Tekken 5 (Sony Playstation 2)

Tekken 5Tekken 4 foi uma excelente sequela da já bem conhecida série de jogos de luta 3D da Namco. Ainda assim, um Tekken 5 foi lançado também para a Playstation 2, com sensivelmente os mesmos modos de jogo, mas com mais outros extras e também claro está mais lutadores. Originalmente, tal como o Tekken 4 e o Tekken Tag Tournament, a minha primeira cópia deste jogo tinha sido comprada por um preço muito apetecível, num bundle em que incluíam estes 3 jogos mais o Virtua Fighter 4 para a mesma consola. No total  tinha-me ficado a menos de 10€ se não estou em erro, embora infelizmente esta fosse uma edição platinum. No final do ano de 2014 acabei por comprar uma versão black label deste jogo.

Tekken 5 - Sony Playstation 2
Jogo com caixa e manual

Ao iniciar o jogo vemos algo que já não via a Namco a fazer há algum tempo. Ocupar o loading inicial com mais um minijogo, desta vez em vez de abordar algo do início da década de 80 como o Galaga, somos levados para a década seguinte para um jogo em 3D poligonal muito básico, o Starblade. Depois vemos uma bonita cutscene de abertura que nos leva logo para a história. Mais uma vez o conflito principal é entre a linhagem de Mishima, com Heihachi, Kazuya, Jin e agora também Jinpanchi metidos ao barulho, todos à luta pelo controlo total do Devil gene. Temos também muitos outros lutadores com quem jogar, todos eles com os seus diferentes backgrounds e motivos para participarem no King of Iron Fist Tournament 5. Caras conhecidas como Paul, Nina ou Yoshimitsu tomam o seu regresso, mas temos também vários novos lutadores, como Asuka Kazama ou Roger Jr, um duo de cangurus, com mãe e cria na sua bolsa marsupial. Mais outra personagem ridícula a adicionar ao universo de Tekken…

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Os modos de jogo disponíveis, algo semelhantes aos do Tekken 4

Os modos de jogo que dispomos são os mesmos de Tekken 4, sejam o modo arcade, time attack, o story mode, que é uma variante do modo arcade com mais ênfase na história, mostrando cutscenes no início e no final do jogo para cada lutador. O survival, modo de jogo onde temos de enfrentar o máximo de inimigos possível até perder um combate, ou o team battle, onde podemos escolher equipas de vários lutadores para lutarem entre si e o Practice, são tudo modos de jogo que já vimos anteriormente. Mas neste Tekken a Namco foi mais longe e ainda incluiu o modo “Arcade History”, onde podemos jogar as versões arcade dos três primeiros jogos da série, bem como o próprio Starblade que vimos na introdução, se o conseguirmos desbloquear. São uns belos extras. O customize é uma opção onde podemos desbloquear vários items ou outfits para customizar os lutadores à nossa escolha. Podemos fazê-lo ao ganhar pontos nos vários modos de jogo existentes. No geral, a jogabilidade neste jogo de pancada parece-me mais rápida e com animações mais fluídas. As arenas perderam os desníveis vistos no Tekken 4, mas podem na mesma serem interagidas, ou seja, podemos atirar com o nosso adversário para as paredes ou rochas e vê-las a estilhaçarem-se.

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As arenas estão com bons detalhes, assim como as personagens

Mas eu deixei algo de fora no parágrafo anterior de forma propositada. Tekken 3 e 4 tinham um outro modo de jogo chamado Tekken Force, sendo este uma espécie de hino aos beat ‘em up da velha guarda como Final Fight ou Streets of Rage. Aqui esse modo de jogo marca mais uma vez presença, mas desta vez de uma forma algo diferente. “The Devil Within” é o seu nome, e aqui apenas podemos jogar com Jin Kazama, onde vemos o que lhe aconteceu entre os acontecimentos de Tekken 4 e Tekken 5. Começamos este jogo a invadir uns laboratórios da G-Corporation, chegando a algumas misteriosas ruínas que contam um pouco mais da origem do seu devil gene. Mas este Devil Within é mais que um beat ‘em up. É certo que passamos a maior parte do tempo à porrada com tudo o que mexa, mas passamos muito tempo também a explorar o layout labiríntico dos níveis, com alguns puzzles e elementos de platforming à mistura. Fez até lembrar um pouco os primeiros Tomb Raiders nesse aspecto. Infelizmente acho que este mini jogo poderia estar um pouco melhor polido, existindo pouca variedade de cenários e os mesmos são bastante repetitivos.

