Altered Beast: Guardian of the Realms (Nintendo Gameboy Advance)

Altered BeastApós a Dreamcast ter sido descontinuada,  e a Sega ter anunciado a sua retirada do ramo de consolas, ainda houve um breve período em que os seus estúdios trabalhavam com autonomia e continuaram a lançar bons jogos. A partir de certa altura isso começou a mudar e as más acções tornaram-se mais uma vez no prato do dia. Uma dessas más acções foi a Sega ter confiado à THQ a licença de várias das suas propriedades intelectuais clássicas, para desenvolverem novos jogos para a Gameboy Advance. E este novo Altered Beast é um desses produtos que acaba por deixar um pouco a desejar.

Altered Beast Guardian of the Realms - Nintendo Gameboy Advance
Apenas cartucho

Mas se há algo que não podemos acusar a 3d6 Games (o pequeno estúdio responsável pelo desenvolvimento deste jogo), é de não conhecer o material original. Este novo Altered Beast vai buscar muitas coisas ao original, desde as míticas frases de “Rise from your grave” ou “welcome to your doom!”, mas também algumas das transformações e inspirações para alguns dos níveis. Mas o problema é que o Altered Beast era um excelente jogo para os padrões de 1988, mas cujo “wow factor” se esgotou rapidamente. E este novo Altered Beast é muito semelhante ao original, mas 3x mais longo, não só ao incluir muitos mais níveis, mas também aos mesmos serem bastante longos. E sendo este um beat ‘em up bastante linear e completamente 2D, níveis longos acabam por se tornar algo enfadonhos. No entanto, para quem tenha gostado da jogabilidade e conceito do Altered Beast original, a sua essência mantém-se, porém foi também expandida pela inclusão de muitos mais power-ups, para além daqueles que nos iam deixando mais corpulentos até nos transformarem numa criatura.

Rise from your grave! Porque Zeus está demasiado ocupado para resolver os seus problemas directamente
Rise from your grave! Porque Zeus está demasiado ocupado para resolver os seus problemas directamente

Agora teremos itens que nos regeneram a vida, outros que nos deixam temporariamente muito mais ágeis, outros que permitem “envenenar” os inimigos, enfraquecendo-os de forma a serem derrotados mais facilmente, um escudo que nos deixa invencícel durante algum tempo, ou outros que despoletam ataques poderosos capazes de limpar todos os inimigos presentes no ecrã. Para além das transformações originais presentes no primeiro Altered Beast, que aqui se encontram mais uma vez representadas (embora na forma de outros nomes – por exemplo o famoso werewolf chama-se agora canis), existem também outros bichinhos que nos podemos transformar, cada qual com os seus poderes especiais. E em cada nível nos transformamos apenas num animal específico, o que é pena pois existem alguns que têm poderes melhores que outros, a meu ver. De resto, o jogo convida-nos também a rejogar os níveis que já tenhamos passado para desbloquear outras formas da mesma criatura que nos podemos transformar nesse mesmo nível. Visualmente são iguais, mudando apenas a sua cor, mas aparentemente são versões mais poderosas das criaturas originais.

Para além disso o jogo tem ainda uma vertente multiplayer. Para além de permitir jogar o modo história cooperativamente com 2 jogadores através do link cable, existe também um battle mode com suporte até 4 jogadores. Sinceramente nunca experimentei este modo de jogo, mas duvido que seja algo que seja muito empolgante…

Sim, este primeiro nível faz lembrar imenso o primeiro nível do Altered Beast original
Sim, este primeiro nível faz lembrar imenso o primeiro nível do Altered Beast original

No que diz respeito aos audiovisuais, para 1988, o original era um jogo graficamente bem interessante, com sprites gigantes, mundos coloridos e bem detalhados, mas acima de tudo, o que mais impressionava eram aquelas pequenas cutscenes com as transformações. Mesmo a conversão para a Mega Drive sendo mais pobre tecnicamente, não deixava de ser impressionante como um título de lançamento, pelo que se compreende perfeitamente o destaque que lhe foi dado pela Sega nos primeiros meses de vida da Mega Drive/Genesis. Aqui, os backgrounds, personagens e criaturas são pré renderizados em CGI, o que dá um aspecto gráfico interessante, principalmente nos backgrounds. Alguns inimigos acho que não ficaram lá muito bem representados, mas isso também pode ser fruto da baixa resolução do ecrá da Gameboy Advance. No que diz respeito ao som, os efeitos sonoros são bons quanto baste, já a música é que achei muito discreta.

