Gate of Thunder (PC Engine CD)

De volta à PC Engine CD, mas agora felizmente para um clássico desse sistema. Desnvolvido pela Red Company, e publicado pela Hudson, este Gate of Thunder é um excelente (mas difícil) shmup horizontal. Costumam ser-lhe apontadas semelhanças aos Thunder Force da Technosoft e tal não é por acaso. Isto porque este Gate of Thunder foi desenvolvido por uma pequena equipa da Red Company, liderada por ex-funcionários da Technosoft! O meu exemplar foi comprado a um coleccionador francês algures no passado mês de Março a um preço não muito barato, mas também longe das barbaridades que pedem hoje em dia no ebay.

Jogo com caixa e manual embutido na capa

Pelo que vemos na cutscene inicial, nós encarnamos no polícia Hawk que, acompanhado pela sua companheira Etsy que por sua vez pilota uma nave de suporte, teremos de combater as forças do vilão General Don Jinji (não sei onde é que eles vão buscar estes nomes) e impedir que eles obtenham uma fonte de energia super poderosa, localizada algures no planeta Aires. É um shmup, portanto a história pouco interessa. O que interessa é que vamos combater todo um exército de naves espaciais de todo o tamanho por nós próprios!

Este é um shmup altamente frenético, com inimigos a surgirem de todos os lados e cada vez mais agressivos.

A jogabilidade até tem o que se lhe diga. A nível de controlos, o botão II serve para disparar e o I para alternar entre armas que tenhamos eventualmente coleccionado. Se tivermos apanhado algum power up que nos dê os satélites que flutuam em cima e em baixo da nossa nave, pressionar o botão II duas vezes seguidas serve para orientar as armas dos satélites, fazendo-as disparar para trás, ou para a frente, o que será extremamente útil em certas circunstâncias. O botão select serve para alternar a velocidade com que a nossa nave se controla e sim, vai haver alguras em que precisamos que a nave seja o mais ágil possível. Existem diversos power ups que vão sendo largados pela nossa colega Etsy. Começamos com o típico raio laser (cor azul, letra L), mas poderemos também apanhar power ups de cor verde (letra S) que correspondem a uma espécie de spread shot, e os vermelhos de letra E, que correspondem a mísseis explosivos. Cada uma destas armas pode ser alternada livremente e também poderá receber 1 nível adicional de upgrades. Sempre que apanhamos um destes power ups coloridos adquirimos também os tais dois satélites mencionados acima, caso ainda não os tenhamos. Caso tenhamos as armas todas no máximo, todos os power ups coloridos que formos apanhando são imediatamente utilizados como uma bomba capaz de causar dano a todos os inimigos no ecrã, ao surgir uma parede de fogo que varre o ecrã. A colega Etsy poderá no entanto também largar outro tipo de power ups úteis, como escudos que nos protegem até 3 pancadas ou mísseis teleguiados.

Os bosses são grandes e muito bem detalhados!

Como já referi acima é um jogo bastante desafiante por toda a sua intensidade: pelos inimigos agressivos e que surgem de todos os lados e pelos eventuais obstáculos nos próprios cenários que teremos de evitar ou ultrapassar. Perdendo uma vida, recomeçamos no momento onde morremos, mas perdemos os power ups relativos à arma que teríamos equipado nesse momento e os satélites, pelo que não perdemos todos os power ups de uma só vez, o que até é bom e nos dá mais chances de sobreviver. A própria Etsy até vai largando power ups com alguma regularidade, pelo que não perdemos muito tempo até conseguir recuperar o poder de fogo perdido, isto se conseguirmos sobreviver a todo o fogo inimigo entretanto, claro.