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No Devil Within, para além de enfrentarmos hordas de inimigos, temos algum platforming e puzzles para resolver.

De resto a nível gráfico é um óptimo jogo para uma Playstation 2. As arenas estão repletas de bonitos detalhes e os lutadores estão muito bem modelados. Para além disso, e isto é algo que eu realmente gostei, é o facto de terem mudado um pouco o aspecto geral dos lutadores. Nunca gostei do “desenho” que existia desde os primeiros Tekken e neste jogo as personagens estão com uma cara bem diferente, na minha opinião. As músicas continuam a ser bastante variadas entre si, mas não as considero propriamente memoráveis. As vozes são OK, embora ache os monólogos do narrador um pouco maus, principalmente quando o narrador tenta impersonar algumas personagens. Mas as vozes dos lutadores em si estão boas, e onde no jogo anterior a Namco teve a preocupação de deixar  alguns lutadores a falarem em inglês e japonês, desta vez o mandarim e o coreano são também juntados ao leque da linguística.

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Neste Tekken 5 introduziram as customizações que podemos fazer aos nossos lutadores favoritos

No fim de contas este parece-me ser mais um excelente jogo de luta da Playstation 2. Infelizmente não me considero especialista o suficiente para enumerar as particularidades das mecânicas deste jogo face às do anterior, mas a mim pareceu-me ter uns controlos agradáveis. Mas mais do que isso, este Tekken 5 prima realmente pelo seu conteúdo adicional, mais uma prova que a partir de uma certa altura, converter directamente os grandes êxitos das arcades directamente para as consolas já não é suficiente.

Tekken 4 (Sony Playstation 2)

Tekken 4 PlatApesar do Tekken Tag Tournament ter sido o primeiro jogo da série na Playstation 2, esse jogo não era nada mais que um “dream match” com as novas mecânicas de “Tag Team”. Tekken 4 é o verdadeiro sucessor do excelente jogo que a Playstation original recebeu, embora o seu leque de lutadores seja mais reduzido que Tag Tournament, pois este jogo segue a linha temporal da história da saga. Já comprei este Tekken 4 há uns aninhos, não me recordo quanto custou mas sei que foi muito barato, pois foi comprado em bundle no antigo leiloes.net juntamente com o já referido Tekken Tag Tournament, Tekken 5 e Virtua Fighter 4, tendo o conjunto custado-me menos de 10€ se a memória não me falha. Apesar de ser a versão platinum, acho que foi uma boa compra. E esta edição traz um dvd bónus com trailers de vários outros jogos disponíveis para a PS2.

Tekken 4 Platinum - Sony Playstation 2
Jogo completo com caixa, manual francês, papelada e dvd bónus com vários videos de outros jogos da PS2. Versão Platinum.

A história é algo que se evidencia bastante neste jogo, havendo uma distinção entre o arcade mode – conversão directa do original das arcadas e o story mode, que pouco mais é do que o arcade mode com cutscenes iniciais, antes do boss final e finais. Mas pela primeira vez vi que tentaram realmente dar mais atenção à história do jogo, com os eternos conflitos entre Heihachi, Jin Kazama e Kazuya Mishima (que marca o seu regresso após a sua aparição em Tekken 2) a tomarem o foco principal. Mais uma vez Heihachi a convoca o King of Iron Fist Tournament 4, de forma a atrair Jin e Kazuya para mais um dos seus planos maquiavélicos, mas também onde a promessa de obter uma autêntica fortuna com a empresa de Heihachi atrai lutadores de todo o mundo, cada um com as suas distintas razões em participar no torneio. Mas esse “filme” já todos o vimos em dezenas de outros jogos de porrada.

