The Smurfs Travel the World (Super Nintendo)

Smurfs 2Hoje como é dia de festa e para estar com a família, o jogo que vou trazer cá ao tasco é mais uma rapidinha. Não sou grande apologista em escrever primeiro sobre uma sequela ou um port e só depois do original, mas por vezes vou abrindo algumas excepções, como esta. Smurfs Travel The World é o segundo jogo de plataformas sobre os pequenos seres azuis desenvolvido pela francesa Infogrames, pois tal como em Tintin, Asterix, ou Lucky Luke, durante os anos 90 a Infogrames focou-se no lançamento de videojogos baseados em conhecidas séries de banda desenhada franco-belga. Este é o último dos jogos que me faltava analisar, que comprei há uns meses atrás num bundle juntamente com outros jogos NES e SNES por 50€.

The Smurfs Travel the World - Super Nintendo
Jogo com caixa e manual

Em Smurfs 2, a história é simples, 2 dos Smurfs espreitam às escondidas o laboratório do smurf velhote para verem um certo cristal mágico. Mas ao mexer no que não devem, o cristal parte-se em muitos pedaços e os smurfs são levados para o outro lado do mundo, na américa do sul. A partir daí o objectivo é encontrar todos pedaços dos cristais deseparecidos, acabando por visitar vários locais diferentes do mundo como a América do Norte, África, Austrália e Ásia.

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A história do jogo vai sendo contada com estas pequenas cutscenes.

A jogabilidade é simples, com um botão para saltar, outro para correr e ainda outro para dar pontapés, que por vezes até é bem necessário para chutar objectos, não necessariamente os inimigos pois estes podem também ser derrotados saltando-lhes em cima. Os cristais tanto podem ser bem facilmente encontrados, mas também pode ser necessário cumprir certas tarefas, como dar bananas a macacos, encaminhar peixes pequenos para serem comidos por outros maiores, ou levar abelhas de volta para as suas colmeias. De resto é a jogabilidade tradicional de um jogo de plataformas em 2D, nada do outro mundo.

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Graficamente é um jogo bem competente e detalhado

Graficamente é um jogo bem bonito e colorido, tendo sido uma das primeiras coisas que reparei mal o joguei pela primeira vez. Os cenários são bem detalhados e apesar de existirem muitos cenários naturais, as diferenças entre as américas, áfrica, austrália e ásia estão de facto muito bem representadas. As sprites estão também bem detalhadas, mas tenho pena que falte alguns bosses a sério. Por vezes temos um ou outro, mas nada de especial, todo o conceito do jogo aponta mesmo para colecionar todos os cristais presentes num nível e avançar para o seguinte. As músicas são também óptimas, tanto com as influências étnicas das diferentes regiões visitadas, como na própria qualidade das mesmas. O chip de som da SNES permite reproduzir músicas bem épicas, e acho que o resultado final, pelo menos tecnicamente, é muito bom.

Apesar desta versão SNES ser bem competente em relação à da Mega Drive que também não deixa nada a desejar, ainda gostaria um dia de ter uma outra versão deste jogo, nomeadamente a versão Master System. Com a versão Master System a ser lançada oficialmente em 1996, é um dos últimos, senão mesmo o último jogo a ser lançado para essa consola, pelo menos em território europeu, sendo assim um jogo bem rarinho e procurado.

Astérix and Obelix (Nintendo Gameboy)

Asterix and ObelixA era dourada da Mega Drive e SNES, foi uma boa época para os fãs  de jogos de plataformas e de banda desenhada. Nas consolas da Sega tivemos excelentes jogos para a Master System e/ou Mega Drive produzidos pela própria Sega ou pela Core, estes já não tão bons. Nas consolas da Nintendo foi a francesa Infogrames a lançar os videojogos desta dupla gaulesa. E o que aqui trago hoje foi um jogo que foi lançado originalmente para as plataformas da Nintendo, quer a SNES, quer esta versão Gameboy que por sua vez foi comprada no mês passado na Cash Converters de S. Sebastião em Lisboa por cerca de 3€.

Asterix and Obelix - Nintendo Gameboy
Apenas o cartucho

A história é uma mistura dos acontecimentos em vários livros, mas com o conceito base do “Astérix e a Volta à Gália”, onde César manda barricar a pequena aldeia rebelde Gaulesa, para tentar conter Astérix e seus amigos. Como forma de desafiar o imperador romano, Astérix e Obelix partem à aventura viajando para outros países ocupados pelos Romanos, trazendo um souvenir de cada um desses destinos e enviá-los para César, de forma a mostrar-lhe que o seu plano não resultou. É aqui que o jogo vai buscar os acontecimentos de outros livros como Astérix entre os Bretões, Helvéticos, ou na Hispânia.