Posto isto, este Altered Beast acaba por ser um jogo algo ambíguo. Se por um lado pega na fórmula do Altered Beast original e expande-a ao incluir novas criaturas, outros níveis em settings diferentes e diferentes power ups, ultimamente também perde, pois o jogo continua a ser um beat ‘em up inteiramente 2D, linear e com uma jogabilidade básica. E o facto de ter 15 níveis enquanto o original possuia só 5 e os mesmos são bem mais longos, também se pode tornar num jogo algo enfadonho. Talvez seja bom para jogar apenas em doses curtas!

 

Donkey Konga (Nintendo Gamecube)

Donkey KongaSim, hoje trago cá mais uma rapidinha. Apesar de tudo, o jogo que cá trago hoje é bastante peculiar. Numa altura onde ainda não tínhamos Guitar Hero no mercado, com todas as suas sequelas, expansões e clones, mas tínhamos Dance Dance Revolution e os seus tapetes gigantes de dança, a Nintendo procurou também lançar um videojogo musical, que na realidade até que acabou por ser desenvolvido pela Namco. Donkey Konga foi o resultado, tendo sido lançado em conjunto com os Bongo controllers, tornando-se assim num videojogo onde o ritmo impera. Este meu exemplar foi comprado há uns bons meses atrás na Cash Converters em Alfragide, tendo-me custado cerca de 12€, trazendo ainda uns Bongos sem caixa que não ficaram na foto abaixo.

Donkey Konga - Nintendo Gamecube
Jogo com caixa, manuais, papelada e bongos (não na foto)

Essencialmente este é um jogo de ritmo onde temos de bater nos batuques consoante o ritmo imposto pelas músicas. Para isso vão aparecendo no ecrã vários símbolos coloridos aos quais temos de reagir respectivamente e no tempo certo. Círculos amarelos indicam bater no bongo esquerdo, vermelhos para o direito e rosa para bater nos bongos em simultâneo. Estrelas azuis para bater palmas e está apresentada a variedade de acções que podemos fazer. Bom, eu acredito plenamente que jogar isto em multiplayer e de preferência com uns bons copos em cima sejam umas horas muito bem passadas, mas no meu caso que joguei sozinho já não foi bem assim. Isto porque a maioria das músicas não “casam” muito bem com o som dos tambores e palmas e o resultado final, mesmo que tenhamos uma boa performance rítmica, continua a soar muito estranho. Por sua vez,  o catálogo de músicas abrange alguns temas da Nintendo, artistas pop e rock e até 2 músicas clássicas.

Donkey Konga é um jogo rítmico onde temos de seguir os símbolos que nos aparecem no ecrã e acompanhando a percursão das músicas
Donkey Konga é um jogo rítmico onde temos de seguir os símbolos que nos aparecem no ecrã e acompanhando a percursão das músicas

No que diz respeito aos modos de jogo, o principal é o Street Performance onde vamos jogando várias músicas em diferentes níveis de dificuldade. Se formos bem sucedidos ganhamos uma quantia de moedas que pode posteriormente desbloquear conteúdo extra. O Challenge serve para desafiarmo-nos a nós próprios a completar o máximo número possível de músicas de uma só vez, e no multiplayer temos o Battle para multiplayer competitivo e Jam para cooperativo até 4 jogadores, onde cada jogador terá a sua própria linha de percursão e em conjunto todos irão contribuir para a percurssão das músicas. O conteúdo extra a desbloquear são faixas para o modo Jam, mini-jogos para serem jogados no modo de jogo Ape Arcade e por fim vários diferentes conjuntos de som para as percursões. Podemos por cães a ladrar cada vez que batemos nos bongos, ou sons característicos da NES e de outros jogos da Nintendo, por exemplo.

As músicas da Nintendo estão também aqui presentes e acabam por ser bastante divertidas!
As músicas da Nintendo estão também aqui presentes e acabam por ser bastante divertidas!

É um joguinho interessante como party game, mas apesar de os Bongos não serem de uso obrigatório, não é a mesma coisa usar o comando de Gamecube, e não estou a ver em que festa poderá haver não um, mas quatro bongos prontos a serem usados. Esses mesmos Bongos foram depois não só usados nas 2 sequelas do Donkey Konga, mas também no Donkey Kong Jungle Beat. Espero que em breve consiga arranjar esse jogo para a colecção e assim poder-vos também escrever sobre ele.

