Wipeout Pulse (Sony Playstation Portable)

Wipeout PulseVamos agora voltar à PSP e à série Wipeout, para aquele que provavelmente será o último artigo que escrevo sobre a mesma nos próximos tempos, visto que até ao momento não tenho mais nenhum. Após um bom Wipeout Pure mas que ainda sabia a pouco, eis que a Psygnosis, ou se lhe quiserem chamar por SCE Studio Liverpool, voltaram à carga na PSP com este Wipeout Pulse e que rico jogo lançaram! A minha cópia já foi comprada há algum tempo numa GAME e se não estou em erro custou-me cerca de 5€.

Wipeout Pulse - Sony Playstation Portable
Jogo completo com caixa e manual

Os modos de jogo são semelhantes aos do costume, excepto o modo “campanha”, mas a esse já lá vamos. Temos também o Single Race cujo nome já diz tudo, modos em  que corremos contra-relógio como o Time Trial ou Speed Lap, este último menos restritivo e ideal para treinar algum circuito. Temos também o Tournament, onde podemos customizar um “mini” campeonato composto por vários circuitos e o objectivo é chegar ao final do mesmo com o maior número de pontos possível. O Zone Mode introduzido no Wipeout Fusion marca também o seu regresso onde somos largados num circuito sem quaisquer inimigos, com os boosters no máximo em aceleração constante e o objectivo é simplesmente o de sobreviver o máximo de tempo possível. Ainda temos o Eliminator, uma espécie de deathmatch onde o objectivo não é o de vencer corridas, mas o de eliminar todos os outros oponentes. Por fim, e voltando ao início, temos o modo campanha, onde é-nos apresentada uma grelha hexagonal, com vários desafios diferentes. À medida em que vamos cumprindo esses desafios, os que estão nos hexágons adjacentes ficam também disponíveis e o objectivo é também fazer o máximo de pontos possível até podermos desbloquear o próximo conjunto de desafios. Cada desafio poderá consistir em corridas de qualquer um dos modos de jogo previamente falados.

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O design das pistas é bem mais arrojado

A jogabilidade mantém-se practicamente idêntica ao que a série Wipeout nos habituou. Vamos conduzir naves super rápidas por circuitos “montanha russa” futuristas em diversos locais. Ao longo das corridas vamos poder passar em zonas que nos dão um boost temporário na velocidade, ou adquirir armas ou escudos que podemos utilizar livremente para tentar eliminar os nossos adversários. Coisas como mísseis teleguiados (ou não), minas, ou bombas que libertam uma onda de choque capaz de abrandar todas as naves à sua frente. Mas claro, os nossos oponentes também podem utilizar essas armas em nós, pelo que temos de ter em atenção aos nossos níveis de escudo. Para recuperar “vida” podemos absorver as armas/power-ups que apanhamos. Dos power-ups que não sejam armas temos turbos, auto-pilot temporário, ou um escudo também temporário. De resto, convém também aprender a usar os truques como air-braking em curvas apertadas ou mesmo os barrel rolls que nos podem salvar a vida.

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Como sempre vamos tendo um bom arsenal de armas à nossa disposição

Apesar de eu nunca ter experimentado, existe aqui uma vertente online que pelo que vi deixava-nos participar em Single Races ou Tournaments, já o modo Eliminator que parecia ser bem adequado para se jogar online parece-me ter sido deixado de fora. Foram também lançados uma série de DLCs, desta vez pagos, que nos introduziram várias novas equipas (como a velhinha Auricom) e circuitos. No jogo normal também poderemos desbloquear novos circuitos, naves e skins para as mesmas, mas não as mesmas dos DLCs, naturalmente.

Graficamente é um jogo estonteante e muito possivelmente o jogo mais bonito que vi numa PSP. Os circuitos são bem detalhados e tanto atravessam grandes metrópoles, zonas mais industriais ou naturais, como desfiladeiros ou montanhas. Tudo a grande velocidade e bonitos efeitos de luz. A música continua excelente, especialmente se forem fãs de música electrónica (o que sinceramente não é o meu forte, mas gosto bastante das músicas na mesma). Este traz é uma novidade, deixa-nos colocar as músicas em mp3 que quisermos no cartão de memória e depois podemos escolher quais as que queremos ouvir durante o jogo.