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A jogabilidade é simples e bem tradicional

A jogabilidade é a de um simples jogo de plataformas em 2D, não tendo muito que saber. Existe um botão para saltar e outro para atacar, podemos escolher jogar quer com Astérix ou com Obélix. Ao longo do jogo vemos uma série de caixinhas como as item boxes de Super Mario, que tanto poderão servir como plataformas, ou podem também ser quebradas e alojar items como estrelas (servem apenas para aumentar a pontuação, moedas que tal como Mario nos dão vidas extra ao coleccionar um determinado número. Mediante se jogarmos com Astérix ou Obélix, podemos também encontrar uma poção mágica ou um javali assado respectivamente, que nos dão invencibilidade temporária. Muitas vezes teremos também níveis de bónus para completar, onde o objectivo é apanhar o maior número de itens possível dentro de um curto intervalo de tempo. Também no final de cada capítulo principal temos um nível diferente. Na Bretanha temos uma partida de Rugby para vencer, na Grécia umas provas olímpicas que exigem um certo button mashing da nossa parte, ou na Hispânia ainda participamos numa pequena tourada.

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Usando o Super Gameboy, o jogo ganha uma paleta de cores bastante útil

Graficamente é um jogo bem detalhado para uma Gameboy, mas também é daqueles que para quem tiver uma Super GameBoy da SNES beneficia em grande ao jogar isto na TV, pois o esquema de cores fica muito melhor, tendo também um bom banner de fundo. Isso ou jogam mesmo a versão SNES que obviamente na parte gráfica é bem superior. Curiosamente até acabo por preferir as músicas desta versão Gameboy, achei que ficaram bem mais conseguidas tendo em conta a limitação do hardware.

Por alguma razão, a Infogrames decidiu ainda converter este jogo para a Gameboy Color, sendo uma versão ainda mais colorida deste jogo, mas também para a Gameboy Advance, na compilação Astérix & Obélix Bash Them All, embora essa versão seja baseada na versão SNES, naturalmente superior pelo menos no quesito gráfico.

Sonic Battle (Nintendo Gameboy Advance)

Sonic BattleBom, o artigo de hoje será mais uma rapidinha pois é um jogo que infelizmente é mesmo mauzinho. Infelizmente todos sabemos que o Sonic tem recebido doses industriais de jogos maus, tanto nos jogos principais da série como o Sonic Heroes, Shadow the Hedgehog ou o infame reboot de 2006, mas também tem recebido muitos spin offs de qualidade questionável e isso infelizmente não vem de “agora”, pois já na Game Gear tinhamos coisas como Sonic Blast ou Sonic Labyrinth. Este Sonic Battle é um brawler, que até pode lembrar coisas como Super Smash Bros, mas enquanto a ideia de um SSB até me poderia agradar, porque o fizeram para a GBA, é algo que me passa ao lado. O cartucho foi comprado há umas semanas atrás na cash converters de S. Sebastião em Lisboa, tendo-me custado uns 3€.

Sonic Battle - Nintendo Gameboy Advance
Jogo, apenas cartucho

O jogo anda à volta de um antigo robot de uma civilização há muito extinta, o Gizoid, ter sido descoberto por Sonic e seus amigos numa praia perto das suas casas. Deram-lhe a alcunha de Emerl, devido às suas habilidades para utilizar as esmeraldas caóticas e melhorar a sua performance a cada esmeralda colectada. Enquanto Sonic e os amigos divertem-se a treinar Emerl que por sua vez tende a ficar cada vez mais poderoso, inteligente, e também amigo do ouriço azul e seus companheiros, os vilões, e especialmente Eggman que sabe os segredos por detrás do seu poder, tentam a todo o custo utilizar Emerl para os seus próprios planos mais nefastos.

