The Simpsons: Bart vs Space Mutants (Nintendo Entertainment System)

Bart vs the Space MutantsO artigo que trarei cá hoje é mais que uma rapidinha, é mesmo um artigo “blitzkrieg”! Isto porque para além de hoje o tempo não dar para mais, já analisei a versão Master System anteriormente e este Bart vs the Space Mutants da NES é na sua essência o mesmo jogo. Este meu exemplar, do qual apenas possuo o cartucho, foi comprado algures no mês passado de Janeiro na Feira da Vandoma do Porto por 5€, creio até que foi um dos primeiros jogos que comprei neste ano de 2015.

Bart vs the Space Mutants - Nintendo Entertainment System
Apenas cartucho

Tal como referido acima, esta versão é semelhante à da Master System, embora como seria de esperar, com gráficos um pouco piores mas surpreendentemente bem coloridos, talvez dos jogos mais coloridos da NES. A música é melhor e o facto desta versão possuir a música oficial dos Simpsons é um plus, é sempre agradável ouvir aquela melodia familiar com o chiptune da NES. De resto mantém aquela jogabilidade de um sidescroller, com mecânicas de jogo não convencionais, onde temos níveis em que o objectivo é pintar uma série de objectos de roxo, outros em que temos de coleccionar chapéus, sempre tendo em conta que os ETs podem estar mascarados de humanos, sendo necessário “desmascará-los” ao equipar uns óculos especiais. Tudo isto aliado a uma dificuldade bem acima da média, e com saltos bem precisos e difíceis de executar.

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Apesar de não ser tão colorida como a versão Master System, esta versão NES não é nada má nos audiovisuais

Este é daqueles jogos com fama de serem mesmo difíceis e frustrantes para a NES, o que sinceramente é pena, pois para além de gostar dos conceitos que implementaram, tecnicamente também é um bom trabalho da Acclaim.

Bomberman Generation (Nintendo Gamecube)

Bomberman GenerationO Bomberman é certamente uma das personagens mais icónicas do mundo dos videojogos. A mascote da Hudon, com as suas origens num videojogo bem viciante, especialmente se jogado em multiplayer, tem visto com o decorrer dos anos o lançamento de inúmeros videojogos baseados na mesma fórmula. Mas por vezes também se desviam um pouco da norma e este Bomberman Generation acaba por ser um jogo de acção/aventura bem diferente dos Bomberman clássicos. O meu exemplar foi comprado há uns meses atrás na feira da Vandoma no Porto, por 5€.

Bomberman Generation - Nintendo Gamecube
Jogo com caixa e manual

Este Bomberman conta uma história onde o universo aparentemente é alimentado pela energia de uns pequenos cristais chamados “bomb elements”. Curioso para saber mais, o professor Ein traz-los numa nave espacial para serem analisados no seu laboratório, quando a mesma nave é albarroada pelos piratas Hige Hige, que roubam os bomb elements e refugiam-se num planeta ali próximo. O resto do jogo coloca-nos em perseguição dos Hige Hige Bandits e os seus bomb elements, ao longo de 5 diferentes mundos, com cenários variados como florestas, desertos, templos antigos ou bases espaciais mais high-tech.

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Em baixo temos alguns dos Charabombs que nos podem ajudar na aventura

A jogabilidade é quase a de um jogo de plataformas, excepto pelo Bomberman não conseguir saltar. Vamos então vagueando em cada nível numa perspectiva quase em top-down view, e o único ataque que dispomos é o que Bomberman sempre fez de melhor: usar bombas. Essas bombas podem ser utilizadas para atacar directamente inimigos, ou abrir contentores que tenham itens, ou destruir algumas partes do cenário para nos abrirem novas passagens. Mas este jogo ainda vai bem mais longe com as suas mecânicas. Vamos poder apanhar items que depois nos permitem criar bombas de diferentes elementos, como água, gelo ou luz, encontrar pequenas criaturas (Charabombs) que nos dão diferentes habilidades se os equiparmos, como teleguiar as bombas que atiramos para o inimigo mais próximo, explodi-las quando quisermos, ou mesmo controlar o seu movimento manualmente. Todas as suas habilidades acabam por ser eventualmente necessárias para terminar o jogo através de pequenos puzzles, quanto mais não seja para encontrar várias dos power-ups secretos que podemos encontrar, como heart containers que nos aumentam a nossa vida.

