The Legend of Zelda: The Wind Waker (Nintendo Gamecube)

Não sei porque levei tanto tempo para escrever este artigo, visto que já tinha terminado este jogo por aí em 2003. Mas o que é certo é que ficou esquecido ao longo de todos estes anos desde que comecei o blogue já há 10 anos atrás! Foi depois do último The Games Tome, onde celebramos os 35 anos da série The Legend of Zelda que me lembrei que não tinha escrito nada deste jogo nem do Twilight Princess ainda. Mas no caso do Twilight Princess vou esperar mais uns tempos pois tenho o seu remaster para a WiiU que irei jogar em breve. Sinceramente já não me recordo quando, onde e quanto custou este meu exemplar do Wind Waker pois já o comprei há muitos anos atrás. Mas não foi neste exemplar onde terminei o jogo, mas sim num emprestado por um colega da escola secundária, que incluía também o disco extra com a Master Quest do Ocarina of Time. Tenho de arranjar esse versão um dia destes!

Jogo com manuais e papelada

Ora o meu interesse com a GameCube foi despertado desde que vi uma mini-revista da francesa Joystiq sobre a Nintendo SpaceWorld de 2000 (ou terá sido a de 2001?) onde a consola foi revelada ao público pela primeira vez. Algumas demos técnicas foram apresentadas que demonstravam o poderio gráfico da pequena consola da Nintendo e uma delas era precisamente um combate épico entre Link e Ganondorf que fez as delícias dos fãs. E eis que mais tarde é apresentado este Wind Waker com visuais completamente diferentes ao que tinha sido mostrado antes na SpaceWorld, com Link novamente uma criança e uns gráficos muito cartoonish com recurso a técnicas de cel shading. Isto deixou muitos fãs furiosos e eu confesso que inicialmente também fiquei um bocadinho desapontado. Mas a verdade é que depois de o ter jogado, rapidamente passou a ser o meu The Legend of Zelda favorito até ao momento!

Eventualmente temos alguns minijogos que podemos participar e bom… alguns NPCs são hilariantes!

Este é então uma sequela directa do Ocarina of Time, mais precisamente da timeline do Link adulto, onde Ganondorf é derrotado. Mas uma série de anos após esses eventos, Ganondorf volta e desta vez não há nenhum herói vestido de verde que lhe tenha feito frente. Com Hyrule prestes a ser destruída, os deuses lá do sítio decidem intervir e basicamente causam um dilúvio divino, inundando todo o planeta e a civilização que sobreviveu passou a viver nos topos das montanhas que são agora pequenas ilhas. Ainda assim o mito de um herói que outrora salvou o mundo perdura e sempre que um rapaz chega a uma certa idade há a tradição de se vestir de verde. E é o que acontece com este Link, que no dia do seu aniversário lá teve de se vestir de verde contra a sua vontade. E o que potencialmente seria um dia tranquilo rapidamente se transforma em pesadelo, pois coisas acontecem e a sua pequena irmã acaba por ser raptada por um pássaro gigante! Link irá então juntar-se a um grupo de piratas e tentar resgatar a sua irmã de uma sinistra fortaleza no oceano. Quando lá chegamos reparamos que algo de muito errado se está a passar e aparentemente Ganondorf está de volta!

O design de alguns inimigos ficou muito bem conseguido, assim como a parte furtiva da primeira dungeon

E este é então um Zelda muito distinto dos seus predecessores precisamente pelos seus oceanos! Aqui não há Eponas, mas depois da primeira dungeon conseguimos um pequeno barco falante que nos irá ajudar na aventura e navegar pelos oceanos, ao explorar as inúmeras ilhas que possuem pequenas vilas, dungeons e muitos segredos a descobrir. Como o subtítulo indica, em Wind Waker vamos também manipular o vento. Em vez de uma Ocarina como nos títulos da Nintendo 64, Link está agora munido de uma batuta de maestro e teremos uma vez mais de aprender diferentes melodias que nos darão habilidades distintas, como manipular a direcção para onde sopra o vento, e como temos um barco à vela, isso será fulcral para explorar os oceanos. De resto é um jogo com controlos algo semelhantes aos da Nintendo 64, com os botões X, Y e Z a poderem ter diferentes itens assignados, enquanto o botão B serve para atacar, o R para defender e o L para activar o lock on nalgum inimigo específico. O botão A possui um uso algo genérico e o segundo analógico controla a câmara.

Eventualmente adquirimos a habilidade de ligar a Game Boy Advance para algumas habilidades opcionais

Tal como nos outros Zeldas em 3D teremos várias dungeons para explorar onde teremos de usar aprimoradamente os diferentes itens e melodias que aprendemos para o Wind Waker, não só para ultrapassar alguns obstáculos, bem como auxiliar nos combates e nos inúmeros puzzles que teremos de enfrentar. Mas nem só de dungeons vive um Zelda e a quantidade de sidequests e conteúdo escondido neste jogo é estonteante! Ao navegar pelos oceanos (que terão sempre alguns perigos como inimigos para atacar ou pequenas fortalezas ou ilhas para explorar) iremos também encontrar inúmeros tesouros no fundo do oceano e este jogo tem mapas para tudo! Mapas para encontrar tesouros valiosos, mapas para encontrar submarinos para explorar, mapas para as ilhas que tenham fadas que nos conferem habilidades opcionais mas que dão um jeitaço enorme, entre outros! Uma funcionalidade que não cheguei a experimentar na altura em que joguei este Wind Waker foi precisamente a sua integração com a Gameboy Advance, pois ainda não tinha o cabo de ligação entre os dois sistemas. Basicamente algures ainda relativamente no início do jogo encontramos o Tingle que nos dá um item que desbloqueia essa funcionalidade e, uma vez conectada a Game Boy Advance podemos chamar o Tingle para nos auxiliar nalguns pontos do jogo, a troco de algumas rupees. Era uma maneira de haver algum multiplayer cooperativo pois o segundo jogador controlaria precisamente o Tingle e activava as habilidades que achássemos necessário.

Vamos encontrar mapas que indicam a posição de tesouros valiosos nalgum quadrante do mapa

Graficamente este é sinceramente um jogo belíssimo para a altura em que saiu e diria que envelheceu muito bem, mesmo nos dias de hoje. O jogo possui um design visual muito característico e as expressões faciais das personagens fazem-nos mesmo criar uma certa empatia com as mesmas em que nenhum outro Zelda até à data tinha conseguido! Mesmo o design dos inimigos achei muito criativo e o jogo possui também alguns efeitos de luzes dinâmicas algo impressionantes para a época. As músicas vão sendo bastante calmas, quando estamos a navegar pela imensidão dos oceanos e as águas estão calmas, mas rapidamente mudam para temas mais tensos quando as coisas começam a mudar de figura. Só tenho pena que a banda sonora não seja orquestrada, algo que só veio a acontecer em pleno no Skyward Sword. Vamos ter aqui algumas belas melodias (adoro aqueles temas mais calmos e acústicos), mas os temas mais épicos precisavam de um tratamento mais orquestral para terem ficado realmente bons.

Portanto devo reafirmar uma vez mais que este é o meu The Legend of Zelda preferido até à data. Tanto que depois de ter visto recentemente um pouco do seu gameplay para me reavivar algumas memórias, fiquei cheio de vontade de o jogar novamente e vou tentar comprar o seu remaster em HD para a WiiU que me parece estar visualmente ainda melhor!

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em GameCube, Nintendo. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.