NBA Action (Sega Saturn)

Voltando às rapidinhas a jogos desportivos, deixo-vos cá agora uma breve abordagem ao NBA Action da Sega Saturn. Esta série já tinha começado uns anos antes na Mega Drive (embora nem todos tenham chegado cá à Europa) e apesar de possuirem a marca Sega Sports na sua caixa, na verdade a Sega tem vindo a terceirizar o desenvolvimento dos jogos desta série. Este primeiro título para a Saturn foi desenvolvido pela Gray Matter Software, o mesmo estúdio que desenvolveu também o primeiro NHL All-Star Hockey para a Saturn. O meu exemplar veio de uma feira de velharias no passado mês de Março e foi baratíssimo.

Jogo com caixa e manual

NBA Action é um jogo de basquetebol, devidamente licenciado pelas equipas da NBA na temporada 95-96, e que possui diversos modos de jogo, a começar pelo típico Exhibition, onde poderemos jogar uma partida amigável. Mas, sendo este um simulador, o grande foco do jogo está no seu modo temporada, onde teremos de jogar uma temporada inteira, tendo em conta eventuais lesões e poderemos também contratar/vender jogadores, bem como criar jogadores novos de raiz para a temporada em questão. O outro modo de jogo é o custom playoff, para quem não quiser jogar uma temporada completa. De resto teremos outras opções para customizar ainda mais as equipas existentes no jogo, algo que eu não cheguei a explorar, bem como observar todos os dados estatísicos oficiais da temporada anterior de 1994-1995.

Como simulador, este NBA Action até que possui um modo temporada bastante completo

A nível de mecânicas de jogo, quando estamos em modo ofensivo, o botão B passa a bola, o C tenta encestar, enquanto os restantes botões servem para outras acções que sinceramente não conheço tão bem o desporto para as explicar. Já no modo defensivo, o botão A tenta roubar a bola, o B leva-nos a alternar de jogador, enquanto o botão C serve para o jogador saltar e tentar interceptar um lançamento adversário. De resto, para além das inúmeras opções que poderemos customizar (desde as habituais de duração de cada partida, dificuldade, quais regras a activar), com o botão R e o X, Y ou Z poderemos alternar entre diversas estratégias ofensivas ou defensivas que tenhamos eventualmente mapeado.

No que diz respeito aos audiovisuais, sinceramente até gostei do que vi. Os jogadores parecem-me bem representados, para um jogo de 1996, e possuem caras diferentes, embora não faço ideia se são minimamente fidedignas em relação à realidade. Também estão bem animados e a acção flui de forma algo fluída! Por outro lado, no som, não acho que seja um jogo assim tão bom. Temos ruídos do público, que se tornam bastante repetitivos, com poucos cânticos e reacções e apesar de termos um comentador desportivo que nos acompanha nas partidas, também não possui falas assim tão emotivas quanto isso.

Infelizmente a perspectiva usada acaba por atrapalhar muitas vezes

Portanto, na teoria, e para um jogo de 1996, este NBA Action até me parece um título bastante completo. Mas na práctica as coisas não são assim tão fáceis. A câmara utilizada por defeito coloca-nos numa perspectiva com a câmara apontada para um dos cestos, pelo que a vista da acção acaba por se tornar bastante confusa, especialmente perto do cesto mais longínquo e o CPU não dá tréguas, pelo que acabamos sempre por levar “banhos de bola”. No ano seguinte a Sega lançou o NBA Action 98, desta vez tendo sido produzido pela Visual Concepts, estúdio que chegou a ser comprado pela Sega, tendo sido o responsável pela série NBA 2K que teve o seu primeiro lançamento na Dreamcast. Estou portanto bastante curioso com essa sequela, assim que a arranjar a um preço tão simpático como este.

