Faerie Solitaire (PC)

Continuando pelas rapidinhas no PC, depois de ter jogado o Zombie Solitaire e até ter achado um bom passatempo, acabei também por instalar este Faerie Solitaire e devo dizer que o vício foi bem maior. Tal como o Zombie Solitaire no entanto, este meu exemplar digital veio parar à minha colecção do steam provavelmente nalgum bundle ou até o posso ter vencido nalgum sorteio.

Aqui temos uma temática mais fantasiosa, mas o objectivo é o mesmo de sempre: jogar solitário! O principal modo de jogo coloca-nos no papel de um rapaz que se lança à aventura e explorar um mundo fantasioso repleto de fadas e outras criaturas mas isso acaba por não interessar para nada pois a história é demasiado simples. Em cada capítulo temos uns 4 ou 5 níveis, sendo que cada nível é composto por 9 partidas de solitário. Em cada conjunto dessas 9 partidas temos uma série de objectivos para cumprir, seja conseguir fazer uns quantos combos, angariar uma certa quantia de dinheiro ou terminar o nível com um certo número de partidas perfeitas, ou seja, limpando todas as cartas no ecrã.

No modo história a ideia é limpar todas as cartas do ecrã. Já no challenge temos de limar todas as cartas douradas e o desafio será muito maior

De resto é o jogo do solitário onde vamos tendo um deck com um número de cartas variável e a ideia é ir juntando as cartas que sejam um valor acima ou abaixo da carta de referência que nos saiu no início da jogada. Para cumprir uma partida com uma pontuação perfeita temos de limpar todas as cartas no ecrã, mas tipicamente não precisamos de o fazer, logo que respeitemos os objectivos mínimos para cada conjunto de partidas. Mas claro que também temos habilidades que nos vão permitir facilitar algumas regras do jogo. À medida que vamos jogando vamos obtendo também umas cartas especiais que poderemos jogar a qualquer altura e que nos permitem puxar uma outra carta para jogo. Para além disso, o dinheiro que vamos amealhando permite-nos comprar uma série de outras habilidades, como a de antever qual a próxima carta que vai sair, a opção de voltar atrás numa jogada, entre outras habilidades que nos irão dar muito jeito.

Este nível foi talvez o que mais trabalho me deu para o completar de forma perfeita

Uma vez terminado o modo história, cujos níveis podem ser revisitados na opção quick play, temos também um modo challenge que nos apresenta mais uns quantos níveis de dificuldade avançada. Estes níveis possuem cartas dinâmicas cujos valores vão mudando à medida que vamos jogando ou outras restrições que nos vão dando mais dores de cabeça. Para além de tudo isto, em qualquer partida poderemos encontrar ovos ou recursos como madeira, pedras ou esferas mágicas. A ideia é equipar um desses ovos, e à medida que vamos jogando eles vão ganhando pontos de experiência, que posteriormente vão fazer com que certas criaturas nasçam. As criaturas podem também ganhar pontos de experiência e quando atingirem a experiência máxima podemos evoluí-las para a sua forma adulta, sendo que para isso precisam dos outros recursos que fomos amealhando, as tais madeiras, pedras e esferas mágicas. Agora isto de coleccionar criaturas não adiciona nada ao jogo a não ser o coleccionismo, pois existem dezenas de criaturas para descobrir e evoluir. Seria interessante que as criaturas tivessem poderes especiais que nos pudessem auxiliar a ultrapassar alguns desafios mas não. São meramente um factor de coleccionismo.

Podemos também encontrar e coleccionar uma série de criaturas, mas infelizmente estas não nos trazem nada de novo ao jogo

A nível audiovisual é um jogo muito simples e eu devo dizer que joguei antes a versão remastered deste Faerie Solitaire, que deve ter sido oferecida a todos os donos da versão normal. Não sei que diferenças há deste jogo para o original, pois os seus achievements são todos idênticos. Aqui temos algum voice acting no modo história, talvez essa tenha sido uma das novidades trazidas nesta versão remasterizada.

Portanto temos aqui mais um jogo de Solitário que apesar de ser simples, possui uma jogabilidade desafiante e viciante. As habilidades extra que vamos desbloqueando são super úteis e o jogo torna-se num passatempo muito agradável. Sem ter dado grande conta gastei quase 30 horas de jogo, cumpri todos os níveis com pontuação perfeita, obti todos os power ups, ficando apenas a faltarem-me coleccionar algumas criaturas.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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