Continuando pelos artigos bastante curtos por serem sobre versões ligeiramente diferentes de jogos que já foram aqui analisados, o jogo que vos trago agora é a versão NES (a original) da adaptação de um dos melhores filmes de acção de sempre, na minha opinião. O Terminator 2, claro. A versão Master System já foi aqui trazida anteriormente e infelizmente não é muito melhor que esta versão. Esta minha cópia veio da feira da Vandoma no Porto, tendo-me custado 2€. Vem com caixa e manuais, se bem que os manuais eram os do Probotector…
Jogo com caixa
A nível de jogabilidade são ambas muito más, pelos maus controlos nos saltos, pelo facto de jogarmos todo o primeiro nível sem qualquer arma e o Terminator possuir um alcance muito curto com os seus punhos e claro, o nível que tinha sido eliminado da versão Master System está aqui em toda a sua (in)glória. Este é um nível onde controlamos o nosso exterminador com a sua moto, onde tentamos apanhar Connor e ao mesmo tempo fugir do T-1000 que nos persegue num enorme camião. O nível é jogado numa perspectiva isométrica e temos de evitar todos os obstáculos, disparar para os portões para nos abrir caminho e disparar para trás para que evitemos ser atropelados pelo camião. É um nível muito frustrante! De resto é essencialmente o mesmo jogo, com melhores músicas, gráficos menos coloridos mas com muitas mais cutscenes entre cada nível e não só. Para o resto, recomendo ler o artigo da versão Master System.
Hoje é tempo de mais uma rapidinha, desta vez voltando à Gameboy clássica para uma breve análise ao segundo jogo da série Castlevania para essa plataforma. Não confundir com Castlevania II: The Simon’s Curse para a NES, pois este Castlevania é uma sequela directa ao Castlevania The Adventure, já aqui analisado. O meu exemplar já não me record ao certo onde e quando foi comprado, mas a julgar pela experiência, deverá ter sido numa Cash Converters de Lisboa e com um preço próximo dos 2€.
Apenas cartucho
Mais uma vez encarnamos em Christopher Belmont e uma vez mais temos o Drácula para defrontar, 15 anos depois de o derrotarmos no jogo anterior. Mas desta vez Drácula não está sozinho, pois amaldiçoou Soleiyu, filho de Cristopher, usando os seus poderes para reencarnar novamente. A nível de jogabilidade, este Castlevania está mais fiel aos originais, na medida em que já podemos usar algumas armas secundárias,neste caso os machados que são atirados em arco e os boiões de água benta com splash damage. Assim sendo, os corações que saltam de cada vez que destruimos uma vela ou um candelabro, não servem para recuperar energia, mas sim de munições para a arma secundária que carreguemos. Ainda assim. algumas outras mecânicas de jogo que foram implementadas no Castlevania The Adventure foram também trazidas para aqui, como os diferentes upgrades para o chicote Vampire Ops, incluindo aquele que faz com que o chicote deite bolas de fogo.
O Vampire Killer pode sofrer alguns upgrades como no jogo anterior
De resto, o jogo possui 6 níveis, onde os primeiros 4 são passados em diferentes castelos com diversas temáticas (um castelo de cristal, outro mais selvagem, e por aí for a), sendo que esses primeiros níveis podem ser jogados em qualquer ordem. Os restantes já são passados no castelo de Dracula onde defrontamos tanto Soleiyu, como o próprio Drácula no final. O número de níveis permanece portanto algo baixo, mas ao menos pareceram-me ser bem mais compridos que os trazidos na prequela. Alguns inimigos são recorrentes, como os olhos gigantes que explodem depois de serem atacados, o que nos pode trazer problemas em algumas zonas, especificamente onde temos pontes que ficam parcialmente destruídas com a explosão, e com espinhos em algumas zonas dos tectos, temos de ter em atenção onde podemos atacar esses inimigos com alguma segurança. Outros desafios de platforming como paredes móveis com espinhos, plataformas armadilhadas ou saltar em cordas com roldanas estão também aqui representados. Uma coisa que gostei especialmente foram as salas que ficam às escuras de cada vez que destruimos uma vela ou um candelabro, algo que só acontece num nível específico.
