Mais uma super rapidinha a um jogo de desporto, desta vez para a Sega Master System. Super Tennis (que infelizmente não é tão Super assim), é um jogo de lançamento da Master System, um simples jogo de Ténis. Faz-me lembrar o clássico Tennis da NES, também um jogo de lançamento da 8bit da Nintendo, mas sendo este mais recente um ano (lançado originalmente em 1985 como Great Tennis no Japão) acaba por deixar a desejar por pois parece ser um mero clone. O meu exemplar foi-me oferecido no mês de Janeiro por um colega.
Jogo com caixa e manual
Portanto este é um simples jogo de ténis onde podemos jogar sozinhos contra o CPU ou contra um amigo, onde o objectivo é o de vencer 3 sets. Bom, se se recordam, o Tennis da NES (é impressionante como é que ainda não tenho este na colecção – e oportunidades não faltaram) para além disto oferece também a possibilidade de jogarmos em doubles, ou seja, partidas de 2 contra 2. Aqui também temos essa opção, mas no caso de partidas multiplayer, este doubles acaba por ser um modo cooperativo apenas. Para além disso temos também algumas opções adicionais de dificuldade do CPU e velocidade do jogo.
Sim, parece o Tennis da NES!
Graficamente é um jogo muito pobrezinho, ao nível do Tennis da NES, que possui sprites muito simples, e um campo de jogo também com pouco detalhe gráfico. Os efeitos sonoros também são poucos, as músicas consistem em pequenas melodias no ecrã de título e entre cada partida, pois durante o jogo em si não temos música. Mas ao menos a jogabilidade entretém, mas não esperem que este seja um jogo de ténis muito complexo. A Master System tem uns quantos, alguns bem melhores.
Na segunda metade da década de 80, duas das franchises mais excitantes que existiam nas arcades eram sem dúvida o Out Run da Sega AM2, e o Chase H.Q. da Taito. Apesar de ambos possuirem conversões algo modestas para a Master System, a Sega decidiu também produzir, exclusivamente para a Master System, um clone de Chase H.Q. usando o nome de Out Run. Foi assim que surgiu este Battle Out Run. O meu exemplar foi comprado em Dezembro passado a um particular por 5€.
Jogo com caixa e manual
Aqui mais uma vez estamos ao volante de um carro que se assemelha a um Ferrari, onde vamos percorrendo estradas em vários pontos do país dos Estados Unidos. Em cada nível temos como objectivo de apanhar um bandido dentro de um tempo limite e, quando finalmente o alcançamos, temos de o albarroar com o nosso carro. Muito parecido ao Chase H.Q. portanto! Uma das diferenças é que a meio de cada nível vemos um camião gigante que podemos entrar pelas suas traseiras e serve como loja/oficina, onde podemos gastar o dinheiro das recompensas por apanhar os inimigos e comprar vários upgrades para o carro, ou nitros que nos aumentam a velocidade e facilitam o trabalho de pelo menos alcançar os inimigos.
Mais uma vez vamos atravessar os Estados Unidos, mas desta feita de uma forma linear
As estradas, que como no universo Out Run são todas de sentido único, possuem vários obstáculos para além de outros carros civis. Coisas como barreiras ou bidões de óleo fazem-nos perder temporariamente a velocidade e/ou o controlo do carro, se bem que em algumas pistas também temos algumas rampas que nos permitem saltar por cima de carros civis, o que é engraçado. Fora isso, é um jogo de corridas normal para a era dos 8bit.
A nível audiovisual é um jogo competente, não esperem por nada visualmente muito impressionante. As pistas decorrem em várias cidades ou locais dos Estados Unidos como San Francisco, Miami ou o Grand Canyon, com os planos de fundo a mudarem para imagens que nos fazem lembrar essas mesmas localidades. Por exemplo, na pista de San Francisco vemos a sua majestal ponte lá ao fundo, no Grand Canyon temos as suas montanhas. Outras pistas são jogadas à noite, como é o caso de Las Vegas, mas não esperem por grandes efeitos gráficos. No final de cada nível temos um pequeno diálogo com o bandido que acabamos de prender, mas estes estão muito pobrezinhos, quando comparados com os de Chase H.Q. que até tinha briefings antes de cada missão. No que diz respeito às músicas, tal como é habitual nos Out Run clássicos, antes de começar cada pista podemos escolher uma de quatro músicas disponíveis para ouvir. São todas agradáveis.
Graficamente é um jogo competente, mas o Chase H.Q. possui uma apresentação bem melhor
Portanto, este Battle Out Run, apesar de não ser um grande clássico como o original, não deixa de ser um jogo competente para uma Master System. Eu pessoalmente prefiro o Chase HQ ou mesmo o Special Criminal Investigation, quanto mais não seja pela apresentação ser muito superior.
