Dragon Quest Monsters Joker 2 (Nintendo DS)

DQMJ2Nas minhas últimas viagens Porto-Lisboa tenho levado sempre a minha Nintendo DS comigo. E a razão é muito simples, para jogar o DQ Monsters Joker 2. Já há algum tempinho tinha jogado a sua prequela e apesar de até ter gostado do jogo, ainda achava que haveria ali muita margem de manobra para evolução. E felizmente a Square-Enix também achou o mesmo e esta sequela é melhor em todos os aspectos. Este meu exemplar foi comprado já há uns bons tempos nem me lembro bem onde nem quanto me custou. Creio que foi na Worten do Maiashopping por 7.5€, ou então usado na Game do mesmo centro comercial por 5€.

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Jogo completo com caixa, manual e imensa papelada como é habitual

A começar pela história, a deste jogo, apesar de não ter ligações directas com o primeiro (sim, poderemos encontrar o Incarnus do primeiro DQMJ em conteúdo bónus), acaba por ser bem diferente. Aqui mais uma vez controlamos um jovem rapaz anónimo cujo maior sonho é o de se tornar num pokémon trainer, errr, digo monster scout de renome. E começamos precisamente por nos infiltrar num dirigível que levava meia dúzia de pessoas precisamente a um desses torneios. A meio da viagem somos descobertos e o capitão do dirigível, que outrora quando era mais novo fazia exactamente a mesma coisa, acaba por simpatizar connosco e permite-nos manter a bordo com uma condição: iremos auxiliar a tripulação durante a viagem. Mas a viagem essa fica-se a meio pois ao atravessar uma ilha aparentemente deserta, alguma coisa acontece e despenhamo-nos, onde recuperamos os sentidos no dia seguinte, apenas com o mecânico de serviço à vista que nos ajuda a procurar os restantes passageiros e tripulação. E eis que visitamos a primeira região do jogo quando descobrimos um enorme monstro, um titã gigantesco que acaba por devorar um dos nossos amigos!

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Mais uma vez os monstros que já tenhamos capturado aparecem com um visto no ecrã

E o restante do jogo vai ser passado precisamente a procurar as restantes pessoas, ao explorar diversas regiões onde em cada uma teremos um titã que a guarda. Esses titãs também não estão lá por acaso e serão uma das chaves dos mistérios que iremos desvendar na ilha, para além de procurar maneira de escapar de lá, claro. E sim, como este é um Dragon Quest Monsters, teremos muitos monstros para capturar, treinar e se quisermos, fundir para ganharmos monstros mais poderosos que herdam as melhores skills dos seus “pais”. As restantes mecânicas de jogo mantêm-se idênticas ao seu predecessor ou seja, poderemos formar uma party com 3 monstros com mais outros 3 que ficam de backup e que podem ser trocados a qualquer momento no jogo. Os restantes vão para um sistema de armazenamento e só na nossa base é que os poderemos ir buscar. Felizmente feitiços como o Zoom podem ser novamente utilizados, aquelas viagens no DQMJ1 eram um bocadinho chatas.

O que gostei mais deste jogo face à sua sequela foi precisamente a história que me pareceu mais empolgante, até pelos Titãs que nas primeiras regiões teremos forçosamente de fugir, mas depois lá seremos obrigados a enfrentar os restantes. Teremos também várias regiões para explorar e uma vez mais existem ciclos de noite e dia que trazem diferentes monstros às paisagens. Mas para além da noite e dia, as condições climatéricas também acrescentam algo novo. Se visitarmos algum sítio já previamente explorado numa altura em que esteja a chover bastante, acabamos por conseguir aceder a pequenas regiões que de outra forma seriam inacessíveis, seja a água a limpar caminhos previamente obstruídos, ou levantar placas de madeira que nos permitem atravessar pequenos penhascos.

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Os colossos que temos de enfrentar ou fugir são uma das novidades mais interessantes deste jogo

E sim, como todos os Dragon Quest modernos que se prezem, depois de terminarmos a história principal o jogo não termina. Teremos ainda várias dungeons adicionais para explorar, com novos bosses, alguns torneios e sidequests ainda por frequentar e também a possibilidade de defrontar e capturar os titãs de cada região. Existe também um modo online onde poderemos juntar a nossa equipa e lutar contra amigos e desconhecidos, mas nunca cheguei sequer a experimentar.