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Para além de largar as bombas, podemo-las atirar ou chutar

Os próximos Charabombs que encontramos para que os mesmos se juntem a nós devem ser combatidos como se combates de Pokémon se tratassem, embora muito simplificados. Podemos escolher apenas um pequeno set de movimentos a desempenhar sequencialmente a cada turno e o nosso oponente faz o mesmo. Os bichos também são elementais, pelo que combater Charabombs de fogo usando um de água é sempre uma boa ideia. Existem também imensos powerups a serem apanhados, como itens que incrementam o número de bombas que podemos largar de cada vez ou a nossa velocidade. Infelizmente se perdermos uma vida estes valores voltam outra vez ao default, movimentação lenta e apenas uma bomba de cada vez. Temos também vários mini-jogos dentro da própria aventura principal, bem como uma série de bosses que para um jogo infantil nem são assim tão fáceis, o que me acabou por surpreender positivamente.

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Os bosses também têm uma barra de vida medida em corações.

Para além do modo história poderemos depois jogar os minijogos as vezes que quisermos, bem como temos também uma interessante componente multiplayer, como um verdadeiro jogo da série Bomberman. Para além do modo clássico onde podemos andar sozinhos contra o computador, ou com outros amigos a estourar-nos uns aos outos (e evitar que sejamos apanhados pelas nossas próprias explosões, temos outras variações desse modo clássico, como um onde vence o jogador que tiver mais moedas no fim, ou o modo reversi, onde as nossas bombas alteram a cor do chão. Como o próprio Reversi nunca foi jogo que gostasse muito, também não perdi grande tempo com este modo de jogo. Temos também o Dodge Battle, onde os jogadores não têm bombas para armadilhar, mas elas simplesmente chovem do céu e a ideia é mesmo sobreviver. Por fim temos o Revenge Battle que é muito estranho, andamos a circular a arena de jogo e temos de estourar com as coitadas das toupeiras que vão aparecendo.

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Porque um jogo de Bomberman sem o multiplayer clássico é como uma pizza sem queijo.

Graficamente é um jogo bem simples, porém competente. Utiliza o estilo gráfico do Cel-Shading (Jet-Set Radio, Zelda Wind Waker), o que lhe dá um aspecto bem polidinho e animado. Os gráficos são assim bem coloridos, vê-se que este foi um jogo pensado para jogadores mais jovens. O voice acting, apesar de não ser espectacular também se vê logo que parece um elenco retirado de uma qualquer série de desenhos animados daqueles que dão ao Sábado de manhã, mesmo para a criançada. Não é mau, mas nota-se perfeitamente qual o intuito. As músicas são agradáveis, embora não tenha havido nenhuma que me tenha ficado particularmente no ouvido. Ainda no aspecto técnico, devo só ressalvar que apesar de ser possível controlar a câmara, deveria dar também para alterar a perspectiva em si, pois por vezes a câmara atrapalhava um pouco.

Bomberman Generation foi uma boa surpresa para mim. Era um daqueles jogos que eu não fazia mesmo questão em ter para a minha Nintendo Gamecube, mas como apareceu baratinho e sinceramente eu até que estava curioso com o jogo decidi arriscar e ainda bem que o fiz, pois é um jogo bem sólido. Para quem gostar de jogos de “plataforma” (as aspas são pela falta da habilidade de saltar), este Bomberman Generation até que é um jogo bem interessante, apesar de não ser nenhuma obra-prima.