Lode Runner 3D (Nintendo 64)

Lode RunnerHoje é tempo de escrever mais uma rapidinha daquelas mesmo curtinhas porque o tempo não dá para mais e sinceramente este nem foi um jogo que me tenha cativado tanto assim. O Lode Runner original é um clássico que gerou imensas conversões e sequelas para os mais variados sistemas. Uma delas foi esta incursão para uma perspectiva 3D, que veio a aumentar a complexidade dos seus puzzles e introduzir novas mecânicas de jogo. O meu exemplar foi comprado já há algum tempo atrás na feira da Ladra em Lisboa, num bundle de vários cartuchos da Nintendo 64 que foi comprado salvo erro por 15€.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

A série Lode Runner sempre teve a sua fama por misturar conceitos de platforming e de puzzle, na medida em que tínhamos de coleccionar todos os pedaços de ouro disponíveis nos níveis, fugindos dos adversários ou aprisionando-os em buracos que poderíamos fazer no chão ou plataformas. Para além disso trazia também um editor de níveis em muitas das suas versões, mesmo em algumas das conversões que foram lançadas para consolas domésticas. Neste Lode Runner 3D a grande novidade está precisamente em os níveis serem em 3D, se bem que apenas nos podemos mais uma vez movimentar “para a esquerda ou direita” como se um jogo 2D se tratasse, pois os caminhos são estreitos. A jogabilidade clássica dos Lode Runners continua aqui presente, com o objectivo a ser continuar a apanhar blocos de ouro evitando o contacto com os inimigos que nos aparecem à frente. Para isso podemos aprisioná-los em blocos que destruímos, ou soltar outras máquinas que o façam. Também em certas situações temos de explodir uma série de blocos de forma consecutiva com o timing certo, ou apanhar elevadores naquela altura específica para que tudo corra bem. Portanto para quem gosta de puzzles, têm aqui 110 níveis onde terão de planear tudo de forma meticulosa para ter sucesso.

Apesar de os níveis serem em 3D, continuamos a poder movimentar-nos apenas num caminho específico
Apesar de os níveis serem em 3D, continuamos a poder movimentar-nos apenas num caminho específico

Nos audiovisuais é um jogo algo comedido, tanto nos gráficos como no som e música. Existem 5 mundos diferentes que poderemos explorar que por sua vez possuem diferentes backgrounds, mas os gráficos não são assim lá muito trabalhados. As músicas passam também algo despercebidas, o que neste caso até pode ser propositado para que não nos desconcentre muito enquanto tentamos elaborar um plano que nos permita chegar ao final do nível em questão.

Os nossos inimigos são uma espécie de monges de uma raça alienígena. Basta um toquezinho que perdemos uma vida
Os nossos inimigos são uma espécie de monges de uma raça alienígena. Basta um toquezinho que perdemos uma vida

No fim de contas, apesar de ser um jogo desafiante quanto baste, sinceramente não tem o mesmo carisma do original e o facto de lhe terem adicionado uma dimensão extra acho que não trouxe nada que fosse realmente inovador ou que trouxesse algo de valor para a fórmula.

Ghost Squad (Nintendo Wii)

Ghost SquadDesta vez lá tirei algum pó à Wii, e sinceramente nem sei porque a deixei desligada tanto tempo, com tanta coisa boa que tenho para jogar do seu catálogo. Bom, na verdade sei, o Wiimote e Nunchuck acabam por se tornar bastante desconfortáveis ao fim de meia hora de jogo, mas neste caso como é um light gun e apenas usei o Wiimote, acabou por ser bem mais divertido. Não é por acaso que a Wii recebeu uma série de light gun games da Sega, inclusivamente compilações de alguns clássicos de arcade como a série The House of the Dead, ou Gunblade N.Y./L.A. Machineguns.  Este meu exemplar veio da CEX de Gaia, algures no mês de Novembro ou Dezembro do ano passado. Custou-me 5€.