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O menu principal mostra-nos muitas opções de jogo

A jogabilidade é semelhante á fórmula tradicional de Tekken, existindo porém um maior cuidado com as “arenas” e o que nos rodeia, com a possibilidade de usar o meio ambiente para causar mais dano aos adversários. De resto, e não sendo eu um expert na matéria, nem nunca foi, pois jogo este género de videojogos de uma forma mais casual, as coisas parecem-me semelhantes aos anteriores, o que para os fãs dos Tekken é certamente uma boa notícia. Os modos de jogo existentes também são similares aos Tekken anteriores, onde para além desta pequena distinção entre o Arcade e o Story mode não há grandes novidades neste campo. Podem então contar com modos secundários como o Time Attack, onde o objectivo é chegar ao final do modo arcade no menor tempo possível, o survival que nos coloca numa série de lutas e o objectivo é, tal como o nome indica, sobreviver ao maior número de combates possível. O Team battle também tem aqui o seu regresso, onde podemos juntar equipas de até 8 lutadores e lutar entre si até eliminar todos os lutadores adversários. Obviamente também temos o versus para combates multiplayer e existem não um mas dois modos de treino/tutoriais. Um onde podemos treinar livremente todos os movimentos existentes para cada personagem e um outro com um maior foco nos timings necessários para desencadear combos e afins. O que marca também o seu regresso do Tekken 3 é o beat ‘em up à moda antiga, o Tekken Force, onde podemos escolher um lutador e temos de o levar ao longo de vários níveis, enfrentando as forças do exército privado de Heihachi aos magotes, sempre com um boss no final de cada nível, até enfrentarmos Heihachi no final. Este é um minijogo que eu acho muito benvindo, pena pela pouca variedade nos inimigos e níveis, mas compreende-se pois esse é apenas um extra e não o foco principal deste Tekken 4.

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Family’s issues. Yep, são abundantes em Tekken.

No que diz respeito aos audiovisuais, este Tekken 4 é uma notória evolução do jogo anterior em ambos os aspectos. No quesito gráfico, os lutadores possuem um nível de detalhe superior e o mesmo se pode dizer das “arenas” que são variadas e possuem um bom nível de detalhe. As cutscenes em CG também não são más de todo, apresentando na minha opinião diferentes qualidades, com a cutscene de abertura a ter um nível de detalhe superior às outras. O voice acting é competente e achei interessante o facto de termos lutadores a falar em japonês e outros em inglês, embora sempre com legendas. Naturalmente Heihachi e Kazuya a terem as prestações mais imponentes. No que diz respeito às músicas, este parece-me ser o Tekken com mais variedade neste campo também, apresentando uma óptima evolução desde os primeiros 2 jogos com músicas electrónicas de qualidade questionável, pelo menos para mim. Aqui para além da electrónica e rock, até chegamos a ouvir alguns laivos de jazz, o que me agradou bastante.

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O Tekken Force é mais uma vez uma alternativa bem agradável às lutas 1 contra 1.

No fundo este é mais um jogo de luta que a meu ver me parece bastante competente, embora como já referi várias vezes não sou jogador hardcore neste campo, pelo que os haters de Tekken até poderão ter razão nas críticas que fazem à série. Para mim passa-me ao lado e tirando o design de algumas personagens e a história demasiado mastigada, acho uma boa série e este jogo não lhe foge à regra.

Tenchu: Wrath of Heaven (Sony Playstation 2)

Tenchu Wrath of HeavenApesar de já conhecer a série há bastante tempo, apenas recentemente é que me fui dedicando aos jogos da mesma, tendo jogado até agora com atenção os dois primeiros para a Playstation 1 e este Wrath of Heaven, o terceiro jogo da série já lançado para uma consola de uma geração superior, onde o melhor hardware foi sem dúvida um tónico para a série. E este jogo foi comprado algures durante o ano passado se não estou em erro e foi na minha localidade natal, na cash do Porto Alternativo da Maia, tendo-me custado 5€.

