Resident Evil: Darkside Chronicles (Nintendo Wii)

Resident Evil The Darkside ChroniclesO Resident Evil Umbrella Chronicles para a Wii foi um jogo interessante, onde para além de recontar alguns dos acontecimentos vividos nos Resident Evil Zero, REmake, Resident Evil 3 Nemesis, ainda contava também com alguns capítulos extra, tanto passados em simultâneo com os acontecimentos narrados nesses jogos, como outros completamente inéditos. Tudo isto com uma jogabilidade muito similar à dos light gun shooters clássicos de arcade, mas com bem mais conteúdo do que um The House of the Dead clássico, por exemplo. Mas ainda assim havia margem para melhorar e não muito tempo depois a Wii acabou por receber um outro jogo deste género, o Darkside Chronicles, cujo meu exemplar foi comprado na mesma altura, na mesma Cex, mas mais barato, custando-me 6€. Se este é um jogo melhor que o seu predecessor, já lá vamos.

Jogo completo com caixa, manual e papelada
Jogo completo com caixa, manual e papelada

Aqui são narrados parte dos eventos decorridos no Resident Evil 2 e Code Veronica, com uma vez mais com um capítulo extra (Operation Javier) decorrendo algures na América Latina, com Leon e Krauser (sim, um dos vilões do Resident Evil 4) como companheiros e protagonistas. A primeira diferença face ao Umbrella Chronicles está precisamente aí. Enquanto o antecessor tinha vários níveis extra com histórias inéditas, os mesmos eram mais curtos. Aqui temos apenas a Operation Javier, mas que por sua vez possui uma campanha quase tão longa quanto os capítulos alusivos ao Resident Evil 2 e Code Veronica.

Operation Javier é passada numa america latina bem solarenga, ao contrário dos outros capítulos
Operation Javier é passada numa america latina bem solarenga, ao contrário dos outros capítulos

A nível de controlos também houveram algumas mudanças. A mais drástica a meu ver é o facto das granadas já não terem um botão próprio para serem seleccionadas. Agora podemos sempre carregar com 4 armas distintas (com granadas ou não), com cada uma a ficar assignada a uma direcção do analógico do nunchuck. Por outro lado, podemos alterar o load out de armas disponíveis a qualquer momento do jogo com recurso a um menu próprio para isso, logo que já tenhamos desbloqueado essas mesmas armas. E as munições que apanhamos vão sendo transitadas nos vários capítulos. Ainda nas armas, mais uma vez elas podem ser alvo de upgrades, desta vez sendo possível fazer upgrades a várias categorias de forma separada, como o poder da arma, impacto, tempo de reload, ou capacidade. Isso é feito através de ouro, que tanto pode ser encontrado ao longo do jogo (quer a olho nu, quer através da destruição de objectos), e também com os pontos que nos são atribuídos no final de cada nível, onde é medida a nossa performance. A destruição de objectos, para além de ouro adicional pode também revelar ficheiros para serem lidos nos arquivos, ou armas/munições, pelo que é uma boa ideia disparar para tudo quanto é sítio, com o revólver normal visto que tem munições infinitas.

Os bosses também são frequentes, embora o Mr. X, tal como o Nemesis no RE3 seja recorrente no RE2
Os bosses também são frequentes, embora o Mr. X, tal como o Nemesis no RE3 seja recorrente no RE2

Existem também outros extras como um sistema de achievements interno, ou uma espécie de bestiário, com os diferentes tipos de zombies e criaturas que encontramos, bem como algum histórico das personagens mais relevantes. Existe ainda um outro modo secreto que podemos desbloquear, onde os zombies são substituidos por nacos gigantes de tofu. Terá sido alguma boca endereçada a grupos ambientalistas?? De resto convém também referir que este é um jogo on-rails e practicamente todo linear, onde por vezes podemos optar por qual caminho a seguir.

Outro dos extras desbloqueáveis são novas vestimentas para as personagens principais.
Outro dos extras desbloqueáveis são novas vestimentas para as personagens principais.

