Para não destoar, mais uma rapidinha a uma Visual Novel da série Sakura, publicada pela Winged Cloud. E este Sakura MMO 3 é um jogo que encerra a história de uma jovem adulta japonesa, que se vê trazida para dentro do mundo fantasioso de um MMORPG que jogava habitualmente e era já uma personagem muito poderosa nesse jogo. Este meu exemplar veio, tal como todos os outros, de um bundle comprado a um preço bem em conta.
Tal como referi acima, este jogo encerra a história de Viola e suas amigas, que desta vez procuram derrotar uma deusa daquele mundo, que planeia muito em breve libertar-se da sua prisão e destruir o mundo de Asaph. Essa missão é o preço de Viola poder voltar ao Japão e à sua vida normal se assim decidir. Naturalmente, teremos várias escolhas para fazer que ditarão um de vários finais distintos que poderemos alcançar.
Mais uma vez teremos algumas personagens secundárias novas para conhecer
No que diz respeito aos audiovisuais, é um jogo que segue a mesma linha dos anteriores. Vai introduzindo algumas personagens novas, mas é o mesmo grupo de raparigas que terá o maior destaque. As músicas são uma vez mais recicladas dos jogos anteriores, embora talvez tenha uma ou outra música nova, mas mantém o feeling de fantasia tal como nos jogos anteriores. A nível de audiovisuais, alguns backgrounds novos, outros reciclados. E ainda não há qualquer voice acting também.
Já cá trouxe no passado um artigo do Giana Sisters DS, um sólido jogo de plataformas 2D que acabou por servir de relançamento de uma franquia há muito enterrada, desde o final da década de 80. É que o primeiríssimo Giana Sisters, lançado em diversos micro-computadores da época, mas a sua semelhança bastante óbvia com Super Mario Bros. acabou por o retirar das lojas. Em 2012, após um kickstarter bem sucedido, a Black Forest Games, agora a detentora dos direitos desta série, acabou por produzir um novo jogo de plataformas, tendo sido lançado inicialmente para o PC e outras consolas de forma digital. Anos mais tarde e a Playstation 4 acabou por receber uma edição física que contém o Twisted Dreams, o DLC Rise of the Owlverlord e alguns níveis extra. Eu possuo o Twisted Dreams e o Rise of the Owlverlord na minha conta steam já há alguns anos, tendo vindo certamente de algum bundle barato. A versão PS4 foi comprada na Worten em Março de 2018, não tendo chegado a 7€.
Jogo com caixa e papelada
A história não é muito diferente do Giana Sisters DS. Maria, irmã de Giana foi uma vez mais raptada por um vilão do mundo dos sonhos, pelo que Giana parte uma vez mais para esse mundo fantasioso com a missão de a salvar. Neste Twisted Dreams temos uma vez mais mecânicas de um jogo de plataformas 2D, embora os níveis estejam todos representados em 3D. O subtítulo Twisted Dreams não existe por acaso, pois a principal mecânica de jogo consiste na possibilidade de alternarmos sempre que quisermos entre as 2 personalidades de giana, a sua versão cute, e a sua versão punk, cada qual com mecânicas de jogo distintas e, com os próprios níveis a mudarem entre si sempre que alternemos entre ambas as facetas de Giana. Giana pode andar e saltar, sendo que poderemos derrotar a maioria dos inimigos ao saltar em cima deles. Na sua personalidade cute, ou seja, com os cabelos loiros, Giana tem a habilidade de rodopiar após um salto, podendo planar suavemente em pleno ar e activar alguns interruptores específicos. Já na sua versão Punk, esta habilidade é substituída por um dash attack, algo parecido ao homing attack de Sonic nos Sonic Adventure, por exemplo. Esta habilidade permite também destruir blocos, paredes frágeis e ricochetear em superfícies, permitindo-nos assim subir alguns túneis estreitos enquanto mantivermos o botão dash apertado.
Cada versão de Giana possui diferentes habilidades que teremos de usar com mestria
O jogo vai-nos colocar imensos desafios de platforming onde teremos de ir alternando entre ambas as personalidades de Giana, não só para ir usando as habilidades de cada uma, mas também para manipular alguns elementos dos níveis em si. Há plataformas automáticas que se movem em direcções distintas consoante a personalidade de Giana, outras que aparecem ou desaparecem, passagens que se abrem ou fecham, ou mesmo no comportamento de alguns inimigos, por exemplo. De resto, para além dos interessantes desafios de platforming que vamos encontrando, este é também um jogo que recompensa a exploração, pois existem vários caminhos secundários e passagens secretas, onde poderemos encontrar imagens para desbloquear na galeria de artwork. No fim de cada nível a nossa performance é avaliada pela quantidade de diamantes que apanhamos, imagens desbloqueadas e número de vezes que morremos.
