Hoje trago-vos mais um artigo muito, muito breve. Já algures atrás no tempo escrevi sobre o Pokémon Gold, um dos jogos de segunda geração dos RPGs Pokémon que sairam para a Gameboy Color (e retrocompatíveis com a Gameboy original). Tal como Red e Blue, também vieram aos pares como Gold e Silver. E também como na geração anterior, acabou por sair mais tarde um terceiro pilar que mantém a mesma fórmula mas acrescenta algum conteúdo adicional. Antes tinha sido o Yellow, desta vez foi o Crystal. Este meu exemplar foi comprado na cash converters de Alfragide por cerca de 2€, está em muito melhor estado que o cartucho original que tinha comprado anteriormente.
Apenas cartucho
Para a minha opinião geral sobre este jogo, recomendo que passem os olhos pelo artigo do Pokémon Gold, pois aqui vou apenas fazer umas breves menções às suas diferenças e novidades. A mais óbvia é a diferença nos pokémon existentes. Aqui podemos apanhar alguns que eram exclusivos das versões Gold ou Silver, mas em contrapartida há outros que só podem ser encontrados nas outras duas versões. Depois obviamente há também algumas revisões gráficas, design de locais e posicionamento de NPCs. O mais interessante a meu ver é mesmo o facto de ser o primeiro jogo que permite jogar com uma rapariga e terem alterado ligeiramente a história, mudando algumas coisas e acrescentando outras, como os mistérios das ruínas de Alph e os seus Unowns. Aliás, o mais interessante mesmo acabou por se ficar pelo Japão e estou a falar nas funcionalidades que utilizam o equipamento . Isto permite ligar a Gameboy Color ou Advance a uma série de telemóveis japoneses e conseguir aceder à internet, permitindo assim algumas funcionalidades online. No caso deste Pokémon Crystal isso refere-se a trocar Pokémons ou batalhar online contra outros oponentes. Uma ideia muito à frente no seu tempo, mas que ainda não era possível replicar fora do Japão devido aos seus standards unificados em telecomunicações.
O Mobile GB Adapter e um telemóvel japonês típico do início do milénio
Se eu no artigo do Pokémon Gold já tinha dito que esse jogo era o meu preferido de toda a série por todas as novidades e conteúdo pós-história principal que introduziu, o Crystal, com os seus melhoramentos ainda é mais apetecível. Um óptimo jogo!
O artigo que vos trago cá hoje é invariavelmente mais uma rapidinha, mas desta vez ao primeiro jogo que alguma vez meti os dedos para a Gameboy Advance. Foi no Continente do Maia Shopping, algures em em 2001 se a memória não me falha, que estive a dar umas voltinhas no F-Zero Maximum Impact. E finalmente, quase 15 anos depois de só o jogar em emulador, consegui-o comprar completo e em bom estado na Cash Converters de Alfragide, tendo-me custado apenas 2€.
Jogo completo com caixa, manuais e papelada
O jogo decorre cerca de 25 anos após os eventos do primeiro F-Zero, existindo por detrás alguma trama que sinceramente sempre passa despercebida. Mas sendo 25 anos de diferença, infelizmente quer dizer que algumas personagens icónicas da série como o Captain Falcon ou o Samurai Goroh não estão aqui representadas, o que é pena. Mas o que interessa mesmo num jogo de corridas é a sua jogabilidade e a mesma mantém-se muito fiel à do F-Zero original da SNES, o que na minha opinião é óptimo, tendo em conta que é uma Gameboy Advance que nos estamos a referir. E com isto temos os controlos básicos de um botão facial para acelerar, outro para travar, d-pad para mudar a direcção e os botões L e R para fazer uma espécie de power-slide à lá Mario Kart, essenciais para dominar os circuitos, bem como se pressionados em simultâneo activam os boosts – que nos dão uma velocidade extra de forma temporária.
Cada nave tem as suas próprias características e parecendo que não.. podem mesmo fazer a diferença!
Inicialmente dispomos de apenas 4 pilotos/naves e um modo Grand Prix (multiplayer já refiro mais à frente) com 3 diferentes classes a concorrer: Pawn, Knight e Bishop – sim, são peças de Xadrez. Cada um destes G.P. tem também vários níveis de dificuldade a escolher e quanto melhores nós formos, vamos desbloqueando o nível de dificuldade máxima (Master), bem como um outro G.P. – Queen, novas naves/pilotos e ainda um modo Championship, que é nada mais nada menos que um Time Attack mais robusto. Qualquer que seja o modo de jogo escolhido, F-Zero é sempre um jogo difícil. Para além dos circuitos cheios de curvas apertadas, saltos e zonas da pista que nos provocam dano, os nossos adversários são bastante agressivos e é frequente que nos estejam constantemente a atirar contra os “rails”, provocando-nos dano na nave. Esse dano pode ser regenerado sempre que passarmos numa zona “verde” do circuito, mas geralmente também temos de sacrificar um pouco a velocidade para a usar, pelo que temos sempre de ter o máximo de cuidado possível e treino, muito treino para dominar este e practicamente qualquer F-Zero.