No que diz respeito aos audiovisuais, narrativa e acção em si também podemos verificar que existem aqui umas quantas mudanças. A primeira, e talvez a mais gritante, é a forma mais “realista” como a câmara foi implementada. Esta agora é muito dinâmica, abanando muito mais  que no primeiro jogo, como que reflectindo os movimentos da cabeça dos protagonistas. Isto torna a tarefa de destruir objectos dos cenários muito mais complicada. Também vão haver vários inimigos que não é obrigatório os destruirmos e a time window que temos para o fazer é muitas vezes reduzida. Depois a narrativa é mais extensa, há muitos mais diálogos que no primeiro jogo. A nivel gráfico, este sim, sofreu um belo upgrade face ao primeiro lançamento. Aqui tanto os cenários quanto as personagens são muito melhor detalhados, algo que é bem mais notório na Operation Javier, e as suas paisagens rurais e naturais bem coloridas e detalhadas. No audio não tenho nada a apontar, desde os efeitos sonoros como o voice acting que são competentes. A música também vai alternando entre melodias mais tensas ou mais aceleradas consoante o ritmo impulsionado pelo desenrolar da acção.

Invasão de Tofus! Não sei onde eles tinham a cabeça!
Invasão de Tofus! Não sei onde eles tinham a cabeça!

Em suma, este Darkside Chronicles é para mim um lançamento com resultados mistos. A nível gráfico é um jogo muito superior ao primeiro, e a forma como são feitos os upgrades nas armas também é algo que me agradou mais. No entanto, a câmara não tão fixa acabou por dificultar um pouco as coisas, principalmente quando queremos tentar procurar o máximo possível de itens escondidos. Depois, apesar da Operation Javier ter sido satisfatória quanto baste, o Umbrella Chronicles continha mais pequenos capítulos extra que teriam sido interessantes de colocar aqui também.

Pokémon Silver (Nintendo Gameboy Color)

Pokemon SilverHoje ainda publico uma super rapidinha. No video update que farei das novas entradas na colecção de Março, um dos jogos que cá vieram parar foi este cartucho do Pokémon Silver, cujo troquei com um amigo, pois eu também tinha um Pokémon Crystal a mais. E tal como o Pokémon Gold que já aqui analisado (e de certa forma o Crystal também), este é o seu lançamento gémeo, igual em tudo excepto nos Pokémons possíveis de capturar, existindo algumas diferenças entre ambos de forma a encorajar que sejam feitas trocas com recurso ao link cable. Ou que os fãs mais acérrimos comprem as duas versões. Edit: Recentemente arranjei uma versão em caixa num bundle grande que comprei.

Jogo com caixa

Poderão então ler o artigo mais completo do Pokémon Gold que se aplica em tudo aqui. Se for TL;DR, devo dizer que é dos meus preferidos, com bastante conteúdo, sendo um pequeno milagre tecnológico ter tanta coisa incluída num pequeno cartucho de Gameboy Color (compatível também com a Gameboy clássica).

Duke Nukem 64 (Nintendo 64)

Duke Nukem 64A rapidinha de hoje recai numa conversão de um dos meus videojogos preferidos de sempre, o Duke Nukem 3D. A versão para Nintendo 64 é de todas aquela que mais mudanças traz face à original (ok se não estivermos a contar com a versão não tão oficial para a Mega Drive), algumas boas, outras nem por isso. É que é a versão mais politicamente correcta deste jogo, mas já lá vamos. Este meu exemplar foi comprado na feira da Ladra em Lisboa há uns meses atrás, veio num bundle que me ficou pela módica quantia de 2.5€ por cada jogo.

Jogo com caixa, manual e papelada
Jogo com caixa, manual e papelada

Sim, aqui continuamos a lutar contra os aliens que invadiram o nosso planeta e raptaram também todas as boazonas que encontraram. É baseado na versão original de PC com os seus 3 diferentes episódios, embora vá buscar uma ou outra coisa às novidades introduzidas no Plutonium Pak, ou mesmo ao Shadow Warrior. Isto porque dois dos níveis secretos neste jogo são o Area 51 e Duke Burger, do Plutonium Pak. Outras mudanças consideráveis é o aspecto das armas, que foi remodelado para practicamente todas. Algumas das armas originais nem sequer aparecem na versão da Nintendo 64 e foram substituídas por outras. Por exemplo, em vez da metralhadora temos duas Uzis (como no Shadow Warrior), o Shrink Ray tem já o Expansion Ray também (mais algo do Plutonium Pak), em vez do Devastator temos o lança granadas do Shadow Warrior e o Freeze Ray foi substituído por um canhão de plasma, algo similar à BFG-9000 de DOOM. Muitas das armas têm modos secundários de disparo (mais outra coisa do Shadow Warrior), incluíndo mísseis teleguiados, munições mais poderosas para a pistola e shotgun, entre outros. Itens como óculos de visão nocturna, medkits, o tão útil Jetpack, ou steroids (aqui substituídos pelo título mais subtil de VitaminX) foram também aqui incluídos.

