Forgotten Worlds (Sega Master System)

Antes de ser a própria Capcom a trabalhar directamente em jogos para a Mega Drive, como aconteceu no Street Fighter II, por exemplo, era a Sega que obtinha as licenças para converter alguns dos seus clássicos arcade, o que aconteceu com Strider, Ghouls ‘n Ghosts e este Forgotten Worlds. Estes 3 jogos foram convertidos em versões 16 e 8bit, não deixando a Master System de fora. O meu exemplar foi comprado no mês de Setembro, onde fui a Paris em trabalho e lá consegui arranjar umas horas para visitar as lojas de Boulevard Voltaire, onde este jogo me custou 10€.

Jogo com caixa

Forgotten Worlds é um interessante shmup com as suas origens nas arcades, decorrendo num futuro pós apocalíptico onde a raça humana foi quase extinta devido a uma ameaça misteriosa que invadiu o planeta. O futuro da humanidade fica então a cargo de dois super-soldados criados pelos humanos que irão sozinhos efrentar Bios, o tal “deus” invasor.

Graficamente o jogo não está nada mau para uma plataforma 8bit

Ora no original arcade para além de controlarmos a posição da nossa personagem com um joystick, existia também uma track-ball que nos permitia apontar as armas em 360º. A jogabilidade obrigava-nos então a ter reflexos rápidos não só para nos desviarmos dos inimigos e seus projécteis, mas a usar também a bola para apontar aos inimigos. Na Master System por acaso existe um comando com uma track ball, mas ficou-se apenas pelo Japão e mesmo assim, para este jogo o ideal seria um duplo analógico como temos hoje em dia. Portanto nesta versão, que infelizmente é single player apenas, a nossa personagem dispara automaticamente, sendo que o D-Pad controla a posição e os botões 1 e 2 controlam a rotação, fazendo a mira rodar no sentido dos ponteiros do relógio ou ao contrário.

Ocasionalmente podemos entrar em lojas e comprar uma série de power ups com os créditos que vamos amealhando

Ao destruir os inimigos vamos poder apanhar moedas, dinheiro esse que pode ser gasto ao visitar certas lojas que vão surgindo ao longo dos níveis. Aqui temos um tempo limite para fazer compras, que podem ser novas armas, itens regenerativos para a nossa barra de energia, armaduras melhores que aguentam com mais dano, ou as Cluster Bombs, bombas que causam dano em todos os inimigos no ecrã em simultâneo. Na versão Master System, no entanto, teremos de pressionar os botões 1 e 2 em simultâneo para activar estas bombas. A jogabilidade é então relativamente simples, mas exige muita práctica para controlar efectivamente a nossa personagem, onde para além de nos preocuparmos em desviar dos inimigos e seus projécteis, devemos também apontar-lhes em cheio.

Entre cada nível vamos tendo também algumas cutscenes, pena que nesta versão o segundo herói seja completamente esquecido.

A nível audiovisual, bom estamos perante uma conversão modesta, visto que o original arcade corre num sistema bem mais poderoso. Infelizmente não dispomos de todos os níveis na versão Master System, mas os que existem estão bem detalhados perante as limitações da consola. Percorremos cidades em ruína e outras localizações mais futuristas, culminando sempre num confronto contra um boss que tipicamente estão bem detalhados mesmo nesta versão 8bit, se bem que a custo de se perder todos os cenários de fundo enquanto o combatemos. Algo que é habitual em shmups 8bit. Já as músicas, bom, essas sinceramente não gostei. Não sei se já as músicas originais arcade não sejam grande coisa e a conversão directa também não ajudou, ou se a Sega resolveu inventar. Seja como for, infelizmente o resultado fica aquém do desejável.

Portanto, este Forgotten Worlds é um interessante shmup, um que já há muito gostava de ter na colecção. É louvável a Sega ter mantido o suporte para a Master System e trabalhado numa conversão que se adivinhava algo difícil e o resultado não é nada mau de todo. Ainda assim gostava um dia de ter também a versão Mega Drive que é mais fiel ao original. Ou a PC-Engine, mas isso são outros campeonatos.

