Viewtiful Joe 2 (Nintendo Gamecube)

Viewtiful Joe 2Já há muito que não escrevia nada sobre o Viewtiful Joe, apesar de já ter o Red Hot Rumble há bastante tempo em fila de espera. O VJ2 era um jogo que já estava na minha wishlist de Gamecube há bastante tempo, mas nunca o tinha encontrado a um preço razoável, a menos que o quisesse comprar para a PS2. Mas um dia lá recebi um voucher de 10£ para gastar no ebay e quando fiz uma pesquisa por alguns jogos relativamente comuns mas que teimavam em ter um preço algo exagerado, lá me deparei com este Viewtiful Joe 2 americano, completo e em óptimo estado, por cerca de 8 libras mais portes, que na verdade acabou por ser metade disso devido ao voucher utilizado.

Viewtiful Joe 2 - Nintendo Gamecube
Jogo completo com caixa, manuais e papelada. Versão norte-americana.

Ora o primeiro Viewtiful Joe foi um produto de uma onda criativa que aparentemente abandonou a Capcom destes últimos anos. Um dos Capcom Five, o Viewtiful Joe, a par de jogos como o Killer 7, P.N. 03, Dead Phoenix (cancelado) e Resident Evil 4 seriam uma série de jogos novos e exclusivos para a Gamecube, uma parceria muito interessante entre a Capcom e a Nintendo que, como todos sabemos, acabou por não dar em nada pois de todos esses jogos apenas o P.N. 03 se manteve exclusivo. Mas de qualquer das formas todos eles eram jogos super interessantes e o Viewtiful Joe era sem dúvida um dos que chamava mais a atenção, pelos seu conceito original e jogabilidade bem desafiante.

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Desta vez Sylvia não é nenhuma dama em perigo e até põe Joe no lugar se se portar mal.

E este é uma sequela directa do primeiro jogo, sendo passado mais uma vez na Movieland e ao longo de vários “filmes” que nos vão contando a história. A Terra foi invadida por uma raça extraterrestre e desta vez não é Sylvia a ser raptada, mas sim Blue, seu pai. Então Joe mais uma vez transforma-se no super-herói de capa cor-de-rosa Viewtiful Joe e parte à aventura, ao distribuir pancada por todos os lados e atravessar cenários que nos fazem lembrar bastante alguns filmes bem conhecidos. A história ao longo do jogo acaba por se tornar bastante cheesy, mas isso é propositado pois tal como o primeiro jogo este é uma sátira a muitos filmes de acção e outros programas do género dos Power Rangers.

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Mais uma vez podemos usar as habilidades especiais de Slow, Mach Speed, Zoom e não só.

Devo dizer que não há assim grandes novidades neste jogo, a não ser o facto de Sylvia ser uma personagem jogável e podemos alternar livremente entre ambos com um único botão. Sylvia é melhor para ataques de longo alcance, visto usar os seus revólveres ao invés dos punhos. Uma das coisas que tornou o Viewtiful Joe original num jogo de sucesso foram as habilidades especiais. Para além da nossa barra de vida (medida em corações), temos logo abaixo uma barra de energia diferente, os VFX. Ora é com esta barra de energia que conseguimos usar algumas dessas habilidades especiais, como os Slow, Mach Speed e Zoom, herdados do primeiro jogo. O primeiro faz com que a acção decorra em câmara lenta, permitindo-nos dar golpes mais poderosos nos nossos inimigos. Mach Speed é precisamente o inverso, tornando tudo frenético mas também nos permite executar uma série de combos bem grandinhos. Esta habilidade é exclusiva de Joe. Zoom, tal como o nome indica, amplia a imagem mostrando o nosso herói em grande plano, permitindo-nos desencadear alguns golpes mais elaborados. Deve ser utilizada em conjunto com o Slow para melhores resultados! A nova habilidade é o Replay, desta vez exclusiva de Sylvia. Como o nome indica, esta habilidade faz o replay de golpes que tenhamos dado nalgum inimigo, repetindo-os umas 2 ou 3 vezes. No entanto a mesma também se pode virar contra nós, pois o dano sofrido também é repetido o mesmo número de vezes.

