Back to the Future Part III (Sega Mega Drive)

Tempo de voltar à Mega Drive para aquele que é um dos seus jogos mais infames, Back to the Future Part III. Já o tinha tentado jogar, através de emulação, várias vezes ao longo dos anos, mas sem sucesso. Agora que finalmente o arranjei para a colecção, depois de um amigo me ter vendido um exemplar no passado mês de Dezembro, foi finalmente tempo de o jogar mais a sério.

Jogo com caixa e manual

Apesar de o jogo ter sido cá publicado pela Imageworks, tal como a sua prequela na Master System, este videojogo alusivo ao terceiro filme da famosa saga acabou por ser desenvolvido por um estúdio diferente, a Probe. Tendo sido um jogo de origem europeia, acabou também por ser lançado para vários microcomputadores populares nesse território, para além desta versão Mega Drive e de uma versão para a Master System lançada mais tarde. E, como era relativamente habitual em adaptações de filmes feitas por outros estúdios britânicos, o jogo acaba por ser bastante variado nas suas mecânicas, apresentando quatro níveis completamente distintos entre si.

Infelizmente estas cenas com imagens do filme ficaram muito mal representadas neste jogo, algo comum a todas as versões.

O primeiro é logo, de longe, o mais difícil, pelo que muita gente deverá ter desistido pouco tempo depois de o ter comprado. Aqui controlamos o cientista Doc Brown, que galopa a alta velocidade no seu cavalo enquanto tenta resgatar Clara de uma morte certa. O botão A serve para disparar e o B para saltar, sendo possível alternar a direcção dos disparos pressionando para a esquerda ou para a direita. Trata-se de um nível com auto scrolling e, à direita, teremos de saltar sobre uma série de obstáculos, bem como desviar-nos ou destruir, com a nossa pistola, vários machados que nos são atirados, ou pássaros que fazem voos em pique directamente sobre nós. À esquerda, ocasionalmente somos atacados por bandidos a cavalo, sendo aqui necessário alternar entre disparar para trás ou encolher a cabeça para nos esquivarmos dos disparos inimigos. O problema é que o scrolling é demasiado rápido e o jogo apresenta, de facto, uma quantidade excessiva de obstáculos e inimigos para evitar ou destruir. Se formos atingidos por alguma coisa, caímos do cavalo, e basta cair três vezes para sermos obrigados a recomeçar o nível desde o início.

Caindo 3 vezes do cavalo e temos de recomeçar o nível do zero!

Felizmente existem continues infinitos e, eventualmente, chegamos ao segundo nível. Aqui já controlamos o jovem Marty McFly, que participa numa galeria de tiro numa festa qualquer. O objectivo é, dentro de um certo limite de tempo, atingirmos um número mínimo de pontos, enquanto surgem no ecrã vários bandidos e patos que temos de tentar acertar. Ocasionalmente aparecem velhinhas, que devemos naturalmente evitar. O jogo é apresentado na primeira pessoa, com o direccional a controlar a mão do Marty, enquanto qualquer um dos botões faciais serve para disparar. Mas claro que não poderia ser tudo simples: a Probe, na sua infinita sapiência, decidiu inverter os controlos no eixo vertical.

O segundo nível é uma simples galeria de tiro, mas com controlos invertidos no eixo vertical

O terceiro nível é jogado numa perspectiva isométrica, onde Marty precisa de derrotar vários bandidos que disparam sobre ele. Se levarmos demasiados tiros, morremos e teremos de rejogar desde o início, sendo a nossa defesa feita através da utilização de uma série de pratos como discos voadores. Infelizmente, os controlos também aqui não são triviais e requerem alguma habituação. Marty apenas se desloca ao longo de um eixo fixo, numa linha oblíqua de 45 graus em relação ao fundo do ecrã. Qualquer um dos botões faciais dispara, mas podemos usar o direccional para alterar a direcção dos disparos. No entanto, é sempre necessário ter em conta que essas direcções são interpretadas em relação ao próprio Marty, e não em relação à perspectiva isométrica, o que contribui para alguma confusão inicial.