Super Castlevania IV (Super Nintendo)

Super Castlevania IVApesar de só há poucas semanas ter em mãos este meu super Castlevania IV, na verdade já conhecia bem o jogo muito antes disso, graças ao fantástico mundo da emulação. E por acaso eu já escrevi um artigo sobre este mesmo jogo, para a já extinta comunidade do Pown Block, isto nos idos de 2011. Felizmente a wayback machine conseguiu trazer de volta o texto que eu tinha escrito originalmente que o passo a transcrever em seguida. A minha cópia do jogo foi-me vendida por um particular, sendo apenas o cartucho por 15€. Não costuma ser minha política dar mais de 10€ por um cartucho mas há excepções e esta é uma delas. Segue então o resto desse texto de 2011:

Super Castlevania IV - Super Nintendo
Apenas cartucho, tão sozinho que está

Castlevania, uma das séries de maior sucesso desta indústria, com o primeiro jogo da série a sair em 1986, na consola de mesa da Nintendo do momento (Famicom/NES). Após 2 sequelas com sucesso misto, a Konami decide trazer a série para os 16bit da Super Nintendo, no ano de 1991/1992. Apesar de ter “IV” no nome, este jogo é na verdade uma espécie de remake do primeiro jogo da série, mas com muito conteúdo novo. É também um jogo algo revolucionário a nível do gameplay, como irei descrever mais lá para a frente.

Super Castlevania IV reconta a história do primeiro jogo da série. Decorre o ano de 1691 e Dracula é ressuscitado, trazendo com ele vários monstros do submundo. Simon Belmont, o último descendente (até então) de uma longa linhagem de caçadores de vampiros, parte em direcção ao seu castelo, pronto a cumprir a tradição do seu Clã e mandar Dracula de volta ao seu submundo por mais 100 anos. Desta vez, em lugar de o jogo começar já no próprio castelo do Dracula, Simon Belmont é deixado muito atrás, percorrendo vários níveis inteiramente novos até chegar ao castelo em si. Níveis como jardins, pequenas mansões, estábulos e cavernas, e mesmo o próprio castelo encontra-se algo diferente, com novos níveis a aproveitar as novas capacidades gráficas da Super Nintendo.

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Simon Belmont pode agora usar o Vampire Killer em 8 direcções

Falemos do gameplay em si. Com o lançamento de Castlevania Symphony of the Night para Playstation e Sega Saturn algures em 1997/1998, os jogos 2D da série adoptaram um estilo com mais inspiração em RPGs (com o ganho de experiência e level up de personagens ou armas) e o jogo Metroid da Nintendo, pois estes Castlevanias exigiam bastante exploração e backtracking. Antes disso, os jogos da série eram mais lineares, seguindo uma estrutura de níveis, tal como vários outros jogos da época. Super Castlevania IV ainda recai nesta categoria, embora ainda dê uns passos atrás comparando com Castlevania III, que permitia caminhos múltiplos, bem como a utilização de  várias personagens secundárias para auxiliar o Belmont de serviço. Ainda assim, apesar de ser um jogo mais linear, Super Castlevania IV introduziu algumas novidades no gameplay, sendo a mais evidente o facto de Simon Belmont poder utilizar o seu chicote “Vampire Killer” em 8 direcções diferentes, ao invés de o poder fazer apenas para a sua frente, como nos demais jogos da série. Também podemos utilizar o chicote como meio de se balancear entre plataformas, à la Indiana Jones. Outra mecânica que foi melhorada é o controlo dos saltos. Quem jogou os primeiros Castlevanias sabe como é frustrante esquivar-se de inimigos como medusa heads. Aqui Simon pode ser controlado durante o salto, permitindo assim que se esquive de obstáculos que possam vir a surgir. A movimentação de Simon como um todo foi melhorada. Como muitos outros jogos da série, Super Castlevania IV também tem os seus próprios powerups e armas secundárias. Estas armas podem ser descobertas ao destruir as várias velas e candelabros existentes no jogo, sendo a “munição” controlada pelo número de corações que vamos apanhando, quer ao destruir velas como inimigos.