Tenchu Wrath of Heaven - Sony Playstation 2
Jogo com caixa e manual

Tenchu 2 foi uma prequela do original, já este Wrath of Heaven decorre um ano após os acontecimentos do primeiro jogo, onde Rikimaru aparentemente tinha sido deixado para morrer após ter conseguido derrotar Mei-Oh e tentar salvar Ayame e a princesa Miku. Mas Rikimaru tinha ficado aprisionado numa outra dimensão, e tentava voltar ao seu mundo e sua época, tendo conseguido até enviar uma “sombra” de si mesmo. Entretanto novos conflitos voltam a surgir no Japão, e mais uma vez os 2 ninjas são enviados em distintas missões, mas que se acabam por interligar. Enquanto Rikimaru luta para regressar a 100% ao seu mundo, Ayame parte à procura de umas jóias poderosas a pedido do seu lorde Gohda de forma a que se evite que caiam em más mãos. Para além de Ayame e Rikimaru, existe uma terceira personagem que com quem podemos jogar, Tesshu Fujioka, médico respeitável durante, mercenário e hitman durante a noite, e também a sua história vai-se cruzar com a dos outros 2 ninjas, para além de ter uma jogabilidade distinta.

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A nova personagem, Tesshu, com uma jogabilidade algo diferente pelo seu close combat

No que diz respeito à jogabilidade, este Wrath of Heaven segue os mesmos padrões dos anteriores, onde é suposto nós termos sempre uma abordagem mais furtiva e matar os inimigos sem sermos detectados, caso contrário eles tornam-se bem mais agressivos e duros de matar. Para além do mais, se conseguirmos fazer pelo menos 9 stealth kills em cada nível desbloqueamos novos movimentos, como várias combos ou a “ninja vision” que é nada mais que um zoom mode, bastante útil por sinal. Os controlos parecem-me melhorados, com a câmara a poder ser controlada manualmente e o facto de podermos fazer lock-on nos inimigos. Se a memória não me falha, no Tenchu 2 poderíamos arrastar os corpos das nossas vítimas para os manter fora do alcance dos olhares inimigos, aqui infelizmente retiraram essa funcionalidade, que voltou a ser adicionada na conversão que saiu posteriormente para a Xbox. De resto, para além das armas normais, podemos carregar com 6 items, os quais alguns poderemos comprar antes de cada missão, outros encontramos durante e uns outros ainda poderemos desbloquear tendo em conta a nossa performance. Os items são bastante variados, desde armas adicionais como shurikens, items que regenerem saúde, vários tipos de bombas ou outros feitiços e poderes mágicos, como nos tornar invisíveis temporariamente. Esses items são bastante úteis e um deles está sempre disponível, o gancho que podemos utilizar para subir andares ou mesmo para os telhados dos edifícios.

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Desta vez até contra zombies vamos lutar

De resto, para além da barra de energia temos também o ki meter, algo que também já vinha de trás na série e serve como uma espécie de radar, onde caso não tenhamos sido descobertos por ninguém, mostram a distância ao inimigo mais próximo, mesmo que não o consigamos ver. Quando somos descobertos esse mostrador muda de figura, deixando os inimigos bem alerta e caso consigamos escapar, os mesmos ficam algo suspeitos durante algum tempo e depois voltam às suas rotinas normais, tal como em outros jogos como os Metal Gear. Para além disso ainda temos a tal personagem “secreta”, o Teshuu, cuja jogabilidade é um pouco diferente, pois Teshuu utiliza muito mais os seus punhos e pontapés para atacar os inimigos, bem como usa e abusa de agulhas de acumpunctura. Foi sem dúvida uma personagem algo refrescante. Por fim, para além do modo de campanha ainda existem alguns modos multiplayer, nomeadamente um versus, que se trata de uma espécie de deathmatch onde para além do 1 contra 1 ainda podemos deixar algumas outras NPCs à mistura no campo de batalha, que poderão atacar qualquer um dos jogadores. Temos ainda um modo co-operativo, onde poderemos jogar uma série de pequenas missões em conjunto com um amigo, tendo até alguns movimentos de stealth kill em conjunto. Essas missões tanto podem meramente furtivas, como combater um pequeno exército, ou mesmo de escolta.

