Michael Jackson’s Moonwalker (Sega Mega Drive)

A parceria entre Michael Jackson e a Sega não é nenhum segredo e este Moonwalker é provavelmente a primeira interacção entre o artista e a empresa nipónica que surge precisamente no auge da sua popularidade. Moonwalker é originalmente um filme de Michael Jackson lançado em 1988 que eu nunca vi, mas em 1990 a Sega lança um jogo arcade sobre o mesmo. É essencialmente um jogo de acção isométrico. Mais tarde, no mesmo ano (ou em 1991 no caso dos territórios PAL) a Sega lança também um Moonwalker para os seus sistemas da época: a Master System e Mega Drive, que por sua vez são versões bem distintas do original arcade. Já cá trouxe no passado a versão Master System, pelo que irei focar nas diferenças desta versão. E o meu exemplar foi comprado a um amigo meu no passado mês de Setembro por 5€.

Jogo com caixa, manual e catálogo/póster

Ora tal como as outras versões este jogo é baseado no filme de 1988, onde Michael Jackson tem de salvar uma série de crianças das garras do vilão Mr. Big. Ora em retrospectiva, fazer um filme (e posteriormente videojogos) onde o Michael Jackson “salva” crianças provavelmente não seria a melhor ideia de sempre, mas adiante. Tal como na versão 8bit este é então um jogo de acção/plataformas onde teremos de explorar uma série de distintos cenários (os mesmos que na versão MS) e procurar crianças escondidas na maior variedade de locais: por detrás de portas, janelas, em cavernas, dentro de caixotes do lixo, em malas de carros, etc. Tudo isto enquanto combatemos uma série de inimigos que vão surgindo infinitamente. Uma vez encontradas todas as crianças, surge um macaco que se coloca às nossas cavalitas e nos indica o local do boss do nível. Quando lá chegamos, na verdade temos não um boss, mas uma série de inimigos para derrotar.

O jogo até que possui um bom nível de detalhe para 1990, mas é pena que muitos dos cenários sejam bastante escuros

O que nos leva a falar da jogabilidade e esta é um pouco diferente da versão Master System, pois apesar de termos as mesmas habilidades, a maneira como as podemos usar é diferente. Aqui o jogo utiliza o esquema de 3 botões da Mega Drive com as configurações por defeito a usarem o botão C para saltar, B para atacar e A para usar habilidades especiais. B ataca com socos ou pontapés que, dependendo de quão cheia estiver a barra de vida de MJ, poderão lançar ou não também uns pozinhos mágicos que extendem o seu alcance. A barra de vida é partilhada também com a barra de “magia”, onde pressionando o botão A desencadeia algumas dessas habilidades especiais. Aliás, a duração do tempo em que mantemos o botão A pressionado é que define quais as habilidades a usar. Inicialmente MJ faz uma pirueta que causa dano aos inimigos na sua proximidade, o ataque seguinte consiste em MJ atirar o seu chapéu para a esquerda ou direita, servindo assim de arma e por fim, o último ataque é uma dança. Sim, uma dança que obriga todos os inimigos no ecrã a dançarem compulsivamente com MJ e depois sofrerem bastante dano. Mas como referi acima, usar cada uma destas habilidades também consome alguma da barra de vida, com o ataque mais poderoso a consumir metade. Na versão Master System, para usar algumas destas habilidades teríamos de apanhar alguns power ups para o efeito.

Por os inimigos todos a dançar em uníssono e de forma compulsiva pode ter o seu custo elevado, mas é surreal!

Mas há mais a ter em conta. Ocasionalmente quando libertamos algumas crianças desce um meteorito do céu. Se o apanharmos, então MJ transforma-se num robot que lhe permite voar, disparar raios laser ou mísseis teleguiados, embora estes últimos também consumam da sua barra de vida. De resto não temos qualquer power up nesta versão, com a barra de vida de MJ a regenerar gradualmente com cada criança salva. O último nível já tem mecânicas de jogo completamente distintas. Aqui aparentemente pilotamos, na primeira pessoa, uma nave em pleno espaço onde teremos várias naves inimigas para destruir, particularmente a que contém o vilão principal.

