Call of Duty: Infinite Warfare (PC)

Vamos agora voltar à série Call of Duty para aquele que é, até ao momento em que estou a escrever isto, o último Call of Duty que tenho na colecção. Lançado originalmente em 2016 e produzido pelos veteranos da Infinity Ward, este é mais um Call of Duty que segue a veia futurista introduzida nos últimos jogos da série que haviam saído até então, nomeadamente o Advanced Warfare e Black Ops III. Tal como é habitual, este artigo irá-se focar unicamente no modo campanha, visto que nem sequer experimentei nenhum dos modos de jogo multiplayer. O meu exemplar foi comprado algures em 2018 numa Fnac em Paris, creio que me custou uns 10€.

Jogo com caixa, papelada e 6 DVDs. Não é por acaso que a maioria dos jogos que saíram para PC em formato físico passaram a ter apenas um código de download.

A história leva-nos então a um futuro bem mais distante, onde a raça humana começou verdadeiramente a exploração do seu sistema solar, ao instalar colónias e fábricas de extracção mineral em diversos planetas e luas. A civilização marciana estava bem avançada, de tal forma que os seus líderes se revoltam, constroem um grande exército e invadem a Terra, atacando a cidade de Genebra, na Suíça, no dia em que as forças militares terrestres tinham toda a sua frota espacial a sobrevoar a cidade numa parada militar. Ao longo do jogo iremos então combater as forças da SDF (Settlement Defense Force) ao longo de todo o sistema solar, seja em combate de infantaria, tanto em missões mais furtivas ou de combate directo, seja em autênticas dogfights a bordo de naves espaciais.

Tal como nos CoD anteriores, não vamos combater apenas soldados humanos, mas robots soldados também

A jogabilidade é o que devem esperar de um Call of Duty. Este é então um first person shooter bastante sólido nos seus controlos e mecânicas de jogo, onde vamos ter acesso a dezenas de armas de fogo, diferentes tipos de granadas e outros gadgets. Algumas das mecânicas introduzidas nos outros Call of Duty futuristas foram também aqui mantidas, como é o caso da possibilidade de fazer hacking a robôs inimigos, passando-os a controlar temporariamente, ou a possibilidade de activar boosters no nosso equipamento, permitindo-nos saltar mais alto, ou mesmo correr em paredes. Os combates em gravidade zero também regressam, assim como o gancho que nos permite alcançar superfícies distantes rapidamente, mas também atacar inimigos. Esperem por uma campanha com uma forte narrativa e repleta de reviravoltas, mas o que eu mais gostei foram mesmo os combates espaciais, a bordo de caças. Aqui teremos autênticas dogfights contra caças inimigos e naves bem maiores, que nos irão obrigar não só a gerir bem os recursos como armas de fogo e flares para nos defendermos de mísseis inimigos, mas também os after burners, para as perseguições a mais altas velocidades ou simplesmente para escapar de algum lock-on inimigo. Um outro detalhe que achei interessante é o facto de existirem múltiplas missões opcionais que poderemos completar, aumentando assim a longevidade da campanha, que me demorou quase 10h a completar.

Os combates com naves espaciais foram provavelmente os meus momentos preferidos

De resto, a série Call of Duty é mais conhecida por todas as suas componentes multiplayer, mas tal como referi acima, nem sequer as experimentei, pelo que não me vou alongar nesse tópico. Temos o habituais modos de jogo multiplayer competitivo e cooperativo, este sendo o já tradicional modo zombies que desta vez decorre algures nos anos 80 e com uns visuais muito psicadélicos e cartoon também. Pareceu-me bem divertido e humorado pelo gameplay que vi, mas acabei mesmo por não o experimentar.