A nível gráfico é dos melhores jogos 3D que a Nintendo DS produziu. Todos sabemos que a DS é uma consola limitada nesse aspecto, mas mesmo assim a nível de modelos poligonais para as personagens, monstros e especialmente bosses acaba por ser bastante detalhado, assim como os cenários e suas texturas. As músicas e efeitos sonoros já todos sabemos. Se já jogaram um Dragon Quest sabem perfeitamente o que esperar neste aspecto: aquelas músicas magistrais e efeitos sonoros bem característicos.

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As cutscenes utilizam o motor gráfico do jogo que chega perfeitamente para o efeito.

É um óptimo RPG para uma portátil e da série Dragon Quest Monsters acaba por ser um dos melhorzinhos mesmo, mas também sou suspeito pois nunca gostei muito das versões Gameboy / Color. Existe ainda no Japão uma versão “Professional” deste mesmo jogo que acrescenta uma série de novos monstros e outro conteúdo extra, mas a barreira da linguagem é sempre algo a ter em conta.

Kid Icarus (Nintendo Entertainment System)

Kid IcarusTempo para mais uma rapidinha, desta vez a um clássico de NES que caiu completamente na obscuridade até à Nintendo se lembrar do Pit e ter desenvolvido uma sequela para 3DS mais de 20 anos depois da última aventura. Estou a falar claro está do Kid Icarus, um sidescroller 2D onde teremos de resgatar 3 importantes tesouros sagrados para conseguirmos salvar a deusa Palutena das mãos de Medusa. O meu exemplar foi comprado há coisa de um mês atrás na feira da Vandoma no Porto por 10€, sendo apenas o cartucho.

Apenas cartucho e sleeve protectora
Apenas cartucho e sleeve protectora

Este é um jogo de plataformas com alguns elementos de RPG. Isto porque todos os inimigos que derrotamos aumentam a nossa pontuação, pontuação essa que posteriormente é convertida em pontos de experiência no final de cada nível e poder-se-á traduzir em mais pontos de saúde para o Pit. Também temos algumas salas com desafios especiais onde se os completarmos também ficamos ligeiramente mais fortes. De resto é um sidescroller tradicional, onde Pit está armado do seu fiel arco e flechas infinitas, mas apesar de ter asas teremos de ter cuitado para não cair abaixo da torre pois poderemos perder uma vida. No entanto existem também alguns power-ups que nos salvam dessa situação, bem como uma harpa que transforma os inimigos em enormes martelos, martelos esses que poderão ser utilizados posteriormente como arma também. Mas quando utilizarmos os martelos é bom que os usemos também numas certas estátuas que libertam outros anjos que tinham sido lá aprisionados. Eles serão bem mais úteis mais tarde.

Eventualmente iremos dar de caras com algumas lojas onde poderemos comprar vários itens
Eventualmente iremos dar de caras com algumas lojas onde poderemos comprar vários itens

O jogo está dividido em 4 áreas principais, cada uma com 3 níveis mais um boss que nos recompensará com um dos tais 3 tesouros que temos de apanhar. A última área é que é diferente e acaba por ter um só nível bem grandinho, mas aí já estamos munidos dos 3 tesouros e controlamos um Pit com uma armadura imponente e capaz de voar, o que nos dará um jeitaço para enfrentar a Medusa. Aqui os outros anjos que libertamos anteriormente das estátuas juntam-se a nós no combate e poderão dar uma boa ajuda.

O nosso status screen onde podemos ver o progresso no jogo
O nosso status screen onde podemos ver o progresso no jogo

A nível técnico é um jogo competente com boas músicas – sempre adorei o chiptune de NES e temos aqui uma ou outra faixa bem memorável e a nível gráfico é também competente, tendo em conta que é um outro jogo originalmente lançado em 1986 no Japão. Kid Icarus é um jogo um pouco estranho e talvez por isso a série tenha ficado adormecida por mais de 20 anos. Ainda assim achei-o bastante interessante, apesar de não ser de longe um dos must have para mim.