Galaxy Fight (Sega Saturn)

Com o sucesso de Street Fighter II, foram inúmeras as empresas que tentaram repetir a aquela fórmula de sucesso. A Sunsoft acabou por ser uma delas, tendo lançado em 1995 este Galaxy Fight, originalmente nas arcades, com o hardware da SNK, NeoGeo MVS. Inevitavelmente acabaram posteriormente por surgir algumas conversões para consolas, a começar precisamente pelas plataformas da SNK, mas a Saturn e Playstation também não ficaram esquecidas. O meu exemplar foi comprado algures em Março passado, tendo-me ficado barato, pois foi comprado num bundle com vários outros jogos da Saturn.

Jogo com caixa e manual

Tal como o nome indica, este é um jogo futurista, com protagonistas de diversos planetas. Qual a razão de andarem à pancada uns com os outros? Bom, há uma profecia qualquer que a cada 1000 anos um deus assume a sua forma física e surge na galáxia. Mas este não é um deus benigno, bem pelo contrário. O objectivo será então o de derrotar esta divindade, sendo que pelo meio iremos também andar à pancada com uma série de outros guerreiros também.

As arenas são bastante variadas entre si, e possuem sempre excelentes detalhes

No que diz respeito às mecânicas de jogo, este é até relativamente simples, com os botões A, B e C a servirem para ataques fracos, médios e fortes respectivamente. O botão Z serve para provocar o adversário, os botões X e Y não possuem qualquer utilidade a menos que activemos o “Special Command Mode”, onde poderemos assignar golpes especiais a estes botões. De resto é um jogo simples, sem grandes mecânicas de combos ou barras especiais que nos desbloqueem outros ataques. Mas nem por isso é um jogo fácil, os oponentes dão boa luta. Quanto aos modos de jogo, também não esperem por grandes surpresas, pois temos aqui o arcade e um versus para 2 jogadores.

O elenco de lutadores é bastante variado, incluindo ninjas, robots e aliens

A nível audiovisual gostei bastante do jogo. As personagens estão distribuídas por diferentes planetas, o que resulta sempre em arenas com temáticas variadas. Temos umas mais futuristas, outras no meio da natureza, outras em grandes templos, e por aí fora. O design das personagens está muito bem conseguido e tudo é apresentado com um 2D de muito boa qualidade como seria de esperar. Gosto do design das personagens e as arenas também estão repletas de bonitos detalhes como alguns efeitos de parallax scrolling, sendo que aqui as arenas não possuem limites, vão fazendo scrolling infinitamente. As músicas são também bastante agradáveis, sendo na sua maioria grandes malhas de rock como manda a lei.

Portanto este Galaxy Fight, apesar de não ter trazido nada de propriamente novo aos jogos de luta, não deixa de ter sido um título bem sólido e com excelentes visuais. A Sunsoft não se ficou por aqui e lançou posteriormente o Waku Waku 7, um jogo que cheguei a jogar nas arcades há uns anos valentes e que teve também um lançamento para a Saturn, mas infelizmente esse já se ficou pelo Japão.

Shellshock (Sega Saturn)

A Core Design, dentro dos estúdios europeus da década de 90, sempre foi dos que mais apoiou as consolas da Sega, não só com conversões dos seus jogos desenvolvidos originalmente para computadores como o Commodore Amiga, bem como com lançamentos inteiramente novos. Este Shellshock, a par do Firestorm: Thunderhawk 2, foram os seus lançamentos de estreia para a então nova geração de consolas, com o jogo a estar disponível na Saturn, Playstation e também PC. O meu exemplar foi comprado algures no verão passado, tendo vindo de um grande bundle de jogos e consolas que comprei a um vendedor particular. Ficou-me portanto muito barato.

Jogo com caixa

Neste jogo encarnamos numa equipa de mercenários muito peculiar, os Da Wardenz, pois são todos grandes fãs de hip-hop. O nosso propósito é o de controlar um tanque em diversas partes do globo para combater o terrorismo. As missões consistem maioritariamente em destruir uma série de alvos inimigos, ou resgatar reféns. Ora este não é um simulador de guerra, pelo que os controlos acabam por ser simples. O d-pad move o tanque, depois temos um botão para seleccionar a arma a usar, outro para disparar, um outro botão para activar o mapa e outro para fazer lock-on da metralhadora nos adversários à nossa volta. Os botões de cabeceira servem para rodar o canhão principal para a esquerda ou direita.

