Motte Island (PC)

Continuando como sempre com as rapidinhas, hoje vou aqui abordar um jogo indie asiático com a temática de terror, mas jogado numa perspectiva top-down tal como Hotline Miami. Só por isso já é curioso. Mas infelizmente o resultado final poderia ser melhor. Sinceramente já nem me recordo muito bem como é que este jogo veio parar à minha conta do steam, creio que o ganhei num sorteio num fórum.

Motte IslandO protagonista é um jovem prisioneiro, condenado pelo assassinato do seu pai, embora apenas o tenha feito para salvar a sua irmã. E é quando está a ser transferido para a prisão que pressente que a sua irmã precisa de ajuda e decide fugir. Nesses momentos iniciais o jogo aproveita para nos dar um breve tutorial das suas mecânicas, obrigando-nos a jogar de uma forma mais furtiva e atacar os polícias pelas costas com um golpe forte, deixando-os logo fora de cena. Somos depois levados de barco para a ilha Motte, algures na américa do sul, a sua antiga casa.

Se não tivermos a lanterna ligada, apenas podemos ver o que está imediatamente à nossa volta, por outro lado mantê-la ligada também pode chamar atenções indesejadas
Se não tivermos a lanterna ligada, apenas podemos ver o que está imediatamente à nossa volta, por outro lado mantê-la ligada também pode chamar atenções indesejadas

Lá somos recebidos com alguma estranheza e desconfiança dos seus habitantes, que quase que nos reconhecem. E lá partimos à procura da pequena Sarah, até que coisas acontecem, passa a ser noite cerrada, e os aldeões ou tornam-se em assassinos cruéis ou monstros. Aqui é que começam as coisas a sério. E ao longo do jogo lá teremos de ir explorando os vários locais às escuras, em busca de pistas ou outros objectos de forma a resolver alguns “puzzles”. Infelizmente os mesmos não são lá muito originais, pois passamos a maior parte do jogo em busca de peças para um carro, depois é a bateria que está com problemas e depois o que precisamos mesmo é de peças para um barco. E infelizmente a forma como representaram os cenários não é a melhor, pois coisas básicas como portas não são lá muito distinguíveis do resto, pelo que é normal que andemos um pouco perdidos.

Motte assumo que vem da palavra Moth, e isso traduz-se no design de muitos dos inimigos que vamos enfrentar
Motte assumo que vem da palavra Moth, e isso traduz-se no design de muitos dos inimigos que vamos enfrentar

O combate é feito com recurso a armas melee na maior parte do jogo e é fortemente aconselhável que ataquemos os inimigos pelas costas com uma pancada bem dada, caso contrário podemos ficar em maus lençóis. Para além de armas equipamos também uma lanterna que deve ser usada com algum cuidado, pois pode atrair os inimigos até nós. De resto há também alguma variedade noutras coisas, como os mini-jogos de fazer lockpicking a algumas portas, o segmento em que estamos a conduzir o tal camião que reparamos, ou alguns confrontos que são feitos na primeira pessoa como um Time Crisis se tratasse, com direito ao botão para “hide/reload” e tudo! Infelizmente neste jogo tudo tem um feeling demasiado amador, excepto na atmosfera. Mesmo com os problemas de os grafismos não serem muito claros, a noite cerrada, em conjunto com aquele ruído branco acompanhar o jogo e o perigo à espreita em cada esquina na forma de estranhas criaturas, fez com que a atmosfera de terror tenha ficado bem conseguida.

Infelizmente os diálogos não são os mais bem elaborados...
Infelizmente os diálogos não são os mais bem elaborados…

Agora se é um jogo que eu recomende vivamente? Não, mas tem algumas boas ideias. Numa steam sale ou algo do género acho que fazem bem em fazer o download e testar, se forem fãs de jogos de terror talvez encontrem aqui algo que seja interessante.