Explodir com a nossa nave é uma pista que perdemos e pelo menos no modo G.P. temos também de ter atenção ao ranking em que finalizamos cada volta. Isto porque são 5 voltas por circuito e apesar de serem 20 participantes na corrida, na segunda volta já somos obrigados a terminá-la em pelo menos 15º lugar, na outra seguinte em 10º e por aí fora. Daí ser de extrema importância dominar os circuitos, os controlos e saber dosear bem os boosts que vamos recebendo (ou aproventando os das pistas). Para isso é que dispomos também de um Training Mode! Sobre o multiplayer confesso que não o experimentei, mas existem 2 vertentes, uma que deixa usar apenas um cartucho por sessão, e outra que obriga a cada jogador a ter a sua própria cópia do jogo. Como seria de esperar, o primeiro modo de jogo é bastante limitativo no circuito e nave a escolher, já o outro dá uma liberdade muito maior e tem até um leaderboard partilhado com as pontuações de todos os oponentes com os quais já enfrentamos.
O jogo é rapidíssimo, as pistas estão cheias de obstáculos e a concorrência é feroz. Está aí a receita de um jogo desafiante.
Na parte técnica, este é um jogo muito fluído e usa e abusa do mode-7 tal como o F-Zero original de SNES. E sinceramente o Mode-7 é algo que para mim provoca sentimentos mistos. Se por um lado no início dos anos 90 vermos um Mario Kart ou um F-Zero a usar esse modo de jogo até era algo que poderia impressionar, eu sempre preferi as técnicas utilizadas por outros jogos de corrida como o OutRun e o seu sprite scaling. Isto porque o mode-7 consiste num enorme plano com a rodar no ecrã, e se até podemos detalhar esse mesmo plano com várias “texturas”, que são na verdade desenhos, as coisas não deixam de ser achatadas. É como se estivessemos a brincar às corridas em cima de uma folha de papel, mas visto de trás! Eu sinceramente prefiro que as coisas tenham “volume”. Mas também não deixa de ter as suas vantagens e de facto este é um jogo bastante fluído e com uma velocidade estonteante. As músicas continuam bem rockeiras, cheias de leads de guitarra e algumas até podiam figurar em álbuns de rock progressivo, o que para mim é mesmo muito bom! Mas confesso que senti a falta da Mute City…
Infelizmente falta aqui uma Mute City… mas há outras cidades para concorrer
Concluindo, F-Zero Maximum Velocity é um óptimo jogo para a mítica portátil da Nintendo. O que lhe sucedeu, F-Zero GP Legend, já é algo um pouco diferente, mas a Gameboy Advance ainda recebeu um digno sucessor, se bem que apenas no Japão. É o F-Zero Climax, que mistura o melhor deste Maximum Velocity com o GP Legend, mas infelizmente nunca chegou ao ocidente. E desde 2004 que a Nintendo mantém a série no limbo o que é uma pena.
Como o tempo hoje também não é muito, acabo por deixar cá um link para uma análise que fiz a um jogo para a Revista Pushstart, mas o mesmo apenas deu entrada na minha colecção recentemente. Antes disso apenas o tinha jogado através da emulação e muitas horas perdi eu com o Visual Boy Advance, quer com esse jogo, quer com muitos outros da extensa biblioteca da Gameboy. Pokémon Puzzle Challenge, em conjunto com o Pokémon Puzzle League da Nintendo 64 é uma das adaptações da já antiga série de puzzle games da Nintendo, o Panel-De-Pon, mais uma variante daqueles jogos em que temos de juntar blocos coloridos para os fazer desaparecer.
Jogo com caixa e manual
A minha cópia foi comprada por cerca de 4€ na Cash Converters de Alfragide, e poderão ler a minha análise na íntegra ao consultar o site da PUSHSTART aqui.
Só mesmo para picar o ponto vou deixar aqui a rapidíssima referência que recentemente adquiri um cartucho do Pokémon Red, o último que me faltava da primeira geração. Como já escrevi anteriormente sobre os Pokémon Blue e Yellow, não me vou estar a repetir visto serem essencialmente os mesmos jogos. E este cartucho foi comprado na Cash Converters de Alfragide algures durante o mês passado por algo entre 3 e 4€.