Como sempre, temos um boss no final de cada nível para derrotar
Graficamente temos uma vez mais as sprites de Christopher Belmont e de alguns inimigos demasiado pequenas, mas no geral parece-me um trabalho mais bem conseguido. Os cenários estão mais detalhados e não notei tantos slowdowns como no jogo anterior. As músicas, essas felizmente continuam excelentes.
No fim de contas, este Castlevania II da Gameboy pareceu-me uma obra bem mais consistente que o seu antecessor. Tecnicamente é um jogo que retira melhor proveito das limitações da portátil da Nintendo, apesar ainda ser um jogo relativamente curto. Fora isso, incutiu de novo várias das mecânicas clássicas da série que tinham ficado de fora no primeiro jogo, o que é bom. Para quem o quiser jogar a cores, também tal como no primeiro jogo, existe uma conversão disponível numa das compilações da Konami – GB Classics.
Para não variar, o jogo de hoje vai ser mais uma rapidinha. Na verdade, é um daqueles jogos bastante confusos pois recebeu nomes diferentes em vários locais. Produzido pela britânica Rage Software, foi lançado na Europa com o nome Striker para uma panóplia de sistemas diferentes, incluindo a Super Nintendo. Focando-nos na versão para a consola de 16bit da Nintendo, o lançamento Japonês chama-se World Soccer (não confundir com o jogo para a Master System de mesmo nome), para os Estados Unidos tem o nome de World Soccer ’94: Road to Glory. Como devem calcular, esta versão aqui foi supostamente lançada apenas na França. O meu exemplar veio da feira da Vandoma no Porto, por 5€, algures durante o verão de 2016.
Apenas cartucho
Independentemente da versão que escolherem, o jogo é practicamente o mesmo e se estão à espera de algo mais realista como os FIFA ou International Superstar Soccer então esqueçam pois em Striker (nem pensem que vou andar sempre a escrever Eric Cantona Football Challenge), temos uma jogabilidade frenética e bastante arcade, o que até resulta bem se quisermos jogar umas partidas com amigos. Como muitos jogos de futebol de origem europeia dessa época, temos aqui vários modos de jogo à nossa disposição, como partidas amigáveis, campeonato do mundo, torneios por eliminatórias (cujo número de eliminatórias é customizável), ou campeonatos por jornadas, onde também podemos definir o número de equipas a participar. Para além disso temos ainda a possíbilidade de jogar qualquer um destes modos de jogo como futebol de salão, bem como treinar os controlos em diferentes modos de práctica. O único senão é apenas existirem equipas nacionais, não clubes. Mas para os mais pacientes há também um poderoso editor de equipas que permite alterar os nomes dos jogadores e cores dos equipamentos de cada nação.
Nem se deram ao trabalho de mudar este ecrã para ter uma foto do Cantona…
De resto, tal como já referi, a jogabilidade é bastante rápida. Com o mesmo jogador conseguimos percorrer o campo de uma ponta a outra em poucos segundos, tornando as partidas bastante intensas, principalmente quando jogamos contra um amigo. Existe a possibilidade de alterar a formação do nosso 11 em campo, bem como colocar a IA a optar por estratégias mais defensivas ou ofensivas, mas sinceramente com toda a rapidez de jogo nem noto assim tantas diferenças.
Por fim, a nível técnico é um jogo bastante simples. As músicas practicamente que apenas existem nos menus ou no ecrã inicial, e sinceramente não a acho nada demais. Se gostarem de músicas de fanfarra, então sintam-se em casa. Durante as partidas temos apenas o ruído do público, o barulho da bola a ser chutada de um lado para o outro e os apitos do árbitro e estes até que soam bastante realistas para a altura. Graficamente é também um jogo simples, com os menus a serem o mais minimalistas possível a nível estético e os gráficos também são simples, porém funcionais para o estilo frenético de jogo. O estádio é mostrado como um plano de Mode 7, o que resulta num scrolling bastante suave, no entanto com o pequeno defeito do público e outros adornos dos estádios ou pavilhões não serem lá muito bem detalhados.