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Desta vez temos também 2 modos multiplayer

Graficamente é um jogo competente, tendo em conta a PS2. Os cenários são bastante variados, abrangendo pequenas aldeias ou fortalezas tradicionais japonesas que para mim foi excelentes as poder explorar, ou então outras cavernas ou minas ou cenários mais fechados. Os inimigos são também bastante variados, com os já tradicionais ronins e outros ninjas para combater, mas também outros inimigos mais estranhos, como pequenos autómatos ou mesmo seres espirituais ou infernais. As stealth kills são variadas e bem bonitas de se ver, em particular as do Tesshu, com os seus movimentos mais brutais e o uso das agulhas a provocarem mesmo alguns ouchies. E aqui já não temos aquele fog effect e a reduzida draw distance características dos jogos da PS1, o que nos dá logo muita mais margem de manobra para planear o que vamos fazer. As músicas são boas, existindo alguns remixes de músicas já conhecidas na série, outras com as naturais influências de música tradicional japonesa, mas também temos músicas mais “modernas” a acompanhar. Os efeitos sonoros e o voice acting também não são maus, mas neste género de jogos eu preferiria de longe ter o voice acting original com as legendas em inglês.

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Podemos também usar outras armas, embora estas não entrem para as contas do stealth kill

No fim de contas gostei bastante deste Tenchu, apesar de infelizmente ter de dar uma pausa nesta série pois o jogo seguinte, Fatal Shadows, ainda não teve a amabilidade de aparecer na minha colecção. De qualquer das formas pareceu-me uma excelente transição da era 32bit para a PS2, mesmo que mantendo a mesma fórmula, os controlos e gráficos melhorados foram sem dúvida um bom tónico na série. Para além desta versão, no ano seguinte saiu uma conversão para a Xbox com o nome “Return from Darkness”, com gráficos melhorados, novos movimentos incluindo a habilidade de arrastar corpos e multiplayer online. Se tiverem uma Xbox original, essa será certamente a versão definitiva deste Tenchu.

Tekken Tag Tournament (Sony Playstation 2)

Tekken Tag TournamentVamos voltar à série Tekken para o seu primeiro jogo na Playstation 2, com este Tekken Tag Tournament a não ser uma entrada oficial na cronologia da série, mas sim uma espécie de “dream match”, em conjunto com as mecânicas de tag team que foram introduzidas. Este jogo tem também o valor de ser mais um jogo de lançamento da consola da Sony, assim como Soul Calibur o foi para a Dreamcast. Já não me recordo ao certo quando comprei este jogo nem quanto paguei por ele, sei que foi num leilão do antigo leiloes.net, onde para além deste jogo trouxe também os Tekken 4 e 5 (embora platinum), bem como o Virtua Fighter 4. O conjunto ficou bastante barato e este Tekken Tag Tournament está comple

Tekken Tag Tournament - Sony Playstation 2
Jogo completo com caixa, manual e papelada

to, em óptimo estado e é a versão original black label.

 

Existem vários modos de jogo neste Tekken Tag Tournament, a começar pelo tradicional Arcade, onde após seleccionarmos uma dupla de personagens, iremos combater com uma série de oponentes até a um boss final. O esquema de Tag permite-nos trocar de lutador a qualquer momento do jogo, embora possa ser utilizado de maneira mais inteligente durante alguns combos para inflingir ainda mais dano. Sempre que trocamos de lutador recuperamos alguma da vida perdida e, ao contrário de outros jogos com a mecânica “tag”, não é preciso ter de derrotar ambos os oponentes, basta vencer um round a qualquer um dos dois para seguir em frente, daí o ser necessário alguma estratégia para trocar de colega de equipa. Outros modos de jogo como o Versus, Time Attack (onde interessa chegar ao final do modo arcade no menor tempo possível), Survival, onde com uma vida apenas teremos de derrotar o máximo de inimigos possíveis, e claro está um modo de treino onde podemos practicar todos os golpes existentes para cada personagem. Dentro do versus podemos tanto optar por jogar no esquema de tag team ou lutar em combates clássicos de 1 contra 1 ou o Team Battle. Esse Team Battle é semelhante ao modo que já vimos no Fighting Vipers por exemplo, onde poderemos escolher uma equipa de até 8 lutadores e lutar contra todos os lutadores escolhidos pelo adversário.