Apenas cartucho
Para mais detalhe, recomendo a leitura dos artigos supracitados!
À semelhança do que fiz com o caso da Sega Menacer, hoje vou também escrever uma rapidinha sobre o Nintendo Scope 6, mais precisamente o conjunto de 2 jogos que vinham juntamente com a lightgun da Nintendo, visto eu ainda não ter a lightgun propriamente dita. E como a mesma é um grande trambolho eu sinceramente também não tenho assim lá muito interesse em tê-la por questões de espaço. Mas tal como a Sega Menacer, eu cheguei a experimentar a Nintendo Scope uma série de vezes, portanto cá vai. O meu cartucho foi comprado na feira da vandoma do Porto há uns bons meses, ou talvez até um ano, por 2€.
Apenas cartucho
Temos aqui 2 jogos, o LazerBlazer ou o Blastris, embora cada um tenha os seus sub modos de jogo. O LazerBlazer tem 3 modos de jogo, o Intercept, Engage e Confront. No primeiro controlamos um sistema qualquer de defesa de mísseis e vamos vendo no ecrã vários misseis a atravessar e o nosso objectivo é simplesmente de os interceptar. Os mísseis surgem num radar que nos avisa da sua posição e teremos de ter em conta a sua velocidade e a velocidade dos nossos mísseis para os interceptar. Aqui apesar de o jogo estar na primeira pessoa, o mesmo é jogado numa perspectiva lateral onde vamos vendo os mísseis a atravessarem o ecrã, com vários desertos em background e diferentes níveis de paralaxe. No engage continuamos em primeira pessoa e até faz lembrar um pouco o After Burner, embora seja um jogo de light gun. O objectivo é abater as naves inimigas que vão aparecendo no ecrã, assim com os mísseis que vão rodopiando em nossa direcção. O mode 7 do solo até que está bem interessante pois usam uma textura de boa qualidade. O Confront mistura um pouco o conceito de ambos, pois estamos numa posição estacionária, girando de vez em quando de forma a combater uma série de naves espaciais extra-terrestres que nos atacam.
Inicialmente parece que temos apenas 2 jogos para escolher, mas os seus diferentes modos de jogo dão uma maior variedade
O Blastris é de longe o mais original aqui desta pequena compilação e aqui também temos vários modos de jogo, o Blastris A, Blastris B e o Mole Patrol. O primeiro é algo semelhante ao Tetris mas adaptado para um lightgun game. As diferenças são que os blocos andam da esquerda para a direita ao invés de cima para baixo e não os podemos mover livremente tal como no Tetris. Podemos sim é disparar e tentar acertar em alguns blocos específicos para que as peças de desmantelem e o estrago seja menor. O Blastris B já faz lembrar o Columns na medida em que temos de agrupar 3 ou mais blocos da mesma cor para os fazer desaparecer. Aqui os blocos já caem de cima para baixo e consistem em cubos com diferentes cores nas suas faces e os mesmos podem ser rodados se lhes acertarmos com uns disparos, de forma a que a sua cor acabe por conjugar com os blocos que já temos à superfície. Mais uma vez não podemos controlar a posição onde os mesmos caem. Por fim temos o Mole Patrol que não se adequa nada com os outros modos de jogo do Blastris. Estão a ver aqueles joguinhos onde vemos toupeiras a sair dos buracos e temos de lhes acertar com um martelo? É a mesma coisa mas aqui usamos uma lightgun. Eventualmente começam também a aparecer toupeiras de uma cor diferente, sobre as quais não podemos disparar.
Ainda dentro de cada modo de jogo poderemos ter pequenas variantes ou suporte a 2 jogadores como é o caso do Blastris A
No que diz respeito aos audiovisuais, como um todo acho os de LazerBlazer mais apelativos, apesar de mesmo estes serem simples. Mas tal como referi acima, o modo engage acaba por fazer um bom uso do mode 7, e o Interceptor de efeitos de paralaxe. Nos Blastris os cenários são muito mais simples. As músicas também têm diferenças no seu estilo. No LazerBlazer adequam-se melhor à acção, sendo músicas mais mexidas ou épicas. No Blastris as coisas soam muito mais alegres e melódicas.
O Mole Patrol não tem nada a ver com os outros modos de jogo do Blastris, mas também não haveria muito mais que se pudesse fazer em puzzle games e light guns…
No fim de contas é interessante traçar um paralelismo entre esta compilação e a compilação que vem com a Sega Menacer e sinceramente, se não fosse pela maluqueira do Ready, Aim, Tomatoes!, eu diria que esta Nintendo Scope 6 acaba por ser mais divertida e interessante, apesar de numa primeira análise possa parecer ter menos diversidade.