Viewtiful Joe 2 (3)
Nem sempre basta derrotar todos os inimigos no ecrã para progredir no jogo. Também temos alguns pequenos puzzles para resolver.

O jogo esta divido em vários níveis, onde a nossa prestação vai sendo recompensada entre cada secção com combates/puzzles, bem como receberemos uma avaliação geral no final de cada nível. Quantos mais pontos recebermos melhor, pois os poderemos gastar numa espécie de loja que só costuma ser acessível nestas situações. Aqui podemos trocar pelos pontos angariados, diversos novos golpes e habilidades, tanto para Joe ou Sylvia, ou mesmo upgrades de saúde ou da barra de energia VFX. Infelizmente ao chegar ao final do jogo não recebemos o mesmo género de desbloqueáveis como se recebia no primeiro Viewtiful Joe. Desbloqueamos novos e cada vez mais difíceis graus de dificuldade, bem como várias Chambers, que são pequenos segmentos jogáveis onde temos algumas missões específicas e podemos também por em práctica as nossas habilidades.

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Os visuais continuam bem bonitinhos, mas sempre com uma atmosfera algo “noir” que me agrada bastante

No campo do audiovisual não houve grandes mudanças. O que chama logo à atenção em Viewtiful Joe são mesmo os seus gráficos bonitinhos num cel shading que por vezes me fazem lembrar certas bandas desenhada americanas da década de 80. Tal como referi acima, os diálogos continuam bastante cheesy, mas isso é mesmo algo propositado, pois em qualquer clone de power rangers e afins também o eram. As músicas também mantêm a mesma linha de J-Rock e J-Pop e se por um lado não posso dizer que sejam muito memoráveis, por outro também não me desagradaram de todo.

Viewtiful Joe 2 é mais um bom jogo da Capcom e, tal como o primeiro é um jogo divertido de se jogar, mas também bastante exigente por vezes, exigindo-nos alguma disciplina. Talvez por isso não tenham sido jogos que venderam muito, pois mesmo com a Capcom a quebrar o acordo que tinha com a Nintendo e lançando estes jogos na PS2, não se gerou interesse suficiente para se fazer o planeado terceiro jogo da saga principal, o que é pena. Por outro lado, também sinto que as novidades trazidas neste jogo poderiam ser melhores, como um modo para 2 jogadores cooperativo, mais personagens desbloqueáveis, e alguns vilões mais carismáticos, que aqui ficaram uns furitos abaixo. Ainda assim como já referi por várias vezes não deixa de ser um óptimo jogo.

Super Mario Advance (Nintendo Gameboy Advance)

Super Mario AdvanceO artigo que trarei cá hoje será mais uma rapidinha por duas razões. A primeira, e principal, é porque o tempo está curto. E este é um remake de um dos jogos clássicos de Mario que no início sempre desgostei, mas actualmente acabou por crescer e se tornar num dos meus preferidos. E isso leva-me à segunda razão pela qual este será um artigo curto. Faço questão de ter o original de NES mais tarde ou mais cedo, e aí entrarei em maiores detalhes. De resto, este cartucho entrou na minha colecção algures nos meses passados, após ter sido comprado na cash converters de Alfragide por 4€.