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Já tinha dito que este jogo é lindíssimo em movimento?

Em suma este é mais um excelente título que deveria figurar na colecção de qualquer dono de PSP que se preze. Mas ainda melhor que este, eu recomendaria a conversão que acabou por sair para a PS2 aqui na Europa. Apesar de não ter a certeza se inclui ou não o conteúdo dos DLCs da versão portátil, só o simples facto de podermos utilizar um analógico “a sério” para controlar as naves já vale cada cêntimo gasto nele.

Medal of Honor Heroes 2 (Sony Playstation Portable)

Medal of Honor Heroes 2De volta para mais um jogo da saga Medal of Honor, infelizmente tão curto quanto o seu predecessor. Mas felizmente, apesar de curtinho, melhoraram muitas das coisas que eu me tinha queixado, o que já não é mau de todo. E também tal como esse jogo, também foi comprado numa cash converters, desta vez a de Alfragide, no passado mês de Novembro. Creio que me custou 4€, estando completo e em bom estado.

Medal of Honor Heroes 2 - Sony Playstation Portable
Jogo completo com caixa e manual

A primeira coisa que não gosto neste jogo é o seu subnome “Heroes 2” e passo a explicar. No primeiro jogo, cada uma das 3 campanhas eram vividas por 3 personagens de outros jogos como Baker ou Jimmy Patterson. Aqui temos apenas uma campanha, algures na Normandia e jogamos sempre com a mesma personagem: John Berg, que se bem me lembro marca a sua estreia na série. De resto, só tenho quase tudo coisas boas a dizer. Em primeiro lugar, as missões algo ridículas, dignas de um modo multiplayer, como capturar e defender objectivos, ou eliminar X número de Nazis deixaram de existir, dando lugar a missões de sabotagem mais fiéis à série. No entanto, isso também reduziu o número de missões, dando lugar a uma única campanha com 7 níveis diferentes. Se bem que os níveis são grandinhos, estando subdivididos em duas ou 3 partes separadas por breves ecrãs de loading.

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O maior problema deste jogo a meu ver é aperceber que apenas temos estes 7 níveis pela frente. Mas ao menos são grandinhos!

Em cada nível temos na mesma os objectivos primários e os secundários, cuja conclusão a 100% beneficia bastante a nossa performance no final do nível. E enquanto os primários estão devidamente assinalados na bússola no canto inferior esquerdo, ou mesmo no próprio mapa quando estão visíveis, já os secundários são secretos. Apenas sabemos quantos existem e a sua descrição no final do nível, quando somos avaliados. Por isso forçou-me a ter uma exploração muito mais cuidada e espreitar em todos os recantos, o que por muitas vezes confesso que me irritou dado o passo de caracol com que nos mexíamos. E ainda assim escaparam-me uns quantos! Esses objectivos tanto podiam ser capturar documentos importantes, que tanto poderiam estar à vista de todos como escondidos em cofres que tinham de ser rebentados com uma granada, destruir equipamento importante sem sermos avisados, como baterias antiaéreas ou um gerador eléctrico, assassinar algum oficial importante ou combater ondas e ondas de inimigos, que só eram despoletadas ao utilizarmos uma ou outra MG-42 nalgum local estratégico. O esquadrão que nos acompanha (em algumas partes do jogo) continua aqui presente, embora por vezes não sejam assim tão úteis quanto isso. O jogo possui também um sistema de checkpoints e vida regenerativa, dizendo assim adeus aos saudosos medkits. Por fim convém também aclamar o quase fim do respawn dos inimigos. Enquanto que no primeiro jogo esse respawn acontecia a toda a hora, aqui apenas acontece em algumas alturas específicas, como por exemplo perto de algum objectivo que tenhamos de atacar. Depois podemos estar mais descansados e explorar o mapa mais à vontade.

