Space Quest III (PC)

Continuando pelas rapidinhas vamos ficar com o terceiro capítulo da saga Space Quest, mais uma de várias sériesde aventuras gráficas que a Sierra foi desenvolvendo ao longo dos anos 80 e 90. Tal como os outros jogos desta série e não só, o meu exemplar digital veio parar à minha conta do steam através de um excelente bundle que incluiu dezenas de clássicos da Sierra a um preço muito reduzido.

E aqui invariavelmente iremos jogar mais uma aventura na pele de Roger Wilco, o empregado de limpeza mais incompetente do universo. Roger tinha ficado à deriva no espaço, a bordo de uma nave salva-vidas no final da aventura anterior. Eventualmente acaba por ser resgatado por uma nave que recolhe sucata e o primeiro desafio será precisamente o de escapar dessa sucateira espacial. Uma vez fora, começamos uma vez mais por explorar um planeta deserto, onde descobrimos que somos perseguidos por um exterminador por não termos pago um item que usamos no jogo anterior. Uma vez controlada essa ameaça, acabamos por parar numa espécie de McDonalds do espaço e a partir dali não sabemos muito bem o que é para fazer. Mas iremos uma vez mais acabar por defrontar um novo vilão e salvar a galáxia.

Como habitual, iremos encontrar inúmeras referências a outros filmes

Este terceiro Space Quest usa já a primeira versão do motor gráfico SGI da Sierra, que já permitia gráficos mais detalhados e com uma maior resolução, mas ainda com suporte ao standard EGA o que se traduz em poucas cores no ecrã. A interface continua a exigir uma linha de comandos para escrever as acções que queremos executar, mas já inclui suporte ao rato, quanto mais não seja para movermos Wilco pelos cenários. Naturalmente que os comandos a serem executados exigem que estejamos na localização certa para os executar e como seria de esperar, o que não faltam aqui são também várias maneiras de morrer, pelo que uma gestão adequada dos saves é bastante recomendada.

Este motor de jogo já permite apresentar cenários muito mais bem detalhados que os seus predecessores

A nível audiovisual, como referi acima este jogo já tem cenários bem mais detalhados e com maior resolução, embora ainda possua um esquema de cores algo pobre, pois o standard VGA ainda não existia para os PCs. O que já existiam eram sim placas de som, pelo que ao menos vamos tendo algumas músicas agradáveis para ouvir ao longo do jogo. Já os efeitos sonoros utilizam ainda o PC Speaker. Os cenários são bastante diversificados entre si, a narrativa está bem mais humorada que nos primeiros 2 jogos da série e também iremos encontrar inúmeras referências a outros filmes como Star Wars, Terminator, Aliens, 2001 Odisseia no Espaço e Star Trek.

Algures poderemos jogar um mini-jogo arcade e se fizermos pontos suficientes obtemos uma pista sobre o que fazer a seguir.

Portanto este jogo acaba por ser mais uma aventura gráfica consistente, com uma narrativa mais bem humorada. Peca no entanto por não termos um grande propósito nesta aventura, só na segunda metade do jogo é que descobrimos a nossa real missão e os novos vilões a enfrentar, os tais piratas (de software) de Pestulon. De resto é um jogo que nos vai dar algumas frustrações devido à sua interface por linha de comandos e por vezes o facto de termos muito pouco tempo para reagir a eventuais adversidades.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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