Super Mario Advance
Jogo, apenas cartucho

Como muitos de vocês já devem saber, aquele jogo que nós ocidentais conhecemos como Super Mario Bros 2 é na verdade uma adaptação de um outro jogo japonês (Doki Doki Panic) que por sua vez também teve a mãozinha da equipa de Myiamoto no seu design. O verdadeiro Super Mario Bros 2 utilizava a mesma engine do original e era considerado muito difícil pela Nintendo Americana, pelo que acabamos antes por receber essa versão. O SMB2 original lá acabou por nos chegar na compilação Super Mario Allstars para a SNES, como Super Mario Bros. Lost Levels. Por alguma razão, a Nintendo decidiu ressuscitar esse jogo antigo e único no catálogo do canalizador bigodudo para o lançamento da sua portátil 32bit Gameboy Advance, com o nome de Super Mario Advance. Infelizmente tenho bastante pena que toda a linha “Advance” dos Super Mario tenha sido preenchida com conversões de jogos já existentes, e não tenha existido nenhum Super Mario Land novo, mas isso já seria outra conversa.

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Bowser? Quem é esse?

As grandes diferenças face ao original da NES ou mesmo ao remake da SNES estão nos gráficos bastante coloridos, algumas sprites gigantes, novos inimigos e bosses, e eventualmente alguns tweaks nos níveis já existentes. A sua jogabilidade mantém-se aparentemente inalterada: podemos jogar com Mario, Luigi, Peach (porque o nome Toadstool já era) ou Toad. Cada um tem algumas características próprias, como os saltos mais altos de Luigi ou Peach a poder deslizar pelo ar com o seu guarda-chuva. Para derrotar os inimigos, não basta saltar em cima deles (embora o possamos fazer sem causar dano nenhum), mas sim pegar em objectos e atirar para cima deles. Desde vegetais no chão, caixas ou mesmo outros inimigos, tudo pode ser usado! O facto de este ter sido um jogo tão diferente da fórmula normal de Super Mario desagradou-me, mas com o tempo aprendi a gostar (e bastante!) deste jogo.

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Uma das novidades deste jogo são mesmo as sprites grandes de alguns inimigos ou itens

Existe também um modo de jogo que desbloqueamos no final do jogo, o Yoshi’s Challenge. Aqui o objectivo consiste em descobrir 2 ovos de Yoshi escondidos em cada nível. Depois temos ainda também um remake do Mario Bros. original, aquele jogo arcade onde tudo decorre num único ecrã e é a origem do conceito de Mario se enfiar por tubos de canalização. Por algum motivo, a Nintendo achou boa ideia incluir este jogo em todos os outros Super Mario Advance, o que a meu ver não é assim nada de tão especial.

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O Mario Bros. original também recebeu uma nova roupagem

Ainda assim, acho este um excelente remake de um jogo de plataformas clássico que já teria caído algo no esquecimento. É uma excelente entrada na biblioteca da Gameboy Advance, que reafirmo, só tenho pena que a mesma não tenha recebido um jogo de plataformas de Mario inteiramente original. Felizmente temos os Wario Lands, mas isso seria conversa para outro artigo. E o original de NES também.

Pokémon Blue (Nintendo Gameboy)

Pokemon BlueEm vez do Pokémon Blue, gostaria antes de estrear uma rubrica sobre a famosíssima série de RPGs da Nintendo com o Pokémon Yellow. Isto por uma razão muito simples. Antes de as animações de Pokémon terem chegado ao nosso país, eu não gostava de RPGs. Bastava jogar uns 5 minutos daquilo que me fartava logo de tamanha lentidão, pelo que me deixei sempre ficar com os meus platformers, first person shooters e outros géneros com mais acção. Mas com a moda de Pokémon a tomar Portugal inteiro de assalto, e consequentemente os seus 3 jogos de Gameboy a receberem excelentes pontuações em todo o lado, resolvi finalmente embrenhar-me nesse mundo dos RPGs nipónicos que outrora foram tão estranhos para mim. Não o fiz unicamente com o Pokémon Yellow, mas também com o Phantasy Star IV na Mega Drive (adorava aquelas cutscenes anime) e o Chrono Trigger, por ter Akira Toryiama como designer das personagens. A partir daí passei a gostar bastante de RPGs japoneses e muito mais tarde, passei também a gostar dos “nossos” RPGs mais maduros e complexos. Mas enquanto não tenho um cartucho do Pokémon Yellow na minha gaveta (oportunidades não faltaram, eu é que vivia num mundo de fadas onde achava que facilmente conseguiria comprar qualquer jogo de Gameboy completo a um bom preço), deixei-me desleixar. Até que vi este Pokémon Blue a 4€ na Cash converters de Alfragide e o levei para casa. Era só o cartucho, mas eventualmente acabei também por encontrar numa loja do porto a caixa e os manuais por um preço irrisório.

