O artigo que cá trarei hoje é uma rapidinha, mas daquelas mesmo à blitzkrieg. Isto porque este Star Wars é nada mais nada menos que uma conversão do jogo de mesmo nome lançado originalmente na NES, tendo sido também convertido para a Sega Master System e cuja versão eu já a analisei por aqui. O jogo foi comprado há umas semanas atrás na cash converters de S. Sebastião em Lisboa, creio que me custou cerca de 3€.
Jogo, apenas cartucho
Como o jogo é essencialmente o mesmo da versão Master System, recomendo a sua leitura para mais detalhes. Esta versão, para além dos visuais forçosamente diferentes devido ao ecrã monocromático, peca pelos controlos não serem tão bons, o que num jogo com uma grande dose de platforming é algo grave e afecta bastante a dificuldade. Só por essa razão acabo sempre por preferir a minha versão Master System, embora mesmo essa não seja propriamente o melhor jogo de sempre. Mas ambas valem nem que seja pelo artwork que têm na caixa.
Que os primeiros jogos Pokémon foram um sucesso tremendo é inegável. Sendo assim, depois de a Nintendo ter lançado em todo o mundo o Pokémon Yellow, uma espécie de “remake” de Green/Red/Blue mas com mais bases na série anime, uma verdadeira sequela não demoraria muito a ser lançada. E este Pokémon Gold, lançado em conjunto com o “irmão” Silver representava uma nova geração dos bichinhos mais lucrativos dos videojogos, com mais 100 para apanhar e uma região inteiramente nova para explorar. Esta minha cópia foi adquirida há uns meses atrás na Porto Alternativo da Maia por 5€. Edit: Recentemente arranjei uma versão em caixa num bundle grande que comprei.
Jogo em caixa
Mais uma vez encarnamos num jovem treinador de Pokémon onde temos como missão inicial do Professor Oak partir à aventura e descobrir todos os Pokémons existentes, dando-nos à escolha um de 3 pokémons (erva, fogo ou água) para os primeiros passos. O resto do jogo coloca-nos a explorar a nova região de Johto, batalhando outros treinadores, encontrando pokémons selvagens pelo caminho, derrotar os líderes de 8 ginásios e pelo meio ainda destruir uma certa organização de vilões. A fórmula mantém-se essencialmente a mesma portanto e ainda bem, já que o jogo vendeu que nem cerveja num festival de verão. No entanto há também uma série de interessantes novidades.
Mais uma vez apenas podemos escolher um de 3 diferentes Pokémons para começar o jogo. E são únicos, não aparecendo em mais lugar nenhum.
Podemos começar pelo facto de os Pokémons poderem agora segurar alguns items como berries (pequenos frutos que podem ser apanhados em algumas árvores) que podem ser utilizados a qualquer altura nas batalhas. Ou o facto de agora haver distinção entre Pokémons macho e fêmeas e ser possível fazer criação dos bichinhos. Mas para mim a mudança mais óbvia foi claro o ciclo de noite/dia que usa o relógio da consola. Certos Pokémon aparecem apenas em algumas alturas do dia, para além de aparecerem apenas em algumas regiões. Outra mudança muito benvinda para mim foi a introdução da Poké Gear. Esse aparelho tem várias funções como servir para fazer (ou receber) chamadas de outros NPCs que tanto nos podem convidar para batalhar novamente com eles ou avisar que se cruzaram com algum pokémon raro. Isto porque os Lendários desta geração atravessam várias posições do mapa, não ficam sempre nos mesmos locais. Ah, e temos também os Pokémon Shiny que sinceramente a mim não me dizem nada mas há sempre quem os tente coleccionar.
Com a hipótese de criar Pokémons, existem também agora Pokémons bébés.
Existem também novos movimentos para cada Pokémon, mesmo os das gerações anteriores. O facto de existirem 2 versões do essencialmente mesmo jogo significa que mais uma vez precisaremos de trocar com amigos vários Pokémons que não aparecem nas outras versões do jogo, havendo inclusivamente alguns Pokémons que apenas evoluem quando trocados. É também possível trocar com jogadores de Red, Blue e Yellow, mas devido a haver novos movimentos, teremos de nos certificar que trocamos Pokémons com um conjunto de movimentos que seja compatível com as versões antigas. Outra coisa que gostei bastante é o facto de não nos limitarmos a explorar Johto. Depois do “final” do jogo podemos ainda explorar toda a região de Kanto do jogo anterior, batalhando os seus Gym leaders e descobrir mais segredos. Isto sim, eu achei mesmo muito bom quando joguei Gold pela primeira vez.
