Fire Emblem Shadow Dragon (Nintendo DS)

Continuando pelas rapidinhas da Nintendo DS, este é mais um jogo que merecia um artigo mais exaustivo, mas visto que já o terminei há alguns anos atrás, não estou com o jogo a 100% na memória, pelo que este será um artigo mais breve. O meu exemplar entrou na minha colecção algures durante o Verão de 2017, através de uma troca com um outro coleccionador. É um re-remake do primeiríssimo Fire Emblem, lançado originalmente para a Famicom no Japão e refeito pela primeira vez como a primeira parte do Mystery of the Emblem, para a Super Famicom.

Jogo completo com caixa, manuais e papelada

O jogo conta a história de Marth, jovem príncipe do reino de Altea, que vê o seu reino invadido pelas forças invasoras de outros reinos, após o feiticeiro Gharnef ter ressuscitado o dragão Medeus, que por sua vez já tinha causado o terror 100 anos antes. O reino de Altea foi invadido, a mítica espada Falchion (que havia sido usada para derrotar Medeus anteriormente) foi roubada, e a família de Marth foi assassinada, forçando Marth e alguns dos seus soldados procurar asilo no reino de Talys. Aqui iremos começar uma campanha militar para recuperar o reino de Altea e outros que foram entretanto invadidos pelas forças de Medeus, até derrotar o infame dragão novamente.

Este remake trouxe a lógica de pedra-papel-tesoura em relação à relação de algumas armas entre si, algo que ainda não existia no original

Fire Emblem é uma série de RPGs estratégicos da Nintendo que tem as suas origens em 1990 para a Famicom. É uma série que tem vindo a receber várias sequelas ao longo dos anos, embora nós ocidentais apenas começamos a ter os Fire Emblems no seu sétimo jogo, já para a Gameboy Advance. Felizmente é uma série que se tem solificado no nosso solo, pelo que desde então temos vindo a receber practicamente todos os jogos que lhe seguiram. Para a Nintendo DS, a Intelligent Systems (estúdio da Nintendo responsável pela série) focou-se no remake de dois dos primeiros jogos desta saga, com este remake a sair cá no ano de 2008.

Esta série são RPGs estratégicos já algo complexos, onde tipicamente um elemento que morra numa batalha é perdido para sempre, e não costumam haver save points durante as batalhas. Existem unidades de diferentes classes com diferentes características, como as armas que podem equipar, ou o movimento (as aéreas conseguem movimentar-se com mais facilidade, porém são mais frágeis perante arqueiros), enquanto as unidades terrestres têm de se adaptar em diferentes tipos de terrenos. Existe também um sistema de pedra-papel-tesoura em alguns tipos de armas, como as lanças serem superiores às espadas, as espadas terem vantage, com os machados e os machados superiores às lanças. Ao longo das batalhas podemos também visitor vários edifícios que podem conter lojas onde podemos comprar itens diversos, conversar com os habitantes ou até recrutar novos elementos para o nosso batalhão.

Se abordarmos alguns inimigos chave com as personagens certas, conseguimos convertê-los para o nosso lado.

Ao longo das batalhas podemos também manter conversas entre personagens chave que vão estreitando as suas relações, sendo que também é possível recrutar mesmo alguns elementos dos exércitos inimigos, se forem abordados pelas pessoas certas. Por isso é muito importante ponderar bastante cada movimentação, até porque se cumprirmos várias condições, podemos inclusivamente desbloquear alguns capítulos extra.

Este remake para a Nintendo DS, para além de melhorar bastante a parte audiovisual, com os seus gráficos em 2D bastante detalhados e muito superiores às versões NES e SNES, incluiram também algumas funcionalidades extra, como a possibilidade de fazermos um único save a meio de uma batalha. Incluiu também algumas funcionalidades multiplayer que sinceramente nunca cheguei a experimentar.

Pelo caminho podemos visitar algumas aldeias ou edifícios que, entre outros, podem ter lojas.

Este Fire Emblem é então um excelente jogo, especialmente para os fãs de RPGs estratégicos. A sua história é relativamente simples, mas temos de nos lembrar que este é originalmente um título da NES, pelo que todo o conteúdo extra que incluiram, bem como elementos de jogabilidade que apenas tinham sido introduzidos mais tarde na série, muito benvindos. A Intelligent Systems também fez um excelente remake para a DS do terceiro jogo da série, que é uma sequela directa desta aventura, mas infelizmente essa ficou-se apenas pelo Japão. Felizmente os fãs não demoraram muito tempo a traduzir para inglês, pelo que se tiverem a oportunidade, experimentem também esse remake que vale bem a pena.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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