Jogo completo com caixa, manual e papelada

Isto tudo para dizer que eventualmente quando arranjar um Red ou Yellow, não me irei alongar nos seus artigos, este acabará por ser o principal para representar essa primeira geração do fenómeno que ainda são os Pokémon. Reza a lenda que o pessoal da Gamefreak encontrou a sua inspiração para este jogo com as brincadeiras de infância que tinham ao procurar e coleccionar diferentes insectos nos quentes verões japoneses. Eventualmente a ideia de fazer um jogo deste género surgiu, mas não se deixaram ficar unicamente com insectos (se bem que isso não impediu a Sega de o fazer já neste milénio com os seus MushiKing), pelo que a Gamefreak deu azo à sua imaginação, apresentando-nos um set de 151 diferentes criaturas dos mais variadíssimos géneros para serem coleccionadas. Tanto “mamíferos”, como peixes, aves, insectos, plantas e até fantasmas fazem parte deste elenco. Os animais podem ser catalogados em diferentes tipos, como os elementais básicos de fogo, terra, água e ar, mas também outros como os eléctricos, rocha, neutros ou outros bem mais extravagantes, como os psíquicos, fantasmas e dragões. Todos estes tipos de pokémon possuem fraquezas ou vantagens perante outros tipos e isso é um factor determinante em todas as batalhas que travamos.

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Sempre gostei destas pequenas cutscenes de abertura.

Como RPG, Pokémon não é um jogo propriamente complicado, até porque o seu público alvo é o infantil. No entanto também consegue ser bastante complexo na sua comunidade mais hardcore. Isto por vários motivos: cada Pokémon apenas pode aprender 4 golpes para usar em batalha. Com a experiência e níveis ganhos ao longo do jogo, cada bichinho aprende bem mais do que 4 golpes, pelo que teremos necessariamente de escolher para descartar se quisermos aprender o golpe novo. Para além disso, existem vários golpes que os podemos comprar em lojas e ensiná-los aos bichos, aumentando ainda a componente estratégica. Ao longo do jogo em si nunca precisamos de nos preocupar muito com isto, mas nas batalhas multiplayer, ter os mesmos Pokémons mas com diferentes técnicas poderá realmente fazer a diferença. Depois apenas podemos carregar com 6 pokémons de cada vez, podendo trocá-los entre si livremente nas batalhas, com o custo de um turno. Para além disso, alguns Pokémons evoluem para outros Pokémons mais fortes, como por exemplo o Charmander, Charmeleon e Charizard serem 3 evoluções da mesma “espécie”. Mas podemos optar por não os deixar evoluir, o que por sua vez também pode trazer as suas vantagens.

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O número de pokémons que os nossos oponentes têm é variável, mas nunca lutamos contra mais de 6.

Mas na verdade, em que consiste o jogo? Até agora só disse que existem 151 Pokémons, divididos nos seus tipos e possíveis evoluções, bem como podem andar à pancada entre eles. Nós encarnamos numa criança que desde muito pequeno sonha em viajar pelo país fora, conhecer o máximo de Pokémons e tornar-se a si mesmo num treinador de Pokémon de referência. Então a nossa mãe acha isso uma boa ideia, não estranhando nada quando um adulto (Professor Oak) nos entrega uma Pokedéx (um catálogo/enciclopédia portátil sobre todos os Pokémon conhecidos), um Pokémon inicial à escolha (Charmander – fogo, Bulbasaur – erva ou Squirtle – água) e nos manda viajar pelo país, procurando descobrir e catalogar todos os Pokémons conhecidos. Mas não estamos sozinhos nesta aventura, pois Gary, um outro puto ranhoso com os mesmos sonhos também recebe a mesma “missão”, tornando-se nosso rival até ao final da aventura. Gary por sua vez escolhe sempre o Pokémon que é forte perante o nosso, por exemplo, Charmeleon se tivermos escolhido o Bulbasaur.