Ecco the Dolphin (Sega Master System)

Passando agora por uma super rapidinha, vou deixar por cá a versão Master System do Ecco the Dolphin, que por si só é muito, muito semelhante à versão Game Gear que já cá trouxe no passado. O meu exemplar foi comprado algures no passado mês de Outubro, tendo vindo num grande bundle de consolas e jogos que comprei a meias com um amigo.

Jogo com caixa e manuais

Essencialmente este jogo é então muito similar à sua versão portátil, mas apresenta uma maior resolução de ecrã e as cores não são tão boas, visto a Game Gear possuir uma paleta de cores maior. Ainda assim, não deixa de ser uma versão impressionante para um sistema 8bit.

California Games (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas na Master System, vamos agora ficar com a sua conversão do clássico da Epyx, California Games. Enquanto a versão Mega Drive, bem mais bonita a nível audiovisual, foi desenvolvida pela Novotrade, que mais tarde vieram a desenvolver o clássico Ecco the Dolphin, esta versão 8bit acaba por ser muito mais próxima do original de Commodore 64. O meu exemplar foi comprado algures em Setembro deste ano, tendo vindo de um bundle que comprei a um particular através do Facebook, tendo-me custado 6€.

Jogo com caixa e manual

Sendo esta uma versão mais fiel ao original, teremos então à disposição todos os eventos, ou seja, skate, footbag, patins, surf, bmx e lançamento do disco voador. Em cada desporto temos um tempo limitado para fazer o máximo de truques possível e aumentar a nossa pontuação, algo que exige alguma disciplina nos controlos, pois temos timings precisos para fazer esses mesmos truques. Felizmente que pelo menos nesta versão para a Master System tenho o manual que posso usar como referência para ver quais as combinações de teclas a usar. Depois é uma questão de práctica, muita práctica.

Não pressionar os botões nos tempos certos geralmente resulta em trambolhões

O único desporto que eu não conhecia, pois sempre joguei a versão Mega Drive, é o tal lançamento do disco. Aqui vemos um cursor a oscilar em 2 categorias, sendo uma para escolher o ângulo de lançamento, a outra a velocidade. Uma vez lançado o disco, teremos de controlar a pessoa que o vai receber. Na parte superior do ecrã vemos uma caixa que mostra a posição de quem lança o disco, o movimento do disco, e o seu receptor, onde temos de usar o d-pad para o ir movendo para a zona onde achamos que o disco vai cair. Depois lá temos de usar os tais truques para apanhar o disco de uma forma estilosa e acima de tudo não o deixar cair. Sinceramente gosto mais dos outros desportos como os patins ou BMX.

No final de alguns eventos temos direito a estatísticas dos truques que conseguimos desempenhar

A nível audiovisual, bom esta até que é uma versão bem competente, com gráficos bem coloridos e detalhados para um sistema 8bit. Está também repleta de pequenos momentos de bom humor, o que é um toque muito interessante. No que diz respeito às músicas, bom, este California Games é um daqueles jogos ocidentais que suporta o FM Sound, algo disponível apenas no Japão, o que é um pouco estranho pois este jogo acabou por nem sair no Japão, embora talvez inicialmente até fosse suposto sair lá, daí ter esta banda sonora à parte. No entanto tive a oportunidade de ouvir esta banda sonora em FM e sinceramente não a achei nada de especial, prefiro o som normal.

Teddy Boy (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas, visitamos agora a Master System para mais uma conversão de um jogo arcade da Sega. Chamado originalmente de Teddy Boy Blues, que por sua vez era o nome de uma música de uma artista pop japonesa, Yoko Ishino, cujas referências à sua música e à própria cantora são uma constante no jogo. A versão Master System já não tem nada disto. O meu exemplar foi comprado a um particular no facebook no passado mês de Setembro, tendo-me custado 4€.