Perfect Dark (Nintendo 64)

Perfect DarkSou sincero. Este Perfect Dark foi jogado inteiramente em emulador. O cartucho que eu tenho é a versão norte-americana e a Nintendo 64 é uma consola region locked cujo desbloqueio não é propriamente trivial. Por outro lado também me falta o Expansion Pak, um acessório que acrescenta mais RAM à consola que na falta dele, torna a maior parte deste Perfect Dark inutilizável. Por outro lado, existem uns plugins interessantes para o emulador Project 64 que permitem jogar alguns FPS desta consola com o setup típico de FPS para PC, isso mesmo com rato e teclado! Então claro que tirei partido dessa vantagem e cá fica a minha opinião sobre este óptimo jogo. Apenas fiquem avisados que não o joguei da forma que o mesmo foi idealizado para ser jogado. De resto este cartucho custou-me 5 dólares se a memória não me falha. Edit: Eventualmente arranjei uma versão Europeia e completa, tendo vindo do UK algures na recta final do ano de 2019, custou-me à volta de 12libras.

Jogo completo com caixa, manual e papelada

Perfect Dark era para ser o sucessor do 007 Goldeneye, também produzido pela Rare para a Nintendo 64 e um dos mais importantes first person shooters a aparecer exclusivamente numa consola de videojogos. Por acaso tinha sido um jogo que passou completamente debaixo do radar para mim, até ter comprado uma Mega Score do ano 2000 que o analisava, e o que lá escreveram sempre me deixou a salivar por um dia destes o jogar. Aqui em vez do James Bond, temos uma outra agente secreta, a Joanna Dark e o jogo tem uma toada muito mais sci-fi, pois decorre no futuro e leva-nos para o meio de conspirações políticas, terroristas e até com extra-terrestres à mistura!

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Existe imenso conteúdo desbloqueável neste jogo!

Mas é mesmo na jogabilidade que este jogo brilha – e mais uma vez sublinho que o joguei com rato e teclado em emulador ao invés do comando da Nintendo 64. Mas nem é pelos controlos que digo que Perfect Dark é bom, já que mesmo na N64 usa o analógico para movimentar e o D-Pad ou os C-Buttons para controlar a câmara. Bom, na verdade parece que usa uma mistura de ambos, o que acaba para atrapalhar um pouco as coisas a quem já estiver habituado aos controlos standard, mas não é sobre isso que quero aqui escrever, mas sim na quantidade de coisas que podemos fazer. Podemos ter abordagens mais furtivas, entrar à Rambo e dizimar tudo o que nos aparece à frente, as armas são bastante variadas e com modos de fogo secundário, temos imensos gadgets que poderemos utilizar entre muitos outros bons detalhes, como o sistema de hit detection dos nossos inimigos que reagem de formas diferentes consoante onde lhes acertemos. Até é possível desarmá-los ao disparar um tiro certeiro nas suas armas ou mãos! Sobre os gadgets, temos brinquedos desde vários tipos de visores como infravermelhor, raio-x, nocturnos, pequenas câmaras espiãs voadoras, radar, equipamento para hackear computadores, etc. Mas ao contrário de outros jogos onde o seu uso é meramente facultativo e acabamos por os usar uma ou outra vez por curiosidade, aqui seremos mesmo obrigados a utilizá-los numa ou noutra ocasião.