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Tendo em conta o público alvo, a história e bem levezinha.

O resto do jogo é então passado literalmente a atravessar o país todo em busca de aventura, derrotar todos os gym leaders de certas cidades e finalmente vencer os Elite Four, o conjunto de melhores treinadores Pokémon que iremos defrontar. Pelo meio temos sempre alguma história, até porque há por aí uns certos vilões a fazer das suas, bem como várias batalhas contra outros NPCs espalhados pelas estradas, cavernas e rios que interligam as várias cidades. Mas tão ou mais importante que isso é mesmo o coleccionismo destas criaturas. A maioria dos Pokémons podem ser encontrados nas cavernas, ervas altas nos caminhos normais ou na água, sendo alguns bem mais raros que outros, o que nos levará a gastar muitas horas em batalhas aleatórias até que nos apareça o Pokémon que desejamos. Mas o grinding também não é mau, pois deixa-nos mais fortes. O truque para os apanhar consiste em enchê-los de pancada até estarem quase a desmaiar, depois usamos um item específico  (a pokébola) para os capturar. Alguns Pokémons mais fortes exigem pokébolas mais caras para uma maior probabilidade de captura e alguns o melhor mesmo é adormecê-los ou paralizá-los, pois têm uma maior tendência para fugirem das batalhas. Mas podemos apanhar todos os 151 Pokémons assim? Não, nem por sombras. Alguns, os lendários, apenas aparecem em sítios específicos, outros como o Mew, são tão secretos que apenas se podiam “apanhar” oficialmente em eventos da Nintendo.

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Através da SNES (ou simplesmente jogando-o numa gameboy color), o jogo torna-se mais colorido.

Mas muitos outros pura e simplesmente não existem neste jogo. A Nintendo deu uma jogada de génio para nos sugar o máximo de dinheiro possível: lançar duas versões do mesmo jogo! Há Pokémons que aparecem só nesta versão, enquanto outros só aparecem na Red. A maneira de os ter é trocando-os com os amigos que tenham o outro jogo, bastando para isso sermos donos do cabo que interliga as duas portáteis. Alguns Pokémons até só evoluem se forem trocados com os amigos! Para além disso, os 3 Pokémons que podemos escolher inicialmente são únicos em cada partida, pelo que apenas podemos deitar as mãos aos outros 2 (e suas evoluções) ao trocar com alguém. Para mim, essa foi mesmo a jogada de génio da Nintendo, embora a minha carteira não tenha a mesma opinião.

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Entre outras coisas, a Pokédex dá-nos informações sobre os pokémon que apanhamos.

Os audiovisuais são bons tendo em conta que nos estamos a referir a uma Gameboy clássica. As sprites são bem detalhadas, embora os Pokémon ainda não tenham exactamente o mesmo design como visto no anime. Convém também referir que este é dos jogos com suporte ao acessório Super Gameboy, permitindo-nos jogá-lo com algumas cores por intermédio da nossa SNES. As músicas também são todas bem compostas e alegres e a música título é mais um dos clássicos hinos da Nintendo, que tem sido reaproveitada ao longo dos restantes jogos da saga.

Sinceramente acho este um dos jogos essenciais numa qualquer colecção de Nintendo Gameboy. Não é preciso ser-se um fanático de Pokémon (eu definitivamente não sou) para se entender que este jogo é um clássico absoluto e com um sucesso inteiramente merecido pela sua fórmula então original. Agora se justifica o lançamento de tanta sequela com poucas mudanças no seu core? Bom, isso já é outra discussão.