Ghost Squad - Nintendo Wii
Jogo completo com caixa, manual e papelada

E ao contrário do que o nome do jogo indica, este não é propriamente um jogo onde andemos à caça de fantasmas, mas sim pertencemos a um grupo de elite que luta contra ameaças terroristas. No modo arcade dispomos de 3 níveis diferentes para atravessar, no primeiro temos de invadir uma mansão onde o Presidente Norte Americano mais alguns líderes mundiais estavam a ser feitos reféns, o segundo é passado inteiramente a bordo do Air Force One, onde mais uma vez temos de resgatar o presidente norte-americano. Já o último nível é passado numa floresta tropical, onde temos de resgatar um CEO de uma grande empresa que tinha sido raptado por guerrilheiros… mas apesar de termos só 3 níveis para explorar, os mesmos vão sendo bastante dinâmicos e repletos de caminhos alternativos. É que para conseguirmos completar o jogo a 100% teremos mesmo de o jogar várias vezes, pois vamos desbloqueando outros caminhos alternativos, para além de novos uniformes ou armas que podemos usar.

Uma das opções é a de não vermos a mira no ecrã, tornando-se mais difícil mas também mais recompensador em pontos
Uma das opções é a de não vermos a mira no ecrã, tornando-se mais difícil mas também mais recompensador em pontos

Quando me refiro a níveis dinâmicos é porque existem alguns segmentos com alguns mini-jogos, que, com as suas mecânicas de jogo diferente lá quebram um pouco a monotonia. Se bem que monotonia não é a palavra certa pois com tanto tiroteio e câmaras dinâmicas, este jogo não é nada monótono. Esses referidos mini jogos consistem em coisas como combates corpo a corpo onde temos de apontar o wiimote para uma certa parte do corpo dos agressores e carregar no A,  ou desactivar bombas onde temos de cortar fios coloridos por diferentes ordens, desactivar minas terrestres, salvar reféns entre outros. Também ocasionalmente podemos ter segmentos jogados com visão nocturna ou térmica.

Depois ainda há mais conteúdo adicional… ao completar o modo arcade somos presenteados com pontos de experiência que por sua vez desbloqueiam novas armas e uniformes, e a cada vez que completemos um dos níveis com sucesso desbloqueamos uma versão mais complicada do mesmo. Para além disso e de um modo de treino, temos ainda o Party Mode, que nos permite multiplayer com até 4 jogadores, enquanto a versão arcade permite apenas dois. E dentro do Party mode podemos desbloquear dois modos de jogo adicionais: o Ninja mode que substitui as nossas armas e vestimentas por shurikens e um fato de ninja respectivamente. O mesmo acontece com os inimigos e decorações que parecem todas retiradas do Japão Feudal. A injustiça é que os inimigos estão na mesma equipados com metralhadoras… O outro modo é semelhante a este mas é chamado de Paradise Mode. Qual a diferença? Todos os nossos inimigos, excepto os bosses, são raparigas de bikini. E nós estamos equipados com pistolas de água na forma de golfinhos. Nas cutscenes fica hilariante, assim como nos bosses que também se apresentam vestidos de uma forma no mínimo bizarra.

Como não poderia deixar de ser, no final de cada nível temos um boss para enfrentar
Como não poderia deixar de ser, no final de cada nível temos um boss para enfrentar

No que diz respeito aos audiovisuais, bom, é um jogo de Wii! Acho que apresenta cenários bem detalhados para uma consola que para todos os efeitos tecnicamente é equiparável à geração sua predecessora. Em especial a primeira missão na mansão, onde todas as divisões apresentam-se bem compostas e repletas de objectos que podem ser destruídos, desde janelas, monitores, taças de fruta ou garrafas de vinho, por exemplo. Obviamente que no meio da selva já não temos tanta interacção assim, já no Air Force One não sei pois nunca estive num! As músicas têm um ritmo sempre acelerado, tal e qual como se quer num jogo arcade deste género, e geralmente têm todas uma sonoridade mais electrónica. Quanto ao voice acting, é tradição em light gun shooters o mesmo ser o pior possível, mas sinceramente neste Ghost Squad nem achei muito mau.

Benvindos ao Paradise mode. Aquele ser ali no meio é o segundo boss.
Benvindos ao Paradise mode. Aquele ser ali no meio é o segundo boss.

Ainda me faltam jogar uns quantos light gun shooters na Wii, mas devo dizer que fiquei bastante satisfeito com este Ghost Squad. A Sega ainda tinha mais uns quantos que poderia também ter lançado na Wii, foi pena que tal não tenha acontecido com o Confidential Mission ou o Virtua Cop 3, por exemplo.

