Virtua Fighter 5 (Sony Playstation 3)

Virtua Fighter 5 - PS3Voltando à Playstation 3, para mais um jogo de luta que é um autêntico curso superior para o dominar. Depois de um Virtua Fighter 4 bem sucedido que viu 3 lançamentos principais nas arcades e 2 na Playstation 2, chegou a vez de a série entrar no fantástico mundo da alta definição e o primeiro resultado foi este Virtua Fighter 5. Numa primeira vista, para além do notório update gráfico e as novas personagens da praxe, pouco mudou na jogabilidade e modos de jogo disponíveis, não que me queixe. Este jogo foi comprado salvo erro em 2013, na GAME do Norte Shopping por 10€, estando completo e em bom estado.

Virtua Fighter 5 - Sony Playstation 3
Jogo completo com caixa e manual

 

Virtua Fighter 5 começou como sendo um lançamento arcade para o então novíssimo sistema Lindbergh que levou os jogos arcade à alta definição e com belíssimos gráficos. Ao longo do seu ciclo de vida, o jogo levou com muitos updates, conto pelo menos uns cinco, em que para além de balanceamento de personagens foram introduzindo várias novidades. Esta versão Playstation 3 é baseada na Version B arcade, tendo no entanto algum conteúdo extra tal como as versões caseiras do Virtua Fighter 4 o fizeram. E sendo eu um jogador quase casual deste género de jogos, não vou entrar nesses meandros a detalhar o que é que de facto trouxe este jogo de novo, para além de novos golpes, combos e duas novas personagens: a pequena Eileen e o seu Monkey Kung Fu e o wrestler de lucha libre El Blaze.

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Tal como no Virtua Fighter 4 e em muitos outros jogos de luta actuais podemos customizar o aspecto dos lutadores

Para além dos tradicionais modos arcade e versus, temos também o regresso do Quest Mode que já tinha sido abordado no artigo do Virtua Fighter 4 Evolution. Aqui mais uma vez vamos percorrer vários centros de arcade no Japão e participar numa série de lutas contra oponentes baseados em jogadores reais, com estatísticas retiradas do VF.NET. Aqui vamos ganhando pontos de experiência que nos podem fazer subir de ranking (ou descer se perdermos combates) e ganhar items que nos permitem customizer estéticamente as personagens. O grau de customização parece-me maior que no VF4, alguns items podem também ser comprados em lojas com o dinheiro virtual que vamos ganhando no Quest Mode, mas ao contrário do jogo anterior, aqui temos as arcades todas desbloqueadas logo de início. Sinceramente isso já não me parece tão aliciante, pois podemos logo de início combater contra os jogadores mais experientes (e levar uma carga de porrada), retira algum do desafio e sentido de progressão no jogo. No entanto este continua a ser um jogo bastante técnico e bem difícil de dominar.

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O quest mode permite-nos ficar colado ao ecrã durante horas a fio, até ganhar calos nos dedos.

Para ajudar a dominar as mecânicas do Virtua Fighter 5 temos mais uma vez o Dojo mode. Aqui é onde podemos treinar os movimentos de cada lutador, em 3 diferentes variantes: Em Free Sparring podemos fazer o que bem nos apetece contra um oponente inofensivo, em Command Training como o próprio nome indica serve para treinar todos os movimentos de um lutador, é sem dúvida o modo de jogo a experimentar para todos os que querem treinar a sério sem lixar as estatísticas no Quest Mode. Mas ainda dentro do Dojo temos o Time Attack, onde basicamente competimos para ter o melhor tempo possível a dominar os movimentos de cada lutador. Mais um para os masters!

Graficamente é um excelente jogo, como seria de esperar. Os lutadores estão muitíssimo bem detalhados e o mesmo pode ser dito das arenas, que são variadas, tanto em locais naturais, urbanos, ou outros mais tradicionais, como aquelas arquitecturas asiáticas. Qualquer que seja o local, os cenários estão muito bem detalhados e com belos efeitos de luz. Realmente um jogo “next gen“. As músicas são o tradicional da série Virtua Fighter. Tanto temos aquele hard-rockzinho cheio de guitarradas como eu tanto gosto, como outras faixas mais folclóricas com temas asiáticos. Uma boa banda sonora, mas confesso que é algo que não presto assim tanta atenção quando estou é preocupado em não perder um combate.