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Para progredir na história vamos tendo de explorar os mapas e interagindo com outras personagens

O jogo está então dividido em dois segmentos distintos. Por um lado temos o overworld, onde nos podemos deslocar de um lado para o outro e interagir com outras personagens, gerando longos diálogos algo juvenis como infelizmente tem vindo a acontecer com os jogos do Sonic, e pelo meio lá vamos ser arrastados para as batalhas propriamente ditas. Aqui somos largados numa arena 3D em perspectiva isométrica para andar à porrada uns com os outros. Os objectivos variam: tanto podem ser combates de survival, onde temos de derrotar todos os outros adversários mediante o número de vidas que tenham, ou KO battle, onde o objectivo é ser o primeiro a alcançar um número definido de KOs. O sistema de batalha é aparentemente simples, com um botão para saltar, outro para atacar, e os botões de cabeceira para defender ou usar os golpes especiais. À medida que vamos atacando ou defendendo golpes dos adversários, vamos enchendo uma barrinha de energia e quando a mesma está cheia, é nessa altura que podemos usar o ataque especial, que geralmente é bastante poderoso. Esses ataques são os que acabam por ser customizáveis, pois antes de cada combate podemos pré-definir quais os ataques especiais que queremos atribuir às categorias de Ground, Air e Defend, onde por si os ataques especiais podem ser melee (power), ranged (shot) ou armadilhas (trap).

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Infelizmente os diálogos à “Morangos com Açucar” acabam por ser bastante longos

Para além do modo história onde poderemos jogar com muitas das personagens do universo do Sonic, temos ainda outros modos de jogo, como o Battle Mode, ideal para multiplayer para até 4 pessoas, embora todas elas tenham de ter uma cópia do jogo. Existe ainda o Challenge Mode, onde teremos de lutar numa série de batalhas com diferentes objectivos e depois nos dão uma avaliação final mediante a nossa performance e por fim podem ser desbloqueados uma série de mini-jogos, onde alguns podem também ser jogados por multi-player, mas sem ser necessário os amigos possuirem uma cópia do jogo. Não cheguei a testar esses mini-jogos, no entanto.

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Algumas arenas herdam elementos bem conhecidos de vários níveis clássicos

Graficamente é um jogo bonitinho, pois reutiliza as sprites dos Sonic Advance, e nos próprios diálogos também vamos tendo direito a sprites bem maiores e detalhadas das personagens. As arenas são num 3D muito simples, pois estamos a falar de uma Gameboy Advance. As músicas não me ficaram na memória, mas também confesso que já joguei este Sonic Battle há um bom tempo atrás.

No fim de contas, e embora no início do texto eu tenha dito que este é um jogo mau, vou trocar de mau para mediano, pois apesar de ser bastante repetitivo e com diálogos idiotas que infelizmente foram o rumo que a série tomou desde os Adventure, as mecânicas de jogo até nem são más de todas. E por muito que um Power Stone ou Super Smash Bros com personagens da Sonic Team me pareça uma boa ideia ser for bem feito, era preciso que fosse algo bem mais polido que este Sonic Battle. E de preferência numa consola de mesa.

Star Wars (Nintendo Gameboy)

Star WarsO artigo que cá trarei hoje é uma rapidinha, mas daquelas mesmo à blitzkrieg. Isto porque este Star Wars é nada mais nada menos que uma conversão do jogo de mesmo nome lançado originalmente na NES, tendo sido também convertido para a Sega Master System e cuja versão eu já a analisei por aqui. O jogo foi comprado há umas semanas atrás na cash converters de S. Sebastião em Lisboa, creio que me custou cerca de 3€.

 

Star Wars - Nintendo Gameboy
Jogo, apenas cartucho

Como o jogo é essencialmente o mesmo da versão Master System, recomendo a sua leitura para mais detalhes. Esta versão, para além dos visuais forçosamente diferentes devido ao ecrã monocromático, peca pelos controlos não serem tão bons, o que num jogo com uma grande dose de platforming é algo grave e afecta bastante a dificuldade. Só por essa razão acabo sempre por preferir a minha versão Master System, embora mesmo essa não seja propriamente o melhor jogo de sempre. Mas ambas valem nem que seja pelo artwork que têm na caixa.

Pokémon Gold (Nintendo Gameboy Color)

Pokemon GoldQue os primeiros jogos Pokémon foram um sucesso tremendo é inegável. Sendo assim, depois de a Nintendo ter lançado em todo o mundo o Pokémon Yellow, uma espécie de “remake” de Green/Red/Blue mas com mais bases na série anime, uma verdadeira sequela não demoraria muito a ser lançada. E este Pokémon Gold, lançado em conjunto com o “irmão” Silver representava uma nova geração dos bichinhos mais lucrativos dos videojogos, com mais 100 para apanhar e uma região inteiramente nova para explorar. Esta minha cópia foi adquirida há uns meses atrás na Porto Alternativo da Maia por 5€. Edit: Recentemente arranjei uma versão em caixa num bundle grande que comprei.

