Duke Nukem 64 (Nintendo 64)

Duke Nukem 64A rapidinha de hoje recai numa conversão de um dos meus videojogos preferidos de sempre, o Duke Nukem 3D. A versão para Nintendo 64 é de todas aquela que mais mudanças traz face à original (ok se não estivermos a contar com a versão não tão oficial para a Mega Drive), algumas boas, outras nem por isso. É que é a versão mais politicamente correcta deste jogo, mas já lá vamos. Este meu exemplar foi comprado na feira da Ladra em Lisboa há uns meses atrás, veio num bundle que me ficou pela módica quantia de 2.5€ por cada jogo.

Jogo com caixa, manual e papelada
Jogo com caixa, manual e papelada

Sim, aqui continuamos a lutar contra os aliens que invadiram o nosso planeta e raptaram também todas as boazonas que encontraram. É baseado na versão original de PC com os seus 3 diferentes episódios, embora vá buscar uma ou outra coisa às novidades introduzidas no Plutonium Pak, ou mesmo ao Shadow Warrior. Isto porque dois dos níveis secretos neste jogo são o Area 51 e Duke Burger, do Plutonium Pak. Outras mudanças consideráveis é o aspecto das armas, que foi remodelado para practicamente todas. Algumas das armas originais nem sequer aparecem na versão da Nintendo 64 e foram substituídas por outras. Por exemplo, em vez da metralhadora temos duas Uzis (como no Shadow Warrior), o Shrink Ray tem já o Expansion Ray também (mais algo do Plutonium Pak), em vez do Devastator temos o lança granadas do Shadow Warrior e o Freeze Ray foi substituído por um canhão de plasma, algo similar à BFG-9000 de DOOM. Muitas das armas têm modos secundários de disparo (mais outra coisa do Shadow Warrior), incluíndo mísseis teleguiados, munições mais poderosas para a pistola e shotgun, entre outros. Itens como óculos de visão nocturna, medkits, o tão útil Jetpack, ou steroids (aqui substituídos pelo título mais subtil de VitaminX) foram também aqui incluídos.

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Uma das armas novas é este plasma cannon, algo semelhante à BFG-9000 do DOOM

Os controlos obviamente que não são tão bons quanto uma versão para PC, mas a possibilidade de se usar um analógico já é bem bom, algo que infelizmente a versão Saturn não se pode vangloriar. Os níveis também foram ligeiramente alterados, excepto o segundo, onde visitamos locais nobres como uma loja de revistas para adultos e um bar de strip. Aqui o primeiro passa a ser uma loja de armas e o bar de strip é substituído pelas traseiras do Duke Burger, o primeiro nível secreto que podemos depois entrar. Isto se deve às políticas mais “familiares” que a Nintendo tinha. Todas as referências a strippers, posters com innuendo, ou mesmo os palavrões de Jon St. John foram substutuídos por outras coisas. Até as jovens prisioneiras dos aliens que antes nos pediam para as matarmos agora estão mais tapadas e podem inclusivamente ser salvas. Mas ao menos a violência mantém-se practicamente inalterada, sendo possível destruir qualquer criatura em pedaços. Coisas típicas de norte americanos, vamos censurar o trabalho honesto de jovens mulheres, mas violência over the top? Pode ser! 😀

Quem conhecer o DN3D original, sabe que estas jovens estão menos vestidas.
Quem conhecer o DN3D original, sabe que estas jovens estão menos vestidas.

Graficamente é uma conversão interessante e bem competente. Os níveis estão bem detalhados, pouco se perde para a versão PC, bem pelo contrário. Adicionaram aqui alguns efeitos especiais como fumo, melhores explosões e mesmo alguns efeitos de partículas. Os níveis foram alterados e em algumas alturas até temos “salas em cima de salas”, algo que o motor gráfico original do Build não permitia que fosse feito. Os efeitos sonoros continuam bastante fiéis ao original, pena só pelas falas de Duke que estão ligeiramente mais politicamente correctas. As músicas continuam óptimas!

Um dos melhoramentos gráficos desta versão está precisamente no último boss, que passa a ser completamente poligonal
Um dos melhoramentos gráficos desta versão está precisamente no último boss, que passa a ser completamente poligonal

No fim de contas, e sendo hoje possível jogar o Duke 3D em versões bem melhoradas no nosso PC, fazem com que estes ligeiros melhoramentos gráficos da versão N64 se tornem bastante obsoletos. No entanto, as suas mudanças a nível de armas e suas funcionalidades, bem como para o bem ou para o mal, a sua maior “boa educação”, não deixam de ser algo curioso. Mas para mim é a versão PC que prevalece!