Castlevania (Nintendo Entertainment System)

CastlevaniaPor muito que eu goste da Master System, é inegável que a sua rival NES foi de longe a plataforma superior pelo seu excelente catálogo. Foi o berço de muitas séries de ouro da Nintendo que jogamos até aos dias de hoje, mas também popularizou outras de outras empresas como Castlevania ou até Metal Gear Solid. Conhecido no Japão como Akumajou Dracula, existem 2 versões com o mesmo nome, sendo jogos distintos. A versão NES que cá trago hoje é sem dúvida a mais popular, sendo a outra versão para o computador MSX2, conhecida cá na Europa como Vampire Killer e apresenta mecânicas de jogo distintas. Mas continuando com esta versão NES, a mesma foi comprada no mês passado por 7.5€ na cash converters de Alfragide, um excelente negócio na minha opinião, mesmo não tendo o manual a acompanhar.

Castlevania - Nintendo Entertainment System
Jogo com caixa e sleeve

Creio que o jogo dispensa apresentações de maior, mas para quem não o conhece, o nosso herói desta vez é nada mais nada menos que Simon Belmont, do clã Belmont, que tem tido o papel de prevenir e/ou derrotar Dracula sempre que o mesmo tenha sido ressuscitado ao longo dos anos. Ora 100 anos se passaram desde a última vez que o dentinhos nos visitou, pelo que mais uma vez o seu castelo emerge na transilvânia e cabe a Simon travar a ressurreição completa do rei das trevas.

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O fantástico e cinematográfico ecrã título

Como certamente saberão, até ao surgimento do Castlevania Symphony of the Night (e não contando nem com Vampire Killer nem Simon’s Quest), os jogos clássicos desta saga são simples jogos de plataforma/sidescrolling lineares, divididos por níveis e sempre com um boss no final de cada nível. Ao longo do jogo teremos imensos bichinhos para matar, sejam morcegos, zombies, esqueletos entre vários outros, como as irritantes Medusa Heads. Uma das coisas que sempre achei estranho nos Castlevanias e certamente sabem o que me estou a referir, são os coraçõezinhos que apanhamos quando damos umas chicotadas nas imensas velas espalhadas pelos níveis. Enquanto em practicamente todos os outros jogos que conheço, corações servem para nos restaurar alguma vida, em Castlevania são “munições” para as armas secundárias que podemos apanhar. Essas armas tanto podem ser machados que os atiramos descrevendo uma parábola no ar, cruzes que quase que servem de bumerangues atirados horizontalmente, água benta com “splash damage”, ou um relógio que pára o tempo temporariamente, deixando os inimigos congelados onde quer que estejam. Castlevania é um jogo bem difícil, pois por cada dano que recebamos, Belmont dá sempre um salto para trás, o que muitas vezes resulta em cairmos num penhasco e lá se vai uma vida. Assim sendo, usar estas armas secundárias de maneira inteligente acaba por ser a chave do sucesso deste jogo.

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Para restaurar pontos de vida, temos de encontrar comida escondida em algumas paredes

Este primeiro Castlevania é também uma homenagem a tudo o que seja filme de terror, pois muitos dos bosses intermediários são retirados de várias outras culturas, como a Medusa, Frankenstein ou mesmo a própria Morte. Para além disso, o próprio ecrã título é parte de um slide de fita cinematográfica, coisas que se foram repetindo em vários outros destes Castlevanias mais clássicos. Apesar de ser um jogo de 1987 e a NES ter jogos mais bonitos, adoro todo o aspecto audiovisual que lhe deram. O castelo em ruínas, mas ao mesmo tempo cheio de vida, as salas mais macabras, o design de vários inimigos, tudo está bom! E a música? Bom, as músicas deste jogo são das mais memoráveis de toda a indústria dos videojogos, sendo muitas vezes reimaginadas nos Castlevania que lhe sucederam.