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À medida que o círculo de sangue fique mais apertado, mais perto de bater a bota estamos. Mas basta escondermo-nos um pouco do perigo para magicamente ficarmos ok outra vez.

Os controlos são semelhantes aos do primeiro jogo, com os botões faciais de quadrado, triângulo, círculo e cruz a servirem de “segundo analógico”, controlando a câmara do jogo, enquanto o analógico propriamente dito controla o movimento. As funções de recarregar, trocar de arma ou agachar ficam mapeadas para os botões direccionais, enquanto os botões de cabeceira têm a função de disparar ou activar o aiming down the sights. Parece-me de facto ser o melhor esquema possível de um FPS na PSP, só tenho pena pela lentidão que é andar de um lado para o outro e virar a câmara, mas tenho a ideia que este último pode ser customizado. De resto, para além do curto modo de campanha temos uma vez mais um multiplayer que me passou ao lado, mas pareceu-me ser muito mais pobrezinho, contendo apenas vertentes do deathmatch e capture the flag, quando o anterior era bem mais diversificado nesse aspecto.

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Manter os objectivos secundários escondidos foi uma boa ideia para aumentar a longevidade do jogo, mas por outro lado também não temos grandes recompensas em fazê-lo

Na vertente do audiovisual, este é um jogo muito melhor, salvo em um aspecto: a falta de cutscenes com filmagens reais, algo que sempre esteve presente na série. Temos cutscenes na mesma, mas são mais “artísticas”, mostrando algumas animações e/ou sequências de fotos. De resto é bem superior. Apesar de ter apenas uma campanha situada algures na Normandia, pareceu-me haver uma variedade maior de texturas e locais, onde jogamos na praia, em bunkers, ruínas de cidades, aldeias rurais, ou mesmo imponentes instalações militares onde temos de destruir submarinos U-Boats ou mísseis V2. Todos os níveis me pareceram melhores detalhados e o mesmo pode ser dito dos próprios soldados, agora com melhores texturas e mais polígonos. No que diz respeito à parte sonora, nada a apontar, continua óptima.

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Mover estes canhões lentamente enquanto inimigos fazem respawn não é uma boa ideia de game design…

Por estas razões, este Medal of Honor Heroes 2 é um jogo melhor, mas também pior do que a sua prequela em alguns aspectos. Mas acho que aquilo em que melhorou, nomeadamente no tipo de missões em si e melhores audiovisuais, suplantou bem as coisas menos boas. No entanto por algum motivo este jogo saiu também para a Wii, que me parece ser a melhor versão, embora a vertente online contenha os mesmos modos de jogo. De resto, para além de melhores gráficos (pelo menos assim o espero), a versão Wii tem ainda uma missão extra aqui não existente, bem como um modo de jogo adicional, o Arcade que me parece ser bem divertido, sendo um shooter on-rails como um Operation Wolf, por exemplo.

Medal of Honor Heroes (Sony Playstation Portable)

MoH HeroesVoltando à segunda guerra mundial e à portátil da Sony para mais um jogo da série Medal of Honor que eu tanto gosto. Este Medal of Honor Heroes é um jogo relativamente simplificado, até porque é para uma portátil, mas com uma boa jogabilidade, tendo em conta a falta de um segundo analógico na consola. Creio que me custou uns 3.50€ algures no mês passado na Cash de Benfica, em Lisboa, estando completo e em óptimo estado.

 

Medal of Honor Heroes - Sony Playstation 2
Jogo completo com caixa, manual e papelada

Neste jogo vamos jogando com 3 diferentes personagens que já conhecemos de outros Medal of Honor, daí o nome de Heroes. Temos então Jimmy Patterson do MoH original e do Frontline, John Baker do Allied Assault e por fim William Holt, do MoH Vanguard, ao longo de 3 diferentes campanhas, em Itália, na Holanda e por fim na Bélgica. A jogabilidade é simples e a falta de um segundo analógico é compensada com o uso dos botões faciais triângulo, quadrado e companhia, para servirem para mover a câmara e ao fim de alguns minutos já nos habituamos bem. O gatilho direito serve para disparar, já o esquerdo serve para activar o aiming down the sights ou simplesmente dar pancadas com a arma. As outras funções básicas como agachar,recarregar ou mudar de arma são efectuadas com os botões direccionais.