Os controlos alinhados à perspectiva isométrica também não ajudam muito no terceiro nível

Por fim, o quarto e último nível é um segmento mais tradicional de plataformas, onde Marty, a bordo de um comboio a vapor a alta velocidade, tem de coleccionar uma série de peças dentro de um tempo limite, enquanto enfrenta mais uma vez obstáculos e inimigos. As peças, que facilmente se camuflam com o resto dos cenários, têm de ser apanhadas numa ordem específica, e o nível impõe também um limite de tempo. Se Marty sofrer dano suficiente, recomeçamos o nível a partir de um determinado checkpoint, no entanto, se o tempo se esgotar, somos obrigados a rejogá-lo desde o início.

Visualmente, o jogo é excessivamente escuro, mesmo para os padrões da Mega Drive. Isto deve-se a um bug presente em todas as versões do jogo, algo que não deveria ter acontecido em nenhum dos lançamentos que chegaram ao mercado. Felizmente, existem hacks que restauram a palete de cores original, tornando-o bem mais vibrante. É uma pena que o jogo tenha sido lançado com este problema, pois visualmente, na sua versão corrigida, acaba por ser bastante competente, em particular no último nível do comboio, com sprites grandes e razoavelmente bem animadas. O som, apesar de não ser memorável, também não é propriamente desagradável.

O último nível já possui mecânicas mais convencionais e é graficamente o mais bem detalhado

E pronto, Back to the Future Part III é isto. Apesar da sua variedade de níveis, é um jogo incrivelmente curto, cuja longevidade acaba por ser mascarada pela sua dificuldade absurda e frustração, sobretudo logo no primeiro nível, que terá certamente levado muita gente a desistir. Como referi acima, este jogo foi também lançado para outros sistemas. A versão Master System eventualmente também virá cá parar, mas não espero nenhum milagre, até porque consegue ser ainda mais curta, já que o segundo nível não existe nessa versão.

Alien 3 (Sega Game Gear)

O artigo de hoje é uma super rapidinha pois é uma versão practicamente idêntica de um jogo que eu já cá trouxe no passado, o Alien 3. Sendo a Game Gear essencialmente uma Master System portátil (se bem que com a capacidade de ter mais cores em simultâneo no ecrã, com a penalização de uma resolução inferior), é normal que os jogos que saiam nas duas plataformas sejam muito parecidos, senão mesmo iguais. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu por 10€ algures no mês passado.

Jogo com caixa e manual

Este jogo é uma “adaptação” do filme Alien 3, mas ao contrário do filme onde teríamos só uma dessas criaturas com que nos preocuparmos, aqui temos aliens às dezenas para combater. O objectivo é, em cada nível, resgatar uma série de prisioneiros e depois disso encontrar a saída do nível, tudo dentro de um tempo limite que até pode ser algo apertado dada a natureza labiríntica dos níveis. Teremos várias armas distintas com as quais os podemos combater, desde as pulse rifles, lança chamas, granadas, entre outros, cada qual com munição limitada. Os controlos são simples, com um botão para saltar, outro para disparar a arma actualmente seleccionada. Pressionando o botão 2 em simultâneo com a direcção baixo permite-nos ir rodando entre as armas disponíveis. Para além dos níveis normais, ocasionalmente teremos também alguns bosses para derrotar.

Mesma coisa que na Master System, mas com um ecrã mais reduzido

A versão Master System deste jogo já era bastante similar à versão Mega Drive, embora esta seja superior a nível audiovisual. Entre a versão Master System e esta da Game Gear o jogo é, creio eu, exactamente igual, excepto em duas particularidades. Uma é o facto de o ecrã e resolução ser mais reduzido na Game Gear o que não é bom visto a agilidade das criaturas que nos atacam. Com maior resolução horizontal na Master System temos um pouco mais de folga para reagir atempadamente. A outra diferença está no facto de a versão Master System ter um modo que permite multiplayer para 2 jogadores (embora cada um jogue à vez), o que não fazia muito sentido estar a trazer para esta versão portátil. De resto, bons gráficos e som, para um sistema 8bit, tal como já havia referido na versão MS.