Nalgumas circunstâncias especiais podemo-nos tornar num robot poderoso e com diferentes habilidades, para além a de localizar todas as crianças escondidas

A nível audiovisual é um jogo interessante. As músicas são, naturalmente todas retiradas da discografia do artista, podendo ouvir temas como Smooth Criminal, Beat It ou Billie Jean e a qualidade do som não ficou nada má. Os efeitos sonoros já não são tão bons. Por um lado temos os vários gemidos característicos do MJ e outras vozes digitalizadas, por outro lado alguns efeitos sonoros ficaram bem aquém do esperado. Por exemplo, em alguns níveis vamos combater alguns cães e se por um lado eu estava à espera de ouvir um latido digitalizado, ou algo que se aproximasse disso, ouço antes um outro efeito sonoro muito fraquinho. De resto a nível gráfico é um jogo interessante. Os níveis vão sendo variados com cenários bem detalhados, pelo menos para um jogo de 1990, embora sejam um pouco escuros de mais, por vezes. As animações de MJ estão muito boas, o que no caso dele devido a ter sido um artista que prezava muito as suas coreografias, as animações aqui introduzidas conduzem bem esse espírito. Até os ataques como socos e pontapés parecem movimentos de dança! Então quando activamos o ataque da dança e vemos MJ mais uma carrada de inimigos a dançarem a mesma coreografia em uníssono é impagável!

O último nível já é quase um simulador espacial, por esta não estava à espera

Portanto este Michael Jackson’s Moonwalker é um jogo interessante. Não só pela inédita parceria entre a Sega e o próprio artista (que viria a dar mais frutos ao longo dos anos seguintes), mas também pela maneira em que a Sega conseguiu criar um videojogo com alguma originalidade nas suas mecânicas de jogo. Uma outra curiosidade a apontar é que existem diversas versões deste jogo em circulação na Mega Drive. A música Thriller era para ter sido incluída na íntegra neste jogo, mas como a mesma não foi escrita pelo MJ, a Sega decidiu removê-la caso viessem a ter problemas de copyright. No entanto, quando usamos o ataque especial da dança, trechos da Thriller podem ser ouvidos durante as coreografias. As versões mais recentes do jogo já não incluem esses trechos também.

The Ottifants (Sega Master System)

Tempo de voltar à Sega Master System para um jogo de plataformas que não é lá muito conhecido. A série The Ottifants é uma série de animação germânica, produzida por um comediante alemão aparentemente conhecido no sue país. E essa série deve ter tido um sucesso considerável nos anos 90 visto que acabaram por ser produzidos videojogos para pelo menos os principais sistemas da Sega em 1993: a Mega Drive, Game Gear e claro, na Europa a Master System ainda tinha uma presença de mercado considerável. E é justamente essa versão que cá trago hoje, que ironicamente foi comprada numa loja alemã aquando da minha visita a Munique no Outubro passado. Custou-me cerca de 11€ e está como nova.

Jogo com caixa e manual

Eu não conheço a série dos The Ottifants, mas a história até tem o seu quê de originalidade. Nós encarnamos no jovem elefante Bruno, que acha que o seu pai foi raptado por extraterrestres. Mas não, o pobre coitado está só a trabalhar até mais tarde no escritório. Mas Bruno quer reencontrar-se com o seu pai e segue então um rasto de doces que este deixou até ao seu trabalho e iremos assim atravessar diferentes cenários como a sua casa, uma cave, zonas em construção, etc. A diferença é que esses locais estão repletos de perigos e diferentes inimigos mas, de acordo com o manual, tudo isso está na imaginação fértil de Bruno.

Apanhando conjuntos de 3 gelados coloridos, desbloqueamos diferentes efeitos temporários

Os controlos são simples, com um botão para saltar e o outro para que Bruno dispare projécteis (doces) da sua tromba. Alguns inimigos são também susceptíveis a dano caso lhes saltemos em cima. Para além disso, mantendo o botão de ataque pressionado faz com que Bruno aspire objectos com a sua tromba. Pressionando outra vez o mesmo botão, faz com que disparemos esses objectos de volta. Isto é ocasionalmente necessário para aspirar certos blocos que nos sirvam posteriormente de plataforma e ultrapassar alguns obstáculos, ou simplesmente usá-los como arma de arremesso para o combate. Acho que são mecânicas de jogo interessantes e que poderiam eventualmente ter sido melhor exploradas do que foram.

Coleccionar estes ursinhos é mandatório para conseguirmos desbloquear a saída do nível

De resto, é claro que sendo este um jogo de plataformas europeu, o que não faltam são itens e power ups para apanhar. Os mais comuns são as típicas gomas em forma de urso que nos aumentam a pontuação de cada vez que apanhamos um. O problema é que, para conseguir saír do nível actual, temos de apanhar um número mínimo destes itens caso contrário o portal de saída não se activa. Biberons de leite regeneram a nossa vida e ocasionalmente vemos também umas folhas de papel a caírem suavemente pelo ecrã. Estas são na verdade páginas de algum relatório em que o pai de Bruno está a trabalhar e se queremos chegar ao melhor final, teremos de as apanhar todas. Os outros itens mais comuns são gelados coloridos e aí é que entra outro sistema interessante pois a cada 3 gelados que apanhemos desbloqueamos prémios diferentes. Caso apanhemos 3 gelados vermelhos seguidos, todos os inimigos ficam congelados no ecrã durante algum tempo. Caso sejam verdes ganhamos velocidade adicional, caso sejam amarelos podemo-nos transformar num super elefante e voar temporariamente. Mas caso façamos misturas de cores, poderemos ainda ter outro tipo de habilidades como ficar temporariamente invisível, destruir todos os inimigos presentes no ecrã ou multiplicadores de pontos.