Alguns comentários engraçados podem ser vistos no placard, aqui na parte de baixo do ecrã
No fim de contas, é mais um daqueles jogos de futebol algo clássicos das escolas europeias da primeira metade da década de 90, com uma jogabilidade simples, porém bastante frenética e mesmo assim ainda incluem uma série de diferentes modos de jogo e opções, dando de certa forma a impressão de ser um jogo bem mais completo do que na realidade o é. Não vai ser a última vez que irei referir este jogo, até porque o Striker nas consolas de 8 e 16bit da Sega tem o nome de “Ultimate Soccer”.
A rapidinha de hoje leva-nos novamente à Super Nintendo e a uma obra da Ocean, outrora um dos estúdios mais prolíferos da Europa e que infelizmente desapareceu. A Ocean especializava-se em adaptações de filmes, séries televisivas e afins para os videojogos. Começou essa práctica nos velhinhos computadores 8bit como o ZX Spectrum ou Commodore 64, passando depois para a linha Commodore Amiga e Atari ST. Eventualmente com o sucesso de sistemas como a Mega Drive em território Europeu, a Ocean lá decidiu suportar também o mercado das consolas, embora tenha dado muito mais atenção ao sistemas da Nintendo do que os das concorrentes. A isto se deveu o facto da própria Ocean ter publicado na década de 80 alguns jogos da própria Nintendo nos microcomputadores, enquanto as suas principais concorrentes como a Elite ou US Gold apropriavam-se de adaptações de jogos da Capcom ou Sega, respectivamente. Este jogo em particular é a adaptação do filme de mesmo nome, sendo um jogo de plataformas. Foi lançado originalmente para a Super Nintendo, sendo depois convertido pela Flying Edge para os sistemas da Sega. O meu exemplar é um cartucho da SNES, que veio de um bundle de SNES comprado algures no verão de 2016, onde me ficou a 12€ por cartucho.
Apenas cartucho
Quando era mais novo adorava a família Addams e lembro-me de ter visto o filme que estreou no início dos anos 90. O que não me lembro nada era sobre o que o filme retratava, mas a Ocean decidiu fazer aqui um jogo de plataformas onde controlamos o patriarca da família Addams, Gomez, com a missão de salvar a sua família, que se encontra espalhada pelos recantos mais profundos da mansão. E o resultado final até é um jogo de plataformas bastante sólido, mas algo difícil também, isto porque eventualmente iremos percorrer alguns níveis bastante exigentes em platforming, cheios de armadilhas como lava, bolas de fogo a percorrer o ecrã, espinhos, vários tipos de lâminas a nos dificultarem a vida, plataformas armadilhadas, inimigos por todos os lados, e pequenos puzzles que exigem que se carregue em alguns interruptores para activar ou desactivar portas e plataformas para que possamos avançar. Existem também imensas passagens secretas para descobrir, e a mansão está cheia delas! Logo no início do jogo podemos explorar uma série de divisões da casa que não nos levam a propriamente nenhum nível, mas servem para irmos amealhando alguns itens e power ups, que serão bastante úteis. Os mais comuns são os cifrões, e por cada 100 que apanhemos temos uma vida extra. Para além disso temos itens específicos de vidas extra pelo que é boa ideia amealhar o máximo de vidas que conseguirmos, o mais cedo possível.
Há muito a explorar na mansão Addams. E nem tudo está à vista!
As mecânicas de jogo até que são simples, com Gomez a poder atacar os inimigos de duas maneiras. A primeira é, tal como no Super Mario Bros, saltando para cima dos ditos! A segunda envolve apanhar um ou outro power up, como uma espada ou bolas de golfe que podem depois ser atiradas. Os power ups restantes consistem em invencibilidade temporária, sapatilhas para correr mais rápido, ou um chapéu com uma hélice que nos permite voar livremente. Os corações vão restabelecendo a nossa barra de vida que inicialmente é composta por apenas 2 corações mas pode depois ser extendida para mais uns quantos. Gravar o progresso no jogo apenas é possível através de um sistema de passwords, cujas são apenas geradas quando derrotamos um boss e libertamos um dos nossos familiares, ou quando extendermos a nossa barra de vida.
Apesar do progresso do jogo ser não linear, não é muito boa ideia entrar em algumas zonas como o nível da Furnace com pouca vida
Graficamente é um jogo relativamente simples e não muito diferente daquilo que a Ocean ou outras empresas britânicas já nos vinham a habituar nos seus jogos para a Commodore Amiga ou Atari ST. Os gráficos não são maus, com as sprites a serem pequenas, porém expressivas e os níveis também detalhados quanto baste. As músicas vão se repetindo por várias àreas do jogo, mas felizmente não são más de todo também.