Rampage 2: Universal Tour (Nintendo 64)

Rampage 2Para não fugir muito aos últimos artigos que foram todos rapidinhas, o de hoje não fugirá a essa regra, onde volto à Nintendo 64 para jogar uma entrada na série clássica Rampage das arcades da Midway que pessoalmente nunca fui o maior fã, embora admita que tenha um conceito interessante. Aqui encarnamos num de vários monstros e destruímos várias cidades, cheias de civis e militares, um pouco como nos filmes de King Kong e Godzilla. Este meu exemplar desta sequela foi comprado na feira da Ladra em Lisboa num bundle com vários outros cartuchos por 15€.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

Neste jogo mais uma vez os laboratórios dos Scumlabs fazem asneiras, criando 3 novos monstros que acabam por criar o caos em várias cidades do mundo inteiro. Temos agora uma espécie de lagosta gigante (Ruby), um rinoceronte (Boris) e um rato (Curtis) para jogar, onde inicialmente iremos percorrer várias cidades nos continentes norte-americano, asiático e europeu para libertar os 3 monstros originais (George, Lizzie e Ralph), sendo os mesmos alusões ao King Kong, Godzilla e ao London Werewolf. Mas isso foi practicamente o que já foi feito no Rampage World Tour, este com Universal Tour no nome antevia algo mais. E sim, depois de libertarmos os 3 monstros originais iremos percorrer outras cidades do mundo, desta vez para combater uma ameaça alienígena que planeia invadir a terra. Daí partimos para o sistema solar e outras cidades no planeta dos aliens… E de entre as cidades que poderemos destruir, a nossa Lisboa é uma delas, embora esta seja a primeira que contém apenas edifícios alienígenas. O background é bastante rural, com vários castelos e pequenas casas. Mas esta não é a única gaffe geográfica, com Dublin a ser apresentada algures no país de Gales e certamente não será a única nessa situação.

349648-rampage-2-universal-tour-nintendo-64-screenshot-yum-people
As mecânicas de jogo são o mesmo de sempre: destruição!

As mecânicas de jogo são muito semelhantes à dos Rampage originais, onde em cada nível o nosso objectivo primordial é o de deitar abaixo todos os edifícios. Claro que os humanos não se deixam ficar e vamos ter polícias e militares a nos dificultar a vida. A boa notícia é que também os podemos atacar, assim como quaisquer civis inocentes que se lembrem de se atravessar no nosso caminho. Para além disso, quando estamos a destruir os edifícios vamos poder apanhar uma série de power-ups, alguns bons, outros maus. Os bons podem restabelecer alguma da nossa vida, ou dar-nos poderes extra de forma temporária… já os maus fazem o contrário. Comer humanos também restabelece um pouco da nossa energia! De resto, existe a possibilidade de jogar o modo história de forma cooperativa, embora sinceramente nunca o tenha experimentado.

Por vezes temos direito a alguns níveis de bónus onde temos de cumprir alguns desafios. O ilustrado consiste em derrubar um arranha céus em 45s.
Por vezes temos direito a alguns níveis de bónus onde temos de cumprir alguns desafios. O ilustrado consiste em derrubar um arranha céus em 45s.

Graficamente é um jogo simples, mas bem conseguido. São usados gráficos em 2D bem detalhados, com um look muito cartoon que pessoalmente me agrada. Também em muitas cidades conhecidas vemos alguns landmarks, como o Big Ben em Londres (que pode inclusivamente ser destruído), as torres gémeas em Nova Iorque (sem comentários), a Torre Eiffel em Paris, entre outros. As músicas vão variando um pouco. Na campanha norte americana são maioritariamente músicas rock cheias de guitarras com distorção, nas outras já enveradam pela electrónica e no caso dos asiáticos com uma ponta de folk. As cutscenes, em especial a de abertura do jogo, são repletas de bom humor, mas existem apenas na versão PS1 devido ao facto de ser uma versão baseada em CD. Aqui apenas temos direito a imagens estáticas com os diálogos em texto, o que tira a piada toda.

A versão PS1 contém umas cutscenes em CG bem engraçadas... aqui por limite de espaço temos textos e imagens estáticas
A versão PS1 contém umas cutscenes em CG bem engraçadas… aqui por limite de espaço temos textos e imagens estáticas

Para mim, este é um jogo divertido quanto baste, mas se calhar resulta melhor quando jogado em intervalos, pois temos mesmo várias dezenas de cidades para destruir, com um save point a surgir em cada conjunto de 5, se a memória não me falha.