Os inimigos são ainda representados como sprites em 2D

À medida que vamos cumprindo missões vamos recebendo dinheiro como recompensa. Se destruirmos mais alvos inimigos para além dos primários, como outros edifícios ou veículos inimigos, também somos recompensados com dinheiro extra. Esse dinheiro pode depois ser usado não só para reparar a armadura do tanque do dano que tenha sofrido entre missões, bem como comprar novos upgrades para o mesmo. Estes consistem em melhorias na sua armadura, na sua mobilidade, melhorar as armas existentes (como o tempo de recarga entre cada disparo do canhão principal), ou mesmo acoplar armas novas como um lança mísseis. Um dos melhores upgrades que teremos pela frente é a possibilidade de chamar um avião de suporte, que nos destrói uma grande parte dos inimigos à nossa frente, embora apenas o possamos usar uma vez por missão.

Entre missões podemos gastar o dinheiro que amealhamos em diversos upgrades

No que diz respeito aos audiovisuais, antes de jogarmos cada missão podemos explorar a base dos Da Wardenz como se um jogo de aventura point and click se tratasse, ao navegar entre vários ecrãs e interagir com os nossos colegas para falarmos um pouco com eles, ou interagir com outros objectos, que nos permitem gravar o progresso do jogo ou entrar na tal loja para comprar upgrades. Antes de cada missão temos direito a um briefing narrado, por vezes acompanhado de pequenas cutscenes em CGI. Nas missões em si, estas são apresentadas num misto entre 3D poligonal algo primitivo e sprites em 2D. Tudo é terra plana, não existem quaisquer desníveis e as missões podem ser passadas em desertos, em zonas florestais, ou em plenas cidades e portos. Mas não há grande variedade de sprites, todas as àrvores são iguais, todos os tanques inimigos ao longo de todo o jogo são iguais, pelo que o jogo acaba por se tornar repetitivo rapidamente. Já no que diz respeito ao som, bom, sendo os Da Wardenz todos grandes fãs de hiphop, o que se nota até pela maneira como vestem, não é de admirar que a banda sonora é toda à volta desse género musical. Não é um género musical que me agrade particularmente, mas não deixa de ser um conceito original. Ao longo das missões os restantes mercenários vão-nos mandando algumas dicas, mas também é cansativo ouvi-los dizer exactamente as mesmas frases de cada vez que somos atingidos por fogo inimigo, ou pelo contrário, quando destruimos algum veículo ou edifício inimigo.

Para além de resgatar reféns ou destruir coisas, também teremos algumas missões ocasionais de escolta

Portanto este Shellshock é um jogo que até acaba por ser agradável de jogar na primeira hora. Inicialmente o nosso tanque é muito fraco, pelo que teremos de jogar de forma mais cautelosa, mas à medida que vamos gastando dinheiro em upgrades, este começa a tornar-se numa verdadeira máquina de guerra. Mas com tanta missão genérica, o jogo começa a ficar repetitivo muito rapidamente. Graficamente é um jogo fraco, é verdade, mas temos de ver que é um título de 1995 e a Core ainda se estava a habituar à plataforma. Prefiro jogos híbridos 2D/3D com alguma qualidade, do que jogos inteiramente em 3D poligonal mas que tenham envelhecido horrivelmente.

