Super R-Type (Super Nintendo)

Este Super R-Type é na verdade uma adaptação do R-Type II, que saiu originalmente nas arcades, para a Super Nintendo. Mas não é uma conversão directa, pois apenas possui 4 dos 6 níveis do original, mais 3 desenvolvidos de raiz para esta versão. Mas já lá vamos. Este meu exemplar foi comprado algures no verão passado a um particular, num conjunto de vários cartuchos de SNES que me ficaram a cerca de 12€ cada.

Apenas cartucho

Aqui a aventura leva-nos de novo a enfrentar o império de Bydo de forma a travar mais uma invasão intergaláctica. As mecânicas de jogo base do R-Type original mantêm-se aqui nesta sequela, incluindo a mais carismática do Force Pod, um add-on que nos aumenta o poder de fogo, é invencível ao dano inimigo, pode ser acoplado na parte frontal ou traseira da nave, servindo assim de escudo, ou usado de forma independente no ecrã. Os power-ups como os vários tipos de mísseis e lasers, incluindo aqueles oblíquos que sempre achei piada, mantém-se aqui, com a inclusão de um ou outro power-up novo. Mas a grande novidade aqui está na inclusão dos “charged up shots”, sendo então possível manter um botão de fogo pressionado até uma certa barra de energia se encher, e libertá-lo no máximo, para um disparo capaz de causar bastante dano.

Um dos novos power ups são estas shells explosivas

Tal como a versão original, este é também um jogo muito difícil, pelos inimigos que surgem de todos os lados e pelo facto de bastar um disparo certeiro para nos fazer perder uma vida. É verdade que com o Force Pod podemos usá-lo como escudo, mas em muitos níveis isso só não vai chegar, devido à quantidade de coisas pelo ar que nos podem atingir. Na verdade, esta versão até poderá ser mais difícil do que a arcade, pois ao contrário dessa, onde vão existindo checkpoints nos níveis, aqui somos obrigados a rejogar o nível do início caso percamos uma vida. E tendo em conta que para ver o final verdadeiro do jogo teremos de o jogar em Hard e depois em Pro, vai ser uma tarefa muito dura.

Os visuais apesar de não serem tão bem detalhados quanto os da versão arcade, continuam interessantes. Pena é todo o slowdown!

No entanto, toda essa dificuldade é atenuada pela falta de “blast processing” na Super Nintendo, pois o jogo está repleto de slowdowns precisamente nos momentos em que há muita coisa a acontecer no ecrã, facilitando-nos um pouco a vida ao conseguir manobrar melhor por entre os inimigos e os projécteis que naveguem pelo ecrã. De resto, de um ponto de vista técnico, este Super R-Type possui uns visuais que, tal como no primeiro jogo, misturam o high-tech com criaturas sinistras muito “H.R. Gigerianas“, o que me agrada bastante. As músicas também são muito interessantes e agradáveis, algumas até com um feeling muito jazz, embora a meu ver não se adequem propriamente a toda a acção e tensão que vamos percorrer.

 

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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