Leisure Suit Larry 7: Love for Sail! (PC)

Para fechar a saga dos Leisure Suit Larry clássicos, trago-vos agora cá o Love for Sail, o último Larry a ter sido finalizado antes da Sierra ter sido comprada e muitas das suas franchises terem ido por água abaixo. E como o último dos lançamentos clássicos, este Love for Sail é também facilmente um dos melhores! O meu exemplar já não consigo precisar ao certo quando o comprei, mas recordo-me que foi numa das minhas idas ou à feira da Ladra, ou à Vandoma e foi certamente uma pechincha.

Jogo em caixa de jewel case, com manual embutido na capa

A aventura começa como muitas outras. Larry acaba por ser uma vez mais escurraçado pela sua última conquista, nomeadamante a Shamara do LSL 6, pelo que começamos a aventura precisamente a tentar escapar da penthouse do hotel La Costa Lotta que acidentalmente começa a arder. Uma vez são e salvos, Larry decide viajar num cruzeiro, onde acaba por se ver envolvido num concurso onde o vencedor terá o direito de passar uma semana inteira na companhia da capitã boazona do navio. Naturalmente que Larry é um desajeitado tremendo, pelo que teremos de arranjar maneiras não convencionais para que Larry vença as várias provas que terá pela frente.

Tal como muitos outros Larries, começamos a aventura com a nossa conquista anterior a fartar-se de nós

Para além dos visuais, que irei abordar mais tarde, a outra grande diferença introduzida neste jogo está mesmo na sua interface. É na mesma um point and click, com o ponteiro do rato a assumir uma forma de um preservativo enrolado, mas que se desenrola quando podemos interagir com algo no cenário. E ao clicar nesse ponto de interesse, surge ao lado do ponteiro do rato um submenu com as diferentes acções que poderemos efectuar, como falar, pegar, interagir, usar um item do inventário, entre outras acções. Convém referir que as acções disponíveis são variáveis consoante o contexto, o que é uma adição inteligente. Quando estamos a falar com algumas pessoas de interesse, teremos também vários tópicos à escolha, bem como uma linha de comandos onde poderemos usar algumas palavras chave e assim desbloquear alguns tópicos adicionais, que geralmente nos podem recompensar com alguns easter eggs, ou outras pistas para resolver os vários puzzles que teremos pela frente. E o navio é enorme, com imensas salas para explorar, repletas de objectos para interagir e pessoas para falar, pelo que felizmente temos uma funcionalidade de fast travel através do ecrã do mapa.

Agora quando falamos com NPCs poderemos escolher livremente os tópicos de conversa, bem como usar uma linha de comandos para tentar falar de outros temas

No que diz respeito aos audiovisuais, este último dos Larry clássicos é sem dúvida o melhor nesse departamento. Todos os cenários e personagens possuem uma vez mais um aspecto cartoony, mas as próprias animações são mesmo puros desenhos animados, o que a meu ver resulta bem. Temos música “a sério” a acompanhar a aventura, muitas delas focadas em temas jazz, com o próprio Al Lowe a interpretar alguns temas no seu saxofone, e muito voice acting, onde o narrador e o próprio Larry mantêm as mesmas vozes do jogo anterior. E sim, continua a ser um jogo extremamente bem humorado e com imensas referências sexuais, com algumas cenas de nudez pelo meio (mas temos de trabalhar bem para as conseguirmos desbloquear). Mas para além disso, é acima de tudo um jogo muito bem humorado. As miúdas que temos de conquistar são paródias de personalidades reais, como o caso de Drew Baringmore, Dewmi Moore ou Jamie Lee Coitus. Até um espectáculo de stand up comedy do Bill Clinton podemos assistir, com ele a contar algumas piadas um bocadinho más, muitas delas a ridicularizar a própria Hillary Clinton. Ou a sidequest onde teremos de encontrar os 32 dildos vestidos de Wally e perdidos no meio da multidão! É um jogo de facto muito bem humorado.

Vamos ter acesso a algumas cenas de nudez, mas algumas temos de nos esforçar bastante para a desbloquear. O que não é o caso desta aqui ilustrada

Portanto, é uma pena que as coisas não tenham corrido pelo melhor com a Sierra, pois acho que o Al Lowe, após alguns altos e baixos na série Larry, conseguiu finalmente chegar a um nível de muita qualidade com este último jogo. Os próximos já foram produzidos pela Vivendi e sinceramente estou um pouco reticente em decidir se os jogo de seguida, ou se aproveito antes para continuar a explorar o restante catálogo da Sierra, visto que tenho aqui também os Quests e os Gabriel Knight para jogar. Mas fiquei muito contente por ter descoberto recentemente o mais recente remake do Land of the Loung Lizards (com a colaboração do próprio Al Loew), e do Wet Dreams Don’t Dry de 2018. Esses irei certamente jogar assim que os apanhar numa boa promoção.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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