Blackbay Asylum (PC)

Ah, o belo mundo dos indies. Aqui tanto vemos autênticas obras primas que mesmo na sua simplicidade rivalizam de igual para igual para com os grandes colossos da indústria, temos os medianos, os muito maus e temos o Blackbay Asylum, que por um lado parece uma coisa do mais amador possível, mas mesmo assim ainda conseguiram criar um jogo interessante e em certas alturas com uma óptima atmosfera. A minha cópia digital veio certamente de algum indie bundle a um preo muito reduzido.

Blackbay AsylumBom, e em que consiste o Blackbay Asylum? O jogo é passado num manicómico remoto, repleto de psicopatas e funcionários ou psiquiatras ainda piores. O nosso (anti)herói é um tipo com 2 metros e tal, grande caparro e com umas fraldas vestidas pois o menino sofre de incontinência. Para além disso assassinou a sangue frio toda a sua família e não só. A certo dia depara-se com a porta da sua cela aberta, ninguém a tomar conta e com vários cadáveres espalhados pelo manicómio, com sangue em todo o lado. Confusos, começamos a explorar as instalações em busca de respostas e claro, uma saída. E vamos vendo cada vez cenas mais macabras, e a trama a certa altura começa também a roçar em temas do oculto.

A perspectiva de primeira pessoa resultava muito melhor que a perspectiva normalmente utilizada no jogo
A perspectiva de primeira pessoa resultava muito melhor que a perspectiva normalmente utilizada no jogo

Na maior parte do tempo, o jogo usa uma perspectiva vista de cima, e as mecânicas de jogo são muito semelhantes às dos jogos de aventura, pois vamo-nos cruzando com imensos puzzles similares aos jogos desse género, onde para progredir temos de usar objectos pistas encontradas ao explorar os cenários. No terceiro nível, o jogo muda para uma perspectiva na primeira pessoa, o que contribuiu para uma atmosfera muito mais tenebrosa que sinceramente gostei bem mais do que a outra perspectiva que é usada na grande maioria do jogo.

Há certas partes em que os gráficos deviam mesmo ser melhor trabalhados. Nas cutscenes em CGI e diálogos como este são os exemplos mais flagrantes
Há certas partes em que os gráficos deviam mesmo ser melhor trabalhados. Nas cutscenes em CGI e diálogos como este são os exemplos mais flagrantes

E porque disse atrás que este jogo parecia amador? Basta verem as suas cutscenes, cujas personagens parecem bonecos feitos de plástico reluzente por estarem cheios de sebo. É que são mesmo más. Nas partes em que dialogamos com outras personagens também vemos uma imagem muito má da personagem em si, com a opção de irmos escolhendo os diálogos. Os gráficos usados no jogo em si são simples, mas felizmente não são coisas tão amadoras assim. Ah, e este é um jogo repleto de sangue e gore com corpos mutilados por todo o lado. A música felizmente é bem tensa na maior parte do jogo, o que sinceramente gostei. E o jogo está repleto de humor negro, principalmente quando Doug descreve aquilo que vamos vendo, embora muitas das bocas não tenham tanta piada assim. E eu gosto de humor negro!

Para além de todo o gore, o jogo está repleto de humor negro, embora nem sempre resulte bem
Para além de todo o gore, o jogo está repleto de humor negro, embora nem sempre resulte bem

Em suma, este Blackbay Asylum é um jogo que provavelmente vos vai fazer desinstalá-lo logo quando virem a primeira cutscene. Mas se gostam de jogos de aventura, mais precisamente de terror, então recomendo-vos que engulam em seco e continuem a jogar, que no fundo até nem é mau de todo.

Deathtrap Dungeon (PC/Sony Playstation)

Deathtrap DungeonSó de olhar para a capa do jogo e ver a sua arte e o título, Deathtrap Dungeon soava-me a um RPG da primeira pessoa, algo à semelhança de jogos como Dungeon Master, Ultima Underworld ou Eye of the Beholder, onde a exploração de cavernas labirínticas e cheias de perigos e armadilhas eram o prato do dia. Mas não. Deathtrap Dungeon é na verdade uma espécie de Tomb Raider dos clássicos, passado num mundo fantasioso, e com muitas doses de sadismo à mistura. O meu exemplar da Playstation foi comprado algures há quase 2 anos na feira da Ladra em Lisboa, por cerca de 5€. A versão digital do steam veio nalguma promoção de natal por uma ninharia.

