Winter Heat (Sega Saturn)

Winter HeatNo seguimento do artigo Athlete Kings, aqui fica mais uma “rapidinha” à sua sequela, desta vez focada nos desportos de inverno. O feeling do jogo e o seu conceito geral continua idêntico: é um button masher com alguma estratégia à mistura em alguns desportos, um Track & Field de inverno na era dos 32bit. E curiosamente tal como o Athlete Kings, este Winter Heat também foi comprado algures no ano passado na Cash Converters de Alfragide, juntamente com o Athlete Kings e ao mesmo preço (próximo dos 3€).

Winter Heat - Sega Saturn
Jogo completo com caixa e manuais

Neste jogo contamos com 11 diferentes desportos, entre os quais diversas provas de ski, bobsleigh, snowboard ou patinagem. Tal com no jogo anterior dispomod dos modos Arcade (onde para prosseguir no jogo temos de obter pontuações mínimas em cada desporto), o 11 Eveent Heat, onde podemos concorrer em todos os desportos e no final é atribuída a pontuação global, o Individual Match onde podemos treinar cada um dos desportos e como novidade dispomos do Custom Heat Mode, onde podemos seleccionar um grupo de desportos a competir. Uma outra novidade face ao Athlete Kings é a vertente multiplayer, que permite jogar com um número de até 4 jogadores em simultâneo ou por turnos (depende do desporto em causa), mas sempre utilizando o adaptador multi-tap.

screenshot
As personagens presentes no Winter Heat. Algumas caras novas, outras familiares.

Dependendo do evento em questão a jogabilidade também vai alterando. Em eventos meramente de velocidade como o Speed Skiing apenas temos de nos preocupar em clicar no botão para ganhar velocidade o mais rápido possível, isso é algo presente em todos os desportos, mas nos outros temos também algumas peculiaridades. No bobsleigh podemos manobrar o sled, o mesmo com o trenó, no Speed Skating temos também de reduzir a velocidade em curvas mais apertadas. No Ski Jumping temos de ganhar o máximo de velocidade no início, mas saltar no tempo e com o ângulo certo. No Cross Country é uma prova de resistência em Ski, onde temos de gerir bem a velocidade e a barra de fadiga do jogador. Existem ainda outrs desportos mais “livres” como o Slalom em ski, onde temos de manobrar por entre algumas bandeiras e efectuar uns pequenos saltos. No Snowboard também podemos controlar o jogador mais livremente.

screenshot
Antes de cada evento temos uma explicação de como as mecânicas funcionam. Claro que podemos sempre praticar num modo próprio para isso.

O jogo dispõe de 8 personagens jogáveis, muitas delas já tinham passado por Athlete Kings, como o russo Aleksei Rigel ou a francesa Ellen Regianni, algumas caras novas surgem como o norueguês Johann Stensen, visto a Noruega não ter participado no jogo anterior. Infelizmente a personagem mais carismática – o britânico Jef Jansen desapareceu, entrando para o seu lugar um outro britânico chamado B.B., um atleta misterioso de cara tapada. E as personagens estão muito bem detalhadas. Winter Heat é um dos jogos que, como o Virtua Fighter 2, utiliza o modo de alta resolução da Saturn, embora de forma parcial (704×240 contra 704×512 do Virtua Fighter 2 PAL). Isto resulta em personagens com um detalhe elevado, embora os backgrounds não o sejam assim tanto. Também, como é tudo “branco”, seria algo difícil este jogo destacar-se mais. Não deixa de ser um bom trabalho no campo visual. As músicas apenas são existentes nos menus e afins, já nas provas apenas ouvimos os barulhos de fundo. As músicas são OK, típico da Sega na altura, mas nada que se chegue perto de Sega Rally. Os efeitos sonoros e o voice acting também estão bem conseguidos e contribuem bem para a atmosfera mais bem humorada do jogo.

screenshot
A prova de Slalom tem uns controlos algo apertados, é preciso prática

No geral o Winter Heat parece-me um jogo com menos button mashing frenético que em Athlete Kings, pois coloca sempre uma componente estratégica maior no jogador. Na maioria dos desportos temos de controlar a nossa velocidade, não basta carregar nos botões à maluca. É um jogo divertido, mas sendo um jogo mais arcade, ao fim de algum tempo acaba por não ter muito mais para oferecer. Recomendo mais pela vertente multiplayer.

