiva pseudo 3D tipo After Burner, mesmo quando o caminho a seguir é tão simples quanto este, as coisas ficam algo lentas.
Na perspectiva tipo After Burner, mesmo quando o caminho a seguir é tão simples quanto este, as coisas ficam algo lentas.

Tecnicamente não é uma conversão lá muito boa. A música é sempre a mesma e não é das mais agradáveis. Depois por um lado na perspectiva mais tradicional o jogo até é fluído, embora a custo de se perder aqueles efeitos 3D da versão arcade. Quando passa para a perspectiva tipo Space Harrier as diferenças infelizmente são logo bem notórias, conforme já mencionado. Mas ao menos a Sega tentou e temos de ver que nessa altura estava practicamente sozinha a suportar a Master System em todos os territórios, onde a competição era feroz tanto pela Nintendo no Japão e Estados Unidos, como pela esmagadora popularidade dos micro computadores da Sinclair, Commodore e afins no território europeu. Por acaso até fiquei agradavelmente surpreendido com as conversões para Commodore 64 e ZX Spectrum, a versão C64 conseguiu reproduzir de uma forma minimamente convincente a sensação de profundidade dos níveis de perspectiva vista de cima.