No final de cada conjunto de níveis temos sempre um boss para enfrentar

Visualmente é um jogo bastante colorido e com níveis bem distintos entre si. O primeiro é uma casa cheia de brinquedos e que sinceramente até me fez lembrar um pouco o James Pond II: Robocod. Em seguida passamos para os subterrâneos com níveis naturalmente mais escuros, depois para um arranha céus em obras e os últimos níveis já são escritórios (se bem que se parecem tudo menos isso) e uma selva. Todos possuem um bom nível de detalhe e com inimigos distintos entre si. Já as músicas, bom, são mesmo aquelas típicas de estúdios do Reino Unido que programavam para sistemas 8bit. Não são própriamente más, mas temos apenas duas músicas que iremos ouvir ao longo de todo o jogo: uma para os níveis normais, outra para os bosses. Poderia então haver uma maior variedade.

Portanto este é então um jogo de plataformas minimamente competente, com algumas boas ideias, como a dos power ups que serão diferentes mediante a cor dos gelados que vamos apanhando, ou a possibilidade de sugar e expelir objectos com a tromba do elefante, embora sinceramente acho que esta poderia ter sido bem melhor aproveitada. A versão Game Gear parece-me idêntica, já a da Mega Drive é naturalmente superior do ponto de vista técnico. Mas já vi vários comentários a indicar que a versão 8bit tem uma melhor jogabilidade!

Spirou (Sega Mega Drive)

Vamos voltar às rapidinhas, mas desta vez na Mega Drive, para mais um jogo de plataformas da Infogrames que, como era habitual nos seus jogos para consola nos anos 90, este é um jogo de plataformas baseado numa banda desenhada franco-belga. Nomeadamente o Spirou, claro! E esta é uma conversão directa do mesmo jogo da Super Nintendo que já cá trouxe no passado, daí este artigo ser mais curto visto que o jogo é muito similar. O meu exemplar foi comprado a um particular no passado mês de Setembro por cerca de 25€.

Jogo com caixa e manual. Falta-lhe o poster!

Ora como referi acima esta é uma conversão da versão SNES do mesmo jogo, onde controlamos Spirou numa série de níveis de plataformas em 2D com o objectivo de impedir a robot Cyanida de alcançar os seus planos de escravizar a raça humana. Os controlos são simples com um botão para correr, outro para saltar e um outro para usar a arma que eventualmente vimos a desbloquear. Arma essa que é a única forma de atacar inimigos, enquanto que se saltarmos para cima deles sofremos dano. Se bem que algumas criaturas podem servir de plataformas também…

O jogo começa por nos levar a Nova Iorque e desde cedo

Graficamente é um jogo muito bem detalhado e com níveis bem variados entre si, embora sejamos sinceros, a versão Super Nintendo leva a melhor até porque provavelmente foi a versão desenvolvida originalmente. Na SNES os níveis são mais coloridos, possuem mais detalhe a alguns efeitos gráficos adicionais, como o parallax scrolling da cutscene inicial. O ecrã de transição de níveis é também muito mais bonito na Super Nintendo. Mas atenção, a versão Mega Drive não fica muito atrás e é também um jogo muito bem detalhado. Infelizmente a banda sonora não é grande coisa mas eu também já me tinha queixado do mesmo na versão SNES.

Pelo meio temos direito a um nível com mecânicas de shmup para variar na jogabilidade. E com bonitos efeitos de parallax scrolling!

Portanto este Spirou é um jogo de plataformas tecnicamente muito competente, embora a versão SNES seja superior nesse aspecto. A nível de jogabilidade é muito semelhante: é um jogo de plataformas com níveis que por vezes se tornam algo labirínticos e teremos de resolver pequenos puzzles para progredir. Os inimigos aparecem muitas vezes em locais indesejáveis pelo que também pode causar algumas frustrações. Mas não deixa de ser bem competente.

Superman: The Man of Steel (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas e pelos sistemas 8bit, hoje trago-vos a versão Master System do Superman: The Man of Steel, publicado pela Virgin. E a razão pela qual o artigo de hoje é uma rapidinha, é porque já cá trouxe a sua versão Game Gear que é muito idêntica salvo pequenos aspectos. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu por 5€ no passado mês de Setembro.