UEFA Euro 96 England (Sega Saturn)

A única memória que tenho do Europeu de 96 é a de estar numa grande festa da empresa onde o meu pai trabalhava e, a certo ponto, aparecerem uma série de homens chateados pela selecção nacional ter perdido um jogo que os eliminou da prova. Lembro-me bem mais deste jogo para a Saturn, que tinha sido lançado pouco antes do torneio começar. Produzido pela Gremlin Interactive, esta é uma adaptação do seu Actua Soccer (até então, exclusivo da Playstation), mas inteiramente dedicado ao torneio Europeu, tendo obtido as devidas licenças. A Sega aproveitou e incorporou o jogo na sua linha Sega Sports, tornando este lançamento exclusivo para a Saturn (e PC) e apenas lançado em solo Europeu. De certa forma percebe-se o porquê, até porque os únicos jogos de futebol que estavam disponível até à data eram ainda o International Victory Goal e FIFA 96, com outros jogos de futebol a sairem mais tarde no ano de 1996. O meu exemplar foi comprado num bundle de vários jogos para a Saturn algures em Lisboa, há uns bons meses atrás.

Jogo com caixa e manuais

Dispomos aqui de vários modos de jogo, desde partidas amigáveis, um modo treino e a competição oficial, onde poderemos escolher qualquer uma das selecções que tinham sido qualificadas para o evento. Teoricamente os controlos são simples, com um botão para passar, outro para rematar, outro para correr e um outro para alternar de jogador quando não temos a posse da bola. Uma das coisas que achei engraçado é a maneira como o indicador do jogador seleccionado muda conforme a situação. Se não tivermos a posse da bola o indicador é circular. A partir do momento que temos a posse da bola o indicador torna-se triangular, começando a piscar se o CPU detectar que estamos numa boa posição para rematar à baliza. Se por acaso o indicador se tornar na forma de quadrado, quer dizer que estamos numa boa posição para cruzar para a área, bastando para isso pressionar o botão de passe. A bola irá então automaticamente sendo cruzada para a área e, caso haja algum jogador da nossa equipa pronto para receber a bola, o seu indicador surge como uma estrela, onde depois de pressionar o botão de remate, o jogador irá fazer-se à jogada e rematar de primeira ou cabecear. É um conceito interessante, embora demore um pouco a habituar. Ah, e aqui também temos o after touch para remates e passes longos, onde depois da bola ser disparada podemos arquear a sua trajectória ao pressionar o botão direccional na direcção pretendida. De resto contem com uma série de opções habituais, como alterar a formação táctica das equipas e os seus jogadores. Ao longo de cada partida podemos também alternar entre diferentes ângulos de câmara, alguns bastante dinâmicos mas que nos prejudicam a área visível de jogo, outros mais amplos que já nos dão maior controlo.

O jogo possui uma série de ângulos de câmara mais dinâmicos que até podem parecer bonitos em movimento, mas não dão muito jeito

A nível audiovisual, convém referir que este é dos poucos jogos que conheço na Sega Saturn que possui menus em português. De resto, graficamente era um jogo minimamente detalhado, embora naturalmente que tenha envelhecido bastante mal com o tempo. Possui comentários em inglês durante as partidas, embora não sejam nada do outro mundo. Mas é engraçado que o comentador tenha gravado o nome de cada jogador, e o enuncie com entoações diferentes consoante o contexto. Os restantes efeitos sonoros são competentes, desde os ruídos e cânticos do público, como os restantes barulhos normais de cada partida. As músicas são agradáveis, embora apenas toquem fora das partidas, como seria de esperar.

Graficamente é um jogo que envelheceu muito mal, como seria de esperar

Este UEFA Euro 96 é então um Actua Soccer inteiramente dedicado ao campeonato Europeu desse ano, com muitas mecânicas de jogo a serem herdadas do seu lançamento original na Playstation. Não é um jogo que tenha envelhecido bem, mas na altura até que era divertido quanto baste.

Dead or Alive (Sega Saturn)

Tempo de trazer mais uma conversão arcade, desta vez o primeiríssimo lançamento da série de jogos de luta da Tecmo em consolas domésticas. Dead Or Alive foi desenvolvido originalmente para o sistema arcade Sega Model 2, o mesmo onde corre Virtua Fighter 2. Em 1997 a Tecmo decidiu converter o jogo para a Sega Saturn, e sinceramente o resultado acabou por ser muito bom. Mais tarde a Tecmo lançou também uma conversão para a Playstation onde para além de aprimorarem a jogabilidade, refizeram também o motor gráfico e incluiram novas personagens. O meu exemplar foi comprado em Dezembro na loja Mr. Zombie, tendo-me custado uns 13€.