Deathtrap Dungeon - Sony Playstation
Jogo completo com caixa, manuais, papelada e um interessante bestiário

Este Deathtrap Dungeon, ou Ian Livingstone’s Deathtrap Dungeon é na verdade uma adaptação para videojogo de um dos livros da série Fighting Fantasy, que eram na verdade gamebooks, pequenos RPGs de tabuleiro na forma de livro. Mas ao contrário do The Forest of Doom que realmente pegou nesse conceito e traduziu-o para um videojogo, aqui foi adaptado a um jogo de acção/aventura. A história aqui é muito simples: encarnamos num bárbaro (chaindog) ou numa guerreira amazonas que mais parece saída de uma sessão de bondage (Red Lotus), com o objectivo de exploramos estes calabouços, enfrentando os seus perigos e encontrar preciosos tesouros no final.

O sistema de inventário permite-nos alternar de itens/power ups livremente
O sistema de inventário permite-nos alternar de itens/power ups livremente

Quando traço estes paralelismos à série Tomb Raider é porque o Deathtrap Dungeon é também um jogo de acção e exploração na terceira pessoa, foi também publicado pela Eidos e possui os mesmos tank controls do Tomb Raider clássico. A grande diferença é o maior foco nos combates e nas armadilhas, muitas vezes resolvidas em puzzles por vezes mais discretos. Alçapões, cenas que disparam setas ou fogo em todas as direcções, blocos de pedra que nos esmagam, inimigos que surgem teleportados vindos do nada, são algumas das coisas que teremos de nos preocupar. Algo que até se pode adivinhar só ao ver a cutscene de apresentação. Até coisas como “o que faz  esta alavanca? só há uma maneira de saber… e morri” fazem parte da experiência que é ultrapassar estes perigos. Por vezes temos pistas do que poderá acontecer ao ver esqueletos humanos próximos de algum local suspeito, outras vezes vemos esqueletos em sítios completamente inofensivos só para nos chatear. Basicamente este é um jogo em que morremos muito. Muito mesmo. E com saves apenas em certos locais irá certamente frustrar os mais impacientes. Não só pelas armadilhas, mas pelos combates também. Felizmente poderemos encontrar um grande arsenal de armas desde armas brancas a coisas como lança rockets e granadas “medievais”, ou magias como as fiéis bolas de fogo.

Armadilhas são coisas que não faltam...
Armadilhas são coisas que não faltam…

Infelizmente Deathtrap Dungeon não envelheceu bem. A nível técnico a maior prova disso seria a forma muito rudimentar como o jogo é corrido em sistemas operativos mais recentes, mas vamo-nos focar mais na versão Playstation pois foi a que joguei mais. Os controlos de tanque muito popularizados por jogos como Tomb Raider ou Resident Evil nunca foram propriamente boas coisas, a câmara também nem sempre a melhor e apesar de o jogo nos permitir alternar temporariamente para uma visão em primeira pessoa, por vezes o tempo que perdemos em ver o que queremos em primeira pessoa pode ser demasiado e lá se vai mais uma morte.

Screenshot
Alguns itens, como a Strength potion devem ser usados nas alturas certas, especialmente contra bosses.

De resto, a nível mais técnico, este Deathtrap Dungeon também é um jogo algo simples, mesmo para os padrões da Playstation 1. O facto de ser todo jogado em calabouços e cavernas, nunca chega a haver realmente lá muita variedade de cenários, já que nem tão pouco dá para vislumbrar a luz do dia. Os inimigos possuem poucos polígonos, os cenários texturas simples, embora por vezes ainda se vejam algumas gravuras interessantes. No PC as coisas não melhoram muito, apesar de poder ser jogado naturalmente a resoluções mais altas que a versão PS1. As músicas e efeitos sonoros sinceramente passaram-me um pouco ao lado.