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Na primeira missão temos de fazer um assalto a um aeródromo nazi, destruir umas coisinhas e fugir

Infelizmente o jogo é demasiado simples. Poucas são as missões de sabotagem que sempre foram parte integral desta série, aqui a maioria das missões acabam por ter objectivos de captura e defesa de pontos fulcrais no mapa, defender-se contra waves de inimigos, ou eliminar x soldados nazis. O facto de termos apenas 3 campanhas com 5 missões cada, tornam este jogo também bastante curtinho. Por um lado entende-se, pois estamos a falar de uma portátil e convém as missões serem simples e curtas, mas por outro lado poderiam haver mais coisas para fazer. Temos sempre os objectivos secundários para completar (sempre marcados na bússola, assim como os primários), mas acaba por saber a pouco.

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O modo skirmish é essencialmente um deathmatch local contra bots

De resto outra coisa que me desagradou é o facto de os inimigos estarem sempre a fazer respawn e apesar de termos um esquadrão a nos acompanhar, os mesmos são algo burros e inúteis. De resto temos também a vertente multiplayer que sinceramente não cheguei a testar, embora exista o modo skirmish que nos deixa jogar contra bots. Desses modos de jogo temos claro as variantes habituais do deathmatch e capture the flag (infiltration), o demolition que é uma espécie de Counter Strike e por fim outros modos de jogo baseados em objectivos de captura e defesa.

Graficamente é um jogo simples, as texturas e modelos utilizados não são assim nada de especial, pouco melhores que os originais da PS1 são. Mas também é um jogo portátil e com o pouco conteúdo não esperaria nada de extravagante. A parte audio é boa como é habitual nesta série e como sempre temos algumas cutscenes com filmagens a preto e branco da época que são sempre agradáveis de se ver, pelo menos para mim que sempre tive um fascínio com este nosso período da História. Para quem gostar, podemos também desbloquear muitos uniformes adicionais para serem utilizados no modo multiplayer, mediante a nossa performance em cada nível no modo campanha.

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A vertente online parecia-me bem completa para um jogo de PSP, com direito a rankings e tudo.

No geral achei um jogo razoável, a nível de jogabilidade acho que realmente não há muito onde melhorar numa PSP e rapidamente me habituei aos controlos. Mas as missões deveriam ser mais diversificadas e acima de tudo, deveriam haver mais e eventualmente outras campanhas a explorar. Segue-se o Medal of Honor Heroes 2, que irá em breve entrar na minha PSP também. A ver o que melhoraram!

Key of Heaven (Sony Playstation Portable)

Key of HeavenVoltando à portátil da Sony, o jogo que aqui trago hoje é um Action RPG que me parecia bastante interessante e por isso arrisquei a sua compra, mesmo sem o conhecer. Infelizmente acabou por me desiludir, embora não seja um mau jogo de todo. Mas já lá vamos. Este Key of Heaven foi comprado na Cash Converters de Alfragide há cerca de 2 meses, creio que me custou algo como uns 4€.

Key of Heaven - Sony Playstation Portable
Jogo com caixa e manual

Ora este jogo decorre num mundo fictício, mas no entanto com fortes ligações às tradições e lendas asiáticas, mais precisamente as chinesas, a começar pelo óbvio paralelismo nos nomes das personagens. Ouka é o nome da terra que se encontra dividida em 5 diferentes regiões com o seu respectivo clã. Cada clã tem um líder, uma espada mágica e se especializam em diferentes técnicas de espada e magias com um Chi diferente. Ora a nossa personagem é o Shinbu, outrora membro do clá de Seyriu e certo dia é confrontado com a jovem Sui Lin que lhe diz que o clã foi atacado, dizimaram toda a gente e roubaram a poderosa espada do líder, com Shinbu e Sui Lin a serem os únicos sobreviventes actuais do clã. Ao longo do resto do jogo vamos descobrindo que os outros clãs também estão a ser atacados pelo clã Kirin, no centro do continente, que planeia roubar todas as espadas dos líderes e com elas libertar poderes misteriosos e dominar todo o continente.

