Space Quest II (PC)

Voltando às rapidinhas no PC, vamos ficar agora com o segundo jogo da saga Space Quest, lançado originalmente em 1987. Foi ainda produzido utilizando o motor gráfico AGI da Sierra, pelo que esperem por uma aventura com gráficos algo minimalistas, de baixa resolução e pouca cor, para além do interface ser ainda através de uma linha de comandos para indicar as nossas acções. Tal como os outros jogos desta série, o meu exemplar digital foi comprado algures neste ano num excelente bundle da Sierra que trouxe dezenas dos seus clássicos a um preço muito convidativo.

Nesta segunda aventura controlamos uma vez mais o salvador da galáxia Roger Wilco, mas também não muito competente empregado de limpeza, função que continua a manter. E eventualmente somos raptados por Sludge Vohaul, o cérebro por detrás dos ataques dos Sariens narrados no primeiro jogo. O plano de vingança de Sludge consiste nada mais nada menos do que despachar um grande número de clones de vendedores de seguros para o planeta Terra, e levar Roger Wilco para trabalhos forçados numa mina algures num planeta remoto. E é por aí que a aventura começa realmente com Roger a ver-se uma vez mais num planeta estranho e ter de se desenrascar dessa situação.

Sludge Vohal, o novo vilão

Tal como a versão original do primeiro jogo, e também tal como referi acima, este Space Quest 2 foi desenvolvido usando ainda o motor de jogo AGI, com uma interface por linha de comandos que nos obrigam a escrever as acções que precisamos que Roger execute. Comandos como look são sempre obrigatórios para estarmos mais atentos ao que está presente no ecrã e para além de nem sempre ser óbvio o que temos de fazer para progredir no jogo, ter uma boa gestão de saves manuais é mais que obrigatório. Isto porque iremos ter inúmeros perigos pela frente, muitas maneiras de Roger morrer. Para além disso, é possível esquecermo-nos de apanhar algum item e este ser necessário mais à frente no jogo, sem possibilidade de voltar atrás para o apanhar. Portanto creio mesmo que o melhor, para evitar frustrações, será eventualmente o de consultar um guia de jogo.

O que mais há aqui são maneiras de morrer.

A nível audiovisual, também como já referi acima, este jogo ao usar o motor Sierra AGI, quer dizer que possui ainda gráficos com baixa resolução, detalhe e poucas cores. Em jogos como o primeiro Larry e Police Quest, ambos apresentavam uns cenários algo minimalistas, mas com um pixel art que me agradava bastante. Por outro lado, os Space Quests 1 e 2 não me conseguiram agradar tanto assim. Já no que diz respeito ao som, esperem pelos normais bips e bops do PC Speaker. Ainda não haviam placas de som para computadores de arquitectura x86 em 1987, portanto também não havia muito que a Sierra pudesse fazer nesse campo.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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