The Last of Us Remastered (Sony Playstation 4)

Lançado originalmente para a PS3 em 2013, The Last of Us é um dos lançamentos mais ambiciosos da Naughty Dog e também um dos mais bem sucedidos comercialmente e criticamente aclamados. Naturalmente que um remaster acabou por ser produzido e lançado para a PS4 no ano seguinte, que já inclui também uma série de DLCs, incluindo o Left Behind que também acabei por jogar. O meu exemplar sinceramente já nem me recordo bem onde e quando o comprei, creio que veio da Worten numa das suas promoções de “leve 3 e pague 2”, tendo-me ficado portanto a menos de 15€.

Jogo com caixa e folheto

The Last of Us é um jogo que decorre num futuro pós apocalíptico, após a raça humana ter sido tomada de surpresa por uma infecção fungal que os transforma numa espécie de zombies. A civilização ainda existe, mas no caso das grandes cidades, estão a ser controlados pelos militares e a Ordem já há muito que se foi. Isso levou ao surgimento dos fireflies, um grupo paramilitar que se revolta contra o exército. Na maior parte do jogo nós vamos controlar Joel, um contrabandista que não toma nenhum dos lados no conflito mas que, relutantemente, acaba por ser encumbido de uma missão muito importante para os fireflies, escoltar a jovem Ellie para o agrupamento dos fireflies numa outra cidade norte-americana. Ellie é uma adolescente muito especial, pois foi mordida, apanhou a infecção fungal, mas desenvolveu uma imunidade que não a transformou num zombie, portanto será a chave para a investigação de uma eventual cura. Digamos só que as coisas nem sempre correm bem e teremos de atravessar uma grande parte dos Estados Unidos, desde várias cidades em ruínas, florestas, pequenas povoações no interior e por aí fora até cumprirmos a nossa missão. Tal como na série Uncharted, há também um grande foco na narrativa e na forma como a relação de Ellie e Joel se desenvolve, mas de uma forma bem mais intensa do que em qualquer Uncharted até à data.

Com recursos muito limitados, manter alguma furtividade é imperativo

No que diz respeito à jogabilidade, confesso que inicialmente me atrapalhei um pouco com os controlos, mas à medida que ia avançando no jogo, as coisas já começavam a fazer mais sentido e no final já era um mestre no stealth e eficiência. Sim, vamos ter confrontos contra outros humanos e/ou zombies, e a furtividade é muito importante não só para poupar recursos (as balas são muito escassas), mas também para evitar que sejamos rodeados por todos os inimigos na área em que estamos actualmente. Em alguns segmentos do jogo somos mesmo obrigados a combater, já noutros se tivermos cuidado podemos atravessá-los sem sermos descobertos e assim poupar recursos bem como a nossa barra de vida, que não é regenerativa automaticamente. O crafting é então outro dos pontos muito importantes no jogo, que nos permitem construir medktis, diversos tipos de bombas ou cocktails molotov, ou facas improvisadas (se bem que bastante frágeis). A exploração dos cenários à nossa volta é então um outro ponto muito importante na jogabilidade, pois não só vamos encontrando ingredientes para o crafting, munições, bem como alguns coleccionáveis ou outros itens que melhoram a eficiência dos produtos do crafting, como as bombas terem um raio de explosão melhor, ou os medkits curarem mais percentagem da barra de vida. Ocasionalmente vamos também encontrar algumas bancas que nos permitem customizar e melhorar as armas que carregamos connosco, como a capacidade de armazenar mais balas, melhorar o alcance ou o dano, entre outros.

Ocasionalmente temos a hipótese de melhorar as nossas armas de fogo com materiais que vamos encontrando ao longo da aventura

De resto temos também aqui incluído um modo multiplayer, que aparentemente nesta versão remastered já traz todos os mapas adicionais dos DLCs lançados previamente para a Playstation 3. Sinceramente nem o experimentei, mas pelo que li teríamos de escolher uma facção e depois teríamos uma série de diferentes modos de jogo para jogar e o objectivo seria o de sobreviver e evoluir essa facção ao longo de um ano. Mas voltando aos DLCs, a principal razão de eu ter comprado esta versão remastered é a inclusão do DLC Left Behind que contém mais conteúdo single player. Aqui controlamos a jovem Ellie, com a narrativa a ser dividida em duas partes. Tanto ficamos a saber um pouco mais do seu passado, bem como vemos o que a Ellie fez numa certa parte da história principal que tinha ficado por contar. Isto sim, para mim são DLCs que fazem sentido, embora ache que a parte do inverno poderia perfeitamente ter sido um capítulo que estivesse incluído no jogo principal também.

Ocasionalmente teremos alguns puzzles para resolver para ultrapassar alguns obstáculos.

Já no que diz respeito aos audiovisuais, bom este é um jogo excelente tendo em conta que foi desenvolvido para uma consola da geração anterior. Para uma PS3, os visuais estão incríveis como a Naughty Dog já nos tinha habituado com o Uncharted 2 e 3. Os cenários estão muitíssimo bem detalhados, as cidades em ruínas e tomadas pela natureza, o detalhe das personagens e suas expressões faciais estão de facto muito bons. Esta versão remastered aumenta a resolução para 1080p nativos, melhora o framerate, as texturas possuem mais detalhe, melhores efeitos de luz e por aí fora. Mas não deixa de ser um jogo da geração anterior. Ainda assim, possui visuais excelentes. A narrativa é igualmente muito boa, o voice acting é mais do que competente e as músicas são na sua maioria temas acústicos e algo melancólicos, o que assenta que nem uma luva à atmosfera mais pesada deste The Last of Us.

Alguns infectados são cegos, porém têm a audição muito mais desenvolvida, pelo que teremos de ter extra cuidado para sermos silenciosos.

Portanto este é um excelente jogo. Um dos melhores títulos da geração da PS3, que tem neste remaster uma maneira bem em conta de ser jogado na consola da geração seguinte, visto que a PS4 não possui retrocompatibilidade. É um remaster que inclui alguns pequenos melhoramentos gráficos e que melhoram a sua fluidez. Mas a inclusão dos DLC, especialmente do Left Behind é, para mim, um ponto muito importante também. Fiquei com vontade de jogar a sequela, mas apenas o farei assim que os preços forem bem mais convidativos.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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