O sistema de batalhas mantém-se inalterado, e sinceramente nem senti a falta de mudança
Graficamente não há grandes mudanças assim do jogo anterior. Apesar de ter sido desenvolvido com a Gameboy Color em mente, estes dois jogos são também retrocompatíveis com as Gameboys clássicas a preto e branco, notando-se na engine que acaba por ser bastante similar. Ainda assim, ver o jogo inteiramente a cores acaba por ser bem melhor do que o suporte ao Super Gameboy dos primeiros jogos que já nos deixavam com uma paleta de cores limitada. As músicas também são boas, assim como os efeitos sonoros, mas lá está, nada de muito novo ou diferente dos jogos anteriores, o que também não me deixa com razões de queixa.
Também é possível jogar-se este Pokémon na Gameboy original, talvez um dos últimos lançamentos ainda com suporte para essas consolas
Apesar de ter vários Pokémons ainda na minha lista de espera para jogar (practicamente todos os de DS e seguintes) e hoje em dia eu não ser um grande seguidor da série, apanhei o Pokémon Gold na altura em que o mesmo saiu graças ao fantástico mundo da emulação e perdi imensas horas com o jogo. É muito possivelmente o meu preferido de todos os que joguei até agora embora acabe por recomendar o Crystal devido ao conteúdo extra que acaba por trazer. Mas isso poderá ficar para um outro artigo.
Tempo para mais uma rapidinha a um cartuchito de Gameboy Advance que veio parar às minhas mãos algures no mês anterior, na Cash Converters de Alfragide, por uns 3, 4€. Apesar de eu já ter escrito sobre o WarioWare D.I.Y para a Nintendo DS, este Minigame Mania é o primeiro jogo da franchise mais nonsense que a Nintendo desenvolveu. Reza a lenda que os produtores do jogo começaram o seu desenvolvimento às escondidas dos seus chefes, e com o conteúdo de alguns dos microjogos, pudera.
Jogo, apenas cartucho
Como seria de esperar o principal protagonista deste jogo é Wario que, vendo o sucesso que os videojogos no geral estão a fazer e sendo ele a pessoa mais gananciosa de todo o sempre decide fazer os seus próprios videojogos. Mas pelos vistos sozinho não dá conta do recado pelo que recruta uma série de seus amigos para também eles desenvolverem os seus próprios micro jogos. E o resto… é a loucura total.
Se Wario pudesse reescrever a história isto seria o que acontecia
O diferencial deste jogo é o mesmo conter dezenas de diferentes micro jogos, que apesar de serem bastante simples, requerem poucos segundos para serem completados. E à medida que vamos progredindo, a velocidade aumenta e o tempo disponível vai diminuindo, o que vai aumentar o desafio. Os micro jogos são dos mais variadíssimos temas, desde apanhar bolas de baseball, serrar troncos de madeira, outros baseados em videojogos como o Wario no lugar de Mario e as coisas demasiado estranhas como puxar a ranhoca para de volta para o nariz, ou escovar os dentes. Muitas vezes as acções necessárias apenas consistem em usar o botão direccional ou um dos faciais na altura certa, pois com o curto intervalo de tempo disponível realmente não dá para pensar muito. Cada personagem tem o seu próprio conjunto de jogos e antes de passarmos para a seguinte temos sempre um nível de boss, que acaba por ser um pouco mais longo e complexo.
Muitos minijogos para além de serem completamente doidos, têm um design muito minimalista
Mesmo terminando o modo história o que não falta são modos de desafio, onde podemos bater os nossos records ao tentar sobreviver o máximo de tempo possível a enfrentar todos esses microjogos de forma aleatória. Parece-me que existem também uma pequena vertente multiplayer para dois jogadores, mas confesso que essa me passou ao lado.
Aí está, o clássico!