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Em imagens estáticas pode não parecer, mas este jogo em movimento é belíssimo

Virtua Fighter 5 é então um excelente jogo de luta em 3D, mas não é esta a versão que eu recomendo, a menos que sejam por razões de coleccionismo ou se a encontrarem a um bom preço. A versão Xbox 360, que saiu uns meses depois desta é baseada na Version C Arcade, e para além dos balanceamentos introduzidos na revisão tem suporte à jogatina online devido à estrutura da Xbox Live Arcade. Se bem se lembram, a PSN nos primeiros tempos não era lá grande espingarda. Mas para além disso, embora tenha saído apenas em formato digital, para muita pena minha, a versão definitiva do Virtua Fighter 5 é a Final Tuned, baseada no último update do jogo na Arcade e com muito mais conteúdo, para além de mais 2 lutadores, incluindo o regresso do lutador de Sumo Taka-Arashi.

Virtua Fighter 4 Evolution (Sony Playstation 2)

Virtua Fighter 4 EvolutionTempo para mais uma quase-rapidinha de Playstation 2, desta vez a mais um excelente jogo de luta, mas cujas novidades não requerem um artigo completamente novo de raiz. Estou a falar do Virtua Fighter 4 Evolution, uma revisão ao jogo já lançado anteriormente na Playstation 2, que para além de 2 novos lutadores e ligeiras revisões a mecânicas de jogo que apenas os mais entusiastas reparam, temos também um novo modo de jogo que será aqui abordado em mais detalhe. Não me recordo ao certo quando comprei este jogo, mas penso que terá sido algures em 2011 na TVGames no Porto, não devendo ter custado muito mais que 5€.

Virtua Fighter 4 Evolution
Jogo com caixa e um manualzinho bem espesso como não se faz nos dias de hoje.

Ora a primeira coisa que salta logo à vista mesmo na capa, são as duas caras novas: Brad Burns, que apesar do seu nome anglo-saxónico é na verdade um italiano especialista em muai-thai  e Goh Hinogami, um lutador que dá logo para ver que pertence ao leque dos vilões. É a primeira vez que a AM2, num update a um mesmo jogo que inclui novas personagens jogáveis. E as novidades não se ficam por aqui, com a inclusão de um novo modo de jogo, o Quest Mode. Este é um modo de jogo em que escolhemos um lutador e partimos à aventura para vários “centros arcade” da Sega e teremos de cumprir uma série de missões, como deitar oponentes ao chão “x” numero de vezes, vencer um combate em 10 segundos e por aí fora. Vamos combatendo em várias partidas de forma sequencial até alcançarmos esse objectivo, tendo posteriormente a possibilidade de participar num torneio até avançar para o centro arcade seguinte, com quests cada vez mais exigentes. E os nossos lutadores também vão subindo de ranking com as nossas vitórias. O incentivo, para além do ranking, é mais uma vez poder obter items cosméticos para alterar o aspecto dos nossos lutadores, tornando-os por vezes quase irreconhecíveis face às suas características que me sempre foram familiares.

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As arenas estão repletas de belos detalhes.