Algumas das paisagens estão belíssimas

Do ponto de vista audiovisual este é um excelente título. Há uma grande variedade de cenários, não só a cidade de Genebra mas também todas instalações que iremos visitar ao longo de todo o sistema solar, que resultam num leque muito variado de paisagens. Para não mencionar toda a exploração espacial em si, não só nos combates em gravidade zero, mas também de todas as naves que iremos explorar, se bem que estas não diferem muito, naturalmente. Mas tudo está bem representado, com gráficos muito detalhados não só nas personagens como em todos os cenários. Efeitos de luz e partículas estão também impressionantes para a época! No que diz respeito ao voice acting e som no geral, este continua excelente como a série nos tem vindo a habituar. Aliás, no modo campanha a Activision voltou a recrutar várias caras conhecidas de Hollywood para representar várias das personagens principais, com o destaque a ir, claro, para Kit Harington como o vilão (you know nothing, Jon Snow).

Uma vez mais temos alguns actores conhecidos a dar a cara a uma série de personagens

Portanto devo dizer que até gostei bastante deste Infinite Warfare. Não fui um grande fã de campanha do Black Ops III, mas devo dizer que a Activision/Infinity Ward acabaram por se esmerar neste jogo. Gostei da campanha, a variedade de armas e equipamentos, que embora não seja tão grande quanto no Black Ops III, acabam por resumir bem algumas das habilidades mais úteis. Os combates espaciais foram outro dos aspectos que gostei bastante! Gostava que voltassem a revisitar esta série Infinite Warfare, visto que ainda haveria potencial para eventuais sequelas. Mas visto que foi um jogo que não vendeu tanto quanto os outros, não me parece que a Activision esteja para aí virada.

Call of Duty: Ghosts (PC)

Depois de ter investido aí umas 90h de jogo no Dragon Age Inquisition, apeteceu-me jogar algo mais ligeiro e curto, pelo que invariavelmente decidi apontar as agulhas para mais um dos Call of Duty que tinha aqui em backlog. Lançado originalmente no final de 2013, foi o primeiro jogo da série pensado na já “não actual” geração de consolas, pelo que possui um motor gráfico mais avançado. Tal como todos os outros Call of Duty da minha colecção, este artigo irá incidir apenas na campanha single player. Sei perfeitamente que a maioria do público compra Call of Duty pelo seu multiplayer competitivo, mas eu tenho muito mais que jogar pelo que nem o experimentei sequer. Entretanto, o meu exemplar sinceramente já não me recordo bem quando e onde o comprei, mas não terá sido mais de 10€ seguramente.

Jogo com 4 discos, caixa e papelada

Produzido pela Infinity Ward, que previamente estava encarrege da subsérie Modern Warfare, este CoD: Ghosts inicia então uma história completamente nova, que decorre num futuro não muito longínquo, onde o médio Oriente foi dizimado pela guerra e os países da américa do Sul, agora os maiores produtores de óleo, formaram uma aliança que os tornou na principal superpotência global e iniciaram uma guerra aberta com os Estados Unidos. Nós protagonizamos, na maior parte do tempo, o papel de um membro dos Ghosts, uma unidade de elite especializada em black ops, pelo que contem com muitas missões furtivas e de sabotagem, mas também algumas de conflito mais aberto. Afinal o jogo começa precisamente com o ataque da Federação a partir do espaço a uma série de metrópoles norte-americanas.

Combates em plena órbita? Check e foram deliciosos!

E a campanha apesar de ser algo curta (terminei o jogo em menos de 6h e ainda o deixei algum tempo em idle) é bastante intensa, com missões que nos levam a cenários bem diversificados, pois tanto lutamos em terra, seja em ruínas de cidades norte-americanas, selvas amazónicas, na água (ou debaixo dela) ou mesmo pelo ar e espaço. A jogabilidade é a típica que podem encontrar nos Call of Duty, com a vida a ser regenerada automaticamente e, apesar de termos acesso a imensas armas distintas, apenas poderemos carregar duas armas de cada vez mais uns quantos explosivos. Ocasionalmente teremos de usar vários gadgets como visão térmica, o controlo remoto de drones e artilharia, bem como conduzir alguns veículos como tanques ou helicópteros de combate. A grande novidade está mesmo na introdução do Riley, um pastor Alemão que nos irá acompanhar nalgumas missões. Para além de o podermos mandar atacar alguns alvos inimigos, em certas alturas iremos mesmo controlar o animal remotamente para investigar instalações inimigas sem ser descoberto.