Athlete Kings (Sega Saturn)

Athlete Kings - Sega SaturnVoltando à consola 32bit da Sega, para mais uma “rapidinha” a uma conversão de um jogo arcade. Athlete Kings, ou conhecido fora da europa como DecAthlete é um jogo sobre o decatlo, a famosa prova de atletismo que consiste num conjunto de 10 provas distintas em que os atletas têm de cumprir ao longo de dois dias. Os desportos consistem nas corridas de 100metros, 110 metros barreiras, 400 e 1500metros, salto em altura, com vara e comprimento e os lançamentos de peso, disco e dardo. Athlete Kings não é um jogo propriamente original, mas sim uma evolução em 3D do clássico da Konami “Track and Field”. Este Athlete Kings entrou na minha colecção algures durante o ano passado, onde o encontrei a cerca de 3€ na cash converters de Alfragide, em conjunto com outros jogos de Saturn que prontamente levei para casa.

Athlete Kings - Sega Saturn
Jogo completo com caixa e manual

E tal como o Track and Field o foi, este Athlete Kings é o rei dos button mashers. Em todos os eventos temos de carregar em botões como um maluco, se bem que com algumas peculiaridades. Nos 100 metros apenas temos de nos preocupar em carregar no botão A ou C para “sprintar”, mas em corridas mais longas teremos de nos preocupar com a stamina do atleta. Nos desportos de lançamento de “qualquer coisa” temos de carregar a barra do “power” e posteriormente com um outro botão alinhar o ângulo de lançamento para o mais próximo possível dos 45º. No caso do lançamento do disco temos inclusivamente que rodar o D-Pad o mais rápido possível, o que resultaria bem melhor com um analógico (não sei se o Athlete Kings suporta o comando 3D da Saturn). No salto em altura e salto à vara também é necessário utilizar o D-Pad em momentos cruciais para melhor passar o corpo do atleta sobre a barra.

screenshot
No final de cada corrida podemos fazer umas poses engraçadas.

Athlete Kings possui 2 modos diferentes de jogo, que podem ser jogados sozinho ou com mais um amigo, bem como possui também um Practice mode para que possamos treinar as modalidades. O modo Decathlete é como se fosse mesmo uma prova olímpica, onde vamos participando em todas as modalidades, com a nossa classificação a ser conhecida no final do jogo. O outro modo é uma conversão directa da Arcade, onde participamos em 5 provas de cada vez (provas essas que podemos escolher quais fazer primeiro), e temos requisitos mínimos a cumprir em cada uma, sejam tempos nas provas de corrida, ou distâncias nos saltos/lançamento. Caso contrário é game over.

screenshot
O casting completo de Athlete Kings e o Jef Jansens destaca-se claramente.

Graficamente é um jogo bastante colorido, com personagens que embora possuam um aspecto muito cartoon, estão bem detalhadas e animadas. Os 8 atletas de diferentes nacionalidades possuem atributos cómicos ou mesmo esteriótipados, como o enorme penteado afro do britânico Jef Jansens (que levou à sua exclusão na versão americana do jogo) ou a sexyness de Ellen Regianni. A música e os efeitos sonoros também são bastante descontraídos, encaixando-se bem na atmosfera do jogo.

Athlete Kings não é propriamente o jogo mais interessante da biblioteca da Saturn, mas diverte quanto baste, especialmente se jogado a dois, quando andamos a tentar bater os records uns dos outros. Foi mesmo com esse espírito que o joguei back in the day em casa de amigos meus da escola, hoje em dia já não possui o mesmo apelo.