Temos custcenes anime no início e final do jogo, embora infelizmente estas não tenham qualquer narração

Graficamente é um jogo interessante, onde os níveis até que vão sendo algo variados entre si. Começamos por combater em pleno espaço, no meio de naves gigantes onde iremos posteriormente entrar no interior de uma. Vamos ter alguns níveis em corredores todos high-tech, outros à superfície de planetas distintos, outros em cavernas e por aí fora. O design das naves vai sendo algo variado, algumas são do meu agrado, outras nem tanto. Mas os bosses estão muito bem detalhados e os cenários vão tendo alguns efeitos gráficos muito interessantes e também parallax scrolling o que é sempre agradável de ver numa PC-Engine visto que o hardware não o suporta nativamente. Sendo um jogo em CD, contem também com algumas cutscenes anime, pelo menos na introdução e fim do jogo. Infelizmente essas cutscenes não são narradas, nem nesta versão original japonesa, nem na americana que saiu para a Turbo CD / Turbo Duo. Mas para além dos visuais vibrantes e competentes, o que salta logo à atenção neste jogo é a sua banda sonora heavy metal, em qualidade CD audio, com instrumentos reais e repleta de riffs e solos de guitarra muito sonantes! É daquelas bandas sonoras que dá gosto em ouvir mesmo quando não se está a jogar!

Portanto estamos aqui perante mais um dos muitos excelentes shmups que a PC-Engine recebeu. Ao ter sido desenvolvido por pessoas que trabalharam na produção de jogos como Thunder Force II ou III, as expectativas seriam altas e felizmente não foram defraudadas. É um jogo super desafiante, mas ao mesmo tempo muito bem feito, com mecânicas de jogo bem pensadas, gráficos vibrantes e uma banda sonora excelente, para quem gostar de rock ou metal.

Tengai Makyou Deden No Den (PC Engine CD)

O artigo de hoje é mais uma rapidinha pois irá incidir numa curiosidade, um jogo promocional que nunca chegou a sair à venda em retalho. Este Deden No Den é um dos vários spin offs da série Tengai Makyou, ou Far East of Eden, uma série de RPGs com temáticas profundamente orientais e que, infelizmente, a sua maioria ainda não recebeu qualquer tentativa de localização. O meu exemplar foi comprado a um particular francês por menos de 20€, algures em Janeiro deste ano.

Jogo com caixa, aparentemente nenhuma versão traz manual visto ser um lançamento promocional

Ora este Deden No Den é então, essencialmente, o battle mode do Bomberman ’94 (cuja versão PC-Engine ainda não tenho, mas a versão Mega Drive desse jogo é conhecida por Mega Bomberman), mas com personagens dessa série de RPGs ao invés dos Bomberman. Já o battle mode é o modo multiplayer onde vários jogadores poderiam competir ao combater entre si em diversas arenas distintas. Todos os power ups habituais da série estariam aí também representados, como aumentar o poder de fogo das explosões, poder largar mais que uma bomba em simultâneo, controlar as suas detonações, entre vários outros como a possibilidade de montar um animal. Não sei como acontece no Bomberman ’94, mas pelo menos no Mega Bomberman é possível jogar o battle mode com até 4 pessoas em simultâneo, mas também contra o CPU. Neste Deden no Den podemos jogar com até 5 jogadores em simultâneo, mas infelizmente o jogo é exclusivamente multiplayer, não é possível ter oponentes controlados por CPU.

Bem, isto é Bomberman multiplayer, mas com personagens Tengai Makyo

Graficamente é como referi acima, é um jogo muito semelhante ao Bomberman ’94, apenas com as personagens trocadas pelas do universo Tengai Makyou / Far East of Eden. Esperem então por sprites pequenas, porém bem detalhadas, animadas e coloridas. Aparentemente só temos acesso a uma arena, mas existem alguns códigos que podem ser usados para desbloquear mais arenas. Estas são também coloridas, mas são arenas de um Bomberman clássico, não esperem por nada de outro mundo. As músicas são também bastante agradáveis.

No entanto, inúmeras referências a Bomberman continuam a ser vistas

Agora a origem deste título é um mistério, pelo menos para nós ocidentais. Não sei se isto surgiu como algum prémio de torneios, item promocional para membros de algum clube de PC-Engine, ou algo que poderia ser encomendado directamente à Hudson. A verdade é que é um título que nunca chegou a sair à venda em retalho e se por um lado é de estranhar o mesmo ter sido lançado em CD quando o espaço que ocupa é irrisório, por outro lado compreende-se perfeitamente, pois a ser um item promocional, os custos de produção de um CD seria certamente muito inferiores aos de um HuCard. Ainda assim, não deixa de ser uma curiosidade interessante, mas sem grande valor como video jogo em si, pois é mesmo algo exclusivo a multiplayer e certamente o Bomberman ’94 será um título bem mais interessante e completo.