Hello? This is dog

De resto, e como é habitual, o jogo possui uma muito forte componente de multiplayer competitivo, com inúmeros modos de jogo distintos e um sistema de progressão de carreira que nos irá recompensar com mais e melhores armas à medida que vamos ganhando experiência. Para além disso, o jogo inclui dois outros modos de jogo multiplayer inteiramente novos, que eu mais uma vez não toquei sequer, tal como referi acima. Um deles é o Squads, que envolve criarmos esquadrões de combate com elementos controlados por inteligência artificial e combater outros esquadrões também controlados por IA. O outro modo de jogo é o Extinction que faz lembrar os Zombies trazidos pela Treyarch nos Black Ops, mas em vez de mortos vivos, temos aliens que estavam adormecidos nas profundezas da Terra, agora acordados após os ataques da campanha principal. São basicamente modos de jogo cooperativos onde teremos de proteger a nossa base ou destruir alguns objectivos enquanto combatemos várias ondas de criaturas.

Graficamente o jogo envelheceu muito bem. Os cenários estão muito bem detalhados e a acção é sempre intensa!

A nível audiovisual, apesar do jogo herdar o mesmo motor gráfico dos seus predecessores, a evolução desse mesmo motor gráfico é bem notória, pois este Call of Duty Ghosts apresenta mundos bem variados e muito bem detalhados graficamente. Pelo menos no PC, jogando com tudo no máximo, o resultado final é para mim bastante satisfatório. E o facto de a campanha ser bastante dinâmica e repleta de momentos de grande acção só acrescenta ainda mais a imponência dos audiovisuais. As secções no espaço foram sem dúvida as minhas preferidas, mas o jogo tem uma série de momentos muito bons no geral. O voice acting é como habitual na série bastante competente e as músicas, quando entram, geralmente são temas mais épicos que se adequam bem ao caos à nossa volta.

Portanto, mesmo a campanha ter sido algo curta, até que gostei bastante deste Call of Duty Ghosts. A sua variedade de missões, que estão repletas daqueles momentos de maior tensão ficaram aqui muito bem implementadas! No entanto creio que não foi um jogo tão bem recebido assim, pois apesar do seu final até ter ficado algo em aberto, a Activision não deu continuidade desta história até agora.

Call of Duty Modern Warfare 3 (PC)

Voltando às rapidinhas no PC, ficamos agora com mais um Call of Duty, desta vez para o terceiro capítulo da sub-série Modern Warfare, lançada originalmente em no final de 2011 pelos veteranos da Infinity Ward. Já o meu exemplar, lembro-me de o ter comprado no Jumbo de Alfragide, algures em Abril de 2013, por 15€. Ah, bons tempos onde ainda se encontravam os jogos AAA em formato físico para PC em qualquer esquina. É que eram sempre os primeiros a cair de preço!

Jogo com caixa e manual

A história continua os eventos retratados nos dois Modern Warfare lançados anteriormente, onde os E.U.A. e a Rússia tinham entrado em guerra, cujo conflito foi orquestrado por uma rede terrorista liderada por Vladimir Makarov. Então a narrativa vai-se focar em duas frentes principais: o confronto contra as forças Russas em solo norte-americano e Europeu, bem como uma série de operações mais furtivas no encalço de Makarov, lideradas pelos membros sobreviventes da Task Force 141, Soap, Yuri e o badass Captain Price.