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Uma das armas novas é este plasma cannon, algo semelhante à BFG-9000 do DOOM

Os controlos obviamente que não são tão bons quanto uma versão para PC, mas a possibilidade de se usar um analógico já é bem bom, algo que infelizmente a versão Saturn não se pode vangloriar. Os níveis também foram ligeiramente alterados, excepto o segundo, onde visitamos locais nobres como uma loja de revistas para adultos e um bar de strip. Aqui o primeiro passa a ser uma loja de armas e o bar de strip é substituído pelas traseiras do Duke Burger, o primeiro nível secreto que podemos depois entrar. Isto se deve às políticas mais “familiares” que a Nintendo tinha. Todas as referências a strippers, posters com innuendo, ou mesmo os palavrões de Jon St. John foram substutuídos por outras coisas. Até as jovens prisioneiras dos aliens que antes nos pediam para as matarmos agora estão mais tapadas e podem inclusivamente ser salvas. Mas ao menos a violência mantém-se practicamente inalterada, sendo possível destruir qualquer criatura em pedaços. Coisas típicas de norte americanos, vamos censurar o trabalho honesto de jovens mulheres, mas violência over the top? Pode ser! 😀

Quem conhecer o DN3D original, sabe que estas jovens estão menos vestidas.
Quem conhecer o DN3D original, sabe que estas jovens estão menos vestidas.

Graficamente é uma conversão interessante e bem competente. Os níveis estão bem detalhados, pouco se perde para a versão PC, bem pelo contrário. Adicionaram aqui alguns efeitos especiais como fumo, melhores explosões e mesmo alguns efeitos de partículas. Os níveis foram alterados e em algumas alturas até temos “salas em cima de salas”, algo que o motor gráfico original do Build não permitia que fosse feito. Os efeitos sonoros continuam bastante fiéis ao original, pena só pelas falas de Duke que estão ligeiramente mais politicamente correctas. As músicas continuam óptimas!

Um dos melhoramentos gráficos desta versão está precisamente no último boss, que passa a ser completamente poligonal
Um dos melhoramentos gráficos desta versão está precisamente no último boss, que passa a ser completamente poligonal

No fim de contas, e sendo hoje possível jogar o Duke 3D em versões bem melhoradas no nosso PC, fazem com que estes ligeiros melhoramentos gráficos da versão N64 se tornem bastante obsoletos. No entanto, as suas mudanças a nível de armas e suas funcionalidades, bem como para o bem ou para o mal, a sua maior “boa educação”, não deixam de ser algo curioso. Mas para mim é a versão PC que prevalece!

Resident Evil Umbrella Chronicles (Nintendo Wii)

Resident Evil Umbrella ChroniclesNa semana passada aproveitei para tirar algum pó à Nintendo Wii. Como eu não gosto quase nada de usar o Wiimote, tenho sempre evitado ligá-la, até porque grande parte dos jogos que possuo não suportam outros acessórios como o Classic Controller ou o fiel comando da Gamecube. No entanto, até que dou o braço a torcer em jogos do estilo de lightgun shooter, em que o Wiimote acaba por se enquadrar muito melhor, não deixando porém de ser algo desconfortável de usar em sessões de jogatana algo mais longas. Este Resident Evil Umbrella Chronicles é na sua essência um jogo deste género e que para ser sincero até me agradou bastante. O meu exemplar foi comprado há uns meses atrás na CEX do Porto, creio que me custou 7€ se a memória não me falha.