The Pagemaster (Sega Mega Drive)

Vamos voltar à Mega Drive para uma rapidinha a um jogo que nunca tinha jogado antes e nem fazia ideia que era adaptação de um filme do mesmo nome, The Pagemaster. Esta adaptação é então um jogo de plataformas ocidental com versões para a Mega Drive e Super Nintendo e tal como se espera de um jogo de plataformas ocidental desta geração, o que não faltam são itens para apanhar e coleccionar mas já lá vamos. O meu exemplar foi comprado numa Cex há umas semanas atrás por 15€.

Jogo com caixa e manual

Nunca vi o filme mas aparentemente conta a história de um rapaz de 10 anos que após entrar numa biblioteca mágica, é transportado para o mundo de vários livros. No entanto, neste jogo em particular, vamos ser levados a três mundos distintos apenas, o de terror, aventura e fantasia. No entanto, cada mundo possui mais de uma dezena níveis e por vezes até temos caminhos alternativos que nos levam a níveis diferentes, não sendo no entanto obrigatório jogá-los a todos para alcançar o final. O objectivo de cada nível é o de encontrar a sua saída (representada na forma de um livro), existindo por vezes múltiplas saídas que nos poderão levar a níveis secretos. Existem no entanto alguns níveis com objectivos distintos, como o de coleccionar um certo número de itens ou derrotar vários inimigos específicos. Se coleccionarmos todos os cartões de biblioteca, escondidos nalguns níveis específicos, desbloquearemos o final verdadeiro, que aviso já que não é nada do outro mundo.

Em cada mundo temos um mapa com os vários níveis que vamos desbloqueando, por vezes com caminhos alternativos e níveis secretos.

Os controlos são simples, com um botão para saltar (A ou C), com o botão B a ser utilizado para atacar se tivermos algum power up em específico, podendo também ser utilizado para atirar certos objectos que podemos também apanhar recorrendo ao direccional. A maior parte dos inimigos pode também ser derrotada se simplesmente saltarmos em cima deles, Mario style. Como referi acima, o que não faltam aqui são vários itens para coleccionar. As chaves, moedas ou ovos (mediante o mundo em que estamos) servem para nos dar vidas extra a cada 100 que apanhemos, de resto temos também os tais cartões de biblioteca para coleccionar se quisermos alcançar o final verdadeiro, vidas extra, capacetes que nos dão invencibilidade temporária, estátuas que nos desbloqueiam níveis de bónus ou outros itens que nos dão habilidades adicionais. Estes incluem sapatos que nos permitem saltar mais alto ou saltar entre paredes, uma gosma verde que nos permite caminhar pelos tectos com as nossas próprias mãos ou itens que nos dão ataques adicionais, como projécteis ou uma espada. Estes itens, para além das habilidades extra que nos dão, servem também de barra de vida, pois por cada dano que sofremos, perdemos um destes itens (podendo ainda recuperar alguns se formos rápidos). Naturalmente se formos atingidos e não tivermos nenhuns destes extras na nossa posse perdemos uma vida.

Se formos atingidos e tivermos algum power up equipado, perdemos um desses power ups mas geralmente poderemos conseguir apanhá-lo de volta se formos rápidos. Ilustrado acima vemos os sapatos mágicos a fugirem de nós.

O jogo tem portanto algumas ideias interessantes e mecânicas de jogo fora do comum, no entanto os seus controlos não são os melhores, pois por vezes temos de fazer alguns saltos de plataformas bem precisos e o controlo que temos sobre os saltos não são os melhores, assim como as mecânicas de detecção de colisões, pois por vezes saltar em cima dos inimigos resulta em dano causado em nós mesmos, o que no caso de não termos nenhum power up equipado traduz-se numa vida perdida.

Ilustrado acima vemos o tal power up que nos permite caminhar pelos tectos

A nível audiovisual o jogo até que é interessante, existindo por vezes alguns backgrounds bem detalhados e que bem utilizam as limitações de cor da própria Mega Drive. As sprites são, em regra geral, bem detalhadas e animadas, mas ocasionalmente confundem-nos e nem sempre é claro o que é um inimigo, o que é um power up, ou mesmo uma plataforma. O exemplo mais gritante disso mesmo são os livros, que tanto podem ser inimigos como plataformas especiais ou até as portas de saída do nível. Os níveis bónus são jogados numa perspectiva à lá Space Harrier que também está bem representada na Mega Drive. Já no que diz respeito ao som, sinceramente não achei nada de especial, nem a banda sonora, nem os efeitos de som.