A coisa engraçada neste sistema, e algo que eu não mencionei no artigo do Virtua Fighter 4, é que isto simula algo que acontecia de facto nas arcades japonesas, cujas estavam todas ligadas em rede e cada lutador teria o seu perfil online (VF.NET) que o usaria sempre jogava. Os próprios oponentes que vamos enfrentando neste Quest Mode são baseados em perfis de utilizadores reais das versões arcade do jogo. Talvez por isso, por todo o data mining necessário é que infelizmente a AM2 retirou alguns outros modos de jogo do Virtua Fighter 4 normal da PS2, como o Kumite. Aqui só temos o Arcade (onde até aqui por vezes somos presenteados com “missões” para cumprir), VS, o já referido Quest Mode e o extensivo modo tutorial já presente no anterior jogo. Mas não é tudo. Virtua Fighter 4 Evolution tem escondido um excelente fan service para os fãs de longa data da série. Podemos desbloquear a possibilidade de jogar não só em arenas na sua versão antiga do primeirinho Virtua Fighter, mas também com as personagens com o seu look “quadradão” do primeiro jogo. Mesmo as personagens novas! E as mesmas mecânicas de jogo, pelo que não contem que os golpes que utilizem a terceira dimensão funcionem. Mas ao menos temos os “saltos lunares” que tanto achava piada back in the day. Bom, mas não na versão PAL. Esse modo de jogo adicional saiu originalmente no Japão como um jogo standalone intitulado “Virtua Fighter 10th Anniversary” e um modo de jogo extra na versão norte-americana do VF4 Evolution. Nós, europeus, infelizmente não tivemos a mesma sorte.

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Até os novos lutadores tiveram a hipótese de serem representados à moda antiga

Graficamente o jogo parece-me ainda um pouco mais polido que a sua versão vanilla. As arenas estão repletas de bonitos detalhes como condições climatéricas, bonitos efeitos de luz e até de água. Os lutadores estão muito bem detalhados, tendo em conta a quantidade de acessórios e outros extras que é possível equipá-los, e acima de tudo, as animações são muito fluídas. Não consigo ficar nada zangado a ver-me levar no lombo de uma forma tão graciosa. Os efeitos sonoros estão bons como não poderia deixar de ser e as músicas têm todas uma toada bem mais hard rock que sinceramente me agrada. O tema principal então é o clássico Sega das arcades da segunda metade dos anos 90, bem composto e com aqueles leads de guitarra deliciosos de se ouvir.

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O modo quest é sem dúvida o que nos tomará a maior parte do tempo.

No fim de contas, e apesar de eu não ser propriamente um especialista na área, fico nitidamente com a ideia que este Virtua Fighter 4 (e este Evolution também) é um jogo para os entusiastas de jogos de luta 3D, mas o seu extensivo modo de treino dá as boas vindas a todos os outros meros mortais onde eu me insiro. Para mim é o jogo de luta 3D de eleição da Playstation 2, com o Soul Calibur III a chegar perto (este último não necessariamente pelo tecnicismo mas sim pela quantidade de extras).

Virtua Fighter 4 (Sony Playstation 2)

Virtua Fighter 4Virtua Fighter 4 é um dos primeiros grandes jogos lançados pela Sega após a descontinuação da Dreamcast e o seu consequente abandono do ramo de fabricante de consolas. E ao contrário do Virtua Fighter 3tb, cuja conversão para a Dreamcast deixou algo a desejar devido a ter sido remetida para um pequeno estúdio, desta vez foi a própria AM2 a tomar as rédeas neste projecto e o resultado é um jogo muito mais consistente. E este Virtua Fighter 4 entrou na minha colecção algures há 2 ou 3 anos, após ter sido comprado em bundle juntamente com os outros Tekkens desta consola. Ficou-me muito barato, mas falta-lhe o manual, infelizmente.

Virtua Fighter 4 - Sony Playstation
Jogo com caixa e papelada.

Virtua Fighter 4 é um jogo de luta para os entusiastas do género. Para os típicos button mashers onde eu até me encontro grande parte das vezes, a menos que estejamos a jogar num nível de dificuldade reduzida e escolhamos uma personagem rápida como a Vanessa Lewis, talvez assim teremos alguma sorte. Porque de resto é um jogo bastante tecnicista e difícil de masterizar. A nível de história, como habitual Virtua Fighter 4 decorre num torneio mundial de artes marciais, mas no entanto cada lutador tem as suas próprias razões pelas quais quer participar, e o próprio torneio tem também algumas origens não muito legais. Mas como sempre digo neste género de jogos, tal é completamente descartável e ao contrário dos últimos Tekkens onde é dada uma importância considerável à história e background de cada lutador, aqui nem por isso.

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Vanessa Lewis é uma das novas caras neste quarto jogo da série.