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Exemplo de um boss, agora maiores e mais bem detalhados

Passando para o aspecto mais técnico, Super Castlevania IV tirou partido da nova capacidade gráfica introduzida pela Super Nintendo. Sprites maiores e mais detalhadas, cenários coloridos e bem definidos, a utilização de efeitos gráficos como o revolucionário (para a altura) mode 7 e sprite scaling tornam este jogonuma experiência muito agradável. Os níveis estão muito bem estruturados, com especial destaque para o quarto nível, repleto de plataformas rotativas. Os inimigos sempre foram algo que me interessou na série e aqui também cumprem o seu papel. Castlevania vai buscar muitas influências a filmes de terror, mitologias e folklore ocidental, com zombies, medusas, Grim Reaper, múmias, Frankenstein, entre muitos outros. Falando no som, a Super Nintendo tinha um chipset sonoro avançado face à concorrência da altura, e este jogo tira todo o partido do mesmo. A maior parte das músicas são remixes das músicas do jogo original, com vários novos instrumentos, contribuindo para uma atmosfera mais “dark”. Infelizmente a versão ocidental deste jogo sofreu várias alterações, motivadas pela política de censura muito restritiva da Nintendo of America na altura. Se jogarem a versão japonesa (ou verem vídeos da mesma no youtube), verão que o túmulo de Dracula no início do jogo tem um crucifixo que é destruído por um raio, na altura da sua ressurreição. Esse crucifixo foi removido para não ferir eventuais susceptibilidades. Estátuas em topless foram tapadas (curiosamente não alteraram a sprite da medusa que também vem em topless), e muito do gore, como o líquido verde presente no nível 8 da versão ocidental é na verdade vermelho no jogo original.

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Um dos alvos de censura na versão ocidental

Castlevania é uma série longa, e apesar de eu preferir os ditos “Metroidvanias” mais recentes, não deixa de ser um desafio agradável jogar estes jogos mais antigos. Super Castlevania IV pega no jogo original e torna-o numa experiência mais completa, com vários novos níveis, uma movimentação de Simon Belmont bem mais agradável, bons gráficos e som mais apelativos. Actualmente o jogo encontra-se também disponível na Virtual Console da Nintendo Wii, para quem não possui SNES, tem aqui uma boa oportunidade de jogar um dos melhores jogos de acção da biblioteca da Super Nintendo.

Viewtiful Joe Double Trouble (Nintendo DS)

Viewtiful Joe Double Trouble - Nintendo DSJá há algum tempo que não escrevia nada sobre a DS, mas a verdade é que a consola tem estado um pouco parada ultimamente, muitos dos jogos que eu ainda tenho em lista de espera para análise continuam pendentes de alguns outros jogos anteriores, mas a coisa vai mudar um pouco nos próximos tempos. Este jogo em particular é o único da saga Viewtiful Joe que me faltava analisar e se por um lado até é uma tentativa bem válida de emular a acção presente nos 2 primeiros jogos para um ecrã portátil, a inclusão dos controlos de touch para os “efeitos especiais” a meu ver deixou um pouco a desejar. Mas já lá vamos. Esta minha cópia foi comprada há uns meses atrás na feira da Ladra em Lisboa, tendo-me custado 5€.

Viewtiful Joe Double Trouble - Nintendo DS
Jogo com caixa, manual e papelada

 

A história como sempre é algo para não se levar muito a sério. O Captain Blue estava a gravar um filme na Movie Land e de repente um grupo de vilões roubam-lhe a única cópia do filme. O Viewtiful Joe, e a sua irmã mais nova Jasmine, acabam por perseguir os maus da fita através de diversos cenários e a história vai-se desenrolando por aí fora, com novos bosses a aparecerem e alguns já conhecidos a darem o ar de sua graça também.

