Hoje é dia para mais uma rapidinha, pois infelizmente não tem havido tempo para jogar algo mais “robusto”. E o jogo que cá trago hoje é a conversão para a PS2 de mais uma entrada na famosa série Metal Slug da SNK. Na verdade, este Metal Slug 4 já foi desenvolvido numa fase mais negra da empresa Japonesa, após a mesma ter fechado as portas e as suas IPs vendidas à Playmore. O meu exemplar foi comprado há cerca de 2 meses atrás a um particular, custou-me 7.5€.
Jogo com caixa e manual
A história repete-se e uma vez mais há um conflito de larga escala para resolver. Desta vez pela organização terrorista Amadeus, que se prepara para desenvolver um virus informático capaz de invadir qualquer sistema de segurança, incluindo os militares, e com grande potencial para propiciar desastres. Mais uma vez recai nos mesmos mercenários a tarefa de lutar contra a ameaça, embora apenas Marco e Fio se mantenham dos jogos anteriores. A substituir Tarma e Eri estão os novatos Trevor e Nadia, mas novamente cada personagem não possui habilidades distintas entre si, pelo que quem escolhemos para jogar acaba por ser algo indiferente.
Uma cara conhecida… mas nem tudo o que parece… é.
A jogabilidade mantém-se igual a si mesma, com a acção non-stop repleta de soldados, tanques e outros veículos inimigos para destruir. Isto tudo sempre com as excelentes animações e também algum humor à mistura como a série bem nos habituou. A nível de novas funcionalidades, para além de novos veículos a conduzir (incluindo uma empilhadora) e uma nova arma, uma dupla metralhadora, temos também uma nova transformação. Para além de podermos ficar bastante obesos ao comer itens de comida, ou transformarmo-nos em zombies, algo que nos limita sempre os movimentos, agora podemos também nos transformar em macacos, também com restrições de movimento, mas com o benefício de poder saltar bem mais alto e agarrar aos tectos, disparando por aí. A outra novidade está no sistema de Metal Rush. Ao longo do jogo podemos apanhar alguns emblemas e mediante a cor do emblema que apanhamos temos uma barra de tempo que dimui mais ou menos rapidamente. Durante esse tempo estamos invencíveis e o objectivo é procurar obter a maior pontuação possível.
Os confrontos com os bosses são sempre épicos
No que diz respeito aos audiovisuais, tenho sentimentos mistos. Por um lado, o jogo utiliza o mesmo motor gráfico, e os gráficos continuam num 2D bem detalhado e com óptimas animações, mesmo com a Neo Geo a mostrar a sua idade, continua a ser um jogo belíssimo de se ver. Por outro lado não o achei tão épico como os anteriores, onde até se chegou a combater no espaço. Desta vez não há extraterrestres para ninguém! Ainda assim o jogo vai tendo variedade quanto baste, com as habituais paisagens semi-urbanas, naturais, uma cidade assombrada, o interior de um navio ou de uma base militar. As músicas são bem competentes, como sempre.
Como é habitual, há sempre algum humor à mistura.
De resto, para além do modo arcade tradicional que pode ser jogado por 2 jogadores, a versão PS2 possui ainda um outro modo onde podemos jogar apenas no nível que escolhermos. Os níveis disponíveis neste modo são apenas os que já conseguimos finalizar no modo arcade, mais o seguinte.
Tornar-se zombie pode ter algumas vantagens…
Posto isto, apesar de não ter achado este Metal Slug 4 tão empolgante como os seus dois antecessores, não deixa de ser um óptimo jogo. Afinal em fórmula vencedora não se mexe, ou mexe-se pouco, e mesmo não tendo uma campanha tão épica, a jogabilidade simples e frenética, aliada aos óptimos gráficos e animações em 2D fazem com que seja sempre um enorme prazer jogar qualquer jogo desta série.