Portanto este parece-me ser um jogo de plataformas algo sólido, no entanto poderá parecer um pouco repetitivo na jogabilidade ou na forma como muitos dos níveis são grandes. Mas é também um jogo bastante desafiante pois as coisas acabam por aquecer e exigir de nós uma grande destreza. Existem também várias versões deste jogo para sistemas 8bit que são algo diferentes na própria estrutura. Espero que em breve possa detalhar isso mais.
Looney Tunes para a Game Boy é um jogo um pouco estranho. Sinceramente não o conhecia, mas os jogos dos Looney Tunes na era 8 e 16bit geralmente eram bons, e tendo o símbolo da Sunsoft também costumava ser um bom sinal. Foi isso que pensei quando o apanhei perdido numa banca da feira da vandoma no porto, algures em Agosto ou Setembro deste ano. Isso e o preço ter sido suficientemente agradável, creio que me ficou algo entre os 1 e 2€.
Apenas cartucho
O que me surpreendeu neste jogo é o facto de ser tão “livre” na forma em que foi desenvolvido. Para além de não haver uma grande história por detrás da aventura, cada nível é jogado com uma diferente personagem dos Looney Tunes, sendo que muitos dos níveis possuem também diferentes mecânicas de jogo. De certa forma, parece quase uma colectânea de minijogos do que um jogo completo. Algumas personagens como é o caso do Daffy Duck, Speedy Gonzalez ou Bugs Bunny, apresentam-nos níveis mais tradicionais de jogos de plataforma. O passarinho Tweety ou o Road Runner já nos levam a níveis de perseguição, onde teremos de fugir ao gato Sylvester ou ao Coyote, evitando também outros obstáculos pelo caminho. O nível do Taz é uma espécie de nível de bónus, onde Taz está constantemente a rodopiar e temos de percorrer o nível a destruir tudo à nossa volta e tentar apanhar o máximo de jóias possível de forma a obter o máximo de pontos que conseguirmos, dentro do tempo limite imposto pelo jogo. Por fim, o nível do Porky the Pig é um segmento de shmup, onde Porky pilota o seu avião e temos de abater os oponentes que se atravessem no nosso caminho.
Neste jogo nem todos os níveis são de puro platforming, aqui temos de estar constantemente a fugir de Sylvester e outros obstáculos
Tirando este nível do Porky onde as mecânicas são mais diferentes, os outros são mais próximos dos tradicionais jogos de plataformas e possuem controlos idênticos. Com um botão para saltar e outro para atacar usando a nossa arma (que dependendo da personagem pode ser um frisbee ou umas estrelas mágicas), se bem que, à semelhança de Super Mario Bros., podemos também derrotá-los ao saltar para cima deles. Depois temos vários itens que podemos apanhar, alguns são únicos em determinados níveis (como o pacote de alpita para o Tweety que marca o final do nível), já outros são mais universais, como é o caso das jóias que apenas nos aumentam a pontuação, vidas extra, invincibilidade temporária e corações que nos restabelecem parte da nossa barra de vida.
Graficamente é um jogo simples, como muitos o eram para a Game Boy clássica. Temos cenários como as florestas de Daffy Duck, os desertos norte-americanos de Road Runner, áreas urbanas de Sylvester e Tweety entre outros que me surpreenderam um pouco, como ruínas assombradas com um boss que é nada mais nada menos que Drácula, inclusivamente com padrões de movimento muito semelhantes àqueles que vimos nos Castlevania clássicos. As músicas são algo simples e não variam muito ao longo de todo o jogo.
Sim, também temos segmentos subaquáticos por aqui
Por isso, Looney Tunes é um jogo bastante simples para a Gameboy, mas não o considero propriamente um mau jogo pois a jogabilidade não é má. Só acho que deveria haver ali um fio condutor entre cada nível, pois da maneira que foi feito, parece que temos uma colectânea de minijogos. Soube também há pouco tempo que este jogo foi relançado anos mais tarde para a Gameboy Color com gráficos inteiramente a cores. Estou curioso em ver se acrescentaram ou alteraram algo mais, para além dos melhores gráficos.