Jogo completo com caixa, manual e papelada
Jogo completo com caixa, manual e papelada

Neste jogo, os eventos de Resident Evil Zero, Remake e 3 são resumidos e recontados, na perspectiva de diferentes duplas de personagens, como Rebecca Chambers e Billy Cohen, Chris Redfield e Jill Valentine, ou Jill Valentine e Carlos Oliveira, nos 3 jogos respectivos mencionados acima. É então encorajada uma jogabilidade cooperativa para 2 jogadores, com cada jogador a tomar o papel de uma das personagens referidas. No entanto, na verdade este Umbrella Chronicles é mais que isso. Para além de recontar os eventos principais desses 3 jogos , temos outros novos capítulos que narram alguns acontecimentos com a Umbrella pós o desastre de Raccoon City, bem como outras pequenas histórias, que atravessam os 3 jogos: Como Rebecca Chambers e Richard Aiken chegaram à Spencer Mansion, o que aconteceu ao Wesker após ter sido derrotado na recta final do primeiro Resident Evil, ou como Ada Wong ou Hunk escaparam de morte certa no final do Resident Evil 3 Nemesis eram aperitivos bem apetitosos para qualquer fã de Resident Evil que se preze.

Neste jogo iremos revisitar vários locais familiares, mas por vezes com outros pontos de vista (o de Wesker, por exemplo)
Neste jogo iremos revisitar vários locais familiares, mas por vezes com outros pontos de vista (o de Wesker, por exemplo)

A nível de mecânicas de jogo, estes são bem mais lineares e on-rails do que a série Gun Survivor da Capcom. São muito mais fiéis ao conceito de light gun shooter. Começamos o jogo munidos de um revólver com munição infinita, mas poderemos ir encontrando várias outras armas como diversos tipos de armas automáticas, shotguns, lança granadas e rockets, armas essas que inicialmente não possuem munições infinitas e devem ser usadas com alguma cautela. Granadas normais são também usadas à parte e são extremamente úteis para destruir grandes ondas de inimigos, algo mais comum nos níveis mais avançados. Itens como as ervas e first aid kits podem também ser encontrados e servem para regenerar alguma da nossa vida. No caso das ervas o efeito é instantâneo mal as apanhemos, já os sprays são usados automaticamente se fôssemos perder uma vida. A destruição de objectos nos cenários é fortemente encorajada, tanto para encontrar itens escondidos como as armas e munições acima referidos, mas também para descobrir aqueles tradicionais ficheiros com informações da história e personagens do mundo de Resident Evil.

Por vezes temos alguns QTEs para executar, principalmente nos confrontos com os bosses.
Por vezes temos alguns QTEs para executar, principalmente nos confrontos com os bosses.

Algumas destas missões secundárias apenas podem ser desbloqueadas se tivermos uma boa performance em alguns dos níveis, e o número de objectos destruídos, ficheiros encontrados bem como a quantidade de críticals que conseguimos inflingir (headshots certeiros que “matam” os zombies com um só tiro) são parâmetros tidos em conta! E apesar de ser um jogo on rails, por vezes temos alguma não linearidade, com a possibilidade de explorar salas opcionais (em alguns casos isso apenas acontece se destruirmos certas portas), ou mesmo tomar alguns caminhos alternativos. Mas no geral tudo leva-nos ao mesmo desenrolar da história e como não poderia deixar de ser, temos sempre um boss no final de cada nível. E apesar de não haver nenhum puzzle como nos jogos originais, as referências aos mesmos podem ser vistas ao encontrarmos alguns objectos especiais, que são posteriormente adicionados em galerias.

No que diz respeito aos audiovisuais, é um jogo que francamente deixa um pouco a desejar, para quem jogou o Remake e o Zero na Gamecube na sua altura de lançamento, como é o meu caso. É verdade que esses jogos possuem gráficos pré-renderizados, o que lhes confere um nível de detalhe muito superior aos que são aqui mostrados. Mas essa degradação do detalhe gráfico é também notória nos modelos das personagens principais, que outrora estavam muito melhor detalhadas que aqui. É certo que Raccoon City está muito mais bonita graficamente neste jogo que as suas versões originais de Playstation, mas no que ao resto diz respeito acho que deixou um pouco a desejar. O Resident Evil 4 para a Gamecube não tinha nada pré-renderizado e mesmo assim tinha melhor aspecto que isto, mas também foi desenvolvido pelas principais equipas de desenvolvimento da Capcom, ao contrário deste Umbrella Chronicles. Mas os gráficos também não são propriamente maus, eu é que sinceramente estava à espera de algo um pouco melhor. No que diz respeito à banda sonora e voice acting não tenho nada a apontar, são ambos competentes. Apenas acho que em algumas situações a música é mais upbeat do que deveria ser, já noutras é tão tensa que acaba por ser bem adequada.