O artigo de hoje é mais uma rapidinha, embora o jogo em questão até merecesse um artigo bem mais extendido. Mas como não sou o maior fã de jogos de simulação, até porque pouco percebo do assunto, prefiro não me alongar muito. O Ferrari F355 Challenge é um jogo como muitos outros da Sega, e em especial de Yu Suzuki, com origens nas arcades. Mas ao contrário de outras pérolas como Out Run ou Daytona USA, o foco deste jogo não era o prazer de uma condução descompromissada e repleta de emoções fortes, mas sim algo bem mais próximo do realismo possível. Tanto que, em versões deluxe da arcade cabinet deste jogo, teríamos um colosso com 3 monitores para simular a visão lateral, para além de toda a parafernália habitual como volantes, pedais e mudanças. Eventualmente o jogo acabou por ser convertido para a Dreamcast onde lhe foram adicionados mais uns quantos circuitos e, mais tarde, quando a Sega descontinuou a sua última consola, uma versão para a PS2 também foi lançada. Felizmente tenho 1 exemplar de ambas as versões caseiras. A da Playstation 2 foi a primeira que arranjei e sinceramente já nem me lembro onde foi nem quanto custou, pois comprei-a há bastante tempo. A versão Dreamcast foi bastante barata, pois foi comprada num bundle com uma consola, comandos e vários jogos por apenas 15€.
Versão Dreamcast com caixa e manual
Este artigo vai-se focar em ambas as versões, pois há poucas diferenças entre as mesmas. A versão PS2, para além de ter uma interface de menus completamente redesenhada, mantêm practicamente os mesmos modos de jogo e circuitos, acrescentando algum conteúdo bónus desbloqueável, como imagens e vídeos promocionais da própria Ferrari, incluindo um scan completo ao folheto de catálogo do Ferrari F355. Mas voltando ao jogo em si, o mesmo é influenciado pela competição da própria Ferrari, que teve as suas origens em pequenas competições, colocando os donos dos seus carros a correrem entre si em circuitos reais. Neste jogo, apenas iremos encontrar o modelo F355 para conduzir, já com alguns aninhos em cima, mas ainda bem a tempo do seu lançamento original nas arcades, em 1999.
Jogo com caixa, manual e papelada, para a PS2
Entrando no modo arcade, poderemos conduzir em qualquer circuito na versão PS2 (enquanto na versão Dreamcast teríamos de os desbloquear) e como qualquer jogo arcade que se preze, corremos sempre em contra relógio, mas sendo este um jogo com grande foco na simulação, depressa vemos que afinal não conseguimos chegar a lado nenhum jogando mais à toa. É para isso que servem os modos de jogo adicionais antes de entrar no arcade propriamente dito, o Training e o Driving. No primeiro temos desenhada na pista a trajectória óptima, bem como vamos ouvindo o “narrador” a indicar algumas dicas de como travar, onde travar e acelerar, etc. O modo Driving já nos coloca a conduzir sozinhos no mesmo circuito sem qualquer tipo de ajuda e por fim lá teremos o Racing onde temos de mostrar do que somos feitos. Temos também o Championship onde somos largados numa série de 6 corridas em diferentes circuitos e competir pelo melhor número de pontos. Antes de cada pista podemos conduzir algumas voltas de teste para conhecermos o circuito, bem como alterar algumas das características do carro para melhor nos ambientarmos à pista. No multiplayer temos também o modo versus para 2 jogadores em split screen, enquanto que a versão japonesa da Dreamcast também permitia corridas online. Para além disso a versão Playstation 2 possui também o “Great Driver Challenge” que é na verdade um grande desafio onde somos recompensados com pontos por uma condução exemplar ao aproveitar os túneis de vento e optimizar as curvas, sendo penalizados por sair da pista ou embater nos carros oponentes. É este modo de jogo que nos vai desbloqueando a galeria.
Aquele radarzinho no centro do ecrã dá muito jeito para evitar que sejamos ultrapassados
Depois, para além da física realista que o jogo inclui, bem como um impressionante sistema de replay e dados estatísticos da nossa performance que certamente apenas interessam aos mais ávidos condutores, o jogo possui também algumas ajudas que poderão ser activadas ou não, mediante o grau de dificuldade escolhido. Dessas ajudas estão nomes conhecidos como ABS, ou sistemas de controlo de estabilidade ou tracção, que pelos vistos podem igualmente ser activados ou desactivados no carro real, ou assim a Internet me diz. Outro completamente fictício é o Intelligent Braking System que ajuda bastante no momento de fazer as curvas. Mas claro, sendo este um simulador, isso só estraga a experiência.
