Castlevania: Aria of Sorrow (Nintendo Gameboy Advance)

De todos os Castlevanias da Gameboy Advance, o único que ainda não tinha jogado tinha sido o Aria of Sorrow, apesar de já ter terminado a sua sequela directa (Dawn of Sorrow) para a Nintendo DS, que acabou por herdar muitas das suas mecânicas (mas isso sera tema para um artigo em breve). Ainda assim devo dizer que fiquei agradavelmente surpreendido, pois apesar de ser mais um excelente jogo que usa a fórmula metroidvania, o sistema de souls acaba por aprofundar bastante as mecânicas de jogo e os segredos a explorar. O meu exemplar veio parar à minha colecção algures neste Verão, após ter vindo de uma colecção privada. É a versão norte-Americana (com manual a cores).

Jogo completo com caixa, manual e papelada, versão americana

E este jogo tem a particularidade de decorrer no Japão e no futuro, no ano 2035, 36 anos depois de um confront final com Dracula, onde os Belmont conseguiram finalmente selar Dracula e o seu castelo numa outra dimensão. O protagonista é o jovem Soma Cruz que, em conjunto com a sua amiga Mina Hakuba visitam um santuário Japonês no topo de uma colina, para melhor observer o eclipse solar que estaria a decorrer. Nessa altura são transportados para um castelo misterioso, que mais tarde vimos a saber que é o próprio Castelo de Dracula, que procura um novo “mestre” para herdar os seus poderes e assumir assim a sua eventual reencarnação.

Como não poderia deixar de ser vamos tendo alguns bosses paa defrontar, uns mais iimpressionantes que outros

Tal como já referido acima, este é um daqueles Castlevanias que mistura elementos de RPG e de exploração tipicamente dos Metroidvanias, onde novas áreas do castelo vão ficando acessíveis à medida em que vamos ganhando novas habilidades, como o duplo salto ou a capacidade de andar debaixo de água. Os conceitos de RPG traduzem-se em pontos de experiência que ganhamos ao combater os inimigos, o que nos permite subir de nível e melhorar as nossas estatísticas. Podemos também encontrar e/ou comprar novas peças de equipamento. As habilidades, por outro lado, acabam por ser a grande novidade deste Aria of Sorrow, com o seu Tactical Soul System.

Também vamos conhecer vários NPCs que nos vão pondo a par da história

À medida em que vamos matando inimigos, poderemos vir a absorver as suas almas, que podem posteriormente ser equipadas para nos dar diferentes habilidades. As almas estão divididas em 4 subcategorias. As Bullet são as habilidades que substituem as sub-weapons de jogos anteriores, gastando a nossa barra de special sempre que forem activadas. As Guardian permitem-nos fazer o summon de familiars ou transformar num animal como um morcego, com a barra de energia a diminuir sempre que esses summons estejam activos. Os Enchants melhoram-nos alguns dos stats e os Abilities, como o nome indica, permitem-nos usar habilidades novas. Este é um sistema muito interessante, onde para além de fomentar o coleccionismo (existindo até a opção de ligar 2 GBAs só mesmo para trocar souls), algumas das habilidades são mesmo necessárias para descobrir todos as salas secretas ou alcançar zonas que de outra forma seriam inalcançáveis.

O sistema de souls é de longe o mais interessante pela sua variedade

No que diz respeito aos audiovisuais, o jogo acaba por ser bastante interessante. Tal como nos anteriores, o castelo possui zonas bastante diversas entre si, estando cada uma bem detalhada. Existem também muitos mais inimigos, sendo que também as suas sprites estão bem detalhadas. As músicas são também bastante agradáveis, incorporando algumas orquestrações como é habitual na série, mas também algumas melodias mais rock que também me agradam, particularmente o tema da Clock Tower.

Portanto este Aria of Sorrow foi um jogo que me agradou bastante, particularmente pelo sistema das Souls e variedade de habilidades que trazem, bem como a variedade de armas e sub-armas disponíveis. A fórmula destes metroidvanias é bastante agradável e deixa saudades, pelo que este é mais uma entrada bem sólida nesta já longa série.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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