Jogo com caixa e manual

Ora tal como a versão Game Gear, este é um jogo de acção 2D sidescroller onde apesar de controlarmos um super herói que seria quase invencível, na verdade este Superman deve ter uma pedra de kryptonite metida nos seus collants. Isto porque o nosso ataque principal são socos, que por sua vez possuem um alcance muito reduzido e precisamos de desferir múltiplos socos nos inimigos até os destruir e estes rapidamente nos causam dano. É verdade que podemos também voar e eventualmente até poderemos encontrar alguns power ups que nos permitem disparar raios laser ou desferir socos mais fortes, ambos de forma temporária. E voar até que somos bem rápidos, mas tendo em conta que vamos encontrar inimigos que muito rapidamente nos deixam em apuros, o ideal é mesmo jogar de forma mais cautelosa.

A versão Master System possui muito mais detalhe no primeiro nível. Isso e a sua resolução maior tornam-na a melhor versão 8bit deste jogo, o que não é dizer muito.

Ora e que diferenças há na versão Master System quando comparada com a versão portátil? Bom a diferença mais óbvia é a maior resolução na versão Master System que, quando jogada de forma mais cautelosa, nos permite avistar os inimigos mais cedo e reagir mais atempadamente. A outra diferença gritante está mesmo nos gráficos do primeiro nível que são bem mais detalhados na versão Master System por algum motivo. Aqui temos maior detalhe no background, que nos mostra a cidade, enquanto a versão portátil possui um ecrã de fundo inteiramente azul.

De resto são jogos muito semelhantes e apesar da versão Master System ser ligeiramente superior, este não deixa de ser um jogo não muito divertido e frustrante. Não recomendo.

Ferrari Grand Prix Challenge (Sega Mega Drive)

Vamos a mais uma rapidinha pois o tempo não tem dado para muito mais. No passado já cá trouxe o Ferrari Grand Prix Challenge, mas para a Game Boy. Tanto essa como a versão NES foram lançadas no mesmo ano no Japão como apenas Ferrari, embora não saiba precisar qual delas é a versão original. No ocidente ambas as versões foram lançadas pela Acclaim, que também quis aproveitar o facto da Mega Drive estar a vender bem, pelo que procuraram também lançar um jogo com o mesmo nome, através da sua subsidiária Flying Edge. No entanto no caso da consola da Sega acabaram por aproveitar o lançamento em solo japonês de um outro jogo de Formula 1, o Nakajima Satoru Kanshuu F-1 Hero MD, pelo que o traduziram, colocaram um novo título e siga! O meu exemplar foi comprado a um amigo meu no mês passado de Junho por 5€.

Jogo com caixa

Ora e este é, tal como os restantes, um jogo de corridas de Formula 1, com uma maior tendência para a simulação, pois o seu modo de jogo principal é o campeonato. E aí, para além do ranking onde vamos competir, começamos por escolher qual o piloto e o fabricante que queremos representar. Antes de cada corrida podemos customizar o carro em várias categorias, como tipo de pneus, suspensão, travões, motor entre outros. Antes da corrida em si temos também a fase de qualificação. Durante as corridas vemos que o ecrã está dividido em 2, com a parte superior a mostrar várias informações como os tempos, a nossa posição (e a dos nossos oponentes) no circuito e no centro o estado do nosso carro, pelo que eventualmente teremos de fazer algumas paragens nas boxes. Para além do modo campeonato temos um modo de practicar qualquer circuito e com qualquer carro, bem como um modo time trial, embora este seja essencialmente um versus contra o CPU ou contra outro amigo.

Parece que não, mas esta divisão de ecrã tira-nos alguma visibilidade para curvas mais apertadas

Graficamente é um jogo muito simples, principalmente pela divisão obrigatória que temos no ecrã, o que também retira alguma da visibilidade do circuito. As pistas têm todas algum detalhe característico do país em questão nos seus cenários, mas o detalhe da pista em si e dos carros fica uns bons furos abaixo de outros jogos de Formula 1 existentes no catálogo da Mega Drive. Kudos no entanto para alguns pequenos detalhes como as diferentes condições meteorológicas, que vão transitando entre céu limpo, nublado (cinzento) e/ou com chuva. Ou o detalhe da indicação visual quando temos carros a aproximar-se da nossa traseira! Já no que diz respeito ao som, as músicas não são nada de especial e apenas as ouvimos no ecrã título e menus. Já durante as corridas temos apenas direito aos efeitos sonoros, que por sua vez também não são nada de extraordinário. O ruído quando embatemos noutros carros ou obstáculos como painéis publicitários é especialmente estranho.

Não sei o que esta senhora está aqui a fazer no ecrã de escolha de modo de jogo. Já na versão japonesa temos uma foto digitalizada de umas quantas meninas!

Portanto este Ferrari Grand Prix é um simulador de Formula 1 algo mediano. A Mega Drive tem alguns títulos bem melhores, como é o caso do tecnicamente impressionante F1 e seus sucessores ou, comparando com um jogo do mesmo ano, o Ayrton Senna’s Super Monaco GP II.