No final de cada nível a nossa performance é recompensada com uma nota. Para além disso são-nos atribuidas estrelas que podem posteriormente ser utilizadas para fazer upgrades às armas que desbloqueamos
No final de cada nível a nossa performance é recompensada com uma nota. Para além disso são-nos atribuidas estrelas que podem posteriormente ser utilizadas para fazer upgrades às armas que desbloqueamos

Sinceramente, mesmo não sendo um jogo que prime pelo seu esplendor gráfico, acho esta uma entrada muito interessante no catálogo da Wii e no da série Resident Evil em geral. Apesar de eu ser um fã de light gun shooters, o que por si só já seria algo não muito imparcial da minha parte, acho que o conteúdo extra que é aqui introduzido para a história da saga já vale a pena para todos os fãs. Este jogo e a sua sequela (Darkside Chronicles, que espero começar a jogar nos próximos dias) foram também lançados numa compilação para a Playstation 3, com visuais um nada melhores (simplesmente com uma maior resolução), pelo que essa versão também vos poderá ser pertinente.

Nemesis (Nintendo Gameboy)

NemesisUltimamente tenho andado um nadinha mais afastado do blogue, confesso. Por entre compromissos profissionais e a azáfama da preparação da Páscoa em família não tem sobrado muito tempo para outros lazeres. Mas eis que hoje vos trago mais uma rapidinha a um outro jogo não lá muito longo para a Nintendo Gameboy. Nemesis é um shmup da Konami com um logo muito familiar, pois na verdade este Nemesis é uma conversão/adaptação para Gameboy do primeiro Gradius, uma das mais famosas séries de shmups clássicos. Este meu exemplar foi comprado na cash converters de Alfragide há uns bons meses atrás, custando-me 2€.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

E apesar de ser uma versão muito minimalista de Gradius devido às limitações de hardware impostas pela Game Boy, a sua essência mantém-se, pois continuamos a controlar uma nave em scroll horizontal e com um sistema de power-ups bastante peculiar. Isto porque podemos armazenar uma série de diferentes power-ups e utilizá-los em simultâneo até ao final do nível ou perder uma vida. A única excepção a esta regra são os itens Double e Laser que na realidade são diferentes modos de disparo que não podem ser utilizados em conjunto. O primeiro dispara projécteis em mais que uma direcção, o segundo dispara raios laser que podem atingir mais que um objecto em cada rajada, pois atravessam-nos. Os outros power ups são coisas como aumento de velocidade, mísseis ar-terra que percorrem o solo até atingirem algum alvo, escudos ou as naves auxiliares que nos aumentam o poder de fogo. E sim, também temos umas bombas especiais que limpam todos os inimigos do ecrã.

Apesar do nome diferente, isto é na verdade uma adaptação do Gradius
Apesar do nome diferente, isto é na verdade uma adaptação do Gradius

De resto a jogabilidade continua excelente, com o jogo a presentear-nos com 5 níveis passados em diferentes locais, mas sempre com um boss gigante no final. Os gráficos possuem detalhe quanto baste e quanto a Gameboy também o permite, com backgrounds simples mas que também acabam por ser sacrificados quando surge um dos imponentes bosses, onde as únicas sprites presentes no ecrã são a de ambas as naves e os seus projéceis. As músicas são bastante agradáveis e, tal como a NES, a Gameboy possui uma qualidade própria de chiptune que sempre me agradou.

Os bosses quando aparecem deixa-se de ver os backgrounds, comportamento muito usual em jogos 8bit
Os bosses quando aparecem deixa-se de ver os backgrounds, comportamento muito usual em jogos 8bit

Nemesis, para todos os fãs de shmups, acaba por ser uma óptima proposta da Konami para a Gameboy. Apenas se têm de lembrar que é um jogo ainda algo das primeiras gerações e que a Gameboy mais tarde se viria a provar ser um sistema mais capaz tecnicamente.