A campanha traz de volta algumas caras conhecidas dos MW anteriores

Portanto, no que diz respeito à campanha single player, que devo dizer que é bem curtinha, vamos tendo diversas missões com objectivos distintos, desde reconquistar posições estratégicas, sabotar/destruir estruturas inimigas, ou operações mais furtivas onde é imperativo passarmos despercebidos. Tal como nos Call of Duty anteriores, apenas podemos equipar 2 armas de cada vez e a vida é regenerativa. Ocasionalmente poderemos utilizar outro tipo de equipamento, como comandar drones de suporte, ou indicar posições inimigas para serem alvo de artilharia. Quando temos de ir desbravando terrendo sob fogo inimigo, a fórmula é sempre a mesma: ir limpando as ruas de soldados inimigos e avançar lentamente. À medida que o vamos fazendo, as nossas forças também nos vão acompanhando e conquistam essas posições aos poucos, precavendo que os inimigos as ocupem novamente.

O conflito é levado até vários países Europeus,incluido a França e sua capital

De resto, para além da campanha single player (já disse que esta é bastante curta?) temos o modo multiplayer que, no caso dos Call of Duty, é sempre aquele que acaba por agarrar mais os seu público alvo. Mas não foi o meu caso, pelo que não me posso alongar. Temos modos cooperativos e competitivos, onde nos primeiros temos o regresso dos Special Ops, pequenas missões cooperativas e o modo Survival, onde teremos de defender a nossa posição face a ondas inimigas cada vez mais numerosas. Depois lá temos o multiplayer competitivo, que é certamente o que os fãs de Call of Duty gastam mais tempo. Não é o meu caso pois tenho muito mais para jogar, pelo que não vale a pena estar a escrever de algo que nem sequer experimentei.

Como seria de esperar, o jogo possui uma fortíssima componente multiplayer, que eu acabei por não explorar

A nível audiovisual, nada de especial a apontar. É um jogo que apresenta cenários variados, desde paisagens urbanas em Nova Iorque, Paris ou Berlim, bem como aldeias remotas em África ou outros locais mais invulgares, como uma missão a bordo do avião presidencial Russo. Graficamente não esperem por grandes melhorias face aos jogos anteriores pois o motor gráfico é practicamente o mesmo. Há alguns pequenos melhoramentos visuais, como alguma geometria adicional nos cenários. Os personagens e suas expressões faciais pareceram-me mais bem conseguidas também. De resto, no que diz respeito ao voice acting e som no geral, nesse campo a série sempre foi excelente e aqui não tenho nada a apontar.

Portanto para este Call of Duty Modern Warfare 3, tenho de o analisar apenas pela sua campanha single player, que já na altura não era de todo o factor mais importante para a maioria dos seus fãs. E a sua campanha, apesar de competente e variada, é extremamente curta. Demorei cerca de 5h a passar a campanha num nível de dificuldade médio, e ainda tive algumas pausas pelo meio para alguns telefonemas mais longos. Mas a jogabilidade é sólida e claro, para quem gosta de jogos multiplayer, certamente que encontrou aqui muitas horas de divertimento. No meu caso não justificaria o full price.

Call of Duty Modern Warfare 2 (PC)

Agora que arranjei um PC novo, está na hora de ir jogando uma série de jogos que estavam em fila de espera há muito tempo. Este Modern Warfare 2 era um deles e mesmo apesar de ser já um jogo relativamente antigo e o meu portátil ter todos os specs necessários para o correr minimamente bem, a verdade é que o meu velhinho portátil já estava longe de ter a mesma performance de outros tempos, pelo que este acabou por ficar na gaveta até agora. Já nem me lembro muito bem quando arranjei o jogo, creio que foi algures em 2012 e na New Game do Maia Shopping. Quanto custou? 5 ou 10€, foi numa altura onde andaram a despachar uma série de jogos de PC a baixo preço.