No que diz respeito aos audiovisuais, as cutscenes e o progresso no jogo em si são bastante coloridas e detalhadas, já os próprios micro jogos… bom tanto temos coisas bem detalhadas ao nível da GBA, como muitos outros bastante simples, quase ao nível de “rabiscos”, mas sinceramente isso também marca a diferença de WarioWare, não me chateia. As músicas são bastante catchy e simples, pois as mesmas vão sendo também aceleradas ao mesmo tempo que o ritmo do jogo. Sempre gostei bastante das musiquinhas de Warioware e neste jogo não é excepção. De resto, apenas me falta referir que o recomendo vivamente: pela sua originalidade, portabilidade e laivos de loucura saudável que por vezes fazem falta aos videojogos.
Voltando para as aventuras do canalizador bigodudo mais famoso de sempre, o jogo que trarei cá hoje é mais um da série “New” Super Mario Bros. Com o merecido sucesso do primeiro jogo da Nintendo DS, Miyamoto lá agora seria a vez da Nintendo Wii de receber mais um jogo de plataformas revivalista 2D, após o excelente Super Mario Galaxy continuarem a fórmula que começou a ser introduzida no Super Mario 64. Ora eu possuo duas diferentes versões deste mesmo jogo, uma normalíssima de retail na foto abaixo, e ainda outra em cardbox sleeve e com os manuais à parte que veio em conjunto com a minha Wii. Esta versão aqui ilustrada encontrei-a numa das minhas idas à feira da Vandoma no Porto, onde a comprei por 2 ou 2.5€, já não me recordo ao certo, um óptimo achado!
Jogo completo com caixa, manual e muita papelada
Sim, mais uma vez a princesa Peach foi raptada, naquele que deve bem ser o guião mais repetido na história dos videojogos. No entanto isto vai buscar muita coisa ao Super Mario Bros. 3, nomeadamente o reaparecimento dos Koopalings como bosses em cada mundo. Bowser e Bowser Junior claro que também vão dando uma perninha. De resto a jogabilidade básica é semelhante aos jogos 2D clássicos do Mario, e embora seja possível jogar com o setup Wiimote mais Nunchuck, é também possível jogá-lo apenas com o Wiimote de lado, quase como um comando de NES se tratasse. Ainda bem! No entanto ainda assim é exigido por vezes que movimentemos o Wiimote, seja para fazer uns rodopios no ar, ou controlar algumas plataformas especiais, mas nada de muito cansativo. De resto os movimentos vistos antes como o triplo salto, ground pound, saltar entre paredes, entre outros continuam a ser possíveis de se executarem aqui e parece-me que vieram de facto para ficar.
Desta vez foram Bowser Junior e os Koopalings a levarem Peach consigo
Tal como no seu predecessor para a Nintendo DS, os níveis vão sendo desbloqueados num mapa em overworld, onde poderemos também descobrir saídas alternativas de cada nível para desbloquear outros níveis ou atalhos, bem como temos na mesma as 3 moedas especiais para coleccionar, que depois nos poderão dar acesso a novos níveis no world 9 a desbloquear no final do jogo normal. Como é habitual, em cada mundo temos vários tipos de níveis, bem como 1 ou mais bosses intermediários, uma casa assombrada com mais foco nos puzzles e várias Toad Houses onde podemos jogar alguns minijogos para ganhar vidas ou power ups que podem ser utilizados no mapa. Dos power ups temos os clássicos do costume como o cogumelo vermelho, flor de fogo ou a estrela que nos dá invencibilidade temporária. Da DS voltou o mini cogumelo que nos deixa minúsculos, podendo assim passar em áreas ou tubos pequeno. Power ups novos temos uma flor de gelo, que nos deixa num estado semelhante ao de “Fire Mario”, mas deitamos bolas de gelo ao invés de fogo. Isto serve para congelar inimigos num bloco de gelo, o que poderá ser bastante útil. Temos também um fato de pinguim que para além de ter poderes semelhantes, dão-nos mais manobrabilidade em nos movimentarmos no gelo ou água. Por fim há um com uma ventoinha na cabeça de Mario. Este permite-nos sair disparados pelo ar, e descer mais suavemente, ou rodopiar velozmente para baixo como ataque. É um bom power up a se ter para aqueles segmentos de platforming mais desafiantes.