Virtua Fighter sempre se resumiu ao gameplay, e aqui vemos algumas mudanças. As arenas com desníveis do Virtua Fighter 3 deixaram de existir, porém temos agora algumas arenas fechadas com vedações que podem ser utilizadas como forma de dar dano aos oponentes, um pouco como se fez no Fighting Vipers. O botão de dodge utilizado no VF3 foi substituído por premir duplamente para cima ou baixo, bem como alguns golpes novos e outras features. De resto, enquanto acho Virtua Fighter 4 como um melhor jogo de luta que o seu rival Tekken 4, os modos de jogo são um pouco fracos. Temos o tradicional Arcade e versus, bem como o Kumite, que é na realidade uma espécie de survival, onde vamos amealhando pontos com cada inimigo derrotado. O A.I. System é um modo de jogo bastante peculiar em que à medida que vamos lutando contra um oponente à nossa escolha, ele vai aprendendo os nossos truques e respondendo à altura. Dessa forma podemos ter um adversário altamente treinado para… apenas isso. Para além do mais temos um óptimo “Training Mode” que serve de um excelente tutorial para ensinar as mecânicas do Virtua Fighter, mesmo com slow-motion se necessário. Para finalizar, temos também as customizações com items cosméticos que podemos aplicar a todos os lutadores, podendo ganhar esses items ao jogar no modo Kumite ou Versus.

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Apesar de não ter o mesmo nível de detalhe do original da Arcade, a versão PS2 não é nada de se deitar fora.

Graficamente é um jogo bonito, mas a versão PS2 está uns furinhos abaixo da versão arcade, que corre numa Naomi 2 e possui alguns efeitos de luz e suas reflexões melhores ou que não estão mesmo presentes da versão caseira. Mas mesmo a versão Arcade não faz justiça ao salto gráfico que cada jogo anterior desta série representou, mas a própria indústria também evoluiu de forma diferente, e o cúmulo de gráficos 3D deixou de estar nas arcades. Ainda assim não deixa de ter os seus bonitos detalhes, com arenas bem construídas, com efeitos de neve ou outros de luz ao lutar contra um por-do-sol em plena cidade e claro está, os lutadores muito bem detalhados. O jogo possui 2 lutadores novos face ao Virtua Fighter 3 – Lei Fei, um monge do estilo Shaolin como nos filmes clássicos de Kung-Fu e Vanessa Lewis, uma moça jeitosa com um misto entre muay-thay e vale tudo. Taka-Arashi, o lutador de Sumo introduzido no Virtua Fighter 3 foi posto de lado para este jogo, supostamente devido a dificuldades técnicas. Mas continuando com os audiovisuais, as músicas são OK, embora sinceramente não seja um jogo que tenha faixas tão memoráveis como os primeiros. Ainda assim, para quem é fã dos clássicos, irá gostar de saber que algumas das arenas icónicas estão de volta. Os efeitos sonoros estão bons, assim como os voice-overs, com os lutadores a falarem as suas línguas nativas.

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Este Virtua Fighter 4 traz um modo tutorial/training bastante completo

Virtua Fighter 4 é um excelente jogo de luta que precisa de muito trabalhinho para ser realmente apreciado. Ainda assim, a menos que sejam um coleccionador e/ou fã da série como eu, este não é um jogo que eu recomende de todo. Isto porque também para a Playstation 2 temos ainda o Virtua Fighter 4 Evolution, que para além de trazer ainda mais 2 lutadores novos, traz também vários novos modos de jogo que valem realmente a pena e fazem a diferença. Mas isso será para um artigo futuro.

Fighters Megamix (Sega Saturn)

Foi na passada revista PUSHSTART #42 que tive a oportunidade de falar sobre o Fighters Megamix, o mítico jogo de luta da Saturn que pegava nos lutadores de Virtua Fighter 2, Fighting Vipers e mais uns quantos extras para um roster de luxo. Pena que a Sega não tenha voltado a pegar na fórmula, o seu catálogo de eventuais participantes é bem recheado. A minha cópia do jogo entrou na minha colecção ha uns anos atrás por 2€ se não estou em erro. Infelizmente não vinha com manual, mas um particular cedeu-me o manual PT dele.