Golden Axe (PC-Engine CD)

De volta à PC-Engine vamos ficar com mais uma adaptação de um clássico arcade da Sega que acabou por sair neste sistema. Nenhum deles foi desenvolvido pela própria Sega, que apenas licenciou o uso da sua propriedade intelectual, pelo que o resultado final destas conversões é tipicamente algo díspar. O Space Harrier nem foi mau de todo, já este Golden Axe infelizmente foi uma oportunidade desperdiçada. Esta conversão ficou a cargo da Telenet Japan, uma empresa que até tem uns bons nomes no seu reportório (a série Valis, por exemplo), mas aqui não se esmeraram de todo, o que é pena. O meu exemplar foi comprado a um particular no passado mês de Janeiro, tendo-me custado uns 18€.

Jogo com caixa e manual embutido

Pouco há mais a falar do Golden Axe. É um excelente beat’ em up da Sega com uma temática de guerreiros bárbaros (certamente inspirada pelos filmes do Conan nos anos 80), lançado nas arcades e com conversões para inúmeros sistemas. Naturalmente a versão Mega Drive é sem dúvida a mais badalada das conversões caseiras e com razões para isso, pois manteve a excelente jogabilidade do lançamento original arcade, com apenas alguns sacrifícios na componente audiovisual. É um jogo onde 1 ou 2 amigos poderão jogar em conjunto, encarnando em 3 diferentes guerreiros: Ax Battler, o esteriótipo do guerreiro bárbaro todo musculado, Gillius Thunderhead, outro esteríótipo de um anão barbudo e munido de um machado gigante e claro, Tyris Flare, o esteriótipo final da guerreira amazonas que luta de bikini. Cada personagem possui os seus pontos fortes e fracos, com Ax Battler a ser o mais equilibrado, Gillius é mais forte físicamente mas mais fraco com as suas magias e Tyris é o seu reverso.

Apesar de manter as 3 personagens, esta versão inexplicavelmente não possui qualquer modo multiplayer

Ora infelizmente o campo onde esta conversão da PC Engine mais sofre é, a meu ver, precisamente na jogabilidade. A começar pelo facto deste não possuir qualquer multiplayer, o que num sistema onde o uso de multitaps sempre foi encorajado, é uma grande falha. A jogabilidade em si também deixa muito a desejar, com o jogo a ser mais travado, com imensos problemas de detecção de colisão (por vezes é difícil acertar nos inimigos, obrigando-nos a alinhar quase perfeitamente com os mesmos) e atacar mais que um inimigo em simultâneo, mesmo que tenhamos na nossa posse uma espada ou machados gigantes, nem sempre acontece, o que nos deixa muito mais vulneráveis a ataques. Para além disso, estão em falta várias animações de ataque, o que deixa os combates um pouco mais repetitivos.

Infelizmente a jogabilidade deixa muito a desejar e graficamente também não é a versão mais apelativa

Graficamente é outro ponto que o jogo deixa muito a desejar. As sprites são muito pequenas para um sistema como a PC-Engine e as animações também não estão lá grande coisa, com algumas inclusivamente a faltar, como já referi anteriormente. Os cenários também não têm tanto detalhe como a versão da Mega Drive, o que é pena. Por outro lado, o que esta versão tem de bom do ponto de vista gráfico são as várias cutscenes anime e narradas em japonês que estão bem feitas. Cada personagem tem o seu próprio conjunto de cutscenes, completamente diferentes entre si! Já no som, estamos perante mais uma faca de dois gumes pois por um lado a banda sonora foi toda refeita, agora com qualidade CD Audio e está muito boa. Por outro lado, os efeitos sonoros são maus e faltam muitas dos clipes de voz, como os inimigos quando morrem. Uma vez mais, tendo em conta que este é um jogo lançado num formato de CD, é mais uma oportunidade desperdiçada.

Ao menos temos cutscenes anime bem detalhadas e com uma aparente boa narração. Digo aparente porque é em Japonês

Portanto este Golden Axe da PC-Engine CD acaba por ser um jogo que desilude imenso. As suas óptimas cutscenes anime e banda sonora de qualidade CD audio, em virtude de ser um jogo no formato CD são os seus pontos fortes, mas estão longe de compensar a má jogabilidade, o facto de não ter multiplayer e os gráficos e efeitos sonoros medianos. É uma pena, esta versão poderia ter sido bem mais especial.