Inimigos também podem andar a vaguear pelo mapa, se nos encontrarmos entramos num mini-boss que nos premeia com itens extra se derrotado.
Ainda mais haveria para dizer nesta categoria, como o regresso do Yoshi em alguns níveis que são um piscar de olho bem notório ao Super Mario World, mas o que deu realmente cartas neste jogo é a sua vertente multiplayer. É possível jogar todo o modo história com até 4 jogadores, sendo que o primeiro jogador controla sempre o Mario. De resto temos Luigi e dois Toads também para usar. Apesar deste modo de jogo ser visto supostamente como cooperativo, muitas vezes acaba por se tornar algo mais caótico e com os “amigos” a fazerem muitas trapaceiras uns aos outros. Mas acho que está bem implementado, embora sinceramente o tenha jogado muito pouco. Temos também o Free-For-All que é notoriamente competitivo pois avalia a performance de cada jogador no final e o Coin Battle onde cada jogador compete unicamente por ter mais moedas, com o detalhe de ter níveis próprios para este último modo de jogo.
Nunca gostei muito dos Boos, quanto mais dos grandes.
Ainda convém referir o Super Guide. Visto a Wii ter sido uma consola desenvolvida para captar a audiência de não-jogadores ou jogadores casuais, pelos vistos este jogo poder-se-ia tornar demasiado difícil para essas pessoas, pensou a Nintendo. Então se perdermos 8 vidas num determinado nível, aparece-nos um bloco com um ponto de exclamação e podemos ver um Luigi a atravessar o nível normalmente (sem revelar nenhum segredo no entanto). Depois de Luigi nos mostrar como atravessamos esse nível temos a hipótese de voltar a jogar o nível e tentar uma vez mais por nós próprios como o fazer, ou então avançar logo para o seguinte. De certa forma até se compreende a implementação deste Super Guide, pois o jogo tem alguns momentos mais desafiantes e tendo em conta que inicialmente apenas podemos gravar o nosso progresso em cada castelo, esta poderá ser eventualmente uma boa ajuda.
Apesar de serem jogos diferentes, muitos conceitos foram reciclados do jogo anterior
De resto, e passando para os audiovisuais, os mesmos são bem limpinhos, como seria de esperar. Apesar de o jogo ser jogado numa perspectiva totalmente em 2D, tanto Mario e companhia como o próprio background dos níveis são todos modelados em 3D. Para quem jogou o primeiro New Super Mario Bros da DS acaba por ver alguns cenários bem familiares, como os desertos, ou o mundo glaciar. A banda sonora é boa, consistindo primariamente por várias reimaginações dos clássicos de NES e SNES, mas também não só. Das músicas novas, gostei bastante da do World 2, do deserto. As antigas repito o mesmo que escrevi no New Super Mario Bros da DS: prefiro de longe o chiptune de NES, certamente por questões mais nostálgicas. Mas como um todo nos audiovisuais este é um jogo que cumpre bem o seu papel embora não brilhe particularmente em qualquer um destes campos.
Recomendar ou não este New Super Mario Bros Wii é uma tarefa simples. Recomendo sim senhor! Só tenho pena que o jogo não tenha suporte ao comando de GC ou ao Classic/Pro controller, bem como algumas coisas mais “casuais” que a Nintendo acabou por lá meter. Mas se são fãs de jogos de plataformas este é decididamente um jogo que vale a pena ter na Wii.
Na passada PUSHSTART escrevi um artigo que se enquadra na rubrica “Old vs New”, onde se comparam diferentes versões do mesmo jogo, ou o original com uma sequela mais recente e se ilustram as diferenças e as evoluções que os mesmos sofreram ao longo dos anos. Eu resolvi escolher os Duck Tales, o original de NES, e o seu remake lançado em 2013 salvo erro, na versão PC.
Jogo original da NES, apenas cartucho e sleeve protectora
O jogo da NES eu possuo apenas o cartucho, tendo sido mais um dos jogos que comprei recentemente num bundle de NES/SNES a um utilizador do fórum Collectors Corner. O remake para PC foi comprado há uns meses atrás na Mediamarkt de Alfragide por 10€.
Remake em HD do primeiro jogo, versão PC, completa com caixa e papelada
Sobre os jogos? São excelentes jogos de plataforma, mas poderão ler a minha opinião completa aqui.