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O catálogo de personagens ao todo era impressionante

Um outro modo de jogo comum a todos estes é o “Pair Mode”, onde um amigo nosso poderá jogar connosco no esquema de Tag Team, permitindo assim que nos combates multiplayer possam ser jogados com 3 ou 4 jogadores, recorrendo ao multitap. De resto a jogabilidade é muito idêntica aos Tekken anteriores, pelo quem já for familiar com a série sentir-se-á em casa. Sendo este um “dream match”, existe um elenco bem grande de lutadores que poderemos desbloquear. Se não estou em erro poderemos acabar por jogar com todos os lutadores que apareceram desde o Tekken 3 até então. Outras coisas que podemos desbloquear são o Gallery Mode e o Theater Mode, neste último, onde podemos ver as várias variantes de cutscenes finais de cada lutador, bem como outras cutscenes nos geral e ouvir a banda sonora do jogo. Tal como no Tekken 3 também podemos desbloquear um outro minijogo, sendo desta vez um minijogo de bowling o escolhido.

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Algumas destas personagens extra eram apenas “costume swaps” de outras.

Graficamente é um bom jogo, tendo em conta que o original das arcades corria na mesma engine do Tekken 3 e a PS2 seria capaz de muito melhor. Tal como no Soul Calibur para a Dreamcast, a Namco actualizou drasticamente o aspecto gráfico do jogo, colocando muito mais detalhe nos modelos poligonais das personagens e cenários, bem como texturas em melhor resolução. Os cenários são bastante diversos entre si e apresentam um salto gráfico bem qualitativo face ao Tekken 3 que por sua vez já tirava leite de pedra do hardware da Playstation original. No entanto como já devo ter dito várias vezes, nunca consegui achar muita piada ao carisma desta série. Muitos lutadores têm feições completamente estranhas, como o Paul, e neste jogo isso não foi mudado. Mas nem é algo que espere que aconteça, Tekken já marcou pelo seu estilo. A banda sonora é variada também, de acordo com cada personagem/arena, mas continua a não me cativar completamente.

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A parte a vermelho da barra de energia são os pontos de vida que podemos recuperar se ficarmos a descansar em background tempo suficiente

Ainda assim este Tekken Tag Tournament é um jogo bem consagrado pela crítica no geral e pelos fãs, tanto que quando aconteceu o lançamento do filme Tekken Blood Vengeance, a edição Blu-Ray desse filme trazia uma versão HD deste mesmo jogo para a PS3, para além de um prólogo sobre o que viria a ser o Tekken Tag Tournament 2, que ainda não entrou na minha colecção. No fim de contas, se forem fãs da série ou de jogos de luta 3D, certamente este é um jogo a ter em conta.

Resident Evil: Dead Aim (Sony Playstation 2)

Resident Evil Dead AimConfesso que nunca cheguei a jogar nenhum dos Gun Survivors anteriores, sejam da série Resident Evil, ou Dino Crisis. Mas este pareceu-me ser bastante diferente, misturando os conceitos dos Resident Evils tradicionais, com a navegação em terceira pessoa e a exploração e resolução de puzzles básicos, com a jogabilidade em first person dos shooters típicos de light guns. Infelizmente o produto final não foi o melhor, pelas razões que irei descrever lá mais para a frente. Este jogo entrou na minha colecção há uns meses atrás, após ter sido comprado por 2.5€ na feira da Ladra, em Lisboa.