Key of Heaven (1)
O sistema de Kenpus e Bugei scrolls não é muito intuitivo e poderia ser mais simplificado

Ora o que me desiludiu neste jogo foi a complicação desnecessária da jogabilidade. Key of Heaven é na sua essência um RPG de acção, onde podemos explorar várias localizações, interagir com NPCs, comprar coisas em lojas e no overworld podemos encontrar inimigos que combatemos em tempo real e ganhamos experiência para subir de nível. Até aqui tudo bem, mas as complicações começam logo quando o botão de ataque é o mesmo de defesa, bastando para isso o deixar pressionado, ao invés de o carregar alternadamente para atacar em combos. Ora eu como bom português que sou não li o manual e bastou chegar ao primeiro boss para apanhar logo no lombo. Depois existe uma enorme customização dos diferentes ataques. Basicamente temos as Bugei Scrolls e as Kenpu tiles. As primeiras são objectos que identificam um estilo próprio de ataque, que poderemos depois customizar com as Kenpu Tiles, de forma a construirmos os nossos próprios combos. As scrolls vão sendo adquiridas ao avançar na história, já as Kenpu Tiles são encontradas aleatoriamente nas batalhas, cestos e outros objectos ao longo de todo o jogo. Confusos? Também eu. Depois também temos os ataques mágicos (Chi) que podemos utilizar. Para isso basta deixar o botão quadrado carregado durante uns segundos até encher uma barra de energia, e carregar novamente no quadrado para o despoletar. Existem vários tipos diferentes de Chi que podemos desbloquear, cada um com as suas vantagens e desvantagens entre todos, um pouco como nos elementos água, fogo, terra, e por aí fora.

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Temos também alguns ataques mágicos bastante poderosos

Graficamente é um jogo competente, com cidades bastante distintas entre si, apesar de as influências chinesas serem uma constante. Gosto em especial do nível de detalhe que é dado às personagens a nível das cutscenes, principalmente nos detalhes faciais que estão de facto bem melhores que o resto do jogo. A música acabou por me passar um pouco ao lado, os efeitos sonoros cumprem o seu papel. Uma coisa que gostei é o facto de o jogo nos perguntar qual o idioma em que queremos ouvir as falas, se em inglês ou japonês. Claro que escolhi o japonês com as respectivas legendas em inglês, para mim esta é uma opção muito importante, não desmerecendo o trabalho de quem fez o voice acting para inglês, simplesmente prefiro quando é assim em videojogos desenvolvidos por japoneses, sempre é mais fiel ao original.

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Tirando os bosses, os combates de grupo acabam por ser relativamente acessíveis, se escolhermos boas magias

Por estas razões, considero este Key of Heaven um jogo razoável. Para quem gosta de Action RPGs, ou algo até mais hack and slash, esta consola está repleta de jogos melhores, mas também não vou negar que este jogo me tenha servido bem para entreter nas viagens Porto-Lisboa que tenho feito. É um género de jogos abundante na PSP e sinceramente é algo que planeio ir explorando mais ao longo dos tempos.

Wipeout Pure (Sony Playstation Portable)

Wipeout PureDe todos os jogos do lançamento da PSP nos mercados ocidentais, aquele que para mim melhor se destacou foi este Wipeout Pure. Com Fusion a ser até então o único jogo da conhecida série futurista a ter um lançamento na PS2, vi com algum agrado o anúncio deste Pure, mas também com algum receio que na transição das consolas de mesa para uma portátil se perdesse muito. Felizmente os meus receios não se confirmaram. E este meu jogo foi comprado algures em 2011 ou 2012, salvo erro na Game do Maiashopping. Sei que me custou 5€, pois ainda tinha um autocolante com o preço na traseira da caixa e que mo esqueci de retirar.