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O poder do slide permite-nos também interagir com alguns objectos ou inimigos através do touchscreen da DS

Tal como os jogos originais, este é uma mistura de beat ‘em up, plataformas e puzzle game. Em cada nível vamos tendo diferentes segmentos onde simplesmente temos de andar à porrada contra um pré-determinado número de inimigos e/ou ultrapassar uma série de obstáculos de platforming para avançar para o ecrã seguinte. Por vezes com puzzles à mistura que envolvem interagir com partes do cenário, utilizando algumas das novas técnicas “VFX”. Mas vamos tentar explicar primeiro a distribuição de ecrãs da DS. No ecrã de baixo é onde decorre a acção principal, no de cima é onde vamos vendo os pontos que ganhamos em cada segmento do nível, ou durante a acção propriamente dita vemos o ecrã em Zoom, ora mostrando Joe em grande plano a combater, ou focando-se nalgum objecto chave para resolver algum puzzle.

Dos efeitos especiais temos então o já bem conhecido slow, que abranda temporariamente tudo à nossa volta, permitindo-nos também dar golpes mais poderosos, bem como os novos split e slide, ambos que utilizam o touch screen da DS. No primeiro “corta” verticalmente a imagem do ecrã debaixo, permitindo-nos arrastar a parte de cima mais para a esquerda ou direita, seja para resolver puzzles, como arrastar uma boca d’incêndio a jorrar água para umas labaredas, ou para avançar no nível, ao separar uma parede, permitindo-nos saltar para o outro lado, por exemplo. Já o slide leva o Zoom do ecrã de cima para baixo, onde podemos interagir com alguns objectos ou mesmo derrotar alguns inimigos que apenas podem ser atacados desta forma. Infelizmente achei este Scratch um bocadinho desnecessário. De resto, e mediante a nossa performance ao longo de todo o jogo, iremos ganhar pontos que podem ser gastos entre cada nível, seja ao aumentar a nossa barra de energia ou adquirir novos golpes ou habilidades.

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Sinceramente o ecrã de cima acaba por distrair mais do que ajudar…

Graficamente é um jogo que tenta trazer o estilo gráfico dos originais para a Nintendo DS. E ser por um lado até consegue, com os visuais a terem um aspecto muito de “animação”, e os backgrounds notoriamente a simular cenários de cinema, infelizmente a baixa resolução do ecrã da Nintendo DS faz com que tudo apareça muito pixelizado. De resto o jogo vai como sempre buscar algumas inspirações a filmes e não só, como as lutas de “Megazords”, bosses inspirados no Robocop ou Eduardo Mãos-de-Tesoura, ou mesmo uma certa mansão que é inspirada num outro jogo da Capcom muito conhecido. As músicas são OK, eu sinceramente prefiro mais aquelas mais rock ´n roll, mas a banda sonora do jogo como um todo acaba por ser bastante variada, até músicas de circo lá aparecem. Infelizmente, devido às limitações de armazenamento dos cartuchos, são poucas as vozes que vamos ouvir, apesar de existirem RPGs para a DS com bastantes diálogos. Aqui apenas as catch-phrases como “Henshin A-Go-Go Baby!” é que vão ser ouvidas.

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Jasmine, irmã de Joe, também é jogável em algumas partes, mas sem os super poderes.

Em suma, tenho uma reacção mista sobre este Viewtiful Joe. Se por um lado acho-o uma experiência bem mais interessante do que a que foi feita em Red Hot Rumble, mantendo a jogabilidade tradicional dos primeiros jogos da série, por outro lado as limitações técnicas e a implementação do touch scren da DS acabam por manchar um pouco a pintura. Mas não é um mau jogo, nem por sombras e certamente os fãs dos Viewtiful Joe originais irão gostar de várias coisas.