Resident Evil Umbrella Chronicles (Nintendo Wii)

Resident Evil Umbrella ChroniclesNa semana passada aproveitei para tirar algum pó à Nintendo Wii. Como eu não gosto quase nada de usar o Wiimote, tenho sempre evitado ligá-la, até porque grande parte dos jogos que possuo não suportam outros acessórios como o Classic Controller ou o fiel comando da Gamecube. No entanto, até que dou o braço a torcer em jogos do estilo de lightgun shooter, em que o Wiimote acaba por se enquadrar muito melhor, não deixando porém de ser algo desconfortável de usar em sessões de jogatana algo mais longas. Este Resident Evil Umbrella Chronicles é na sua essência um jogo deste género e que para ser sincero até me agradou bastante. O meu exemplar foi comprado há uns meses atrás na CEX do Porto, creio que me custou 7€ se a memória não me falha.

Jogo completo com caixa, manual e papelada
Jogo completo com caixa, manual e papelada

Neste jogo, os eventos de Resident Evil Zero, Remake e 3 são resumidos e recontados, na perspectiva de diferentes duplas de personagens, como Rebecca Chambers e Billy Cohen, Chris Redfield e Jill Valentine, ou Jill Valentine e Carlos Oliveira, nos 3 jogos respectivos mencionados acima. É então encorajada uma jogabilidade cooperativa para 2 jogadores, com cada jogador a tomar o papel de uma das personagens referidas. No entanto, na verdade este Umbrella Chronicles é mais que isso. Para além de recontar os eventos principais desses 3 jogos , temos outros novos capítulos que narram alguns acontecimentos com a Umbrella pós o desastre de Raccoon City, bem como outras pequenas histórias, que atravessam os 3 jogos: Como Rebecca Chambers e Richard Aiken chegaram à Spencer Mansion, o que aconteceu ao Wesker após ter sido derrotado na recta final do primeiro Resident Evil, ou como Ada Wong ou Hunk escaparam de morte certa no final do Resident Evil 3 Nemesis eram aperitivos bem apetitosos para qualquer fã de Resident Evil que se preze.

Neste jogo iremos revisitar vários locais familiares, mas por vezes com outros pontos de vista (o de Wesker, por exemplo)
Neste jogo iremos revisitar vários locais familiares, mas por vezes com outros pontos de vista (o de Wesker, por exemplo)

A nível de mecânicas de jogo, estes são bem mais lineares e on-rails do que a série Gun Survivor da Capcom. São muito mais fiéis ao conceito de light gun shooter. Começamos o jogo munidos de um revólver com munição infinita, mas poderemos ir encontrando várias outras armas como diversos tipos de armas automáticas, shotguns, lança granadas e rockets, armas essas que inicialmente não possuem munições infinitas e devem ser usadas com alguma cautela. Granadas normais são também usadas à parte e são extremamente úteis para destruir grandes ondas de inimigos, algo mais comum nos níveis mais avançados. Itens como as ervas e first aid kits podem também ser encontrados e servem para regenerar alguma da nossa vida. No caso das ervas o efeito é instantâneo mal as apanhemos, já os sprays são usados automaticamente se fôssemos perder uma vida. A destruição de objectos nos cenários é fortemente encorajada, tanto para encontrar itens escondidos como as armas e munições acima referidos, mas também para descobrir aqueles tradicionais ficheiros com informações da história e personagens do mundo de Resident Evil.

Por vezes temos alguns QTEs para executar, principalmente nos confrontos com os bosses.
Por vezes temos alguns QTEs para executar, principalmente nos confrontos com os bosses.

Algumas destas missões secundárias apenas podem ser desbloqueadas se tivermos uma boa performance em alguns dos níveis, e o número de objectos destruídos, ficheiros encontrados bem como a quantidade de críticals que conseguimos inflingir (headshots certeiros que “matam” os zombies com um só tiro) são parâmetros tidos em conta! E apesar de ser um jogo on rails, por vezes temos alguma não linearidade, com a possibilidade de explorar salas opcionais (em alguns casos isso apenas acontece se destruirmos certas portas), ou mesmo tomar alguns caminhos alternativos. Mas no geral tudo leva-nos ao mesmo desenrolar da história e como não poderia deixar de ser, temos sempre um boss no final de cada nível. E apesar de não haver nenhum puzzle como nos jogos originais, as referências aos mesmos podem ser vistas ao encontrarmos alguns objectos especiais, que são posteriormente adicionados em galerias.

