Ronin Blade (Sony Playstation)

Ronin Blade é um título muito interessante produzido pela Konami para a Playstation. Com gráficos pré-renderizados, ângulos de câmara fixa e claro, com a temática dos samurais, ninjas e afins, misturado com samurais zombie e outras estranhas criaturas que teremos de enfrentar, traçar um paralelismo com a série Onimusha que acabou por ser lançada anos mais tarde pela Capcom é uma ligação algo lógica. O meu exemplar foi comprado algures em Março de 2019 numa loja no norte do país. Creio que me custou cerca de 20€, estando completo e em óptimo estado.

Jogo com caixa e manuais

Ao começar a aventura podemos optar por jogar com Kotaro, um ronin, ou seja, um samurai solitário, ou a jovem ninja Lin. Ambos viajam para uma qualquer cidade Japonesa por razões diferentes, mas ambos são rapidamente atacados pela polícia local, que parecem comportar-se de maneira estranha. À medida que vamos avançando na história, vamos começar a enfrentar criaturas cada vez mais bizarras e descobrir uma conspiração que planeia conquistar todo o Japão, com recurso a forças demoníacas.

Podemos encontrar itens pelo caminho e assigná-los a um botão de uso rápido

No que diz respeito à jogabilidade, esta mistura conceitos dos survival horrors da época como Resident Evil, mas a acção de um hack ‘n slash. Vamos ter então cenários pré-renderizados com ângulos de câmar fixos como em muitos survival horrors, mas um sistema de combate mais dinâmico. Certamente este foi um jogo que veio a influenciar mais tarde a série Onimusha, apesar desta ter sido desenvolvida pela Capcom. Até porque vamos tendo também algumas mecânicas de RPG, nomeadamente pontos de experiência que, à medida que vamos subindo de nível, vamos também aprendendo novos combos para usar nos combates. Também temos uma barra de magia que se vai enchendo à medida que vamos derrotando inimigos e esta magia pode ser usada para despoletar alguns golpes mais poderosos.  Kotaru é um samurai que apenas usa espadas, e ao longo do jogo iremos mesmo encontrar muitas espadas que poderemos trocar livremente. Já Lin terá ao seu dispor menos espadas ao longo do jogo (e todas de lâmina curta), mas terá acesso a um arsenal de kunais, shurikens ou até explosivos que também poderá usar. Tanto Kotaru como Lin podem também seleccionar um item do seu inventário para ficar disponível durante o jogo, sendo facilmente usado com um simples pressionar de um botão.

Ocasionalmente temos alguns bosses para enfrentar

É um jogo interessante, que peca principalmente por dois motivos: a jogabilidade não é tão intuitiva quanto isso e o facto dos ângulos de câmara serem fixos e nem sempre os melhores, vai-nos dar algum trabalho a ambientar aos controlos e defender/evadir dos golpes inimigos que também é bem importante. A segunda desilusão passa mesmo pelo jogo ser muito curto. Quando nos habituarmos aos controlos vamos ver que em poucas horas passamos o jogo se bem que, para alcançar o verdadeiro final, teremos de jogar a aventura com ambas as personagens, que vão tendo percursos algo diferentes e explorar algumas àreas comuns, mas também exclusivas a cada personagem. O mesmo para os bosses. Isto aumenta a longevidade do jogo, mas ainda assim pareceu-me bem mais curto do que estaria à espera.

As cutscenes são simples, sem voice acting, infelizmente

No que diz respeito aos gráficos, bom, os cenários pré-renderizados confesso que poderiam estar um pouco mais detalhados. Por vezes é confuso orientarmo-nos, principalmente em salas fechadas. Já as personagens principais e inimigos, parecem-me estar bem detalhadas quanto baste, tendo em conta que estamos a falar da primeira Playstation. Já no que diz respeito ao som, bom, os efeitos sonoros são convincentes, mas o jogo peca também por não ter qualquer voice acting, nem sequer nas cutscenes. As músicas são agradáveis, mas também podem soar um pouco bizarras tendo em conta que estamos a jogar algo que se passa num Japão feudal. Isto porque apesar das músicas terem notórias influências folclóricas nipónicas, misturam essas melodias com ritmos techno ou mesmo rock, o que poderá soar um pouco desajustado.

Portanto este Ronin Blade é um jogo de acção muito interessante da Konami e, tal como já referi acima, parece mesmo um protótipo da série Onimusha que viria a ser lançada pouco tempo depois, pela Capcom. Se gostam de jogos com samurais e com um ligeiro toque de horror, recomendo vivamente que espreitem este Ronin Blade.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em PS1, Sony com as etiquetas . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.