No fundo, este Deathtrap Dungeon não deixa de ser um jogo interessante e com potencial, agora que há um certo interesse em jogos difíceis como a série Souls ou Bloodborne. Se fosse  mais polido, com melhores controlos e jogabilidade, acho que acabaria por ser um jogo mais bem sucedido do que o que se tornou.

 

Necronomicon: The Dawning of Darkness (PC/Playstation)

NecronomiconJá há algum tempo que não trazia cá nenhuma aventura gráfica, pelo que aproveitei estes últimos dias para jogar o Necronomicon, que tinha por cá já há algum tempo. Tal como os primeiros Dracula (sequela aqui), que já por cá trouxe, este é também um jogo de aventura na primeira pessoa, com temática do oculto, mais um jogo europeu com lançamento duplo para o PC e Playstation 1. E com versão integralmente em português também, para quem se interessar nisso. O meu exemplar da Playstation foi comprado na cash converters de Alfragide algures durante o mês passado por 2€. A versão PC, que já tenho no steam há algum tempo, deverá ter vindo de algum indie bundle a preço muito reduzido.

Necronomicon - Sony Playstation
Jogo completo com 2 discos, caixa e manual

E o jogo decorre nos Estados Unidos, na vila de Providence algures durante os anos 20. A nossa personagem é o jovem William H. Stanton, cujo dia começa com uma estranha visita do seu amigo de infância Edgar que, aparentemente transtornado, nos entrega uma estranha pirâmide e nos pede para a guardar e não a entregar a ninguém. Muito menos devolver ao Edgar caso ele a peça novamente. Como se isto não fosse estranho o suficiente, recebemos logo de seguida a visita do Dr. Egleton, amigo dos pais de Edgar e psiquiatra que se demonstra preocupado com o comportamento errático de Edgar, estando quase a decidir interná-lo num manicómio. Por isso, começamos nós também a investigar o porquê de Edgar estar a ficar maluquinho, com a história a levar-nos para o oculto trazido pelas obras de H.P. Lovecraft (daí também o nome de Necronomicon).

Tal como muitos jogos deste género, a movimentação é dada passo a passo, nas direcções indicadas pelo ponteiro do rato
Tal como muitos jogos deste género, a movimentação é dada passo a passo, nas direcções indicadas pelo ponteiro do rato

A jogabilidade é bastante característica destes jogos de aventura na primeira pessoa. Podemos olhar livremente para o que nos rodeia, mas o movimento é dado “passo a passo”, sempre que o ícone do rato mudar para uma seta, permitindo-nos mover para essa direcção. A interacção com os cenários e pessoas também é dada por diferentes ícones do rato que representam diferentes acções, como falar, investigar, apanhar, ou usar item. Como sempre teremos vários puzzles para resolver, alguns deles nada simples, que nos obrigam a ter uma grande atenção a pequenos detalhes nos cenários e nos textos que vamos lendo. E os puzzles requerem manipulação de objectos, revirar todos os recantos em busca de chaves escondidas, e por aí fora.

Esta é talvez das melhores cenas do jogo!
Esta é talvez das melhores cenas do jogo!

Graficamente é um jogo que deixa um pouco a desejar. É certo que para os padrões de 2001, e comparando com os 2 Dráculas que são da mesma época, este Necronomicon até possui cenários e cutscenes mais bem detalhados, no entanto peca um pouco pela forma por vezes algo atabalhoada das suas expressões faciais e os movimentos no geral. No entanto, a música mais tensa e o voice acting mais competente são pontos bem positivos quando comparando com os mesmos Dráculas. E sim, também existe a versão portuguesa, mas essa sinceramente nem experimentei. Já fiquei bem vacinado com a dublagem horrível que fizeram no primeiro Drácula.