No que diz respeito aos audiovisuais, é um jogo que francamente deixa um pouco a desejar, para quem jogou o Remake e o Zero na Gamecube na sua altura de lançamento, como é o meu caso. É verdade que esses jogos possuem gráficos pré-renderizados, o que lhes confere um nível de detalhe muito superior aos que são aqui mostrados. Mas essa degradação do detalhe gráfico é também notória nos modelos das personagens principais, que outrora estavam muito melhor detalhadas que aqui. É certo que Raccoon City está muito mais bonita graficamente neste jogo que as suas versões originais de Playstation, mas no que ao resto diz respeito acho que deixou um pouco a desejar. O Resident Evil 4 para a Gamecube não tinha nada pré-renderizado e mesmo assim tinha melhor aspecto que isto, mas também foi desenvolvido pelas principais equipas de desenvolvimento da Capcom, ao contrário deste Umbrella Chronicles. Mas os gráficos também não são propriamente maus, eu é que sinceramente estava à espera de algo um pouco melhor. No que diz respeito à banda sonora e voice acting não tenho nada a apontar, são ambos competentes. Apenas acho que em algumas situações a música é mais upbeat do que deveria ser, já noutras é tão tensa que acaba por ser bem adequada.

No final de cada nível a nossa performance é recompensada com uma nota. Para além disso são-nos atribuidas estrelas que podem posteriormente ser utilizadas para fazer upgrades às armas que desbloqueamos
No final de cada nível a nossa performance é recompensada com uma nota. Para além disso são-nos atribuidas estrelas que podem posteriormente ser utilizadas para fazer upgrades às armas que desbloqueamos

Sinceramente, mesmo não sendo um jogo que prime pelo seu esplendor gráfico, acho esta uma entrada muito interessante no catálogo da Wii e no da série Resident Evil em geral. Apesar de eu ser um fã de light gun shooters, o que por si só já seria algo não muito imparcial da minha parte, acho que o conteúdo extra que é aqui introduzido para a história da saga já vale a pena para todos os fãs. Este jogo e a sua sequela (Darkside Chronicles, que espero começar a jogar nos próximos dias) foram também lançados numa compilação para a Playstation 3, com visuais um nada melhores (simplesmente com uma maior resolução), pelo que essa versão também vos poderá ser pertinente.

Nemesis (Nintendo Gameboy)

NemesisUltimamente tenho andado um nadinha mais afastado do blogue, confesso. Por entre compromissos profissionais e a azáfama da preparação da Páscoa em família não tem sobrado muito tempo para outros lazeres. Mas eis que hoje vos trago mais uma rapidinha a um outro jogo não lá muito longo para a Nintendo Gameboy. Nemesis é um shmup da Konami com um logo muito familiar, pois na verdade este Nemesis é uma conversão/adaptação para Gameboy do primeiro Gradius, uma das mais famosas séries de shmups clássicos. Este meu exemplar foi comprado na cash converters de Alfragide há uns bons meses atrás, custando-me 2€.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

E apesar de ser uma versão muito minimalista de Gradius devido às limitações de hardware impostas pela Game Boy, a sua essência mantém-se, pois continuamos a controlar uma nave em scroll horizontal e com um sistema de power-ups bastante peculiar. Isto porque podemos armazenar uma série de diferentes power-ups e utilizá-los em simultâneo até ao final do nível ou perder uma vida. A única excepção a esta regra são os itens Double e Laser que na realidade são diferentes modos de disparo que não podem ser utilizados em conjunto. O primeiro dispara projécteis em mais que uma direcção, o segundo dispara raios laser que podem atingir mais que um objecto em cada rajada, pois atravessam-nos. Os outros power ups são coisas como aumento de velocidade, mísseis ar-terra que percorrem o solo até atingirem algum alvo, escudos ou as naves auxiliares que nos aumentam o poder de fogo. E sim, também temos umas bombas especiais que limpam todos os inimigos do ecrã.

