Sakura MMO (PC)

Voltando às rapidinhas de Visual Novels da Winged Cloud, mais precisamente estas da série Sakura, hoje ficamos com mais um título que foi comprado num bundle a um preço bem em conta. Mas sinceramente este já foi uma agradável surpresa, pois achei a história um pouco mais interessante. Uma vez mais teremos uma protagonista feminina que se irá ver envolvida em triângulos amorosos com outras raparigas e tal, mas desta vez a narrativa decorre num cenário totalmente fantasioso, até porque a protagonista acorda um dia no mundo do seu MMORPG preferido.

Não que a história ou as personagens sejam lá muito profundas, mas simplesmente gostei mais da escrita e do enquadramento que deram a este jogo. Ou então temo que estou a baixar bastante os meus standards… Mas adiante… a nível de mecânicas de jogo já sabem o que a casa gasta, ler texto e ocasionalmente fazer algumas escolhas que nos levam a diferentes finais.

Gosto dos desenhos e alguns backgrounds, mas deveriam caracterizar mais personagens.

Tal como os outros Sakuras que tenho trazido cá ultimamente, este também não tem voice acting, mas possui todas as outras funcionalidades como a opção do texto avançar automaticamente, o skipping de texto já lido e reler texto passado. As músicas têm todas uma aura mais fantasiosa, que se adequa bem ao ambiente do jogo. E na falta do voice acting, temos o motor de voz que pode ler o texto por nós, numa voz super robótica. Pelos vistos o pessoal deve ter gostado do jogo já que fizeram mais 2 sequelas que deverei jogar em breve.

Sakura Sadist (PC)

Mais uma super rapidinha a uma visual novel da serie Sakura, e infelizmente mais um arrependimento. Tal como os outros Sakura recentes, infelizmente este é também um título mais simples, com uma narrativa algo banal e sem grande conteúdo. Voice acting? Mais uma vez não existe. O meu exemplar foi comprado num bundle algures durante o mês passado por um valor bem em conta.

A história coloca-nos uma vez mais numa protagonista feminina que se vê enrolada num triângulo amoroso. Por acaso, desta vez, até gostei da maneira em como a narrativa nos apresentou a personagem principal, uma rapariga super animada e despreocupada com tudo. Mas depois a história não desenvolve nada de especial. Como o título induz, as coisas acabam por se tornar um bocado bicudas com um bocadinho de S&M.

Como é habitual, as escolhas que vamos fazendo vão-nos levar a finais distintos

No que diz respeito aos audiovisuais, os desenhos são coloridos e tal, mas mais uma vez não há voice acting. As músicas vão sendo algo variadas com algum foco em temas mais clássicos, até porque a história se passa numa conservatória.

Sakura Cupid (PC)

Mais uma super rapidinha a mais uma visual novel da Winged Cloud, da série Sakura. Tal como todos os outros jogos que tenho desta série, foram comprados em bundles com preço muito em conta.

Infelizmente tal como o Sakura Gamer que joguei recentemente, este Sakura Cupid também parece ser uma VN muito low budget, pois não tem qualquer voice acting e os diálogos são demasiado simples, assim como a história como um todo. Nós controlamos Lilim, uma cupido que foi expulsa do paraíso por ser demasiado preguiçosa e condenada a viver na Terra. Entretanto mete-se em confusões com uma empregada de um café que fica apaixonada por ela e paralelamente a isso, a anjo Gabriel (sim, neste jogo é feminina) envia a sua amiga de infância Serra para a ir buscar de volta para o paraíso. Naturalmente, como estas VNs indicam, vão haver triângulos amorosos e a história pouco evolui disso.

Aqui teremos diferentes finais para alcançar que estão relacionados com as escolhas que vamos tomando ao longo do jogo

No que diz respeito às mecânicas de jogo, teremos vários finais distintos para alcançar que estarão relacionados com as várias escolhas que teremos de fazer ocasionalmente. A opção de avançar texto já lido é bastante útil quando exploramos outras rotas. Uma das outras opções que existe é um processador de voz que lê os textos de forma mecânica. Não é voice acting. A ver se os outros Sakuras que arranjei recentemente sejam melhores…

Sakura Gamer (PC)

Pois é, devia ter vergonha de mim mesmo, mas dei por mim a comprar mais um bundle com uma série de visual novels da série Sakura da Winged Cloud. Isto de estar fechado em casa tem destas coisas… Ao menos sempre dá para se jogar algo muito simples, curto e descomprometido, e é mesmo por essa razão que apenas compro este tipo de jogos em bundles, pois sinceramente não acho que valham o seu full price.