Sonic the Hedgehog 4 Episode 1 (PC)

Desde que a série Sonic the Hedgehog entrou com força nos videojogos em 3D, com resultados muitas vezes insatisfatórios, os fãs há muito que ansiavam por uma verdadeira sequela em 2D, tal como os clássicos da Mega Drive. Enquanto isso não acontecia (não contando claro com os jogos nas portáteis), vários fãs foram desenvolvendo fan-games, alguns deles com uma excelente qualidade e que acabaram inclusivamente por ser cancelados pela própria Sega devido a problemas de copyright. Mas com tanta demanda por um jogo do Sonic num 2D de alta definição, a Sega lá acedeu e o resultado foi este Sonic 4 que para já conta com apenas 2 episódios. O Episode 1 foi comprado algures durante o ano passado numa das várias steam sales, com um desconto de 75% ou maior, pelo que me acabou por ficar bastante barato.

Sonic the Hedgehog 4 - Episode I - PC

Sonic 4 tenta então regressar às raizes dos clássicos da era 16-bit, com uma jogabilidade inteiramente em 2D, sem amigos idiotas do Sonic e com um level design e audiovisuais semelhantes aos clássicos da Mega Drive. Claro que isto causou muito hype no seio dos fãs e assim se iniciou mais um infame Sonic Cycle. Isto porque após terem surgido bastantes leaks do jogo que mostraram imensos defeitos na jogabilidade, como uma física terrível ou a falta de algumas animações, os ânimos serenaram bastante. Felizmente essas fugas de informação serviram para que algumas coisas fossem melhoradas, no entanto a física ainda não está perfeita, os originais de Mega Drive têm controlos mais coesos e acima de tudo este jogo possui o hover attack que pessoalmente acho um erro.

screenshot
Os primeiros níveis são sempre bem bonitinhos, agradáveis e sem grandes desafios pela frente

Este Sonic 4 Episode 1 possui 4 zonas distintas, mais uma final, todas elas inspiradas pelos clássicos. Cada zona está dividida em 3 níveis, mais um com um boss. O primeiro é a Splash Hill Zone, naturalmente uma zona inspirada na clássica Green Hill, com a paisagem verdejante e os loops que nos remetem logo para os primeiros minutos do Sonic 1. Segue-se a Casino Street, com as inspirações da Casino Night do Sonic 2, com os elementos de pinball e slot machines, mas também com a Carnival Night do Sonic 3, com a temática festiva. A terceira zona é a mais aborrecida na minha opinião, misturando elementos da Labyrinth e Hidrocity Zones do Sonic 1 e 3 respectivamente. É a zona  das “ruínas ancestrais”, com as infames secções subaquáticas e outras mais de aventura à Indiana Jones, onde podemos andar em minecarts ou fugir de/rebolar com gigantescas rochas esféricas. A última zona, chamada Mad Gear é mais industrial, sendo nitidamente inspirada na Metropolis Zone do Sonic 2, com todas as roldanas gigantes e tubos que podemos entrar. Por fim temos o último nível, mais uma vez passado numa base espacial (E.G.G. Station) onde voltamos a defrontar todos os bosses anteriores mais o final, inspirado no “Mech” gigante do Sonic 2.

screnshot
Na Casino Street conseguimos ganhar muitas vidas, se tivermos sorte com estas pseudo slot machines

O que também não poderia faltar é a colecção das 7 esmeraldas caóticas. E também tal como é feito nos clássicos, temos de as apanhar nos níveis de bónus. Para tal, temos de chegar ao final de cada nível com 50 anéis no mínimo, e quando cruzamos a meta, temos de entrar num anel gigante que surge no ecrã, caso tenhamos os tais 50 anéis no mínimo. E os níveis de bónus são semelhantes aos do primeiro Sonic, onde temos de guiar o ouriço azul que vai deslizando por um labirinto. Mas em vez de controlar Sonic, giramos o próprio labirinto, onde para além de apanhar um determinado número de anéis que nos abram passagens, temos também de ter muito cuidado em não tocar em painéis que nos expulsam do nível de bónus, ou não deixar o tempo limite expirar.