As diferentes personalidades de Giana têm também influência nos obstáculos que vamos enfrentando
O jogo está distrubuído ao longo de várias dificuldades. No caso da versão PS4, o modo normal é o mais fácil, com mais checkpoints espalhados ao longo dos níveis. O modo hard coloca-nos menos checkpoints, o hardcore sem qualquer checkpoint e o Uber hardcore obriga-nos a chegar ao fim do jogo inteiro com uma vida apenas. Caso morremos, é recomeçar do zero. E o jogo apresenta uma jogabilidade bastante sólida, mas não tenho paciência, ou sou masoquista o suficiente para explorar esses níveis de dificuldade mais avançados. Até porque tenho muito mais jogos em backlog para explorar! De resto temos ainda modos de jogo como o Score e Time Attack, onde a nossa performance é avaliada por pontos ou por tempo respectivamente.
Visualmente é um jogo muito apelativo, e sinceramente prefiro estas versões mais coloridas dos níveis
A nível audiovisual, confesso que este jogo foi uma bela surpresa. Os gráficos são bastante bonitos, mas considerem isto uma espécie de um jogo indie de 2012, ou seja, pré PS4 e afins. Os níveis são bastante coloridos e a forma como o mundo nos é apresentado varia consoante a personalidade de Giana que temos activada no momento. Com a Giana loira, os cenários possuem todos paisagens sinistras e inimigos infernais, enquanto que com a Giana punk, tudo isto é alterado por paisagens cheias de vida e cores vibrantes. A banda sonora também tem um tratamento similar, mas ao contrário. Com a Giana loira, as músicas são algo discretas e com melodias “fofinhas”. Ao alternar para a Giana punk, temos versões bem mais rock n roll, cheias de guitarradas das mesmas músicas. E tudo isto alterna suavemente com um toque de botão! De resto apenas tenho a lamentar não existir uma maior variedade de cenários. É quase tudo florestas, castelos, cavernas e o DLC trouxe também alguns níveis com uma temática de piratas. É certo que todos estes cenários possuem diferentes visuais consoante a personalidade de Giana, mas estaria à espera de mais variedade.
Esta versão física possui também uma série de níveis extra, como este dedicado ao Halloween
Portanto este Giana Sisters acabou por se revelar numa excelente surpresa. Esta versão física acaba por ser um mimo interessante para coleccionadores, até porque contém o DLC e uma série de níveis extra tudo no mesmo disco. Mas indepentendemente da versão e plataforma que prefiram, se gostam de jogos de plataforma em 2D, este título é uma aposta ganha.
Vamos lá a mais uma rapidinha a mais uma visual novel da série Sakura da Winged Cloud. Este é a continuação directa do Sakura MMO, uma visual novel curta, mas com uma história que sinceramente até achei interessante e minimamente bem escrita. O meu exemplar foi comprado no mês passado, através de um bundle que acabou por ficar a um preço bastante em conta.
Ora no jogo original seguíamos a história de uma jovem adulta que subitamente se vê transportada para o mundo de um MMORPG que jogava habitualmente. Ali lemos uma pequena aventura onde fomos conhecendo outros intervenientes e claro, com um triângulo amoroso a surgir. Aqui continuamos a história, onde Viola e suas amigas decidem fazer uma série de quests para passarem o tempo e, depois de um verdadeiro caso de detective, lá acabam por saber o motivo da protagonista principal ter sido transportada do Japão para aquele mundo, bem como o que terá de fazer para lá regressar. Isso será posteriormente contado no Sakura MMO 3 que planeio jogar/ler muito em breve.
Apesar de conhecermos mais personagens, as principais continuam as mesmas
De resto nada a apontar em relação ao primeiro jogo. Temos várias escolhas para fazer ao longo do caminho que nos levarão a diferentes finais, e a nível visual, as personagens possuem os mesmos traços. Os backgrounds vão sendo algo mais variados desta vez, mas por outro lado as músicas pareceram-me ser exactamente as mesmas que no primeiro jogo e uma vez mais não há qualquer voice acting. A ver como correrá o terceiro jogo.
Quando comecei a explorar a biblioteca de consolas como a NES, SNES e Mega Drive através da emulação, eventualmente deparei-me com uma série de jogos com temáticas cristãs, produzidos por um estúdio chamado The Wisdom Tree. Ao investigar na internet, apercebi-me que eram todos produtos não licenciados pela Nintendo ou Sega, o que fazia todo o sentido principalmente no caso da Nintendo, que no ocidente tinha políticas severas que censuravam toda a violência excessiva, sangue, nudez, referências religiosas ou drogas e álcool. A maior parte dos jogos que na altura experimentei por curiosidade eram básicos e aborrecidos, mas este Super 3-D Noah’s Ark ficou-me sempre na memória por ser um FPS. Para além da SNES o jogo tinha saído também para MS-DOS, cuja versão acabou por sendo relançada no steam há alguns anos atrás. O meu exemplar foi comprado juntamente nalgum bundle, sinceramente não me recordo quando.