Aero Blasters (Turbografx-16)

Desenvolvido originalmente pela Kaneko nas arcades como Air Buster, este é um shmup fantástico, se bem que duríssimo e que acabou posteriormente por receber conversões tanto para a Mega Drive, como para a PC-Engine/Turbografx-16, embora tenha sido renomeado para Aero Blasters neste caso. A versão Mega Drive infelizmente não chegou à Europa e é um jogo caríssimo para importar. O mesmo pode ser dito da versão TG-16 mas no passado mês de Março lá consegui comprar um exemplar a um particular em França. Não foi barato, mas comparando com os que se vêm no ebay até que foi uma pechincha.

Jogo com caixa e manual embutido na capa

A história é o cliché habitual: no futuro, o planeta Terra está a ser invadido por uma poderosa civilização alienígena e nós pilotamos aquela nave que é a última esperança da Humanidade, onde iremos ter de enfrentar um exército sozinho. A jogabilidade é aparentemente simples. um botão dispara (felizmente o auto-fire está activo por defeito) enquanto o outro pode ser usado para carregar e disparar uma arma especial capaz de causar dano em todos os inimigos no ecrã em simultâneo. À medida que vamos jogando vamos também poder apanhar diversos tipos de power ups assinalados com letras, que nos dão diferentes armas, escudos ou mesmo upgrades (no caso do P).

Este ecrã introdutório mostra-nos os diferentes tipos de power ups e armas que poderemos vir a usar.

Até aqui tudo bem, temos 3 vidas, 5 continues e sempre que perdemos uma vida (ou mesmo um continue) recomeçamos a acção do mesmo ponto onde perdemos, embora sem nenhum power up. Isto até pode parecer algo generoso mas acreditem que vai saber a pouco, pois este é um jogo incrivelmente desafiante também. Logo no segundo nível vamos ter de atravessar uma série de túneis estreitos a alta velocidade, pelo que apanhar o power up do tipo B, que nos dão uma espécie de escudo / pára-choques. Mas mais à frente vamos ter inimigos que rapidamente enchem o ecrã de balas, então o power up recomendado já seria o “6” de six way shooter, de forma a que consigamos destruir todos esses inimigos antes que o ecrã fique inavegável. E isto é só o segundo nível! Durante os restantes vamos ter imensos momentos super sádicos com mais passagens estreitas para nos esgueirarmos, inimigos que são autênticas esponjas de balas e/ou que nos dificultam a vida ao máximo, ou os níveis em pleno espaço com gravidade zero, onde a nave se torna mais difícil de controlar devido à inércia.

Graficamente é um jogo bem detalhado, mas depois de ter visto a versão Mega Drive, fica a ideia que esta versão poderia ir ainda mais longe.

Graficamente é um jogo muito interessante, com alguns efeitos de parallax scrolling que não são nada comuns em jogos de PC-Engine/Turbografx-16. Tendo em conta que é um jogo que sai em formato Hu-Card, sem tirar partido das expansões que os sistemas de CD oferecem, acho-o um feito técnico notável. No entanto, no mesmo ano a versão da Mega Drive é também lançada e essa possui gráficos muito mais detalhados, assim como as naves inimigas e bosses são ainda maiores. A banda sonora é excelente, oscilando entre temas mais jazz ou rock e o segundo nível possui uma música exclusiva nesta versão. Comparando com a Mega Drive, que também tem uma banda sonora excelente, pessoalmente eu prefiro o FM synth mais duro da Mega Drive nas músicas mais rock, mas não deixa de ser uma excelente banda sonora.

O jogo está repleto de momentos desafiantes onde não ter o power up certo é uma grande desvantagem

Portanto este Aero Blasters é um excelente shmup, embora esta versão PC-Engine/Turbografx-16 seja ainda mais difícil, repleta de momentos de puro sadismo, do que a versão Mega Drive. Essa, por sua vez, é também superior na fidelidade gráfica e é uma pena que não tenha chegado até nós meros europeus. Infelizmente tanto uma versão quanto a outra são caríssimas, pelo que me vou contentar com este meu exemplar da TG16.