Jogo com caixa, manual e papelada diversa

Este Modern Warfare 2 como devem calcular continua a história do seu predecessor, onde encarnamos em diversos soldados de elite na sua luta contra o terrorismo, partindo no encalço de Vladimir Makarov, líder de um movimento ultranacionalista Russo, que esteve na base dos conflitos narrados no primeiro jogo. Desta vez as coisas acabam por correr ainda pior, com as forças Russas a acabar por invadir a costa Leste norte-americana, dando início a um conflito em larga escala entre as duas potências militares.

Spoiler com 10 anos! Neste jogo os Estados Unidos acabam por ser invadidos pelos Russos

Aqui dispomos de três modos jogo principais: a campanha, que nos levarão a diversos teatros de guerra, tanto no médio oriente, na Rússia, regiões suburbanas da costa Norte-Americana ou mesmo a favelas do Rio de Janeiro. Aqui as mecânicas de jogo assentam nos conceitos já trazidos no Modern Warfare anterior, onde começamos cada missão com um conjunto de armas pré-definido, mas onde, à medida que vamos progredindo, poderemos trocar as nossas armas por muitas outras que surgirão, tanto modelos norte-americanos/NATO, como armas estrangeiras envergadas pelos nossos adversários. Revólveres, armas automáticas, metralhadoras pesadas, shotguns ou vários explosivos são o prato do dia. Ocasionalmente lá teremos de usar algumas armas especiais, como designadores laser para artilharia ou mesmo controladores de drones, que podemos usar para bombardear posições inimigas. O progresso é salvo através de vários checkpoints, embora por vezes já me tenha acontecido o jogo gravar o progresso quando estou debaixo de intenso fogo inimigo, o que não dá muito jeito para o respawn. Também tal como o seu antecessor não temos quaisquer medkits, com a nossa vida a regenerar-se automaticamente assim que encontrarmos um abrigo que nos proteja do fogo inimigo. Mas nem todas as superfícies dão cobertura suficiente, desta vez as balas atravessam madeira ou lata, o que não dá muito jeito nas missões nas favelas brasileiras.

A história está repleta de momentos dramáticos

Os modos de jogo restantes resumem-se ao multiplayer e Spec Ops. Estas últimas são pequenas missões standalone que servem de desafios à nossa perícia e podem ser jogadas cooperativamente. Estas consistem em missões como matar uma série de adversários no menor tempo possível, defender pontos de interesse de várias waves inimigas, incluindo artilharia e pesados, missões furtivas onde temos de passar despercebidos, entre outros desafios cuja dificuldade vai aumentando à medida que vamos desbloqueando novas missões. Por fim temos a vertente multiplayer competitiva, bom sinceramente nem a experimentei pois o meu backlog, principalmente no PC é gigante e prefiro dedicar-me a outros jogos do que gastar milhentas horas em multiplayer, por mais divertido que seja. Mas lembro-me de amigos meus perderem muitas horas no multiplayer do MW2, mesmo depois de vários outros Call of Duty mais recentes serem lançados, ainda preferirem o multiplayer deste jogo. Pelo que vi dispomos de várias vertentes, desde variantes de deathmatch e capture the flag, passando por outros modos de jogo com objectivos de conquistar e/ou destruir pontos de interesse. À medida que vamos jogando matando adversários ou completar objectivos, a nossa personagem vai ganhando pontos de experiência, que nos vão desbloqueando novas armas e/ou acessórios/customizações para as mesmas, como diferentes miras, silenciadores, etc. Vamos também desbloqueando alguns perks que podemos equipar na nossa personagem, coisas como a capacidade de correr sem cansar, causar mais dano seja com balas, seja com explosões, ficar invisível para turrets e outras armas automáticas, andar silencioso entre muitas outras.