Graficamente é um jogo bastante colorido, embora infelizmente não utilizaram a sprite clássica do Sonic 1 ou 2, por exemplo. Essa sprite aparece apenas nos ecrãs de loading, infelizmente. Ainda assim, o jogo está repleto de badnicks clássicos que quem jogou os clássicos da Mega Drive irá imediatamente reconhecer. As músicas também são bem agradáveis e tentam emular a qualidade de som da Mega Drive, embora tenham mais qualidade que o chiptune que emulam. Mas o que interessa são mesmo as melodias e essas parecem-me mesmo adequadas a um jogo revivalista como este.

screenshot
Exemplo de um nível de bónus, já com a esperalda à vista. Se tocarmos num dos pontos de exclamação o nível termina ali.

Apesar de não ser um jogo perfeito, a jogabilidade ainda não está no ponto e alguns níveis podiam ter um pouco mais de polimento (os puzzles com as tochas foram chatinhos), creio que este Sonic 4 foi uma boa tentativa por parte da Sega de agradar aos fãs da velha guarda da série que tanto ansiavam por algo deste género. Como coleccionador que sou, tenho pena que a Sega tenha também adoptado esta estratégia episódica e apenas digital para promover este Sonic 4. O facto de também não haverem notícias de um Episode 3 não é bom sinal. Gostava de ver o Episode I, II e um eventual III numa compilação física, mas como ainda estou à espera de ver uma colectânea física com os Panzer Dragoon bem que posso esperar sentado.

Dynamite Cop (Sega Dreamcast)

Dynamite CopRecentemente escrevi sobre o beat ‘em up em 3D da Saturn chamado Die Hard Arcade. E nesse artigo referi que o jogo saiu no Japão como Dynamite Deka, com a ligação à franchise Die Hard a ver-se apenas nas versões ocidentais. E no sistema arcade Model 2 da Sega o Dynamite Deka viu uma sequela (Dynamite Deka 2), conhecida no ocidente como Dynamite Cop, nome que acabou por chegar também à Dreamcast como um jogo de primeira geração. A minha cópia deste jogo chegou-me à colecção no verão de 2013, tendo sido comprada por uma quantia entre os 5 e 6€ a um particular.

Dynamite Cop - Sega Dreamcast
Jogo com caixa e manual

A história por detrás deste Dynamite Cop é exactamente a mesma de Die Hard Arcade excepto numa coisa. Em vez de ser passada num arranha-céus à lá Nakatomi Plaza, desta vez passa-se num navio tomado de assalto por piratas modernos, tornando todos os passaggeiros reféns, incluindo mais uma vez a filha do presidente. O vilão é mais uma vez o velhote Wolf Hongo e os seus capangas cada vez mais bizarros.

screenshot
Só por este cast se vê logo que este é um jogo “bem disposto”

Quem jogou Die Hard Arcade, irá-se sentir completamente em casa neste Dynamite Cop. A jogabilidade é muito, mas mesmo muito semelhante. Mais uma vez dispomos de imensas armas que podemos utilizar, desde armas no verdadeiro sentido da palavra como facas, revólveres, metralhadoras até lança rockets capazes de gerar uma mini explosão nuclear (mas no entanto o jogador não é afectado), bem como os mais variadíssimos objectos do meio ambiente. Desde vassouras, cadeiras, canos, até comida como carcaças de animais numa cozinha, a variedade é realmente grande e a diversão que isso implica também o é. Existem inicialmente 3 lutadores diferentes com os quais podemos jogar, 2 rapazes e uma mulher, cada qual com os seus próprios golpes e combos. Esses golpes também são uma delícia de se executarem, especialmente aqueles em que os atiramos ao chão e ainda lhes partimos uns quantos ossos. E depois ainda podemos pegar nos corpos e usar como arma!