Depois de ter escrito algo sobre o After Burner Complete para a 32X, que é uma das versões mais fieis ao clássico arcade da Sega, escrever sobre a modesta conversão para a Master System é uma tarefa algo ingrata, mas vamos lá! Originalmente o jogo saiu nas arcades em 1987, a Mega Drive ainda estava a um ano de ser lançada no Japão, pelo que uma conversão para a Master System seria algo inevitável. Na verdade, existem imensas conversões deste jogo para computadores e consolas concorrentes às da Sega, como é o caso da NES ou PC-Engine, o que é algo surpreendente. Imaginem a Sony autorizar que alguém converta um Uncharted para a Xbox! Mas não interessa, já estou a divagar. O meu exemplar foi comprado a um particular em Dezembro passado, custou-me 5€.
Jogo completo com caixa e manual. Versão norte-americana.
Aqui pilotamos um F-14 Tomcat ao longo de vários níveis, onde teremos de mandar abaixo o máximo de aviões inimigos possível. Para além de tiros infinitos de metralhadora, no original e em algumas conversões dispomos também de um número limitado de mísseis que podem também ser disparados (preferencialmente assim que tenhamos algum avião inimigo locked on, para não os desperdiçar). Entre os níveis iamos tendo algumas sequências de reabastecimento, onde nos teríamos de acoplar a um bombardeiro gigante e assim reabastecer. Bom, aqui na Master System temos também mísseis infinitos (e ainda bem!), mas também vamos tendo ocasionalmente essas sequências de reabastecimento, o que já não faz muito sentido.
Em screenshots o jogo até é bonito para um sistema 8bit
Bom, o jogo original utilizava a tecnologia super scaler (Hang On, OutRun, Space Harrier) que como vimos nas conversões para a Master System desses mesmos jogos, a sua performance deixava a desejar, principalmente no framerate. O mesmo acontece aqui, embora não seja tão crítico quanto no Space Harrier. Ainda assim, nos níveis mais avançados onde teremos de nos desviar de imensos níveis inimigos, é bom termos mísseis infinitos, pois a melhor estratégia é estar sempre a dispará-los e efectuar manobras evasivas. Ao menos os aviões estão bem detalhados, principalmente o F-14. Os efeitos sonoros nesta versão também não são nada de especial. Eu gosto bastante da música original do After Burner, mas nesta versão infelizmente fica muito aquém do original. A menos que tenham uma Master System japonesa (ou Mark III com o FM Unit) e o jogo japonês, aí sim tinhamos direito a uma banda sonora de qualidade.
Portanto este After Burner acaba por ser um jogo tecnicamente competente para uma Master System, mas é facilmente suplantado pelas versões que sairam posteriormente para hardware melhor, a começar pelo After Burner II que saiu também para a Mega Drive (e apesar de ter II no nome é na verdade uma versão melhorada do original, tal como os Galaxy Force I/II).
Voltando às rapidinhas e na Sega Master System, o jogo que cá trago hoje é curioso por ter nomes completamente diferentes nos três principais mercados. Inicialmente lançado em 1986 no Japão como Ashura, este é um daqueles jogos tipo Commando, Mercs ou Ikari Warriors, onde sozinhos temos de defrontar exércitos inteiros, mesmo como nos filmes do Rambo. E a referência nem é por acaso, pois uma das armas que podemos usar é o arco com as “flechas rockets” bastante populares nos seus filmes. Tanto que nos Estados Unidos o jogo foi mesmo readaptado com o nome do filme do Rambo II, embora não siga propriamente a história. Depois lá chegou à Europa com um novo nome, Secret Command (embora o título do jogo diga Secret Commando). É uma salada russa! O meu exemplar foi-me oferecido por um particular algures em Julho passado.
Jogo em caixa
Portanto, tal como referi este é um jogo semelhante ao Commando, com o jogador a poder disparar tiros da sua metralhadora, ou disparar as “flechas rockets”, que podem matar vários soldados inimigos de uma só vez e não só, como destruir tanques ou casas que abrigam prisioneiros de guerra. Estes, ao serem salvos, oferecem-nos sempre um power up de recompensa, que podem ser mais rockets, vidas extra, upgrades para a nossa metralhadora, aumentando o alcance dos tiros, ou mesmo o seu poder de penetração. Ou também podemos obter um item capaz de destruir todos os inimigos presentes no ecrã ao mesmo tempo. Para além disso podemos também jogar o jogo de forma cooperativa.