Cada mundo tem uma temática diferente e o da aventura leva-nos ao tempo dos piratas

Portanto este Pagemaster é um jogo que até tem algumas ideias interessantes e no que diz respeito a adaptações de filmes para consolas, este nem é um mau jogo de todo. Mas também confesso que há ali algumas coisas que me deixaram um pouco irritado, pelo menos no início, até me habituar às suas peculiaridades. Existe também uma versão para a Super Nintendo que é muito idêntica a esta, com os níveis de bónus a utilizarem no entanto o mode 7.

The Flash (Sega Master System)

Vamos a mais um breve artigo que infelizmente o tempo para jogar não tem sido muito nos últimos dias. Este The Flash é um jogo baseado no super herói mais rápido da DC Comics, o Flash. Confesso que conheço muito pouco da personagem nem sei quanta fama tinha nos anos 90, mas teve fama suficiente para a Probe ter desenvolvido um videojogo seu para a já velhinha Sega Master System, algures em 1993. Infelizmente não é um jogo tão bom quanto isso. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu no passado mês de Maio por 10€.

Jogo com caixa e manual

Este é um jogo de acção/plataformas em 2D onde controlamos um super herói que como já referi acima é bem conhecido pela sua velocidade. Infelizmente os níveis que a Probe aqui colocou não são lá muito propícios a velocidade, pois o perigo espreita em cada esquina, sejam com inimigos, sejam com espinhos ou outros obstáculos que nos causam dano se lhes tocarmos. Infelizmente os saltos também são bastante escorregadios, o que também não ajuda muito. Os controlos são relativamente simples com o d-pad a movimentar a personagem e os botões faciais para atacar ou saltar. O ataque normal, caso não pressionemos nenhuma direcção em simultâneo, faz com que o Flash active um dos seus super poderes capaz de causar dano a inimigos que estejam muito próximos de nós. Pressionando o botão de ataque enquanto nos movemos faz com que Flash rodopie bastante rápido e assim possa também causar dano aos inimigos, embora não seja invulnerável perante outro tipo de dano, como os já referidos espinhos.

O jogo até que começa de uma maneira bem promissora, com uma óptima cutscene que apresenta o símbolo da Sega. Pena que estejam apenas a reaproveitar os cenários das lutas contra os bosses

O objectivo de cada nível é simples: o de encontrar a sua saída. Mas antes disso temos ainda de encontrar um interruptor que a desbloqueie e o facto de os níveis serem tendencialmente labirínticos, juntamente com os controlos demasiado escorregadios, resultam numa experiência um quanto frustrante. Durante a exploração poderemos também encontrar várias caixas que, após destruídas, nos permitem encontrar uma série de power ups (ou armadilhas!) como fatias de pizza que nos regenerem parcialmente a barra de vida, escudos temporários, mais tempo para terminar o nível, vidas extra ou simplesmente itens que nos aumentam a pontuação, tal como os inúmeros ícones do The Flash que iremos encontrar ao longo de todos os níveis. De resto, o jogo está dividido em 6 episódios, cada um com vários níveis sendo que no último temos sempre um confronto contra um boss, o The Trickster, que há-de ser um vilão conhecido dentro do universo do The Flash. Infelizmente, no entanto, os bosses são todos idênticos, mudando apenas os seus padrões de ataque de episódio para episódio!

Os primeiros níveis ainda vão tendo um design mais aberto e um bom nível de detalhe, mas rapidamente as coisas mudam para níveis bem labirínticos

Graficamente o jogo até que começa de uma forma promissora, com uma pequena cutscene que apresenta o emblema da Sega. Claro que isso perde todo o encanto pois é a mesma sequência de estrada que jogamos sempre que enfrentamos um boss, que por sua vez é sempre idêntico, tal como já referi acima. O jogo começa (e termina) com uma cutscene animada para um sistema 8bit e entre níveis temos também uma série de pequenas cutscenes muito idênticas entre si, mudando apenas o texto e pouco mais. Os níveis até que têm algum detalhe, mas poderiam ser bem melhores, não fosse a Probe querer impingir aquele design labiríntico à força. Por outro lado as músicas são excelentes, tendo muito daquele charme próprio da cena europeia dos micro computadores dos anos 80 e 90.