screenshot
Os quick time events e replays estilosos regressaram

Existem mais algumas diferenças face ao primeiro jogo. Na movimentação, o Die Hard Arcade, apesar de podemos movimentar as personagens num espaço 3D, as mesmas apenas se podiam virar à esquerda ou direita, como nos clássicos dos 16-bit. Aqui já se podem virar nos vários sentidos, fazendo com que a hit detection tenha de ser mais precisa. Depois para além dos objectos que podemos utilizar como armas e outros para regenerar a vida, existem uns outros com um P de powerup. Ao coleccionar uns quantos destes itens ficamos temporariamente mais fortes e mais rápidos. Outra diferença engraçada é as nossas personagens perderem alguma roupa consoante o dano que vão sofrendo.

screenshot
Tranquilizer Gun, o jogo clássico que podemos desbloquear

Outra diferença é a maneira como podemos começar o jogo. Para nos infiltrarmos no navio, podemos escolher 1 de 3 maneiras: de páraquedas, scuba-diving, ou aproximar-nos do navio por um pequeno barco. Estas 3 possibilidades (ou missões) resultam em diferentes rotas que são levadas ao longo do jogo, embora partilhem algumas salas em comum, como as dos bosses. Apesar de ser um jogo curto, o facto de existirem estas 3 diferentes rotas acabam por oferecer um maior factor de “replayability“, bem como existirem outros extras a serem desbloqueados, como personagens extra ou novos modos de jogo. Ao completarem-se essas 3 missões, desbloqueamos outras 3, sendo versões bem mais complicadas das primeiras. Dispomos também de um modo versus para 2 jogadores e um survival mode onde tempos de aguentar com uma wave de 100 inimigos.

screenshot
As três personagens com as quais podemos jogar de início

Mas de resto, ainda há algumas semelhanças com Die Hard Arcade que devem ser referidas: Entre cada sala, há um pequeno “action stage“, onde temos uns curtos quick-time-events, geralmente com a nossa personagem a correr por um corredor, prestes a cruzar-se com um bandido. Se o botão requirido for pressionado na altura certa, damos um mega golpe no infeliz e seguimos a nossa vida. Se falharmos, então para além de levarmos dano, geralmente teremos de lutar numa sala extra. Por fim resta-me referir também o sistema de continues. No Die Hard Arcade podiamos jogar um jogo do período triássico das Arcades, nesse caso o Periscope da Sega, de forma a amealhar continues. Neste Dynamite Cop podemos fazer o mesmo, desta vez o jogo escolhido foi o Tranquilizer Gun.

Visualmente não é o melhor jogo de sempre numa Dreamcast, pois é uma conversão directa de um jogo saído para a Model 2, um sistema arcade excelente na altura em que saiu, mas já obsoleto aquando do lançamento da DC. Ainda assim é um jogo bastante colorido e detalhado quanto baste para ser agradável aos olhos. No entanto, notam-se que nas cutscenes em CG, foram utilizados modelos poligonais muito mais detalhados que os visíveis no jogo normal. Mas o que é realmente agradável é mesmo o espírito bem humorado presente em todos os inimigos, muitos deles vestidos de forma ridícula. Afinal não é em todos os jogos que temos como um boss um cozinheiro, ou inimigos mascarados de tubarões. O trabalho no audio é competente, as falas são simples, mas tendo em conta que é um jogo arcade e uma sátira aos filmes de acção de Hollywood parece-me enquadrar-se bem. O mesmo pode ser dito das músicas que apesar de não serem tão memoráveis quanto outros clássicos como Daytona USA ou Sega Rally, mantém a mesma identidade que a Sega nos habituou.

screenshot
Os cenários vão sendo bastante variados e com muita interactividade

No geral acho este Dynamite Cop um óptimo beat ‘em up, tendo sido lançado numa altura em que o género já não tinha a mesma importância que no início da década de 90. É um jogo curtinho, mas a Sega ainda tentou colmatar essa falha ao incluir outros modos de jogo, o minijogo Tranquilizer Gun, personagens secretas para desbloquear e vários coleccionáveis que se traduzem em imagens para o “Gallery Mode”. Quem gostou de Die Hard Arcade, sabe perfeitamente o que esperar deste Dynamite Cop.