Na capa temos Secret Command, já no próprio jogo é Secret Commando, o que faz mais sentido
Infelizmente nem tudo são rosas. Os bosses finais resumem-se sempre a uma espécie de fortificação que temos de deitar abaixo, enquanto vários soldados inimigos vão também surgindo aqui e ali só para nos chatear. Os 2 primeiros “bosses” são repetidos, mas com uma paleta de cores nos níveis seguintes. Os primeiros 4 níveis são passados em cenários mais “naturais” como selvas, pântanos ou desertos, enquanto que o quinto é passado numa cidade e o último numa base militar inimiga. Os gráficos em si são simples e não possuem muito detalhe, mas cumprem o seu papel e não posso pedir muito mais a um jogo de Master System de 1986. Já as músicas não as achei mesmo nada de especial.
Não me lembro desta cena nos filmes do Rambo!
De resto, este é um jogo que até dá para entreter, principalmente se jogado com um amigo. Na falta de Commando ou Ikari Warriors na Master System, está aqui uma aposta que não é assim tão má quanto isso.
Voltando às rapidinhas na Master System, o jogo que cá trago hoje é mais um daqueles jogos dos Simpsons que foram saindo durante os anos 90. Mas na verdade este jogo nem sempre foi dos Simpsons, pois as suas origens são como Rat-Trap, lançado originalmente para o computador Commodore Amiga. Eventualmente a Acclaim comprou os direitos do jogo e, como detinha os direitos dos Simpsons também, lá reimaginaram o conceito do jogo com personagens dos Simpsons e o mesmo acabou por ser relançado como Krusty’s (Super) Fun House numa grande variedade de sistemas, incluindo a Master System. O meu exemplar foi comprado a um particular por 5€ no passado mês de Maio.
Jogo em caixa
Na sua essência este é um clone de Lemmings, mas em vez de lemingues suicidas que teremos de os encaminhar em segurança para a saída do nível, aqui temos ratos que invadiram a mansão do Krusty e temos de os encaminhar para uma série de armadilhas. Os ratos estão constantemente a andar, ultrapassando obstáculos que tenham a sua altura, ou voltando para trás se atingirem um obstáculo mais alto ou uma parede. Assim sendo, ao longo de cada nível teremos uma série de blocos ou outros objectos que podemos usar para criar um caminho que os leve à saída do nível, ou seja, à sua morte.
O objectivo é o de encaminhar os ratos para estas máquinas que os destroem. No início a solução é tão simples como colocar um bloco a fazer de degrau.
A mansão de Krusty serve como hub interligando todas as áreas do jogo, que por sua vez possuem várias portas que dão acesso aos níveis dessa mesma área. O jogo ainda possui umas boas dezenas de níveis, pelo que no final de cada área nos é atribuida uma password, pois de outra forma seria difícil terminar o jogo de uma assentada, a não ser que o conhecessemos de trás para a frente. Os níveis em si são grandinhos e tipicamente possuem outras àreas que não são lá muito relevantes para os puzzles, mas sim para coleccionar outros itens e powerups, aumentando a pontuação e podendo até desbloquear alguns níveis extra ou de bónus. Cada nível também vai tendo vários inimigos que não temos obrigatoriamente que os matar, mas convém fazê-lo pois eles podem-nos dificultar a vida. Para isso temos de usar itens como ovos ou esferas de metal que podemos apanhar pelos níveis. Porque é que não podemos atacar os ratos assim também??
Um dos obstáculos ou objectos a usar podem ser ventoinhas que fazem os ratos voar numa respectiva direcção
Bom, mas é mesmo nos puzzles de encaminhar os ratos que o jogo possui a sua graça. Inicialmente os níveis completam-se facilmente, com o uso de blocos que podemos apanhar e distribui-los de forma a que formem degraus, permitindo aos ratos que ultrapassem alguns obstáculos. Mas depois também vamos ter de usar tubos, ventoinhas, frascos para aprisionar os ratos, ou um conjunto de diferentes situações. Aqueles puzzles mais chatos para mim são quando temos um número limitado de blocos e temos de os reusar mais que uma vez em sítios diferentes. E isto com os ratos sempre em movimento, pelo que é melhor primeiro tentar juntá-los e depois ter a agilidade de pegar nos blocos num sítio e reconstruí-los noutro local atempadamente.
Depois de exterminar todos os ratos do nível, é só voltar para o hub e escolher um outro nível a seguir!
No que diz respeito aos audiovisuais, este até que é um jogo bastante colorido, pelo que até gostei dos gráficos e sinceramente nem ficam assim tão atrás da versão Mega Drive. A versão Super Nintendo também é muito boa graficamente, mas sinceramente nem sei se há mais diferenças entre versões para além das estéticas. As músicas é que já não são lá grande coisa na versão Master System, mas ao menos temos algumas vozes digitalizadas do Krusty. Heeeeeeeyyyy Kids!!!
Este Krusty’s Funhouse é então um interessante clone de Lemmings, que mistura muito bem o conceito de platforming com o de puzzler. E graficamente a versão Master System não é nada má, mas naturalmente a versão Mega Drive ou Super Nintendo acabam por levar a melhor nesse campo, pelo que são versões a ter em conta.