Jogo com caixa e manual

Agora as mecânicas de jogo são muito simples. Cada nível é um pequeno labirinto que se repete infinitamente, com uma série de dados gigantes espalhados pelos mesmos. Estes dados por sua vez são um spawn point de vários inimigos que temos de combater. Teddy tem ao seu dispor uma arma capaz de encolher, sendo que temos de os apanhar depois. Se demorarmos muito tempo até apanhá-los, estes transformam-se e corrrem para comer parte da nossa barra do tempo. Sim, isso mesmo. Basicamente perdemos uma vida se formos atingidos por algum inimigo, ou se deixarmos o tempo esgotar-se em cada nível. Ocasionalmente também lá visitamos alguns níveis de bónus que podemos aproveitar para ganhar uns pontos extra.

Depois de encolhermos os inimigos, temos de os apanhar o quanto antes.

E basicamente é isto, Teddy Boy é um jogo simples, tanto que até foi lançado originalmente como cartão, não um cartucho normal. Esses jogos em cartão eram por norma títulos budget, que ocupam pouco espaço. Na verdade temos cerca de 50 níveis distintos entre si, sendo que depois voltamos ao início. Sim, este é mais um daqueles jogos sem fim.

A nível audiovisual é um jogo super simples, afinal com 50 níveis distintos num cartãozinho, não poderia mesmo ser de outra forma. Os gráficos são bastante simples e não muito apelativos, já as músicas… bom estamos sempre a ouvir a mesma música e na versão ocidental certamente não pode ser a tal adaptação da diva pop, pois a música até que é bastante irritante.

Estes blocos azuis claro podem ser destruídos com a nossa arma

Portanto no fim de contas este Teddy Boy é um joguinho muito simples e ainda algo primitivo. Sinceramente quando era mais novo nunca senti o apelo do jogo, devido à sua jogabilidade e audiovisuais muito repetitivos. Anos mais tarde o sentimento parece que se mantém.

Parlour Games (Sega Master System)

Voltando às rapidinhas e à Master System, ficamos com mais um jogo para toda a família. Antes de a Compile ter desenvolvido o Casino Games através da Sega, também estiveram por detrás deste Parlour Games, que inclui 3 diferentes jogos, com diversas variantes. O meu exemplar foi comprado no facebook algures no passado mês de Setembro, tendo-me custado 6€.

Jogo com caixa e manual

O primeiro dos jogos que aqui temos são diferentes variações de jogos de bilhar, cujos podem ser jogados de 1 até 4 jogadores, ou contra o computador, excepto no 5-ball que é obrigatório para 2 jogadores. Em qualquer variante (ainda bem que tenho o manual para explicar as regras) as mecânicas de jogo são simples, onde podemos escolher qual a direcção para a tacada, o ângulo na bola e qual a força aplicada. Tudo bastante intuitivo, nada a apontar!

A parte do bilhar é para mim a mais divertida

O segundo jogo são várias variantes dos dardos, e confesso que nestes nunca soube as regras, pelo que o manual deu jeito. Mais uma vez podemos jogar sozinhos, contra outros oponentes ou contra o computador e a nível de mecânicas de jogo também podemos posicionar o jogador em relação ao alvo, bem como a força a aplicar em cada lançamento. Aqui é difícil prever onde o dardo pode cair, pelo que temos mesmo de ir practicando. Por fim temos uma variante do bingo (aqui chamada de World Bingo) que nunca tinha ouvido falar e sinceramente mesmo com o manual, continuei sem entender muito bem qual o propósito do jogo.

Tanto o bilhar como nos dardos, temos algumas variantes para explorar, com diferentes regras

Uma vez mais, tal como depois o Casino Games veio a fazer, o jogo possui óptimos audiovisuais, especialmente nos menus entre jogos, com imagens bem detalhadas de jovens bem vestidas, ou outros jogadores. Durante os jogos em si, não há muito para fazer ao renderizar uma mesa de bilhar, várias bolas coloridas e alguns tacos aqui e ali, ou um alvo com dardos, ou mesmo o tal bingo esquisito. As músicas são também bastante agradáveis e uma vez mais o jogo suporta música em FM, embora aqui até faça algum sentido pois este Parlour Games até saiu no Japão sob o nome de Family Games.