O jogo possui o sistema “Magic Weather”, que na realidade pouco muda para além da iluminação e nuvens no céu
No que diz respeito aos audiovisuais, o lançamento original era graficamente impressionante. A adaptação para as consolas domésticas não deixa de ser também um bom trabalho, embora se note mais alguns serrilhados na versão PS2 devido à falta de anti aliasing, algo que acaba por ser compensado com o suporte a wide screen. A banda sonora é mesmo ao meu gosto, repleta de temas hard rock / heavy metal clássico, bem como outras músicas um pouco mais discretas, mas com aqueles leads de guitarra como a Sega sempre nos habituou nos seus títulos arcades dos anos 90.
Great Driver Challenge é uma das novidades trazidas na conversão da Playstation 2
Em suma, este Ferrari F355 Challenge é um jogo apenas para os mais pacientes e para os amantes de simulação automóvel. Reza a lenda que o próprio Ferrari F355 de Yu Suzuki foi usado durante o próprio desenvolvimento do jogo, pelo que sempre teve a fama de ser um simulador bastante fiel para a época em que foi lançado. Mas tendo só o F355 como opção disponível é algo que certamente irá deixar muita gente desapontada.
Quando se fala em jogos do Dragon Ball para a Playstation, a memória que surge logo é a do Dragon Ball Final Bout, um jogo de luta em 3D famoso por não ser lá grande coisa. Mas antes desse jogo ter sido lançado, a Playstation recebeu também este Dragon Ball Z Ultimate Battle 22, que infelizmente não é muito melhor. Quanto às outras pessoas não sei, mas a mim sempre me passou ao lado porque eu queria era jogar o Dragon Ball Z da Sega Saturn. Este meu exemplar foi comprado há uns meses atrás na cash converters de Alfragide, creio que por 6€.
Jogo completo com caixa e manual
Este é mais um dos imensos jogos de luta da biblioteca desta franchise, incluindo 22 personagens das séries Dragon Ball e Dragon Ball Z, incluindo mais umas 5 desbloqueáveis como o Goku do primeiro Dragon Ball ou a Tartaruga Genial, por exemplo. Curiosamente, quando desbloqueamos essas personagens extra, o título do jogo muda automaticamente para Ultimate Battle 27. Mas adiante. Aqui dispomos de vários modos de jogo incluindo os mais normais como o modo “arcade” para 1 jogador e versus para 2 jogadores, torneio e depois temos os Build Up, que já falarei com mais algum detalhe lá para a frente. Os combates possuem um round cada, e dispomos de duas barras de energia a ter em conta: a barra de vida e a barra de força. A primeira é bastante fácil de adivinhar o que é: a quantidade de vida que ambos os lutadores ainda possuem. A segunda serve principalmente para usar os ataques especiais, como o Kamehameha de Goku e companhia. Ao abusar desta barra, se a depletarmos, a nossa personagem fica temporariamente sem forças e incapaz de se mover. Felizmente, e não fosse este um jogo de Dragon Ball, é possível restabelecer a energia desta barra especial a qualquer altura.
Golpes especiais usam energia que pode ser regenerada ao fazer o que o Vegeta está a fazer
No entanto, o facto de as personagens ficarem exaustas é algo que também se aplica aos nossos oponentes, e alguns são especialistas disparar imensos ataques especiais, pelo que saber defender, reflectir ou evitar esses ataques é meio caminho para aproveitar essas fragilidades. De resto, os combates acabam por ser bastante lentos na minha opinião, e os ataques especiais parecem tudo menos imponentes como sempre nos habituamos a ver na série televisiva. Ainda assim possui algumas características herdadas por outros jogos de luta desta série, como a capacidade de lutar no ar e o facto da câmara ir fazendo zoom in ou out consoante a distância que separam os 2 lutadores. O modo build up serve unicamente para tornar as nossas personagens mais fortes e ganhar mais vida, ao practicar vezes sem conta os mesmos ataques ao longo de imensos combates. Sinceramente acho uma perda de tempo.
Como ponto positivo, o alargado (para a altura) elenco de lutadores
A nível gráfico é bastante notório que este é um dos jogos da primeira geração da Playstation, principalmente pela estética dos menus e ecrãs de selecção de personagens, que está um trabalho bastante amador. Os backgrounds são bastante simples e, apesar de serem em 3D, apresentam um efeito de rotação bastante estranho. Também como já referi acima, os ataques especiais estão longe de serem tão épicos como nos habituamos a ver no anime, um kamehameha é apenas pequenas uma pequena bola de energia. Felizmente as sprites são em 2D e estão bem detalhadas, muito fiéis ao anime. As músicas não são nada de especial. Ainda assim, para um jogo original de 1995 num sistema de 32bit… é bastante desculpável.