Jogo com caixa, manual e spine card.

A nível de controlos temos um botão para socos, outro para pontapés e um outro para agarrar o adversário. Este último, se usado no timing certo, pode servir para quebrar combos e deixar o adversário aberto a um contra ataque nosso. A jogabilidade é fluída e a IA é desafiante o suficiente, pelo que convém irmos practicando. Tal como noutros fighters, temos um modo de jogo precisamente para isso, onde seleccionamos uma personagem e practicamos os golpes contra um oponente inerte. De resto, ainda nos combates, este jogo possui também as danger zones nas arenas,  que são geralmente as áreas mais exteriores de cada arena. Estas são zonas “armadilhadas”, onde se formos atirados para o chão (ou se o fizermos ao nosso oponente), sofremos dano adicional.

Apesar de a jogabilidade não ser tão aprimorada quanto o upgrade lançado depois para a PS1, não deixa de ser um óptimo jogo de luta

De resto, os outros modos de jogo resumem-se aos habituais arcade e versus para 2 jogadores, bem como temos também o Time Attack ou Survival. O primeiro, tal como o nome indica, é uma corrida contra o relógio e o Survival também não é estranho nos jogos de luta, onde o objectivo é precisamente o de ir enfrentando oponentes de forma consecutiva, sem grande regeneração de vida entre rounds, até finalmente perdermos um combate. Por fim temos o modo kumite, onde podemos optar por combater 30, 50 ou mesmo 100 oponentes seguidos. Aparentemente este é o modo de jogo que mais nos recompensa para desbloquear as roupas extra de cada personagem (são 6 roupas por personagem, um número bastante elevado para a altura!). Ainda no que diz respeito a desbloqueáveis, poderemos também desbloquear Raidou, o principal antagonista do jogo. Aumentando para 9 o leque de personagens jogáveis nesta primeira versão, onde se incluem Kasumi, uma das protagonistas principais e Ryu Hayabusa, da série Ninja Gaiden.

A nível gráfico é um dos melhores que a Saturn apresentou com 3D poligonal

No que diz respeito aos audiovisuais, o Dead or Alive original da arcade foi um marco no seu lançamento, apresentando personagens muitíssimo bem detalhadas, em particular nos detalhes dos cabelos e roupas abanarem com o vento. A conversão para a Sega Saturn está excelente, apesar de naturalmente terem sido feitos alguns sacrifícios tendo em conta as diferenças de hardware. As arenas já não são tão detalhadas quanto a versão arcade, com os cenários de fundo a possuir no entanto interessantes efeitos de paralaxe que lhe dão na mesma a sensação de profundidade. Os polígonos dos lutadores apesar de não serem tão detalhados quanto no original, não ficam muito atrás. No geral os gráficos são muito bons para uma Sega Saturn e o jogo corre a uns belíssimos 60fps, que lhe dá uma excelente fluídez. Claro que as meninas possuem boobie physics exageradas, mas isso já faz parte da identidade desta série. No que diz respeito às músicas, bom este jogo parece ter sido produzido pela Sega, pois as músicas possuem o mesmo feeling que muitas das suas conversões arcade na segunda metade dos anos 90. Músicas com uma toada mais rock, portanto!

É uma pena que esta versão não tenha saído no ocidente. Aparentemente haviam planos pela Acclaim a trazer cá em 1997, mas o declínio da consola no ocidente acabou por os dissuadir. Na minha opinião, acho que a própria Sega deveria ter intervido e publicado eles mesmos esta versão no ocidente. Mesmo a versão Saturn está quase toda em inglês, com alguns detalhes como os atributos de cada personagem a ficarem em japonês. Era só traduzir essa parte, fazer um manual meio amanhado como de costume e estava feito. Dead or Alive é um excelente jogo de luta na Saturn e um lançamento ocidental teria sido muito benvindo.