Então em que consiste este Super 3-D Noah’s Ark? É um FPS onde controlamos Noé com a missão de acalmar os animais que estão espalhados pela sua arca. E este é um jogo desenvolvido originalmente com o motor gráfico do velhinho Wolfenstein 3D, pelo que possui as mesmas funcionalidades e limitações técnicas que este. Ou seja, não há desníveis, todas as paredes fazem ângulos de 90º entre si e ocasionalmente poderemos encontrar algumas passagens secretas, ao interagir com as paredes dos níveis, que vão-se tornando cada vez mais labirínticos à medida que vamos progredindo no jogo.
Não sei porque esta super fisga parece um pentagrama invertido, mas quem sou eu para questionar estas coisas
Iremos enfrentar diversos animais como cabras, ovelhas, avestruzes, antílopes entre outros que nos conseguem atacar até à distância, embora não saiba com o quê. Será que cospem? Ou Noé sente os seus grunhidos como insultos e vai perdendo pontos de vida? Sinceramente não sei, mas para os enfrentar vamos tendo diversas fisgas que disparam sementes, cocos, ou até catapultas para disparar melancias, ideais para enfrentar grandes concentrações de animais ou bosses. Uma das fisgas é uma autêntica metralhadora de sementes e foi a arma que usei mais ao longo do jogo. Outros itens como medkits, vidas extra e peças de fruta que nos aumentam a pontuação, poderão também serem encontrados. Para além de toda esta exploração e combate, sendo este um jogo bíblico, por vezes encontramos pergaminhos que são na verdade perguntas bíblicas, principalmente focadas ao longo da história de Noé. Se acertarmos as perguntas, a nossa pontuação aumenta, mas não sei se haverá mais alguma recompensa se acertarmos as 99 perguntas existentes.
Graficamente é um jogo colorido mas muito simples e com pouca variedade
A nível gráfico, é um jogo colorido, embora não tenha grande variedade de cenários, pois é suposto decorrer inteiramente dentro da própria arca de noé, que se fosse construída da forma que vimos aqui, certamente todos os seus ocupantes teriam morrido no dilúvio, mas isso agora não interessa. Não há assim tantos inimigos distintos entre si e as músicas sinceramente não são nada de especial, mas confesso que depois de várias horas a jogar isto fiquei com algumas melodias na cabeça. Mas lá por serem músicas algo memoráveis, não quer dizer necessariamente que sejam boas. É como se de repente ouvissem na rádio Vengaboys e, raios, agora fiquei com esta na cabeça. Acho que deu para passar a mensagem, no entanto.
Portanto este Super 3-D Noah’s Ark acaba por ser uma mera curiosidade em ver como um estúdio dedicado a videojogos cristãos e não violentos, adaptou um motor gráfico de um jogo extremamente violento para a época para narrar uma história bíblica de uma forma completamente inofensiva.
Voltando às rapidinhas de Visual Novels da Winged Cloud, mais precisamente estas da série Sakura, hoje ficamos com mais um título que foi comprado num bundle a um preço bem em conta. Mas sinceramente este já foi uma agradável surpresa, pois achei a história um pouco mais interessante. Uma vez mais teremos uma protagonista feminina que se irá ver envolvida em triângulos amorosos com outras raparigas e tal, mas desta vez a narrativa decorre num cenário totalmente fantasioso, até porque a protagonista acorda um dia no mundo do seu MMORPG preferido.
Não que a história ou as personagens sejam lá muito profundas, mas simplesmente gostei mais da escrita e do enquadramento que deram a este jogo. Ou então temo que estou a baixar bastante os meus standards… Mas adiante… a nível de mecânicas de jogo já sabem o que a casa gasta, ler texto e ocasionalmente fazer algumas escolhas que nos levam a diferentes finais.
Gosto dos desenhos e alguns backgrounds, mas deveriam caracterizar mais personagens.
Tal como os outros Sakuras que tenho trazido cá ultimamente, este também não tem voice acting, mas possui todas as outras funcionalidades como a opção do texto avançar automaticamente, o skipping de texto já lido e reler texto passado. As músicas têm todas uma aura mais fantasiosa, que se adequa bem ao ambiente do jogo. E na falta do voice acting, temos o motor de voz que pode ler o texto por nós, numa voz super robótica. Pelos vistos o pessoal deve ter gostado do jogo já que fizeram mais 2 sequelas que deverei jogar em breve.