Fighters Megamix - Sega Saturn
Jogo com caixa e manual PT

Poderão ler sobre o artigo na íntegra aqui.

Virtua Fighter 2 (Sega Mega Drive)

Virtua Fighter 2

De volta para a série Virtua Fighter da Sega, com um artigo relativamente curto da única incursão da mesma na Mega Drive. Na verdade, antes deste Virtua Fighter 2, houve uma conversão do primeiro jogo para o addon que ninguém comprou, a 32X, sendo um jogo inteiramente em 3D (apesar de pobre), ao invés do 2D deste jogo. No entanto a decisão de tornarem este um jogo 2D não foi mal levada a cabo, pois este Virtua Fighter 2 mantém todo o carisma dos originais, pelo menos no audiovisual. A minha cópia foi comprada há uns meses atrás na Feira da Ladra em Lisboa, custando-me algo em torno dos 7€, e estando completa e em bom estado.

Virtua Fighter 2 - Sega Mega Drive
Jogo com caixa e manual

Embora este jogo tenha 2 no nome, na verdade é practicamente uma conversão para 2D dos dois primeiros Virtua Fighter, pois o elenco de lutadores é o mesmo de VF1, embora os cenários sejam do VF2. A jogabilidade herda também os controlos do primeiro Virtua Fighter, pois utilizava apenas os botões A-B-C do comando de Sega Saturn, transitando perfeitamente para o comando original da Mega Drive (bloqueio-soco-pontapé), no entanto, sendo um jogo completamente em 2D, ficou um pouco simplificada. Em relação aos movimentos, sinceramente não sei dizer se herda o moveset do Virtua Fighter 1 ou do 2, pois já não jogo ambos há algum tempo. O que sei é que os saltos flutuantes do primeiro jogo estão de volta. Podem achar parolo, mas para mim sempre foi uma característica que eu guardo com muita nostalgia dos primeiros jogos da série.

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As arenas estão muito bem representadas, para um jogo de Mega Drive

Muitos podem-se perguntar qual o objectivo de lançar um jogo tão popular por ser em 3D, numa conversão para 2D lançada em 1997, já com sistemas como a Playstation, Saturn ou Nintendo 64 bem cimentados no mercado. Bom, em especial no mercado europeu, ainda havia um grande público para a consola 16bit da Sega, e apesar de se calhar lhes ter custado uns trocos a mais, sempre gostei do facto da Sega dar um suporte  longo às suas plataformas, pelo menos nos mercados em que as mesmas fizeram sucesso. Foi assim com a Master System no mercado europeu e brasileiro, a Mega Drive em todo o mercado ocidental, a Saturn no japonês e a Dreamcast, bom, ainda foram saindo no Japão alguns jogos de forma oficial uns bons anos após a sua descontinuação, mas a Dreamcast é um caso diferente. Isto para dizer que apesar de Virtua Fighter 2 para a Mega Drive não ser um jogo com a complexidade das suas contrapartes saturn e arcade, acaba por capturar toda a sua essência, mas num plano 2D. A Sega poderia eventualmente fazer como no Virtua Racing e lançar uma conversão 2D com recurso ao chip adicional SVP, mas tendo em conta que o jogo não iria ficar melhor que o próprio Virtua Fighter 1 da 32x, sem mencionar o alto custo que o jogo viria a ter para uma consola em fim de mercado, esta abordagem pareceu-me muito mais acertada.

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Mahjong Kage-Maru?

E embora a jogabilidade se tenha modificado com a adaptação ao plano 2D, a verdade é que para mim este jogo herda todo o carisma do original. Os gráficos estão muito bem definidos para um jogo de Mega Drive, e tanto os menus, como as músicas, ou mesmo a expressão facial dos lutadores a alterar quando os seleccionamos são um autêntico blast to the past. Posto isto, a conversão para 2D deste jogo poderá ser vista como completamente desnecessária para os fãs hardcore da série, mas por outro lado, é um interessante “downgrade”, certamente melhor que o Virtua Fighter Animation da Game Gear, e um dos últimos jogos de renome a sairem para a 16-bit da Sega.