Link’s Crossbow Training (Nintendo Wii)

Link's Crossbow TrainingMais um curto artigo da Wii, por um lado porque também é sobre um jogo que me surpreendeu negativamente pelo seu pouco conteúdo, por outro porque ainda não tirei muito partido da famosa consola da Nintendo, muito por culpa da maneira altamente desconfortável de jogar que eles introduziram. Mas adiante. Este Link’s Crossbow Training é uma espécie de “demo técnica” para demonstar o potencial do acessório Wii Zapper, que tenta replicar as light guns de outrora, mas na realidade não é nada mais que um pedaço de plástico onde podemos encaixar o Wiimote e o respectivo nunchuck. O meu exemplar foi comprado na Cash de Alfragide já há coisa de dois meses, custou-me 7€ e não vem com a Zapper, mas também não faço questão.

Link's Crossbow Training - Nintendo Wii
Jogo com caixa, manual e papelada diversa

E aqui temos nada mais nada menos do que um conjunto de 9 níveis, cada qual com 3 pequenos subníveis cada um, todos eles em locais do The Legend of Zelda Twilight Princess, que por sua vez ainda não escrevi para aqui, mas quero mesmo jogá-lo uma vez mais antes de o fazer. Entretanto, cada um desses três subníveis consiste num de três modos distintos de jogo. O primeiro consiste apenas em atirar para alvos que vão surgindo num cenário. Aqui não temos nenhum controlo de câmara e a acção é on-rails. O segundo subnível é uma espécie de “survival”, onde estando nós parados e quietos nalgum sítio, vamos rodando 360º e atirar para tudo o que mexa, com um radarzinho no canto inferior esquerdo que nos vai alertando para os inimigos que vão aparecendo. A câmara é controlada ao apontar com o Wiimote para as bordas da TV, de forma a mover a câmara nessa direcção. O último subnível é outro em que é jogado na terceira pessoa, mas agora podemos utilizar o analógico do nunchuck para controlar o movimento de link e por sua vez a própria câmara também.

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Mesmo sendo pouco mais que uma demo técnica, ao ser baseado na série The Legend of Zelda, esperava algo com uma apresentação mais cuidada.

Fora isto há varias coisas comuns em cada nível, em todos eles temos um intervalo de tempo algo apertado para fazer o máximo de pontos possível. Acertar em bons alvos consecutivamente vão activar o sistema de combos, multiplicando a pontuação pelo número de alvos que atingimos sucessivamente. Atingir outras criaturas que não nos fazem mal nenhum penalizam-nos, mas fora isso o jogo também encoraja bastante que tentemos disparar na maior parte de objectos possível para ganhar alguns pontos extra. De resto, Link’s Crossbow é isto, e apesar de os níveis até serem variados entre si, tanto podemos estar em em pleno ar e disparar para alvos carregados pelos Oocas, como descer um rio de canoa e evitar que sejamos atacados, ou simplesmente disparar sobre balões ou enfrentar um ou outro boss, a verdade é que os níveis são muito curtos e após alguma práctica facilmente conseguimos chegar ao fim do jogo. É certo que obter troféus de platina em cada nível pode ser mais complicado, mas não cativa. E o multiplayer até 4 jogadores é jogado alternadamente.

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Se há coisa que este jogo realmente me deu, foi vontade de voltar a pegar no Twilight Princess

Apesar de gostar dos gráficos do jogo, pois sinceramente sempre gostei do design ligeiramente mais maduro que deram ao Twilight Princess, não há muito mais que possa adicionar a esse campo e o mesmo digo-o das músicas. Este não é um mau jogo, mas sinceramente quase que me arrependo dos 7€ que dei por ele. E se for jogado com a Wii Zapper até acredito que seja mais confortável de se jogar, mas isso não desculpa nem o facto desse “acessório” ser apenas um pedaço de plástico inútil, nem muito menos desculpa o facto do próprio Wiimote + Nunchuck ser dos controlos mais desconfortáveis que tive a infelicidade de jogar. E eu que gosto dos jogos da Nintendo! Em suma é o seguinte: a comprar (baratinho) apenas pelos fãs de Zelda e/ou light gun games. Mas esses irão esperar um desafio maior, certamente.