Apesar do nome diferente, isto é na verdade uma adaptação do Gradius
Apesar do nome diferente, isto é na verdade uma adaptação do Gradius

De resto a jogabilidade continua excelente, com o jogo a presentear-nos com 5 níveis passados em diferentes locais, mas sempre com um boss gigante no final. Os gráficos possuem detalhe quanto baste e quanto a Gameboy também o permite, com backgrounds simples mas que também acabam por ser sacrificados quando surge um dos imponentes bosses, onde as únicas sprites presentes no ecrã são a de ambas as naves e os seus projéceis. As músicas são bastante agradáveis e, tal como a NES, a Gameboy possui uma qualidade própria de chiptune que sempre me agradou.

Os bosses quando aparecem deixa-se de ver os backgrounds, comportamento muito usual em jogos 8bit
Os bosses quando aparecem deixa-se de ver os backgrounds, comportamento muito usual em jogos 8bit

Nemesis, para todos os fãs de shmups, acaba por ser uma óptima proposta da Konami para a Gameboy. Apenas se têm de lembrar que é um jogo ainda algo das primeiras gerações e que a Gameboy mais tarde se viria a provar ser um sistema mais capaz tecnicamente.

Yoshi’s Story (Nintendo 64)

Yoshi's StoryA rapidinha de hoje vai incidir num interessante, porém algo curto, jogo de plataformas para a Nintendo 64. Apelidado de um sucessor espiritual do Super Mario World 2, em Yoshi’s Story muitas dessas mecânicas de jogo são partilhadas com o clássico da SNES, principalmente porque geralmente apenas controlamos os pequenos dinossauros criados pelo Myiamoto. Este meu cartucho foi comprado num bundle de vários jogos de N64 que vieram de uma visita à feira da Vandoma no Porto, algures durante 2015. Custou-me 3€. EDIT: recentemente comprei um completo por 30€ a um particular.

Yoshi's Story - Nintendo 64
Jogo completo com caixa, manuais e papelada

A história do jogo leva-nos novamente à Yoshi Island, onde os Yoshis viviam alegremente sem quaisquer preocupações, até ao baby Bowser fazer das suas e roubar-lhes a Happy Tree. Sem essa árvore da felicidade (imagino o tipo de fruta que dariam…), os Yoshis reúnem-se em busca da mesma, tendo de atravessar 6 níveis até enfrentar Bowser novamente. 6 níveis? Bem… mais ou menos. O mundo de Yoshi’s Island foi também transformado num daqueles livrinhos infantis, onde em cada página que se abre, um mundo se constrói em figuras que se levantam. Cada um desses mundos tem 4 níveis, embora apenas jogamos um nível de cada mundo em cada playthrough. Para desbloquear os restantes, teremos de encontrar um coração especial para esse efeito.

A arte crayon style da introdução poderá induzir em erro do que podemos esperar dos restantes visuais
A arte crayon style da introdução poderá induzir em erro do que podemos esperar dos restantes visuais

A jogabilidade é então algo semelhante à do SMW2, na medida em que controlamos Yoshis que podem comer inimigos, itens e cuspir ovos. A maneira de apontar onde queremos atirar os ovos mantém-se igual ao SMW2 e o objectivo em cada nível é comer 30 frutos. Quer isto dizer que é possível avançar para o nível seguinte sem explorar tudo, até porque há muitos frutos não tão visíveis. A barra de vida é medida por uma flor e as suas pétalas. Sempre que sofremos dano a flor perde umas pétalas, e por outro lado sempre que comemos um inimigo ou um fruto ganhamos algumas. Este é também o medidor de felicidade dos Yoshis, quanto mais pétalas a flor tiver, mais alegre é a música do jogo. De resto, perdendo uma vida, o Yoshi com o qual jogávamos é raptado pelos Shyguys e somos obrigados a jogar com um Yoshi de uma outra cor. É no entanto possível recuperá-lo se encontrarmos um Shyguy secreto algures num nível, passando a poder jogar com ele. Se chegarmos ao fim do nível com o tal Shyguy, poderemos resgatar o Yoshi. De resto, para além do modo história, temos também o modo trial, onde podemos jogar os níveis já desbloqueados em busca de fazer a maior pontuação possível.