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Esta intro… nem parece de um jogo típicamente censurado pela Nintendo.

Este é sem sombra de dúvidas um dos grandes clássicos de sempre dos videojogos. Apesar de a fórmula ainda não estar aperfeiçoada, Castlevania é um nome incontornável na história da NES, pelo que se um dia o virem à venda a um preço razoável, mesmo que seja apenas o cartucho, não hesitem!

Croc (Nintendo Gameboy Color)

CrocMais uma rapidinha de Gameboy, para mais um dos poucos jogos completos que tenho da plataforma. Croc foi mais uma das séries de plataforma em 3D que surgiram na segunda metade da década de 90, após o sucesso de jogos como Mario 64 ou Crash Bandicoot. E como todos os jogos multiplataforma de relativo sucesso, uma versão portátil do mesmo acabou por ser desenvolvida para a Gameboy Color. Tal como o Halloween Racer já aqui referido, este jogo era da minha irmã, que entretanto mo trocou por uns livros que eu cá tinha.

Croc - Nintendo Gameboy Color
Jogo com caixa, manual e papelada.

Confesso que nunca fui um grande conhecedor da série, tendo jogado apenas durante alguns minutos o primeiro jogo para a Sega Saturn no qual este se baseia. Essencialmente a nossa personagem é um crocodilo que tinha sido abandonado à nascença, tendo depois sido encontrado pelas estranhas criaturas peludas chamadas Gobbos. Certo dia os Gobbos foram todos raptados pelo vilão Lord Dante e os seus minions invadiram a terra de Croc. O resto não será muito difícil de adivinhar, pois recairá em nós o papel de resgatar todos os Gobbos e derrotar Dante.

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Tal como em Super Mario World, temos um overworld que nos mostra os níveis já jogados

Os controlos são simples, existindo um botão para saltar e outro para atacar, nada mais seria preciso, mas infelizmente as mecânicas de saltos e velocidade não foram muito bem implementadas, pelo que controlar Croc poderá ser algo confuso de início. Ao longo dos níveis, para além de chegarmos do ponto A ao ponto B, se os quisermos completar a 100% teremos de salvar os 4 Gobbos existentes, bem como coleccionar as letras que formam a palavra BONUS e finalizar o tal nível de bónus que isso desbloqueia. Esse é o maior desafio deste jogo, pois à parte de alguns níveis com um platforming mais exigente, o resto do jogo não é lá muito difícil. Isto também porque podemos coleccionar vários cristais, tal como em Mario coleccionamos moedas e em Sonic, anéis. Enquanto tivermos cristais na nossa posse nunca perdemos uma vida ao sofrer dano, pois cada golpe que sofremos retira-nos entre 2 a 4 cristais e os níveis estão cheios deles para serem apanhados.

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O jogo até que é bem colorido, algo que nem todos os jogos de GBC se podem gabar

De resto este é o típico jogo de plataformas em 2D, com os cenários a irem desde florestas, zonas com neve, desertos ou mesmo um castelo gigante. Em alguns dos níveis podemos andar num mine cart, noutro esquiar, andar de tapete voador, ou mesmo os níveis subaquático onde podemos nadar livremente. Graficamente é um jogo bastante colorido, e a Gameboy Color safa-se bem. Não é tão caprichado como os Wario Lands por exemplo, mas safa-se bem. As músicas infelizmente são algo repetitivas, pois são usadas em bastantes níveis. Algumas até que são mais catchy, já outras nem tanto.

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E os níveis de bónus são sliding puzzles com um tempo limite. Yay. Nope.

Croc é um jogo de plataformas razoável para a Gameboy Color. Enquanto Shantae ou os Wario Lands levam a melhor, não posso dizer que este seja um mau jogo de todo. Custa um pouco a habituar aos controlos, mas de resto é um jogo competente e quem é apreciador de jogos de plataforma certamente irá encontrar algum divertimento aqui.