Resident Evil Dead Aim - Sony Playstation 2
Jogo com caixa, manual e disco

E o jogo coloca-nos inicialmente na pele de Bruce McGivern, um agente norte-americano de uma unidade criada exclusivamente para tratar de assuntos relacionados com os actos de bioterrorismo da Umbrella. Somos então levados para o navio Spencer Rain, da própria Umbrella, que foi tomado de assalto por um ex funcionário da empresa, Morpheus D. Duvall, que libertou intencionalmente as armas biológicas que vinham no navio, tornando toda a tripulação em zombies sedentos de sangue. Para além disso, Morpheus pede um resgate aos governos norte americano e chinês no valor de um bilião de dólares, caso contrário mandará lançar mísseis com ogivas repletas do T-Virus para várias das principais cidades de ambos os países. A nossa missão claro está, será neutralizar Morpheus, e todos os zombies ou outras armas biológicas que nos cruzem pela frente.

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Se virmos um zombie a esta distância, geralmente já é tarde

O jogo possui um conceito interessante de jogabilidade, misturando a exploração em 3D na terceira-pessoa dos Resident Evil clássicos, com a jogabilidade em primeira pessoa de um light-gun game. Cada vez que nos preparamos para disparar, o jogo leva-nos de imediato para a primeira pessoa, onde se estivermos a jogar com um gamepad, aparecerá um cursor no centro do ecrã a servir de mira. Mas ao contrário dos outros light-gun games que conheço, cujos são sempre em percursos prédefinidos – on rails – os inimigos aqui não morrem logo com 1 ou 2 tiros, mas acabam por ser autênticas esponjas de balas. Isto porque nos podemos movimentar livremente, mesmo quando estamos em primeira pessoa, embora de uma forma mais lenta. Para além do mais, os inimigos possuem pontos fracos – geralmente os dos zombies são mesmo as cabeças, que devemos procurar atingir, de forma a poupar munição. Sim, porque este é um light gun game com munição limitada e se nos pusermos a disparar para tudo o que mexe à toa não vamos muito longe.

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Os bosses são bem mais desafiantes, como seria de esperar.

Existem diversas armas, desde revólveres a shotguns, metralhadoras ou mesmo lança-rockets, mas todas elas com munição limitada. Claro que se chegarmos ao final do jogo com uma performance de A ou S vamos conseguir desbloquear algumas munições infinitas como vem sendo normal nos jogos da série. Um acessório interessante é o silenciador do revólver, pois é possível passar despercebido por alguns zombies, a menos que façamos barulho. Com o silenciador e apontar para as cabeças a tarefa fica mais facilitada. Infelizmente jogando com o gamepad isso poderá não ser tão fácil assim, especialmente com alguns dos zombies que são mais rápidos ou com os Hunters que são sempre chatos. O jogo tem suporte para a G-con2, que eu não tenho, o que certamente traria um grau de precisão maior. De resto a jogabilidade é semelhante aos Resident Evil clássicos, onde nós temos a liberdade total de explorar os cenários, interagir com objectos e os puzzles simples de procurar chaves ou outras maneiras de aceder a locais inacessíveis, bem como os já esperados bosses, que são autênticas esponjas de balas. Para além de Bruce também poderemos jogar alguns segmentos do jogo com uma outra agente secreta, desta vez do governo chinês – Fong Ling. Ao jogar com a Fong as coisas mantêm-se com a mesma fórmula.

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Os diálogos são maus. Muito maus mesmo.

Mas é nos audiovisuais que as coisas se perdem um pouco. Os gráficos podem não ser nada do outro mundo, mas são competentes. O jogo não se passa só no navio, mas a segunda metade é passada numa base da Umbrella, algures perdida numa ilha remota. As cutscenes também existem num CGI um bocado manhoso, infelizmente. Mas o que me irrita mesmo é todo o trabalho de som. Os grunhidos dos zombies e outras criaturas são muito maus, e todo o trabalho de story telling ou voice over é demasiado mau, parece mesmo retirado de um filme de série B, mas sem a parte cómica que esses filmes costumam sempre ter. Dá mesmo a entender que este jogo foi desenvolvido por uma equipa secundária da Capcom e mesmo para tapar buracos, o que é pena. De qualquer das formas tem os seus momentos e apesar de na minha opinião ser um jogo que merecia ser mais polido e refinado, acho que marca pontos pela sua jogabilidade mista e a forma como conseguiram fundir 2 géneros completamente distintos de videojogos.