Secret Command (Sega Master System)

Voltando às rapidinhas e na Sega Master System, o jogo que cá trago hoje é curioso por ter nomes completamente diferentes nos três principais mercados. Inicialmente lançado em 1986 no Japão como Ashura, este é um daqueles jogos tipo Commando, Mercs ou Ikari Warriors, onde sozinhos temos de defrontar exércitos inteiros, mesmo como nos filmes do Rambo. E a referência nem é por acaso, pois uma das armas que podemos usar é o arco com as “flechas rockets” bastante populares nos seus filmes. Tanto que nos Estados Unidos o jogo foi mesmo readaptado com o nome do filme do Rambo II, embora não siga propriamente a história. Depois lá chegou à Europa com um novo nome, Secret Command (embora o título do jogo diga Secret Commando). É uma salada russa! O meu exemplar foi-me oferecido por um particular algures em Julho passado.

Jogo em caixa

Portanto, tal como referi este é um jogo semelhante ao Commando, com o jogador a poder disparar tiros da sua metrelhadora, ou disparar as “flechas rockets”, que podem matar vários soldados inimigos de uma só vez e não só, como destruir tanques ou casas que abrigam prisioneiros de guerra. Estes, ao serem salvos, oferecem-nos sempre um power up de recompensa, que podem ser mais rockets, vidas extra, upgrades para a nossa metrelhadora, aumentando o alcance dos tiros, ou mesmo o seu poder de penetração. Ou também podemos obter um item capaz de destruir todos os inimigos presentes no ecrã ao mesmo tempo. Para além disso podemos também jogar o jogo de forma cooperativa.

Na capa temos Secret Command, já no próprio jogo é Secret Commando, o que faz mais sentido

Infelizmente nem tudo são rosas. Os bosses finais resumem-se sempre a uma espécie de fortificação que temos de deitar abaixo, enquanto vários soldados inimigos vão também surgindo aqui e ali só para nos chatear. Os 2 primeiros “bosses” são repetidos, mas com uma paleta de cores nos níveis seguintes. Os primeiros 4 níveis são passados em cenários mais “naturais” como selvas, pântanos ou desertos, enquanto que o quinto é passado numa cidade e o último numa base militar inimiga. Os gráficos em si são simples e não possuem muito detalhe, mas cumprem o seu papel e não posso pedir muito mais a um jogo de Master System de 1986. Já as músicas não as achei mesmo nada de especial.

Não me lembro desta cena nos filmes do Rambo!

De resto, este é um jogo que até dá para entreter, principalmente se jogado com um amigo. Na falta de Commando ou Ikari Warriors na Master System, está aqui uma aposta que não é assim tão má quanto isso.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Master System, SEGA. ligação permanente.

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