Este Sakura Gamer é uma VN que aborda a história de um conjunto de 3 raparigas que vivem juntas e decidem elas próprias criarem a sua própria visual novel. Sendo esta uma VN com contornos eróticos, naturalmente vão haver triângulos amorosos. Mas a história em si é muito simplista.

Naturalmente, a Winged Cloud aproveita para fazer publicidade aos seus restantes jogos

No que diz respeito aos audiovisuais, nada de relevante a apontar. Todos os cenários são no interior da mesma casa, pelo que não há grande variedade de artwork. Ao menos as personagens estão bem desenhadas. E infelizmente não há qualquer voice acting neste jogo também.

Dark Fall II: Lights Out (PC)

Voltando às rapidinhas no PC, ficamos agora com a sequela do Dark Fall, um interessante jogo de aventura point and click  na primeira pessoa com o horror a marcar a sua presença. 2 anos após o lançamento original, a XXv Productions lançou uma sequela, cuja decorre uma vez mais no sudoeste inglês, desta vez num farol envolto em mistérios, com várias pessoas a desaparecerem ao longo dos anos. O meu exemplar foi comprado numa CeX no Porto há uns anos atrás, creio que me custou menos de 1€, mas já o tinha na minha conta steam há mais tempo ainda, certamente veio nalgum bundle comprado ao desbarato.

Jogo com caixa, manual e papelada

No que diz respeito às mecânicas de jogo, estas são muito similares às do primeiro Dark Fall, na medida em que, tal como referi acima, é um jogo de aventura point and click na primeira pessoa, mas com gráficos pré renderizados e estáticos. Ou seja, o movimento será feito através de ecrãs estáticos e todas as acções serão feitas com o rato, cujo cursor muda de forma consoante o contexto. Por exemplo, quando o cursor muda para uma seta, quer dizer que nos podemos movimentar nessa direcção, se mudar para uma lupa indica que podemos investigar melhor essa zona, para uma mão indica que podemos interagir directamente com esse objecto, ou finalmente, se mudar para uma ferramenta, indica que podemos usar algum item do nosso inventário. De resto temos de explorar bem os cenários, onde teremos muitos documentos para ler e puzzles para resolver. Também tal como o primeiro jogo, aqui não há qualquer log das pistas que vamos encontrando, pelo que teremos mesmo de apontar as coisas nós próprios.

Tal como no seu predecessor temos muita papelada para ler, e convém mesmo fazêlo pois podem ter as dicas que necessitamos para resolver alguns puzzles

Nada de muito diferente do primeiro jogo, portanto. Por outro lado acabei por gostar bem mais do primeiro jogo do que esta sequela. Isto por várias razões. Por um lado, a história não é tão cativante quanto no primeiro jogo. Aqui a narrativa começa no ano de 1912, onde encarnamos no papel de Benjamin Carter, um cartógrafo que é enviado para a costa do sudoeste Inglês, para cartografrar melhor aquela parte da costa. Quando lá chega, fica curioso com um farol construido numa ilha que não aparece em qualquer mapa, ilha essa que está amaldiçoada, segundo os habitantes locais. Claro que acabaremos por explorar o farol, mas a certa altura o jogo leva-nos em viagens pelo tempo, onde exploraremos a mesma ilha em diversas épocas. Para além da história ser menos cativante, a atmosfera tensa e de terror também não está tão bem conseguida quanto no primeiro jogo. Isto porque muitas das zonas que exploramos são em plena luz do dia, o que não é nada assustador.

Os cenários são todos pré renderizados e os interiores possuem bem mais detalhe que os exteriores

De resto a nível gráfico, não acho que seja um jogo dos mais bonitos, pois em 2004 já estaria à espera de imagens estáticas com mais detalhe e resolução. Aliás, o facto do jogo consistir completamente em imagens pré-renderizadas, somos forçados a jogá-lo numa resolução fixa e infelizmente sem suporte a modo janela. No que diz respeito ao som, o jogo possui uma vez mais músicas ambientais e tensas que resultam bem apenas quando exploramos zonas mais escuras. O voice acting é minimamente competente, embora as vozes mais fantasmagóricas deixem um pouco a desejar.

Portanto este Dark Fall é um jogo razoável de aventura na primeira pessoa, acho que fica uns furos abaixo do primeiro jogo por apresentar uma história menos interessante, mais confusa e uma atmosfera mais ligeira. Comprei recentemente a sua sequela, que estava em promoção no steam, a ver como se safaram.