O super poderoso Gogeta é também uma das 5 personagens secretas que podem ser desbloqueadas
Curiosamente, a versão norte-americana apenas foi lançada por lá já bem depois do ano 2000, mais precisamente em 2003 como lançamento budget, numa altura em que a Playstation 1 já não recebia nenhum videojogo verdadeiramente importante. Isto deveu-se ao facto de só por essa altura é que o anime passou a ser exibido por lá e então alguém achou boa ideia em lançar este jogo velhinho no território norte-americano. É por essa razão que se vêem muitas más críticas a este jogo pela internet, a maior parte do público jogou-o bastante fora de tempo. E de facto é um jogo que envelheceu mal do ponto de vista técnico, mas entre este e o Final Bout então venha o diabo e escolha.
O artigo de hoje será mais uma quase rapidinha a uma sequela de uma budget release com origens japonesas que já por cá trouxe. Estou a referir-me claro ao Zombie Hunters e, para o bem ou para o mal pouca coisa muda a nível de mecânicas de jogo e conteúdo, pelo que recomendo a leitura desse mesmo artigo para mais detalhes. Este meu exemplar foi comprado novo e selado na feira da Ladra em Lisboa por 2.5€.
Jogo com caixa e manual
E mais uma vez começamos por escolher qual personagem a utilizar, podendo uma vez mais seguir o caminho de Aya ou Riho Futaba. Ao contrário do primeiro Zombie Hunters onde me foquei principalmente na Aya, desta vez segui o caminho de Riho. E aparentemente, apesar de o jogo ser mais uma vez raparigas com pouca roupa contra uma legião de zombies e outras criaturas, existe uma história própria para cada personagem, embora sejam coisas simples e não muito importantes.
Temos várias diferentes vestimentas para desbloquear, com o destaque maior ser dado à Aya
A nível de jogabilidade quase tudo se mantém. Podemos desencadear vários tipos de ataques, incluindo alguns mais poderosos a troco de um pouco da nossa vida, bem como temos de ter em atenção 2 medidores: o sangue acumulado na espada, e o sangue que vai salpincando para as moças. Enquanto o primeiro vai deixando a espada cada vez mais fraca sendo até possível a lâmina ficar encravada no corpo de algum zombie, deixando-nos completamente vulneráveis por muitos e preciosos segundos, o segundo faz-nos transformar no Berserk Mode, onde os nossos ataques ficam muito mais fortes, a troco da defesa ficar mais fraca e a nossa vida ir descendo gradualmente. É possível reverter esse estado ao irmos ao encontro de uma estátua de uma santa ou usar um power up para o efeito. Já a espada sangrenta basta pressionar L1 para a sacudir. De resto a grande diferença neste jogo é a possibilidade de jogar cooperativamente o modo campanha, bem como podermos jogar com 2 raparigas em paralelo (Aya e Riho desbloqueiam uma personagem secundária no final do primeiro nível da sua respectiva história). Assim sendo, é possível ir fazendo tag team entre as ambas as raparigas, com a inactiva a regenerar lentamente a sua vida em background.
Todas as outras peculiaridades se mantêm, como o modo survival, o sistema de achievements interno (quest mode) que nos desbloqueia uniformes alternativos e outras personagens jogáveis, os skill points que nos são recompensados no final de cada nível mediante a nossa performance e que podem ser utilizados para melhorar as diferentes personagens a nível de vida, força, combos ou alcance da espada. Temos também o practice mode que será indispensável para dominar os combos (especialmente os Cool Combos que são super frustrantes de fazer). Acreditem, toda a perícia é bem precisa principalmente nos confrontos com os bosses.
Juro que nunca percebi a cena do sangue cor de rosa
Infelizmente os problemas do primeiro Zombie Hunters a meu ver continuam aqui presentes. Os controlos, principalmente a nível de controlo de câmara em conjunto com os ataques mantêm os mesmos problemas, o que corta alguma fluidez nos combates. Não há mais uma vez uma grande variedade de cenários: começamos uma vez mais num pequeno cemitério e progredimos para as ruas de uma cidade, ou estamos no interior de um centro comercial ou num sistema intrincado de cavernas. E nos seus 6 níveis do jogo, cada área é repetida uma vez. É também um jogo muito repetitivo.