Wrestlemania The Arcade Game (Super Nintendo)

Wrestlemania - The Arcade Game - SNESNão sou fã de wrestling. Talvez tenha sido um pouco quando andava na escola primária e a RTP transmitia alguns combates ao Sábado, bem como umas séries animadas com o Hulk Hogan. Mas mais do que isso nunca fui. E como tal os videojogos baseados em wrestling também nunca foram a minha praia, pelo que este será um artigo mais rápido. Este Wrestlemania The Arcade Game foi un jogo lançado originalmente nas arcades, produzido pela Midway, a mesma empresa que nos trouxe Mortal Kombat. E tal como Mortal Kombat está repleto de lutadores digitalizados e as versões caseiras deste jogo sairam para uma panóplia de diferentes sistemas. A minha versão veio junto com um bundle SNES que comprei a um colega de trabalho, tendo-me ficado barato no total. Está completo e relativamente em bom estado tendo em conta que estamos a falar de caixas SNES.

Wrestlemania The Arcade Game - Super Nintendo
Jogo completo com caixa, manual e papelada

Sendo uma conversão de um jogo arcade, a jogabilidade também é algo diferente dos restantes jogos de wrestling existentes no mercado, com golpes completamente irrealistas, como o Undertaker invocar demónios, por exemplo. No entanto os golpes standard de wrestling também são possíveis de fazer, bem como os “malabarismos” do costume, como balancear-se em cordas, subir para cima dos “postes” e saltar em cima de um oponente que esteja no chão, ou mesmo mandá-los para fora do ringue. O original da arcade possui 8 lutadores diferentes, a versão SNES possui apenas 6, não se compreendendo muito bem o motivo.

screenshot
Take it out of the ring!

Existem 4 modos de jogo diferentes, 2 em single-player, dois em multi-player. Os primeiros consistem em dois campeonatos distintos. No Intercontinental Title, começamos com uma série de combates 1 contra 1, passando por alguns combates em 1 contra 2 e finalizando com um combate mais épico de 1 contra 3. No World Wrestling Federation Title começamos o campeonato logo em combates de 1 contra 2, passando para 1 contra 3 e culminando num combate Battle Royale. Já nos modos de jogo para 2 jogadores podemos optar entre Head to Head e Cooperative. O primeiro é um modo versus standard, já no segundo cooperamos em tag-team em combates contra um oponente bastante forte controlado por CPU. Caso vençamos todos os combates, no final teremos de combater um contra o outro.

Graficamente é um jogo bem competente para a SNES. É normal que não esteja no mesmo patamar do original da arcade, mas para quem jogou os Mortal Kombats na SNES já dá para ter uma ideia do aspecto gráfico que irá encontrar neste jogo, visto os lutadores serem também digitalizados. As músicas sinceramente não gostei assim tanto, o chip sonoro da SNES não é o mais adequado para músicas mais rockeiras. No entanto os samples de voz pareceram-me estar bons.

screenshot
Sendo um jogo arcade, a Midway tomou a liberdade de javardar um pouco. Embora os “combates” reais também o sejam…

Este é realmente um artigo curto pois como referi anteriormente Wrestling não é mesmo a minha praia. No entanto, sendo um jogo arcade, até poderá ser mais jogável a quem não é fã de wrestling, seja pelo sistema de combos ou mesmo pelos golpes especiais. Para quem quiser um jogo de wrestling puro e duro, então existem outras propostas na SNES, com o selo da WWF e não só.