A campanha é curta, mas as Special Ops e o modo multiplayer acrescentaram-lhe muitas horas de diversão

A nível audiovisual, este era um jogo bem competente para a sua época, levando-nos a visitar cenários bastante distintos entre si, desde florestas, bases militares modernas, outras improvisadas em cavernas, cidades americanas, no médio oriente, um aeroporto ou até um gulag russo são apenas alguns dos cenários que iremos explorar, todos eles bem detalhados. Jogando sem qualquer mod de texturas HD e com tudo no máximo, é um jogo que não envelheceu nada mal. Está também repleto de momentos cinematográficos e com uma narrativa muito competente, que nos consegue imergir completamete na acção que se passa à nossa volta. E sim, o voice acting está excelente, mesmo durante os tiroteios o jogo está repleto de detalhes agradáveis, como é o caso das missões nas favelas brasileiras, onde vamos ouvindo os  bandidos a falarem em português uns com os outros, avisando-os da nossa posição. As músicas, como já é habitual na série, são geralmente bastante épicas, enfatizando todo o drama que vamos vivenciando.

Portanto este Call of Duty Modern Warfare 2 acaba por ser uma excelente sequela nesta já longa série de first person shooters militares. Apesar de termos tido o World at War pelo meio, este Modern Warfare 2 acabou por popularizar definitivamente os shooters mais modernos, algo que séries como Medal of Honor e Battlefield acabaram por consolidar logo depois. Para além de uma curta, porém sólida campanha single player, os desafios e o modo online que se manteve extremamente popular anos a fio, tornaram este Modern Warfare 2 em mais um caso sério de sucesso.

Call of Duty 4: Modern Warfare (PC)

Call of Duty 4: Modern Warfare

Siga para mais um artigo para PC, pois efectivamente tem sido a plataforma que mais tenho jogado ultimamente. Este foi o meu primeiro contacto com os Call of Duty pós 2a Guerra Mundial que tive, só que ao invés de ter sido em 2007 como todos os comuns mortais, o meu caso foi apenas na semana passada. Culpas de ser o “shooter da moda” e eu ser um “unhas-de-fome” que não gosta de pagar full price pelos seus jogos. Foi adquirido numa GAME pela zona da Maia/Porto, não recordo qual, tendo o jogo (usado) custado uns 10€. Como não tem DRMs, e está em bom estado, pareceu-me bom negócio. Edit: Recentemente comprei uma versão GOTY por um décimo do valor, na feira da Ladra em Lisboa.

Call of Duty 4 Modern Warfare - PC
Jogo completo com caixa, manual e papelada

Ao contrário dos Call of Duty da 2a Guerra Mundial, os eventos nesta nova série são fictícios. A história coloca-nos nos tempos modernos, onde a Rússia vê-se envolvida no meio de uma guerra civil, com um grupo de separatistas ultranacionalistas a quererem instaurar o velho regime soviético novamente. Em simultâneo, um outro grupo militar provoca um golpe de estado num país árabe, bastante rico em petróleo, instaurando igualmente um clima de terrorismo e hostilidade perante o ocidente. O jogo coloca-nos principalmente na pele de 2 diferentes soldados, cada um pertencendo a forças militares diferentes. Um militar norte-americano dos Marines, cujas missões se passam no médio oriente, e um outro militar britânico, pertencendo ao “Special Air Service” britânico, cujo teatro de guerra é maioritariamente nos países de leste. Ao longo do jogo ainda poderemos controlar mais uma ou outra personagem, mas as facções são as mesmas. A narrativa vai alternando entre as diferentes forças militares, com cutscenes intermédias que nos vão pondo ao corrente das ligações existentes entre os dois conflitos. O jogo apresenta também missões variadas, que passam por resgate de personagens ou objectos importantes, apoio a invasões terrestres, uma missão na qual estamos a bordo de um bombardeiro norte-americano e devemos dar apoio a militares no terreno, e várias missões de infiltração, do lado dos britânicos. De facto, preferi de longe as missões do SAS, até porque as restantes personagens  que nos acompanham são bem mais carismáticas na minha opinião.

