Dracula Origin (PC)

Voltando às rapidinhas no PC, vamos ficar com mais uma aventura gráfica, desta vez para mais um lançamento da Frogwares, o estúdio que nos tem trazido os videojogos da saga Sherlock Holmes. E como eu até gosto dessa série, confesso que estava com as expectativas altas para este título, pois o mesmo é inspirado na obra de Bram Stoker, e decorre também em pleno período Victoriano, mas infelizmente as minhas expectativas foram um pouco defraudadas. Mas já lá vamos! O meu exemplar digital creio que foi comprado num bundle alusivo a vários jogos da Frogwares, que incluía, naturalmente, muitos dos títulos da saga Sherlock Holmes a um preço muito convidativo.

Ora nós aqui encarnamos nada mais nada menos que no papel de Van Helsing, conhecido caçador de vampiros, que está no encalço de Dracula após este ter mordido Mina, noiva do seu assistente Jonathan Harker. Por sua vez, Mina é extremamente parecida ao primeiro amor de Dracula, pelo que este pretende ressuscitá-la usando o seu corpo como meio. Vamos então percorrer diversos cenários, como as cidades de Londres, Cairo, Viena e finalmente a região da Transilvânia, onde irá decorrer o confronto final com o Príncipe das Trevas.

Os cenários até que são variados e bem representados (com gráficos pré-renderizados). Pena a narrativa ser tão pobre!

No que diz respeito às mecânicas de jogo, contem com as típicas que encontramos das aventuras point and click clássicas. Teremos então a obrigação de explorar bem os cenários, com o ponteiro do rato a mudar de forma consoante o contexto por onde o passamos. Por exemplo, em objectos que podem ser interagidos ou observados, o cursor muda para uma mão ou olho respectivamente. Os cenários são apresentados em ângulos de câmara fixos, logo quando o cursor do rato muda para umas pegadas, quer dizer que nos podemos movimentar para uma nova área da sala/corredor/rua onde estamos, ou uma zona mesmo inteiramente nova. Vamos ter de apanhar e usar objectos, falar com pessoas, combinar objectos entre si e, acima de tudo, teremos alguns puzzles mais “a sério” para resolver, tipicamente para destrancar passagens ou portas de cofres e afins. O progresso normal do jogo até que é bastante simples e o facto da tecla espaço realçar todos os pontos de interesse no ecrã é de facto uma grande ajuda. Já para os puzzles propriamente ditos, bom aqui a história é muito diferente, pois há alguns que são mesmo difíceis de entender como funcionam e o que é pretendido.

Alguns puzzles não são nada intuitivos!

A nível audiovisual também é um jogo que me desiludiu um pouco. É verdade que vamos tendo uma variedade considerável de cenários para explorar, e estes até que estão bem detalhados, mas as animações das personagens e acima de tudo os seus diálogos deixam muito a desejar. O que é pena, pois a série Sherlock Holmes, apesar de graficamente os primeiros jogos também serem algo pobres, ao menos na narrativa, especialmente as vozes de Sherlock e Watson, sempre teve uma qualidade acima da média. Aqui o Van Helsing está mal representado na minha opinião, até porque muitas das suas frases mais comuns ficaram mal conseguidas. E apesar de o jogo ter terminado de forma a mostrar que uma eventual sequela estaria a caminho, o único jogo que a frogwares voltou a lançar sob o nome de Dracula foi o Love Kills, que é uma aventura bem mais casual do tipo hidden object.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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