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Perfect Dark tem uma quantidade absurda de diferentes armas para utilizar

Inicialmente dispomos de 5 opções de jogo: na primeira poderemos vaguear à vontade pelo Carrington Institute, a nossa agência empregadora. Aqui poderemos reconhecer todos os cantos da casa e participar no modo tutorial que nos ensina os controlos e as acções básicas do jogo, incluindo mexer com muitos dos gadgets acima mencionados. Depois temos o modo campanha propriamente dito que achei muito bom, onde poderemos também desbloquear 4 missões bónus que acrescentam valor à história, com missões vistas por outros protagonistas. Como não poderia deixar de ser, os outros são vários modos multiplayer, como partidas de deatchmatch, capture the flag e variantes, outros modos de jogo baseados em captura objectivos como King of the Hill, ou o Hacker Central, onde temos de hackear um computador aleatório na arena. Estes modos de jogo são altamente customizáveis a nível de regras, algo que a equipa que posteriormente saiu da Rare para criar a série Timesplitters levou com eles. Ainda aqui temos os Challenges, que nos podem recompensar com o desbloqueio de alguns destes modos de jogo, armas e personagens. Outros modos de jogo separados incluem o cooperativo, que nos permitem jogar as missões que já tenhamos desbloqueado no modo single player com mais um amigo. Por fim temos também o inovador Counter-Operative, onde o primeiro jogador vai jogando normalmente como Joanna Dark nos níveis normais, mas o segundo jogador pode encarnar em vários dos inimigos que vagueiam pelo nível, com o único objectivo de caçar Joanna.

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Rare, a adivinhar a vida do Obama muitos anos antes!

No que diz respeito aos audiovisuais este é sem dúvida um dos jogos mais avançados para a Nintendo 64. Graficamente é bom e bastante variado, com o setting futurista a assentar-lhe que nem uma luva, embora também visitemos outras zonas mais “naturais”. Os inimigos e níveis no geral são muito bem detalhados com bastantes polígonos, mas o calcanhar de aquiles da N64, ou seja, a falta de espaço de armazenamento nos cartuchos dá uma vez mais o ar da sua (des)graça com os níveis a terem texturas muito simples. Por outro lado há uma quantidade impressionante de diálogos (e com boa qualidade) que voltam a colocar a “balança técnica” bem positiva. O mesmo posso dizer para as músicas que estão óptimas.

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Em certos momentos, Perfect Dark é mesmo um dos jogos mais bonitos da Nintendo 64

Em suma, Perfect Dark é um excelente FPS que ao fim de 15 anos lá o consegui jogar.  Mas deixou-me com pena de duas coisas: de ainda não o ter em versão PAL mais um Expansion Pak para o poder desfrutar no seu sistema original, mas também tenho pena que a Rare tenha sido vendida para a Microsoft, pois gostaria de ter visto o Perfect Dark Zero na Gamecube.

Mario & Yoshi (Nintendo Gameboy)

Mario & Yoshi

A Gameboy original tem a sua parte de puzzle games, afinal não foi por acaso que a mesma entrou no mercado com o Tetris como o maior destaque. Puzzle games acabavam por ser jogos relativamente simples, que não exigiam muito da máquina e acabavam por se tornar em óptimos companheiros de viagem, ideais para uma consola portátil. A Nintendo acabou por desenvolver uns quantos puzzle games e o Mario & Yoshi é um deles. Este cartucho foi comprado por 50 centimos na feira da Vandoma no Porto há coisa de um mês atrás. Edit: arranjei recentemente um exemplar completo por cerca de 15€.

Jogo com caixa e manual

Em Mario & Yoshi também temos de juntar blocos semelhantes que vão caindo do topo do ecrã para os fazer desaparecer, evitando que formem pilhas enormes e que cheguem até ao topo do ecrã. Para isso podemos manipular as colunas de blocos, alternando-as de forma a que consigamos, dentro dos possíveis, conciliar os blocos que vão caindo com os que já temos no ecrã. Esses blocos são inimigos de jogos do Mario, como os Goombas, as plantas carnívoras, ou mesmo as pequenas lulas que nos atrapalhavam nos níveis subaquáticos. Mas claro que há também alguns blocos especiais, nomeadamente metades de ovo de Yoshis. A ideia é formar um ovo inteiro, de forma a que apareça um Yoshi no ecrã e ganhemos mais pontos. Mas o truque é meter inimigos entre as cascas de ovo, para que desapareçam, o Yoshi que dali sai seja maior, e mais pontos ganhemos ainda!

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As várias opções e modos de jogo.