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Missões com sniping são sempre divertidas!

De resto a fórmula é idêntica aos jogos anteriores da série. Saúde regenerativa, o progresso marcado por objectivos que tenhamos de cumprir, objectivos esses marcados numa bússola no ecrã. Muitas das vezes o jogador encontra um impasse em que os inimigos não páram de surgir, é suposto mesmo que o jogador vá arriscando sempre um pouco mais em território inimigo para que a história prossiga. De resto somos presenteados como de costume com vários momentos “scripted”, de modo a que a experiência se torne mais épica e cinematográfica. O armamento consiste em armas reais, mas como eu tenho andado de volta do Battlefield 3 nos últimos tempos, já não é algo que me impressione muito. Mas em 2007 acredito que tenha causado um impacto considerável, visto que o arsenal ainda é extenso (embora não no nível do Battlefield, claro). Algo que também era novo em Call of Duty por esta altura foi um sistema de física mais realista, com superfícies destrutivas e balas a atravessarem certos materiais, forçando os jogadores a trocar de cobertura constantemente.

Para além do modo campanha, Modern Warfare apresentou um modo multiplayer muito bem sucedido. Para além das variantes de Deathmatch, CoD4 apresenta vários outros modos de jogo baseados em objectivos, seja captura em equipa de pontos chave, conquista das bases inimigas, destruição de objectivos, etc. Para além do mais existem um ou outro tweak, um modo hardcore onde o dano recebido é mais realista, e um outro modo “old school”, onde os pickups encontram-se espalhados pelos mapas, dando um feel mais da velha guarda à jogatina. No multiplayer a performance do jogador é premiada de duas formas. Com o número de kills consecutivas nas partidas, vamos podendo utilizar alguns extras, desde chamar um robot que revela as posições dos inimigos perto de si, passando por chamar ataques aéreos ou mesmo um helicóptero de combate. Para além do mais os jogadores vão ganhando também pontos de experiência como se um RPG se tratasse, permitindo que se desbloquem novas armas, acessórios ou perks. Estes últimos tratam-se de “habilidades” extra para as personagens, tais como carregar mais munições, causar mais dano ou aumentar os pontos de vida do jogador.

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Por vezes temos alguns objectivos temporizados

Graficamente, bom é difícil dar uma opinião concisa. Quando vi o jogo pela primeira vez em 2007 pareceu-me de facto muito impressionante, com uma experiência muito realista. Infelizmente a engine na qual o jogo corre não envelheceu muito bem nos PCs, tendo dificuldades em adaptar-se a processadores multicore e arquitecturas de 64bit. Com o meu PC actual, tive de o jogar numa resolução muito baixa e com os gráficos não muito puxados, para manter o framerate estável e jogável. Tendo em conta que consigo ter boas performances no Battlefield 3 que fica a anos luz deste CoD4, é uma pena não o conseguir correr melhor. Assim sendo, para quem tiver computadores contemporâneos, vou pela primeira vez recomendar que joguem este FPS numa das consolas para tirar melhor partido do audiovisual. O audio como sempre é óptimo, com excelentes efeitos sonoros, e banda sonora a condizer com a acção, excepto para a música rap dos créditos finais, que abomino.

Call of Duty 4 Modern Warfare PC
Jogo completo com caixa, manual e papelada

No fim de contas devo dizer que este Modern Warfare, apesar de o ter jogado pela primeira vez já bastante tarde, apresentou um modo campanha que me agradou bastante, apesar de ser bastante curto. Infelizmente isso é algo habitual nos restantes FPS militares modernos que possuo. E tal como referi há pouco, para quem tiver um PC recente e uma PS360, apesar de achar de longe que a combo rato+teclado é o melhor método de controlar um jogo deste tipo, a engine apresenta problemas em adaptar-se a PCs modernos, pelo que têm melhores performances na versão consola.