Puyo Pop Fever (Sony Playstation 2)

A série Puyo Puyo, que para os fãs do retrogaming cá em Portugal é mais facilmente reconhecível pelas criaturas gelatinosas do Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine, já há muito que existia em solo japonês, por intermédio da Compile. Desde a conversão do primeiro jogo da série que a Sega sempre teve alguma proximidade com a Compile e esta série em particular, tanto que quando infelizmente a Compile faliu, a Sega acabou por ficar com os direitos desta série. Este Puyo Pop Fever foi então produzido pela Sonic Team e lançado para uma grande número de plataformas, embora poucos foram os que chegaram aos USA. O meu exemplar foi comprado por 3.5€ na Cash Converters do Porto há uns anos atrás.

Jogo com caixa e manual

A jogabilidade é muito simples: tal como no Tetris e derivados, temos uma área de jogo onde vão caindo vários blocos coloridos, os tais Puyos, e o objectivo é juntar 4 ou mais blocos adjacentes entre si, que sejam da mesma cor, para os fazer desaparecer. A gravidade entra na equação, pelo que se uns puyos desaparecerem, os que estavam acima ou adjacentes caem para o “buraco” que se forma, podendo assim lanar várias chains que nos irão aumentar a pontuação, bem como dificultar a vida ao nosso oponente, pois acabamos por mandar “lixo” para a sua área de jogo, uns Puyos desprovidos de cor, que apenas desaparecem quando alguns Puyos coloridos adjacentes desaparecerem.

Quantos mais combos fizermos, mais “lixo” mandamos para o oponente

Os Puyos por sua vez podem vir em várias formas e cores distintas e este jogo em particular emprega uma nova mecânica: o Fever Mode. Este é alcanado ao preencher uma barra que aparece no centro do ecrã. Essa barra vai sendo preenchida à medida em que vamos contraatacando os combos do nosso oponente. Quando entramos no Fever Mode, os Puyos que estavam na nossa área de jogo desaparecem, sendo substituídos por uma série de outros Pyuos numa formação pré-determinada. O tempo conta e a ideia é que, com o mínimo de combinaões possível, consigamos desencadear a maior chain. Enquanto houver tempo de Fever Mode disponível, vão aparecendo puzzles novos para resolver, que potencialmente trará consequências adversas para o nosso oponente.

Como seria de esperar, se enchermos um ecrã de Puyos é sinal de Game Over

O principal modo de jogo de singleplayer é o modo história, onde poderemos diferentes cenários com diferentes personagens, todos eles passados num conceito de uma escola de magia, onde todos os alunos, professores e funcionários são incrivelmente chatos e infantis (mais lá para a frente explico melhor o raciocínio). Depois temos o Endless Puyo, que se divide em três vertentes: o clássico, onde não temos Fever Mode e jogamos unicamente com o intuito de sobreviver o máximo de tempo possível, temos também o Fever Mode, onde, conforme o nome indica, estamos sempre no Fever Mode e a ideia é limpar os puzzles e nunca deixar o tempo expirar, pelo que fazer combos é obrigatório. O outro modo de jogo é o Mission Mode, onde vamos tendo um timer e várias pequenas missões ao longo do jogo, como “constrói uma chain de 3 combos”, ou “destrói 2 grupos diferentes de Puyos em simultâneo”. Por fim temos o multiplayer que é bastante divertido. Existem alguns modos de jogo pré-definidos, sejam com regras clássicas ou com o Fever Mode, ou então temos também a possibilidade de customizar as regras um pouco ao nosso gosto.

Estas cutscenes são deprimentes. Muito deprimentes.

A nível audiovisual acaba por ser onde eu tenho mais razões de queixa. Por um lado, os gráficos são bastante coloridos e em 2D, o que sinceramente não me causa confusão nenhuma. As músicas são bastante festivas, o que apesar de não ser necessariamente um problema, também não são lá muito memoráveis. Por outro lado temos o horrível voice acting, que achei genuinamente mau e irritante. A história não tem interesse absolutamente nenhum e as interpretações dos voice actors deixam muito a desejar. Basicamente o jogo vale a pena pelo Endless Mode e pelo multiplayer que acaba por ser sempre divertido!

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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