A partir de certa altura vamos poder usar o mapa e o mecanismo de "fast travel" para nos deslocarmos rapidamente para várias localizações.
A partir de certa altura vamos poder usar o mapa e o mecanismo de “fast travel” para nos deslocarmos rapidamente para várias localizações.

No fim de contas pareceu-me um jogo competente para quem é fã do género. Talvez um pouco melhor que os primeiros 2 Dráculas pelas personagens serem mais convincentes, mas ainda assim, para um jogo baseado nas obras de H. P. Lovecraft esperava por algo mais aterrador do que o que acabou por se revelar.

Alone in the Dark 3 (PC)

Alone in the Dark 3O terceiro capítulo da saga Alone in the Dark é algo similar nas suas mecânicas aos anteriores, mas já começa a ter alguns pormenores mais interessantes e mais próximos do que viriam a ser os survival horror clássicos. E tal como os 2 primeiros jogos desta saga, o meu exemplar foi comprado na Feira da Ladra em Lisboa algures durante o ano de 2015, tendo sido jogos selados, apenas na caixa em jewel case, e custando-me 2.5€ cada um.

Jogo com caixa de jewel case e manual embutido na capa
Jogo com caixa de jewel case e manual embutido na capa              

Neste jogo encarnamos uma vez mais no papel de Edward Carnby, um detective privado especialista em assuntos paranormais. O jogo decorre uma vez mais nos anos 20, com Carnby a receber uma nova missão: investigar a cidade fantasma de Slaughter Gulch algures nos desertos da California, onde uma equipa de filmagens teria desaparecido sem deixar rasto. Ao chegar lá vamos encontrar uma série de cowboys zombies para nos receber e a partir daí o mistério vai-se desenrolando.

Novamente temos um sistema de inventário que nos permite investigar os objectos que encontramos
Novamente temos um sistema de inventário que nos permite investigar os objectos que encontramos

As mecânicas de jogo são muito idênticas às dos Alone in the Dark anteriores, com a aventura a decorrer em ângulos de câmara fixos, com cenários pré-renderizados como viria a ser feito mais tarde no Resident Evil. A exploração dos cenários continua a ser bastante importante, de onde vamos encontrando vários objectos que podem ser interagidos e utilizados de forma a prosseguir no jogo. O combate é que continua algo estranho, com o sistema de detecção de colisões a continuar a não ser o melhor. E isto também pode ser bom para nós, caso estejamos com problemas de munições e debaixo de fogo inimigo. E o facto de termos de alternar entre “posição de ataque” e de exploração sempre através do menu do inventário também continua a ser um pequeno defeito que à partida seria facilmente resolvido. A grande novidade a meu ver está no facto de jogarmos como um Puma durante uma parte do jogo, o que se revelou numa lufada de ar fresco. Até porque o puma é bastante mais ágil e há uma razão bem interessante por detrás do facto de jogarmos com o animal.

A temática wild west é sem dúvida algo original e como um todo a história fica mais consistenta do que nos lançamentos anteriores
A temática wild west é sem dúvida algo original e como um todo a história fica mais consistenta do que nos lançamentos anteriores

A nível técnico é um jogo melhor que os seus antecessores. Nos gráficos não há assim grandes melhorias, para além das animações e os modelos poligonais das personagens terem mais detalhe, bem como alguns efeitos especiais melhorados. É mais na vertente sonora que este Alone in the Dark marca pontos. Se por um lado o voice acting continua a ser algo amador (como era na maioria dos videojogos desta época), as músicas, ou mais especificamente a falta delas, na grande parte do jogo foram mesmo uma grande melhoria. A atmosfera de um survival horror com uma banda sonora mais minimalista ou com músicas mais tensas acaba por resultar muito melhor do que músicas quase circenses que por vezes ouvíamos nos Alone in the Dark anteriores.

Apesar de achar este Alone in the Dark um passo na direcção certa face aos anteriores, a série manteve-se em dormência por mais de meia década, sendo mais tarde renascida com o quarto capítulo: “The New Nightmare”, cujo chegou até às consolas da geração seguinte e cuja versão eu planeio jogar em breve.