As mecânicas de jogo são essas mesmo e apesar de serem simples sinceramente não me agradaram lá muito. De resto temos vários modos de jogo. No single player temos o Type A e B. O primeiro é o modo de jogo normal, onde tentamos obter o máximo de pontos possível, à medida que a dificuldade vai aumentando. No Type B já vamos ter vários níveis já com blocos espalhados no ecrã e teremos de os limpar a todos. Por fim temos um modo multijogador através do link cable que sinceramente não cheguei a testar.

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Deixar uma pilha de blocos crescer até ao topo é sinal de game over

No que diz respeito aos audiovisuais é um jogo bastante simples. Este é daqueles jogos que só o comprei porque estava bastante barato, pois sinceramente nem o acho tão bom assim. A Nintendo lançou imensos jogos de puzzle baseados em blocos ao longo dos anos, muitos deles para a própria Nintendo Gameboy e se quiserem um puzzle game de blocos baseado no Mario, têm sempre o Yoshi’s Cookie. Ou o Dr. Mario!

Killer Instinct (Nintendo Gameboy)

Killer InstinctSuper rapidinha para hoje, pois o que aqui temos é a adaptação dentro dos possíveis de um jogo de luta que na altura ainda tinha dado bastante que falar, até porque tinha sido desenvolvido pela Rare, uma empresa que já tinha dado muitas e boas cartas no mundo dos videojogos, mas nunca com um jogo de luta. Killer Instinct, criado para combater a fama e sucesso de Mortal Kombat, era também um fighter bastante violento com uma jogabilidade frenética e com foco nos combos e com uns visuais excelentes, tendo sido lançado originalmente para a arcade e depois para a Super Nintendo, numa versão mais modesta. Como poderia a pobre Gameboy clássica competir? Este meu cartucho veio da feira da Vandoma no Porto, que me custou 50 cêntimos há coisa de umas semanas atrás.

Killer Instinct - Nintendo Gameboy
Apenas cartucho

O lançamento original das arcades era um portento técnico. Se não estou errado, creio que até foi dos primeiros jogos arcade a incluir um pequeno disco rígido para além das ROMs, o que lhe permitiu um maior armazenamento de dados, resultando em personagens e backgrounds pré-renderizados e altamente detalhados, violência over the top e uma série de clips de vídeo a condizer também. Inicialmente era suposto a primeira conversão deste jogo sair para a Nintendo 64, até porque este foi o primeiro fruto de uma parceria entre a Nintendo e a Williams que lhe permitiu posteriormente trazer muitos jogos arcades desta empresa para a sua consola de 64bit. No entanto a N64 tinha atrasado e decidiram converter o jogo para a Super Nintendo, onde naturalmente teve de receber muitos cortes. A versão Gameboy ainda mais cortes recebeu, faltando-lhe alguns lutadores, golpes especiais (a Gameboy apenas possui 2 botões de acção ao contrário da SNES e N64) e naturalmente o downgrade gráfico também foi bastante acentuado. Nota-se que se tenta replicar o aspecto pré-renderizado do jogo, mas falta muito detalhe. Uma coisa interessante é as funções especiais desta versão GB, quando ligada a uma Super Gameboy. Podemos jogar contra um amigo apenas ligando um segundo comando à SNES, e a nível gráfico até fica bem melhor.

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O suporte a cores da Super Gameboy até se safa bem neste jogo.

E o jogo em si do que se trata? Bom, como sempre há uma mega corporação qualquer que está a organizar um torneio de artes marciais, juntando muitos guerreiros de elite de todas as partes do mundo, embora cada qual com as suas próprias razões para lá estarem, e uns quantos mesmo a mando da própria empresa. E tal como referi acima a jogabilidade era bastante frenética e violenta. Não só pelo esquema de combos (e combo breakers), mas também pelo facto de o jogo não estar dividido em rounds, mas sim em barras de vida. Cada lutador tem 2 e quando as estourarmos ganhamos o combate! Aqui na Gameboy como seria de esperar a jogabilidade não é a melhor, mas até me impressionou pela positiva em duas coisas: a primeira na fluidez de jogo que me pareceu muito boa para uma GB. A segunda: as músicas que possuem um chiptune excelente!