Wipeout Pure - Sony Playstation Portable
Jogo com caixa e manual

O Wipeout Fusion da PS2, talvez por ter sido desenvolvido pela Bam! Entertainment acabou por se desviar um pouco da fórmula tradicional da série, com as mudanças nas armas e no design nos circuitos, embora essa última tenha sido do meu agrado. Mas tal não agradou à maioria dos fãs de Wipeout e desta vez a Psyg… SCE Liverpool decidiu retornar à “pureza” dos primeiros lançamentos, daí o sobnome de “Pure” e o facto de o jogo decorrer 100 anos depois dos eventos de Wipeout 2097 não é também uma coincidência.

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As pistas são mais fiéis às clássicas no seu design

Ora nós dispomos de vários modos de jogo, entre os quais o Single Race que dispensa quaisquer apresentações, o Time Trial onde competimos para obter os melhores tempos em cada circuito, ou o Tournament, onde podemos competir em vários “campeonatos” em que terminamos cada corrida com pontos respectivos à nossa classificação. Como sempre tanto neste modo como no single, existem várias classes de corridas, bem ilustrativas do grau de dificuldade das mesmas. Temos ainda o modo Zone, uma das poucas coisas herdadas do Wipeout Fusion. Este é uma espécie de “survival” onde sozinhos somos largados a alta velocidade num circuito, com os escudos em baixa e com a nossa nave a ganhar velocidade de forma constante. O objectivo é sobreviver o máximo de tempo possível. Por fim, temos ainda o Free Play, que pode ser tido como um training mode.

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Blue sky in gaming! Mesmo no lusco-fusco

Com as capacidades Wi-Fi oferecidas pela PSP, este Wipeout Pure acaba por tirar partido de toda essa estrutura. Por um lado temos várias adaptações dos modos de jogo existentes para o multiplayer, nomeadamente o single race, time trial e tournament. Existia até o “Game Sharing”, onde se conseguia partilhar a demo do jogo com os nossos amigos e jogar contra eles nos circuitos existentes nessa mesma demo. Para além disso, este Wipeout Pure teve ainda alguns DLCs, mas felizmente foram gratuítos (pelo menos os que tenho conhecimento), consistindo principalmente em novos circuitos e naves para pilotar. De resto, tudo se mantém fiel à fórmula dos Wipeout mais tradicionais, principalmente a nível dos controlos e do design dos circuitos. As armas também continuam a marcar a sua presença, mas as mesmas podem ser absorvidas para regenerar um pouco da armadura da nave. Isso é necessário pois aquelas áreas de “pit stop” onde se regeneravam esses escudos desapareceram.

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Graficamente o jogo está muito interessante, com bons efeitos de luz e partículas

Passando para os visuais, devo dizer que este é provavelmente o Wipeout mais “blue sky” de sempre. Muitos dos circuitos são completamente solarengos e com um céu tão azul que as corridas parecem decorrer em pleno pico do verão. Mas claro que também teremos outras na neve ou chuva, ou em outras alturas do dia e em cenários mais metrópoles ou industriais. Mas apesar de os circuitos já não serem tão “diferentes” e repletos de outros obstáculos como o que foi visto no Wipeout Fusion, aqui seguem a fórmula mais tradicional, estando repletos de curvas inclinadas e alguns saltos mais perigosos. Mas graficamente falando tudo tem um aspecto extremamente limpo e é sem dúvida o mais bonito dos jogos de lançamento da consola, pelo menos na minha opinião. As músicas essas continuam a ser bastante techno/electronica como aliás não poderiam deixar de ser, mas desta vez parecem-me um pouco mais contidas e calmas que o habitual.

No fim de contas, gostei bastante deste Wipeout Pure, acho que é um lançamento de peso para a PSP e a poderosa consola portátil da Sony conseguiu dar bem conta do recado. Aliás, até deu bem demais, pois a sua sequela, o Wipeout Pulse, também saiu originalmente para esta consola, se bem que depois lá acabou por sair de forma exclusiva na Europa para a PS2. Mas será também a versão da PSP que cá trarei em breve.