Não foi no Kirby's Epic Yarn onde a Nintendo começou por fazer este tipo de experiências
Não foi no Kirby’s Epic Yarn onde a Nintendo começou por fazer este tipo de experiências

Nos audiovisuais, este Yoshi Story é um jogo muito competente. A arte é bastante variada, pois cada mundo tem uma temática própria, não só aqueles níveis mais verdejantes, outros nas cavernas, no céu, debaixo de água e afins, mas também no tipo de “materiais” utilizados. Temos níveis que parecem feitos de papel, outros de tecido, de cabedal e por aí fora. Devo dizer que é um 2D muito bem feito pela Nintendo! As músicas são também muito boas. Apesar de terem uma melodia base semelhante, vamos ouvir imensos arranjos diferentes da mesma melodia, o que na minha opinião também  resultou muito bem.

Pode não ser um jogo muito difícil, mas a sua variedade visual é excelente
Pode não ser um jogo muito difícil, mas a sua variedade visual é excelente

No fim de contas, este acaba por ser um jogo que parece bastante curto, mas se nos dermos ao trabalho de desbloquear os diferentes níveis (e sinceramente é algo que vale a pena) já temos algum conteúdo considerável, embora continue a não ser um jogo muito longo. Ainda assim não deixa de ser um excelente jogo de plataformas como a Nintendo sempre bem nos habituou.

Teenage Mutant Hero Turtles III: Radical Rescue (Nintendo Gameboy)

TMNT III Radical RescueA rapidinha de hoje mantém-se pelas consolas portáteis, desta vez mais uma incursão no mundo dos videojogos das tartarugas ninja que tantas alegrias nos deram quando éramos mais novos. Por acaso nunca tinha jogado os títulos da Game Boy, e este terceiro revelou-se uma óptima surpresa. O meu cartucho foi comprado há uns meses atrás por cerca de 2€ na Cash Converters de Alfragide.

Teenage Mutant Hero Turtles III Radical Rescue - Nintendo Gameboy
Apenas cartucho

Os dois primeiros títulos para a Gameboy eram sidescrollers que se assemelhavam ao primeiro jogo da série para a NES, nada a ver com os beat ‘em ups que a Konami começou por lançar para as arcades e que acabaram também por receber adaptações para as consolas domésticas da altura. Neste terceiro jogo surpreenderam-me bastante ao apresentar mais um sidescroller, mas desta vez fortemente inspirado pela série Metroid. E então como isso funciona? Vamos começar pela história: coisas acontecem e April, Splinter, Leonardo, Raphael e Donatello foram feitos prisioneiros de Shredder e os seus súbditos. A tartaruga que resta é o Michelangelo que tem a missão de salvar toda a gente. Michelangelo tem uma habilidade especial que lhe permite usar os nunchakus como hélices, tornando os seus saltos bem mais longos. Com essa habilidade pode chegar a um sítio e enfrentar o primeiro boss, que o recompensa com uma chave. Depois somos levados a explorar um pouco mais o mapa até que conseguimos abrir uma cela que alberga uma das outras tartarugas, que por sua vez possui uma outra habilidade especial que lhe permite alcançar outras zonas no mapa. E isto repete-se com todas as tartarugas e, com a possibilidade de alternar de tartaruga em tartaruga sempre que nos der jeito, está lançado o mote para mais um metroidvania.

Surpreendentemente, este jogo é um metroidvania bem competente
Surpreendentemente, este jogo é um metroidvania bem competente

Leonardo consegue quebrar alguns blocos ao rodopiar com as suas espadas, Raphael consegue encolher-se na sua carapaça e atravessar passagens demasiado estreitas para os outros e Donatello tem a habilidade de escalar paredes. De resto, a jogabilidade em si é bastante simples mas funcional, com um botão para atacar e um outro para saltar.

No que diz respeito aos audiovisuais é um jogo relativamente bem trabalhado, tendo em conta as limitações da plataforma. Há variedade nos visuais ao longo do mapa, com o mesmo a atravessar cavernas, florestas ou zonas mais high-tech ou industriais. As sprites também são bem detalhadas tendo em conta as circunstâncias e as músicas agradáveis. Pelo menos espero que gostem da música tema da série de animação televisiva, pois a irão ouvir aqui vezes sem conta.

O mapa do jogo, com vários locais de interesse marcados
O mapa do jogo, com vários locais de interesse marcados

No fim de contas para mim este foi um jogo que me agradou bastante. Primeiro pela surpresa de ser um metroidvania, depois por ter visto que foi um pequeno metroidvania mas bem implementado e com uma boa jogabilidade. Está aprovado!