A nível gráfico é um jogo simples, e sendo este uma budget release japonesa, isso é algo compreensível. Algo que continuo sem compreender muito bem é o tom mais cor de rosa do sangue em geral, mas isso parece-me ser algo já inato a esta série, pois o OneeChambara da Wii padece do mesmo mal. As músicas são na sua maioria electrónicas tal como no primeiro Zombie Hunters também.
No berserk mode somos muito mais rápidos e poderosos, mas a nossa vida também desce a cada segundo que passa, pelo que é uma habilidade a ser explorada com moderação
Em suma este é um hack and slash interessante, embora bastante repetitivo nos níveis que apresenta e nas waves de zombies que estão sempre presentes. É uma budget release e deve ser encarado como tal, e em jogadas mais descompromissadas torna-se mesmo em algo divertido. Mas as lutas contra os bosses, especialmente na recta final são mesmo bastante complicadas, pelo que é um jogo que vai dar luta e recomenda-se que o practice mode seja visitado com alguma frequência no início. E saber usar bem o modo berserk também é algo importante.
Vamos lá escrever enquanto as memórias estão bem frescas! Este foi um jogo que não percebo porquê, mas ficou demasiado tempo na prateleira à espera de ser jogado. Tal como o Metal Gear Solid 2 foi um jogo bastante esperado no início de vida da Playstation 2, este MGS4 foi um dos grandes motivos para se comprar uma Playstation 3 em 2008, numa altura em que a consola ainda estava numa posição de mercado algo delicada. Este meu exemplar foi comprado na feira da Ladra em Lisboa já há algum tempo, creio que ainda em 2014. Custou-me 10€ e veio com a sleeve exterior de cartão, que poderia estar em melhor estado, é verdade. Para além disso, e não está na foto abaixo, tenho também um DVD bónus “Metal Gear Saga Volume 2” que aparentemente veio para quem fez a pre-order ao jogo. Esse tinha sido comprado por 1€ na Feira da Vandoma no Porto ainda uns meses antes de ter comprado o jogo em si.
Jogo com caixa, sleeve de cartão, manual e papelada. Destaque para o manual que está excelente.
Em Metal Gear Solid 4 a narrativa decorre já no ano de 2014, 5 anos após os acontecimentos passados em Metal Gear Solid 2. Essa era uma altura de imensas guerras civis, travadas por grupos militares que acabaram por se tornar como que empresas, controlando de certa forma a economia mundial. O último grito tecnológico era o uso de nanotecnologia nos soldados, garantindo-lhes estabilidade psicológica para continuar a combater e também optimizar as suas técnicas de combate. É nesse meio que aparentemente surge uma nova ameaça e o Coronel Campbell nos pede (a Snake) para travar: Liquid renasceu através do velho Ocelot e este aparentemente está a tramar alguma. Infelizmente para nós, devido ao facto de Solid Snake ser um clone, está a envelhecer demasiadamente rápido, estando agora com um aspecto bem mais velho e com uma aptidão física já não tão boa. É frequente queixar-se das costas se andarmos agachados durante muito tempo, por exemplo.
O prólogo deste jogo é muito bizarro. Até David Hayter (voz de Snake até ao último MGS5) participa
Antes de avançar, devo já dizer que vou evitar ao máximo fazer grandes spoilers, mas devo também dizer que adorei este jogo. Isto porque a jogabilidade melhorou imenso e o facto de ser um jogo não tão voltado para o stealth mas sim para a acção acabou por me agradar mais. Sim, podemos e em certas alturas devemos mesmo jogar de uma forma mais furtiva e evitar sermos descobertos, mas esse não é mais o foco do jogo. Se formos descobertos podem contar com as fases clássicas de Alert, Evasion, Caution até termos a costa desimpedida novamente. A nossa vestimenta tem também uma tecnologia “camaleão”, que se adapta à textura do que estejamos em contacto. Deixamos de ter de nos preocupar muito com que uniforme a usar em cada ocasião, pois esse fato já nos deixa mais descansados se quisermos passar despercebidos. Também vamos tendo outros disfarces para usar, mas o seu aparecimento tem a sua lógica. Isto porque vamos estar no meio de várioas guerras civis, entre as tropas de PMCs a mando de Liquid/Ocelot, e outros grupos rebeldes que não sabem quem somos. Quanto aos rebeldes, é possível ficarmos amigos deles se os ajudarmos em várias ocasiões a combater os PMCs, mas se os prejudicarmos eles também abrem fogo contra nós. Estes disfarces rebeldes servem para estas ocasiões, para podermos passear livremente em áreas controladas pelos grupos rebeldes.