Jogo em caixa

Mais uma vez encarnamos num jovem treinador de Pokémon onde temos como missão inicial do Professor Oak partir à aventura e descobrir todos os Pokémons existentes, dando-nos à escolha um de 3 pokémons (erva, fogo ou água) para os primeiros passos. O resto do jogo coloca-nos a explorar a nova região de Johto, batalhando outros treinadores, encontrando pokémons selvagens pelo caminho, derrotar os líderes de 8 ginásios e pelo meio ainda destruir uma certa organização de vilões. A fórmula mantém-se essencialmente a mesma portanto e ainda bem, já que o jogo vendeu que nem cerveja num festival de verão. No entanto há também uma série de interessantes novidades.

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Mais uma vez apenas podemos escolher um de 3 diferentes Pokémons para começar o jogo. E são únicos, não aparecendo em mais lugar nenhum.

Podemos começar pelo facto de os Pokémons poderem agora segurar alguns items como berries (pequenos frutos que podem ser apanhados em algumas árvores) que podem ser utilizados a qualquer altura nas batalhas. Ou o facto de agora haver distinção entre Pokémons macho e fêmeas e ser possível fazer criação dos bichinhos. Mas para mim a mudança mais óbvia foi claro o ciclo de noite/dia que usa o relógio da consola. Certos Pokémon aparecem apenas em algumas alturas do dia, para além de aparecerem apenas em algumas regiões. Outra mudança muito benvinda para mim foi a introdução da Poké Gear. Esse aparelho tem várias funções como servir para fazer (ou receber) chamadas de outros NPCs que tanto nos podem convidar para batalhar novamente com eles ou avisar que se cruzaram com algum pokémon raro. Isto porque os Lendários desta geração atravessam várias posições do mapa, não ficam sempre nos mesmos locais. Ah, e temos também os Pokémon Shiny que sinceramente a mim não me dizem nada mas há sempre quem os tente coleccionar.

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Com a hipótese de criar Pokémons, existem também agora Pokémons bébés.

Existem também novos movimentos para cada Pokémon, mesmo os das gerações anteriores. O facto de existirem 2 versões do essencialmente mesmo jogo significa que mais uma vez precisaremos de trocar com amigos vários Pokémons que não aparecem nas outras versões do jogo, havendo inclusivamente alguns Pokémons que apenas evoluem quando trocados. É também possível trocar com jogadores de Red, Blue e Yellow, mas devido a haver novos movimentos, teremos de nos certificar que trocamos Pokémons com um conjunto de movimentos que seja compatível com as versões antigas. Outra coisa que gostei bastante é o facto de não nos limitarmos a explorar Johto. Depois do “final” do jogo podemos ainda explorar toda a região de Kanto do jogo anterior, batalhando os seus Gym leaders e descobrir mais segredos. Isto sim, eu achei mesmo muito bom quando joguei Gold pela primeira vez.

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O sistema de batalhas mantém-se inalterado, e sinceramente nem senti a falta de mudança

Graficamente não há grandes mudanças assim do jogo anterior. Apesar de ter sido desenvolvido com a Gameboy Color em mente, estes dois jogos são também retrocompatíveis com as Gameboys clássicas a preto e branco, notando-se na engine que acaba por ser bastante similar. Ainda assim, ver o jogo inteiramente a cores acaba por ser bem melhor do que o suporte ao Super Gameboy dos primeiros jogos que já nos deixavam com uma paleta de cores limitada. As músicas também são boas, assim como os efeitos sonoros, mas lá está, nada de muito novo ou diferente dos jogos anteriores, o que também não me deixa com razões de queixa.

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Também é possível jogar-se este Pokémon na Gameboy original, talvez um dos últimos lançamentos ainda com suporte para essas consolas

Apesar de ter vários Pokémons ainda na minha lista de espera para jogar (practicamente todos os de DS e seguintes) e hoje em dia eu não ser um grande seguidor da série, apanhei o Pokémon Gold na altura em que o mesmo saiu graças ao fantástico mundo da emulação e perdi imensas horas com o jogo. É muito possivelmente o meu preferido de todos os que joguei até agora embora acabe por recomendar o Crystal devido ao conteúdo extra que acaba por trazer. Mas isso poderá ficar para um outro artigo.