TV Sports Basketball (TurboGrafx-16)

De volta às rapidinhas para mais um jogo de desporto, desta vez a um título da Turbografx-16, o TV Sports Basketball, que por sua vez havia sido lançado inicialmente para alguns computadores e no ano de 1991 chegou à consola da NEC. O meu exemplar foi comprado a um particular algures no mês passado de Março, por cerca de 12€.

Jogo com caixa exterior de cartão, manual embutido na capa e papelada diversa

Este é suposto ser um simulador mais realista do desporto, mas como não possui nenhuma licença da NBA, todas as equipas e jogadores são fictícios. No que diz respeito aos modos de jogo, temos o exhibition que é uma partida amigável e pode ser jogado sozinho contra o CPU ou em multiplayer até um máximo de 5 jogadores, algo que eu não experimentei, até porque o multitap que eu tenho é da PC-Engine e não funciona numa Turbografx-16 sem um adaptador… Depois temos o League que seria um modo temporada e um clipboard onde poderíamos explorar as estatísticas de cada equipa e o seu calendário para a temporada desportiva.

Graficamente até que é um jogo que apresenta sprites bem detalhadas e animadas. Pena que o resto não seja tão bom.

A nível de controlos as coisas são aparentemente simples, com um botão para alternar o jogador seleccionado caso não tenhamos a posse da bola e o outro botão para todas as outras acções como passar ou atirar ao cesto ou, caso não tenhamos a posse da bola, o mesmo botão servirá para tentar roubar a bola ao adversário ou bloquear o seu lançamento. Bom, então o que poderia ser simples na verdade começa a ficar complicado com um único botão para muitas acções e o resultado acaba por depender do contexto. Por exemplo, se quisermos passar a bola para alguém, temos de nos virar para um colega e esperar que surja um círculo colorido sobre a sua cabeça. Se o círculo for verde, é possível fazer o passe em segurança, enquanto se o círculo for vermelho ou negro será arriscado ou muito arriscado fazer o passe e o mais certo será perder a posse da bola. Para encestar teremos de manter o botão I pressionado enquanto o jogador que controlamos salta e largar o botão a meio do salto. E encestar não é fácil, pelo que joguei. Mas há aqui outra particularidade que me irritou solenemente. Imaginemos que a equipa adversária tem a bola e está perto do nosso cesto. A câmara mostra o ringue numa perspectiva vertical, com o cesto no centro e a àrea de jogo nas suas imediações visível no ecrã. Caso consigamos recuperar a bola, transitamos para o ataque e quando nos aproximamos do meio campo, a câmara transita para uma perspectiva horizontal que mostra apenas o meio campo e quando chegamos à área adversária a câmara volta a transitar para uma perspectiva vertical, agora mostrando o outro cesto e área adjacente com destaque. Esta transição constante de ângulos irrita um pouco, mas quando estamos na perspectiva horizontal a meio campo, não temos qualquer controlo sobre os jogadores, o que é ainda mais irritante.

Sempre que há uma transição de campo, temos este interlúdio do meio campo, com a câmara a transitar para uma perspectiva horizontal e onde não temos qualquer controlo da acção

De resto, a nível audiovisual, é um jogo simples. No que diz respeito aos gráficos, antes de cada partida temos breves comentários de um apresentador televisivo (a imitar o que a Electronic Arts já fazia). Durante as partidas em si, as personagens até que possuem um bom nível de detalhe e animações para um jogo 16bit, mas depois temos todas aquelas transições algo desnecessárias. Já no que diz respeito ao som, as músicas apenas existem no ecrã título e menus, já durante as partidas apenas ouvimos os sons da bola a bater no solo, o apito do árbitro e algumas vozes digitalizadas para o árbitro poder anunciar os vários tipos de faltas e infracções.

O jogo não possui qualquer licença da NBA pelo que todas as equipas são fictícias, embora os seus nomes e logotipos até sejam originais

Portanto este TV Sports Basketball não é um jogo de basquetebol lá muito divertido. A sua jogabilidade, mesmo para uma consola cujo comando standard possui apenas 2 botões faciais, acaba por ser desnecessariamente complicada e a sua apresentação audiovisual também poderia ser muito melhor, a começar por aquelas transições de câmara irritantes. A ver em breve se o Taking it to the Hoop é uma melhor opção!