Estes Gekkos são chatos de se combater enquanto não tivermos uma Rail Gun na nossa posse
Também temos ao nosso dispor armas tranquilizantes e é possível chegar ao fim sem matar ninguém, mas sinceramente eu preferi jogar sempre com armas letais. E falando em armas letais ao longo do jogo vamos tendo a oportunidade de encontrar uma vasta selecção de diferentes tipos de armas de fogo, são mesmo dezenas e muitas delas podem ser customizadas com diferentes acessórios, como sniper scopes, silenciadores, miras laser, entre outras. Para nos facilitar o trabalho temos uma loja de armas e munições que podemos visitar a qualquer altura do jogo (a partir do momento em que a encontramos) onde podemos fazer essas compras a troco de Drebin Points. E como ganhamos Drebin points? Fácil, ao destruir inimigos não humanos como os Gekkos ou os Scarabs, e ao vender as armas repetidas que vamos encontrando. Para além do mais, temos também uma grande panóplia de itens a utilizar, desde revistas playboy para distrair alguns dos nossos oponentes, rações e outros itens que nos restaurem energia e a sanidade e por fim dois grandes gadgets, o Solid Eye e o robot Mark II. O primeiro é um visor multifunções. Ao tê-lo equipado e activado no modo normal, os itens espalhados pelo chão ficam completamente visíveis, quando poderiam ter sido passado algo despercebidos. Outro dos usos é de servirem de binóculos, mas sinceramente eu sempre preferia usar a mira de uma sniper rifle. O melhor dos usos é o night vision mode, que nos dá uma ideia bastante clara da posição de alguns inimigos em condições mais adversas, bem como de outros detalhes como pegadas se quisermos seguir o rastro de alguém. O robot Mark II, supostamente controlado por Otacon, serve para fazer reconhecimento sem corrermos o risco de ser directamente apanhados, podendo interagir com algumas coisas e deixar também inimigos inconscientes. Os fãs de Snatcher irão reconhecer o design deste pequeno amigo!
Os combates com as Beauties podem ficar algo… err.. intensos
De resto é um jogo excelente, com uma óptima jogabilidade como já referi. Mas a série Metal Gear sempre foi conhecida pelas suas personagens carismáticas, longas cutscenes, uma narrativa complexa e cheia de plot twists. E o Metal Gear Solid 4 não desaponta em nenhum desses aspectos. Vamos ver muitas caras conhecidas, algumas novas e sem spoilar mais nada, devo dizer que este MGS4 é uma bela maneira de fechar um ciclo. É certo que ainda não joguei o MGS5 que tem o Big Boss como protagonista, mas a história como um todo neste MGS4 serviu de uma bela conclusão. E sim, são imensas cutscenes, muitas delas bem longas, mas felizmente podemos pausá-las sempre que quisermos. As únicas que não consegui pausar foram as conversas no CODEC. Depois o jogo está também repleto de pequenos detalhes deliciosos, como vários flashbacks que nos remetem para as aventuras passadas.
O design de alguns dos bosses continua excelente
Graficamente é um jogo muito bom, que tira plenamente partido das capacidades da Playstation 3. Temos cenários bem diversos, desde cidades no médio oriente devastadas pela guerra, algures numa selva na américa do sul, uma cidade na Europa de Leste e não só. Tudo está bem detalhado, desde as ruas, a vegetação na selva e claro, as personagens. Especialmente os bosses, que continuam bastante doentios de uma maneira que só o Kojima sabe fazer. Os confrontos com as beauty and the beast sempre foram memoráveis, embora a última (Screaming Mantis) me tenha dado algumas dores de cabeça até finalmente ter percebido o que era suposto fazer. Por fim, devo fazer a referência que o voice acting no geral também está muito bem conseguido, assim como as músicas.
No fim de contas, e ainda muita coisa poderia ser dita (como o conteúdo online que não fui a tempo de aceder e o Virtual Range), este Metal Gear Solid 4 foi um jogo que me surpreendeu bastante pela positiva. A nível de jogabilidade é para mim o melhor da série, e a nível de história é também muito bom, embora o MGS3 para mim vença nesse aspecto. Se gostarem da saga e ainda não jogaram este MGS4, então não façam como eu e o deixem na prateleira durante meses e meses, joguem-no!