Porque é que o vilão é um presidente de câmara sinceramente não faço ideia

Portanto este The Flash é um jogo que acaba por desiludir bastante. Os controlos são maus e os níveis ganhariam muito mais se tivessem um design mais aberto e menos labiríntico, até porque a nossa personagem consegue ser bastante rápida. No entanto, com os níveis mais fechados, repletos de inimigos, obstáculos e uns controlos que deixam muito a desejar deixam a experiência bastante frustrante. A falta de variedade dos bosses é também um ponto bem negativo a meu ver.

Mortal Kombat II (Sega 32X)

Tempo de voltar a uma rapidinha e também de voltar à Sega 32X, o último e malfadado add-on que a Sega trouxe para a Mega Drive, na esperança de extender um pouco mais a sua vida comercial. A 32X acabou por se revelar num fracasso comercial e sinceramente a Mega Drive ainda recebeu uns quantos bons jogos entre 1994 e 1997, pelo que o acessório não foi tão fundamental assim. Um dos jogos lançados neste sistema foi uma versão do Mortal Kombat II, cuja conversão ficou também a cargo da Probe, que já haviam convertido a versão Mega Drive anteriormente. O meu exemplar veio cá parar através de uma troca que fiz com um amigo no passado mês de Maio.

Jogo com caixa e manual

Ora a razão pela qual este artigo é uma rapidinha é precisamente porque já cá trouxe várias vezes este jogo em múltiplas plataformas, a começar pela sua conversão Mega Drive que deverá certamente ter sido a mais popular em Portugal nos anos 90. O que traz esta versão da 32X de diferente? Bom a começar, é uma versão graficamente mais próxima do original arcade e inclui diverso conteúdo que havia sido cortado na versão da Mega Drive. Logo no início, temos direito a um ecrã que conta a história do jogo, bem como acesso às biografias de todos os lutadores, algo que ficou de fora na versão da Mega Drive. A nível de jogabilidade é uma versão idêntica, onde o uso de um comando de 6 botões é fortemente recomendado.

Uma das adições desta versão 32X são os ecrãs que contam a história do jogo, assim como as biografias dos lutadores

As maiores diferenças vão no entanto para os gráficos como já havia mencionado acima, mas também para o som. Por um lado as sprites dos lutadores estão agora mais detalhadas e mais coloridas, as suas sombras são mais realistas ao invés de meros círculos negros, assim como as arenas têm mais cor e detalhe. No entanto é curioso, porque aparentemente o hardware da 32X renderiza apenas os lutadores, suas sombras, golpes e eventualmente alguns detalhes adicionais das arenas. Já as arenas em si são aparentemente processadas pela Mega Drive que possui um hardware muito mais limitativo ao número de cores diferentes apresentadas em simultâneo no ecrã. A razão pelas arenas terem muito melhor aspecto nesta versão, recairá portanto no facto de ao a 32X renderizar os lutadores, liberta algum “espaço” para mais cores ficarem disponíveis para serem apresentadas nos cenários, assim como mais detalhes também. O som é outra das grandes diferenças, como já referi anteriormente. Não na banda sonora, que se mantém idêntica à da Mega Drive (que por sua vez era diferente da versão arcade), mas sim em todos os clipes de voz digitalizada, que para além de serem de muito melhor qualidade, muitos desses clipes de voz ou outros efeitos sonoros que foram cortados na versão Mega Drive estão aqui presentes, o que ajuda bastante na apresentação do jogo como um todo.

Graficamente é também uma versão superior, com os lutadores e arenas melhor detalhados

Portanto esta versão do Mortal Kombat II é sem dúvida superior à sua incarnação original na Mega Drive. Agora se em 1995 valeria a pena comprar uma 32X de propósito para jogar esta versão? Seguramente que não. No entanto o facto de ser uma versão superior faz aumentar a sua procura no seio dos coleccionadores e, não tendo sido produzidas lá muitas unidades, o seu preço infelizmente também está longe de ser atractivo.