Gradius Advance (Nintendo Gameboy Advance)

Continuando pela série Gradius, a rapidinha que cá trago hoje é o Gradius Advance, também conhecido por Gradius Galaxies ou Generation, nos mercados norte-americano e japonês respectivamente. Ao contrário do que pensei inicialmente, esta não é nenhuma conversão de algum jogo da série, mas sim mais um spin off numa série já por si repleta de títulos secundários. O meu exemplar foi comprado como new old stock numa loja algures em Março/Abril deste ano, tendo-me custado 10€.

Jogo com caixa, manual e papelada diversa.

A história segue os clichés do costume, mas já que no artigo do Gradius Collection não a abordei, vamos lá: a série Gradius anda à volta do conflito entre os habitantes do planeta Gradius com o malvado império de Bacterion. Este jogo em particular parece decorrer entre os eventos de Gradius III e Gaiden, onde uma das mega-armas desenvolvidas pelo império de Bacterion foi destruida e caiu num outro planeta. Pelos vistos isso fez com que o planeta se fosse transformando numa mega fortaleza e lá recai outra vez no piloto da nave Vic Viper para fazer a limpeza habitual.

Como habitual, temos bosses gigantes para defrontar

No que diz respeito às mecânicas de jogo, aqui temos as mesmas de Gradius II, onde antes de começar a nossa aventura podemos escolher uma de várias diferentes barras de powerups, cada qual com diferentes  possibilidades de itens a equipar. De resto contem com a jogabilidade de sempre num shmup Gradius, com os seus níveis cheios de inimigos para defrontar, projécteis e outros obstáculos para esquivar.

A nível audiovisual, este jogo acaba por desapontar um pouco, pelos seus visuais não tão detalhados quanto eu estaria à espera. Até que possui alguns efeitos gráficos interessantes como a rotação de sprites, mas estava à espera que as naves e inimigos tivessem um pouco mais de detalhe, tal como os níveis que parecem estar todos numa resolução muito baixa. Mas se os gráficos não tão bons até se pode perdoar visto que isto é um Gameboy e este jogo tenta mesmo manter muita coisa a acontecer ao mesmo tempo no ecrã, por outro lado a música acaba por ser mesmo muito desapontante. Isto porque a GBA tem capacidades sonoras muito melhor que estas, mas as músicas soam-me a NES. Eu gosto do chiptune de NES, mas sejamos sinceros, a GBA consegue muito melhor.

As mecânicas de jogo não mudam muito, quem conhecer a série Gradius sente-se em casa com este jogo!

Não obstante as expectativas técnicas, este não deixa de ser um shmup bem competente e o único da série Gradius para esta portátil da Nintendo. Para além da sua jogabilidade característica, os diferentes níveis que teremos aqui pela frente correspondem a todas as expectativas dos fãs da série, desde o nível com as estátuas da ilha da Páscoa, aos segmentos a alta velocidade onde teremos de nos esquivar das paredes a todos o custo. Se são fãs da série, está aqui um bom motivo para o explorarem.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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